![]() |
Acidente da Av. da Liberdade e a sua cobertura mediáticaCategoria: Outros
O meu problema não é com o acidente em si, acidentes acontecem a todos, o meu problema é com os constantes atropelos ao código da estrada por estas viaturas a serviço do estado e o uso de “paninhos quentes” para desculpar as suas acções quando são apanhados ou a coisa corre mal. Certamente se fosse eu a ter um acidente deste género seria imediatamente retratado pelos media como um criminoso que circulava em excesso de velocidade e tinha posto em perigo a vida de vários cidadãos. Como se tratam de nomes sonantes preocuparam-se mais em saber o seu estado de saúde. Tudo bem, mas esqueceram-se dos seguintes pontos: - Afinal como ocorreu o acidente? Foi mesmo em cruzamento e se foi quem não circulou correctamente, a viatura que seguia em marcha de emergência (A4) ou a outra viatura (7er). - Porque seguia a viatura em marcha de emergência? O local da tomada de posse dos governadores civis estava a arder ou a ser alvo de um ataque terrorista ou simplesmente iam atrasados? - Porque é que quem circula nos bancos de trás destas viaturas raramente usa o cinto de segurança? Será que são imunes a acidentes? E porque é que eu sou multado se não usar o cinto de segurança atrás? - Porque é que as autoridades afirmam que devido ao ABS das viaturas não existem marcas de travagem logo não podem apurar a velocidade das viaturas? Então o ponto de impacto e a distancia percorrida após impacto de ambas as viaturas não serve? Um familiar meu teve um acidente recentemente e serviu, até foram os agentes da PSP a tirar medidas, os carros também tinham ABS. - Porque é que os jornalistas não tentaram investigar mais sobre a versão que indicava que ambas as viaturas seguiam no mesmo sentido, mas uma delas parou na passadeira sofrendo depois o impacto traseiro? - Porque é que os jornalistas não falaram na possibilidade de terem atropelado vários cidadãos que circulavam calmamente nos passeios da Av. da Liberdade? Afinal um dos carros andou por lá descontrolado. Situações destas vão continuar a acontecer, no entanto que moral tem um governo, seja qual for a cor, de colocar regras e exigências aos cidadãos de um país quando eles são os primeiros a dar o mau exemplo e a passarem por cima das leis que criaram com total impunidade e satisfação. Colocado em 29/11/2009 6 Comentários
Coisas que me chateiam: Anúncios de carros irrealistasCategoria: Outros
Já sei que querem passar a mensagem que o carro é divertido na cidade. Quando penso em divertimento na cidade vem-me à cabeça um Lotus Elise nas ruas de Lisboa às 5 da manhã e não um Matiz ou um Qashqai. Nem o meu 406 é divertido em cidade, mesmo que o colocassem a dançar num anúncio. Confortável talvez, divertido só com um leitor de DVD ou uma Playstation lá dentro! Já parece os anúncios dos perfumes que colocam um casal meio despido a mandar frases filosóficas e profundas cá para fora. Convenceram-me, também quero morar em NY, andar em troco nu e dizer coisas sem nexo, vou já comprar o perfume! Querem mostrar que um carro é divertido? Coloquem o Schumacher com um sorriso de orelha a orelha a conduzir no meio de uma cidade italiana com um utilitário a abrir, não coloquem carros a dançar e a abrir e a fechar portas. A Emel, os bloqueadores e a caça à multaCategoria: Outros
Ao observar o método de trabalho desta empresa começo a perceber porque é que a Emel é vista com maus olhos, e dou-lhes razão. Nunca fui multado pela Emel, mas também evito estacionar nos locais que lhes são atribuídos por causa do excesso de autoridade deles. Eu sou a favor de uma fiscalização mais apertada para acabar com o estacionamento abusivo em 2ª fila ou onde calha. Não sou a favor de uma empresa que implementa métodos opressivos para aumentar as suas receitas. A zona circundante ao meu trabalho passou recentemente a ser fiscalizada pela Emel, e tenho visto cada coisa que contado ninguém acredita. Um empregado da Emel de brinco na orelha à espera que um ticket de estacionamento expirasse para passar a multa até um empregado da Emel que começou logo a passar uma multa a um carro sem ticket, o problema é que o carro tinha acabado de estacionar e o proprietário estava na máquina a colocar moedas. Depois temos a questão dos bloqueadores, um carro mal estacionado pode ser bloqueado, mas vai continuar mal estacionado! Se um carro está em cima do passeio reboca-se, não se bloqueia. Mas os métodos da Emel no que toca a reboques não é nada saudável. Para rebocar um carro que nem estava a incomodar (havia mais lugares à volta) demoraram 10 minutos e com a carrinha da Emel mais o reboque acabaram por “bloquear” a rua e ninguém passou enquanto tentavam retirar o carro daquele lugar. Quando conseguiram colocar o carro no reboque, saíram daquela zona a abrir. Fiquei sem perceber se eram mesmo empregados da Emel ou se tinham acabado de roubar um carro. A Emel nunca deveria ter aparecido, mas existem interesses monetários por trás. Se realmente quisessem reduzir o estacionamento caótico colocavam mais efectivos na Polícia Municipal e na Polícia de Segurança Pública e não numa empresa criada para o efeito. Aqui sim iríamos ter agentes devidamente formados e com sentido de responsabilidade a autuar as viaturas de acordo com a lei e não empregados como os da Emel, alguns de aspecto bem duvidoso e que não têm estofo para ser uma “autoridade”. Colocado em 19/11/2009
Top Gear começa com viagem à RoméniaCategoria: Top Gear
O mesmo não poderá ser dito do Fifth Gear, cujos rumores indicam que o programa foi cancelado mas talvez possa voltar em 2010 sobre outro formato e quem sabe, noutro canal. E não começou mal este Top Gear, uma viagem pela Roménia para encontrar uma das melhores estradas do mundo (pelas palavras do Clarkson) e com muita diversão nos túneis de um palácio. Cada um escolheu um grand tourer (excepto o May) e lá foram à vida deles. Espero que seja mais uma boa temporada de Top Gear, até ao Natal já tenho com que me entreter nos domingos à noite. Colocado em 16/11/2009
Coisas que me chateiam: Luz do carro fundida ou apagadaCategoria: Outros
Pensei que se calhar as mulheres e os idosos tinham uma percepção inferior da luz emitida pelo seu carro, mas passaram também vários carros com luzes fundidas (médios) e aqui não existiam “grupos” específicos. É certo que andar com as luzes do carro apagadas é uma falha grave, mas circular com as luzes do carro fundidas também não é desculpável. Eu pelo menos se tiver um médio fundido certamente que dou por isso enquanto estou a conduzir, e não sou nenhum sobre-dotado, penso que qualquer condutor atento conseguirá certamente verificar que está a circular com um médio fundido no seu carro. É algo que me chateia bastante, e já apanhei alguns sustos a conduzir porque alguém se lembrou de circular sem luzes ou com um médio e mínimo fundidos do mesmo lado. É que a luz de um carro ajuda a ver mas também a ser visto. E posto isto, cada vez mais acho que as DRL deviam ser adoptadas a todas as viaturas. E já agora equipar os carros com um aviso sonoro irritante, tal como nos cintos, quando uma luz está fundida. Alguns já trazem esta maravilha de série. Imposto Único de Circulação e a ausência de multasCategoria: Outros
Isto é de tal forma uma descoberta maravilha que até foi notícia na TSF e no i Online. É claro que a Polícia não vai multar ninguém por não ter pago o Imposto Único de Circulação. Qual será a próxima notícia, que as Finanças estão impedidas de multar os condutores que circulam em excesso de velocidade? O pagamento (ou não) do IUC passou a ser competência das Finanças, e espantem-se, têm um controlo muito maior sobre quem paga ou não este imposto porque está tudo informatizado. Aliás, a fuga ao pagamento do antigo selo era de tal forma descarada que se optou por processar tudo electronicamente usando a máquina fiscal das Finanças. Portanto antes de começarem a bater palmas e a deixar de pagar o Imposto Único de Circulação porque a Polícia não fiscaliza esta situação, lembrem-se que o não pagamento do IUC pode levar ao congelamento da devolução do IRS, assim como possíveis sanções ou penhoras fiscais. Um carro sujo gasta mais que um carro limpoCategoria: Media (TV, Revistas, etc)
O episódio desta semana do Mythbusters, o 14º da 7ª temporada, voltou a testar mais um mito do consumo do combustível, com um resultado extremamente interessante e peculiar. Se querem ver o episódio e ser surpreendidos tal como eu fui então parem de ler por aqui. O mito diz que um carro sujo ia gastar menos combustível que um carro lavado porque iria criar um efeito semelhante a uma bola de golfe. Ora, claro que um carro sujo gasta sempre mais que um carro limpo, isso todos já nós sabemos, e o próprio teste o comprova. O carro lavado fez 26.4mpg e o carro sujo fez 24mpg. ![]() Mas o mito era sobre o efeito semelhante às bolas de golfe, com todos aqueles buracos que reduzem o atrito e permitem a bola percorrer uma distancia superior com uma tacada. Fizeram alguns testes em pequena escala e verificaram que existia uma ligeira melhoria na aerodinâmica do carro com os buracos das bolas de golfe. E claro que ao bom estilo do Mythbusters, aplicaram aquele efeito a um carro real. Para o conseguir tiveram que cobrir todo o carro com argila/barro e com a superfície lisa fizeram um novo teste. Os resultados foram iguais, 26mpg. Depois aplicaram os buracos iguais às bolas de golfe, colocaram os restos de argila/barro dentro do carro para manter o peso igual e fizeram um novo teste. Estão bem sentados? O resultado foi 29.6mpg! ![]() É claro que ninguém vai querer um carro com a textura de uma bola de golfe, mas é interessante ver o esforço que se tem feito para reduzir o coeficiente aerodinâmico dos carros actuais, e basta uma alteração na textura de um carro para obter ganhos de 11% no consumo de combustível.
|