Primeiro automóvel eléctrico do mundo? Da Mitsubishi talvez
Os senhores do departamento de marketing da Mitsubishi podiam ter poupado o embaraço de ter publicitado o i-MIEV como o primeiro automóvel eléctrico do mundo se dessem uma vista aqui pelo blog, se fizessem uma pesquisa pelo Google ou se simplesmente percebessem algo da história do automóvel.
Não bastavam os primeiros automóveis terem sido eléctricos (o primeiro eléctrico data de 1835), foi também um carro eléctrico que passou a mítica barreira dos 100km/h, assim como no inicio de 1900 a venda de carros eléctricos nos Estados Unidos superou a venda de carros a vapor e a gasolina.
Apoio completamente o lançamento de carros elétricos (a baterias ou células de combustível) e híbridos, e desejo à Mitsubishi que este carro seja um sucesso de vendas, mas não o publicitem como o primeiro automóvel eléctrico do mundo. Até a PSA que deve vender este i-MIEV sob a marca Peugeot teve o AX, Saxo e 106 em modelos 100% eléctricos e ainda vende carros de trabalho eléctricos como a Partner.
Toyota iQ e Smart ForTwo
Recentemente tive a oportunidade de experimentar o novo Smart ForTwo (F2) e o novo Toyota iQ, os minicarros ou citadinos do momento. Vi os vários níveis de equipamento, experimentei as diversas funcionalidade de cada carro e fiz um test-drive a ambos.
Estando habituado a carros de segmentos superiores e com mais performances tentei baixar bastante as minhas expectativas para poder ser surpreendido pelos seus pontos fortes como citadinos.

O Smart ForTwo em que me baseio é na versão Passion, a versão mais apetecivel em termos de equipamento (tirando os Brabus) e com caixa automática. O motor a gasolina tem 70cv de potência e 999cc, com sistema start-stop que erradamente é chamado de micro hybrid drive (mhd).
Ao contrário dos Smart anteriores este novo modelo é mais comprido e deixa de poder ser estacionado longitudalmente, perdendo um pouco o conceito Smart. Continua no entanto a ser um carro extremamente pequeno que permite ser estacionado naqueles locais mais apertados, onde outro citadino não caberia.
Por fora ficou com um design mais maduro e com algumas alterações estilisticas bastante interessantes.
Os interiores continuam muito espaçosos, lá dentro sentimo-nos à vontade e existe espaço suficiente para dois adultos de estatura alta. O tecto panoramico em vidro ajuda também a aumentar a sensação de espaço e torna o ambiente a bordo mais alegre.
Existem vários espaços de arrumação em locais inteligentes, infelizmente nem todos permitem ser tapados para evitar olhos alheios e o porta-luvas com chave é um extra e nem na versão Passion faz parte do equipamento de série. A consola central tem bom aspecto e é bastante simples de usar com um botão para cada função, embora alguns botões do ar condicionado e do desembaciador traseiro fiquem mais afastados das mãos do condutor.
O resto do interior é bastante simples e cinge-se ao essencial.
Para o test-drive testei a versão Pure apenas com caixa sequencial pois não estava disponível a versão Passion na versão a gasolina com mhd. Em termos de condução não surpreende mas também não desagrada, mesmo sem direcção assistida o carro manobra-se facilmente e a suspensão apesar de um pouco rija não se torna muito desconfortável em pisos mais degradados.
A caixa continua a ser lenta nas passagens no modo sequencial mas é agora mais suave que nos modelos anteriores. O sistema mhd funciona na perfeição, após atingir os 8km/h em desaceleração o motor desliga-se, voltando a ligar-se imediatamente assim que retiramos o pé do travão. No entanto, tal como noutros start-stop, em situações de trânsito intenso somos obrigados a desligar este sistema para evitar que o motor esteja constantemente a ligar e desligar numa marcha lenta.
Esta versão possui ainda o Hill Start que segura o carro durante 0.7 segundos dando tempo de tirar o pé do travão e carregar no acelerador.

No Toyota iQ baseio-me na versão base, embora no test-drive ao contrário do Smart, tenha testado a versão superior Q2 com o sistema de navegação e estofos em pele.
O exterior do carro é extremamente engraçado, tem um aspecto de cubo e o seu desenho dá a sensação do iQ ser um carro robusto e extremamente espaçoso. Frisos laterais como opção são um must have para a selva urbana, pois as portas do iQ são muito propicias às típicas mossas dos outros condutores que abrem as portas sem cuidado.
Todo o conceito e a engenharia por detrás do iQ fazem-no um carro bastante inteligente, pelo menos até chegarmos ao interior. É verdade que 3 adultos conseguem sentar-se confortavelmente, e se o condutor for de estatura média, um adulto de estatura média consegue sentar-se no quarto lugar de forma razoavelmente confortável em curtas distancias, o que para um carro deste tamanho é interessante, mas ficamos por aqui em inovação.
Não existem locais de arrumação cobertos que sejam úteis. O porta-luvas é uma bolsa que apenas permite levar o manual do carro (e esta bolsa não vem na versão base) e existe um pequeno espaço debaixo dos bancos traseiros que permite levar um saco vazio ou algumas revistas.
A bagageira não existe, só com os bancos rebatidos e aqui temos outro problema, existe uma chapeleira que tapa a parte superior da “bagageira”, mas não existe nenhuma barreira fisica vertical. Numa travagem brusca é possível que os objectos venham parar ao pé da manete de velocidades, e com o carro parado os amigos do alheio conseguem ver o que está na bagageira. Para mim esta é a maior falha do carro.
O interior também é triste, com uma cor lilás (ameixa) e o tejadilho em branco e a consola central é demasiado compacta e confusa de utilizar.
Já na condução o iQ é igual a conduzir um carro normal, bem insonorizado para o segmento, um motor bastante vivo e com um arranque engraçado para a potência que tem, uns furos acima do Smart. A brecagem é interessante e permite fazer inversão de marcha apenas com uma manobra em espaços bastante apertados.
A suspensão é mole q.b. e torna-se muito confortável de conduzir, mesmo em piso empedrado. Em curva nota-se no entanto um ligeiro adornar da carroçaria, mas dúvido que quem compre um carro destes deseje participar em track-days no Estoril.
A caixa manual é também muito precisa e a manete tem um curso bastante curto, tornado-se muito cómoda para um uso diário em cidade. As ajudas ao ecodriving são também óptimas para ajudar qualquer condutor a reduzir os seus consumos.
Conclusão
O iQ tinha tudo para ser o iPod da Toyota e é uma óptima escolha sobre o Smart para alguém que não precise de espaço para bagagem e não se importe com o triste interior. A lista de equipamento é muito superior ao Smart e é um carro mais versátil e acima de tudo diferente. Em termos estécticos o iQ leva a melhor.
No entanto é no interior que se conduz, e embora o iQ me deixe com um sorriso na cara, assim que fecho a porta esse sorriso desaparece. Já no Smart o interior é alegre e cria uma sensação de bem estar ao seu condutor e passageiro. Juntando a isso vários espaços inteligentes para arrumação, o Smart acaba por sair na minha opinião, e com alguma pena minha, como o carro vencendor.
Street View do Google apanha engenheiros da Porsche em testes
Já tinha escrito anteriormente sobre o Google Sightseeing. Desta vez a última descoberta foi no Street View do Google.
Uma das carrinhas do Google que tira as fotos para a vista de rua apanhou vários Porsche a serem testados no Colorado, local onde vários construtores levam os seus carros para os testarem em elevadas altitudes.
Pelas fotos podem ver o que parecem ser Caymans e Boxsters assim como o que parece ser um face-lift de um 911. Engraçado também é ver que conforme a carrinha vai passando a equipa no local vai tapando os vários Porsche provavelmente para evitar a fotografia.
Aproveitem para ver as fotos enquanto não são retiradas da base de dados do Google Street View.
A Maserati é outra classe!
Hoje recebi um envelope da Viauto com uma capa muito porreira com o lettering do Quattroporte. Devo dizer que esperava algo sobre o Granturismo, afinal de contas passou a ser o eleito como carro de sonho aqui do vosso amigo Eduardo.
Mas era algo muito simples, ao abrir a capa encontrava-se lá dentro um convite para um test-drive ao Quattroporte V8 4.2 e ainda 3 fotos fantásticas com muito boa qualidade da autoria de Dominique Fontenant.

Acho giro que uma empresa que sabe bem que não tenho posses para adquirir uma viatura destas me convide para um test-drive, no entanto a Peugeot não soube fazer o mesmo com o 407 Coupé, na realidade nem uma brochura me enviaram.
Resta sonhar com um Granturismo, pode ser que um dia destes consiga ter tal máquina.
Toys for big boys
Por acaso sempre vi o Hummer como um brinquedo para “putos grandes” e esta campanha publicitária não poderia ser melhor. Para mostrar que o novo Hummer H3 chegou ao mercado inglês foi criada uma caixa com quatro metros de altura por seis de comprimento no parque de um Toys ‘R’ Us com as frases “Scale 1:1″, “Right Hand Drive” e “With real roaring engine noises”.
Está uma óptima ideia de marketing, no entanto nem com campanhas destas consigo achar piada ao Hummer, seja ele o H2 ou o H3.
Novo Civic Type-R
Foi à mais de um ano atrás que escrevi sobre o novo Honda Civic após uma pequena apresentação do mesmo no programa Fifth Gear. Gostei bastante do carro porque parecia um concept car em produção com o seu desenho arrojado.
Entretanto muito se tinha falado da nova versão do Civic Type-R, o boy racer’s dream, e os esboços pareciam muito porreiros, e realmente o carro nem ficou mal de todo (aquela traseira é que ainda não me satisfaz), no entanto o que me faz escrever aqui no blog é o local escolhido para tirar as primeiras fotografias ao primeiro Civic Type-R. Façam tocar “A Portuguesa”, estamos a falar deste canto à beira mar plantado do qual tanto falamos mal. Parece que as marcas estão viradas para Portugal, a maioria anda a fazer apresentação dos automóveis ou a tirar fotografias de apresentação por cá.
Desde as fantásticas paisagens de Lisboa, passando pelo autódromo do Estoril e a Arrábida, as fotos estão fantásticas.
Alfa Romeo 8C Spider premiado em Villa d’Este
A Alfa Romeo está de parabéns pelo seu 8C Spider que foi premiado no Concurso de Elegância de Villa d’Este. O Alfa Romeo 8C é um carro bastante bonito, especialmente a versão Spider que me deixou de água na boca ao contrário do Brera que me deixou um pouco desiludido.
Digam o que disserem, para mim não existe melhor em design do que os italianos, os carros são desenhados com paixão por dentro e por fora e têm detalhes impressionantes que nos outros automóveis são completamente esquecidos. São carros como este que me fazem ser um apaixonado pelos automóveis e ficar a olhar para eles dia e noite. Um carro com muita classe!
Tapa-te de vergonha Veyron, a potência não é tudo!
