A Emel, os bloqueadores e a caça à multa
Conheço muito pouca gente tenha uma opinião favorável à Emel. É uma empresa com quase tanta autoridade como a Polícia Municipal e as queixas são mais que muitas. Desde esperas de 2 a 3 horas para um carro ser desbloqueado até carros que ficam retidos nas instalações da Emel porque o parque de reboque encerra às 24h.
Ao observar o método de trabalho desta empresa começo a perceber porque é que a Emel é vista com maus olhos, e dou-lhes razão. Nunca fui multado pela Emel, mas também evito estacionar nos locais que lhes são atribuídos por causa do excesso de autoridade deles. Eu sou a favor de uma fiscalização mais apertada para acabar com o estacionamento abusivo em 2ª fila ou onde calha. Não sou a favor de uma empresa que implementa métodos opressivos para aumentar as suas receitas.
A zona circundante ao meu trabalho passou recentemente a ser fiscalizada pela Emel, e tenho visto cada coisa que contado ninguém acredita. Um empregado da Emel de brinco na orelha à espera que um ticket de estacionamento expirasse para passar a multa até um empregado da Emel que começou logo a passar uma multa a um carro sem ticket, o problema é que o carro tinha acabado de estacionar e o proprietário estava na máquina a colocar moedas.
Depois temos a questão dos bloqueadores, um carro mal estacionado pode ser bloqueado, mas vai continuar mal estacionado! Se um carro está em cima do passeio reboca-se, não se bloqueia.
Mas os métodos da Emel no que toca a reboques não é nada saudável. Para rebocar um carro que nem estava a incomodar (havia mais lugares à volta) demoraram 10 minutos e com a carrinha da Emel mais o reboque acabaram por “bloquear” a rua e ninguém passou enquanto tentavam retirar o carro daquele lugar. Quando conseguiram colocar o carro no reboque, saíram daquela zona a abrir. Fiquei sem perceber se eram mesmo empregados da Emel ou se tinham acabado de roubar um carro.
A Emel nunca deveria ter aparecido, mas existem interesses monetários por trás. Se realmente quisessem reduzir o estacionamento caótico colocavam mais efectivos na Polícia Municipal e na Polícia de Segurança Pública e não numa empresa criada para o efeito. Aqui sim iríamos ter agentes devidamente formados e com sentido de responsabilidade a autuar as viaturas de acordo com a lei e não empregados como os da Emel, alguns de aspecto bem duvidoso e que não têm estofo para ser uma “autoridade”.

Boa noite.
Eu durante anos trabalhei na R.Castilho e como teimoso e casmurro que sou tinha grandes pegas com a EMEL. …tantas que se contasse ia monopolizar este blog!
Uma delas foi, ao entrar no carro um Policia devidamente acompanhado por um funcionário da EMEL (por mais de 1 hora andavam os dois juntos a subir e a descer a R.Castilho – via-os da janela do meu escritório…) me chamu a atenção que tinha “uma coisa” no vidro (foi mesmo assim!)
- Uma coisa!?, disse eu! De tal maneira que questionei a razão pela qual a autoridade andava à conversa com um funcionário de uma empresa. Identifiquei-o, e ele identificou-me. Cheguei a casa apresentei queixa deste à Policia e do funcionário à EMEL. Não paguei o valor que vinha “naquela coisa” e da EMEL enviáram-me uma carta a pedir desculpa!
Outras era eu por o carro em cima de uma zebra e ser multado, …reclamação!
pagar as multas por multibanco e no “saldo final2 não serem abatidas.
Ainda agora e já vão mais de 3 anos ainda estou à espera de uma resposta destes.
Resumindo… não gosto deles mas confesso que a empresa em si faz falta. Não é nestes moldes!!! Deveriam arranjar funcionários responsáveis, não muidos com ganas de autoridade que parece ganharem à comissão!!!