Autocolantes Bebé a Bordo
Conta a história que os autocolantes com a mensagem bebé a bordo apareceram para que os outros condutores tivessem mais atenção com o carro que segue à sua frente porque lá circulam crianças. Que isto tenha sido iniciado por uma empresa que vende autocolantes, isso já é outra história
Mas faz-me confusão como é que isso resolve alguma coisa. Se eu vou ter um acidente não vou escolher em que carro vou bater, senão não era um acidente. Ou será que antigamente os condutores batiam no carro da frente por desporto? Até os Simpsons satirizaram este autocolante com o episódio “Homer’s Barbershop Quartet”.
Mas o que não percebo mesmo é se este autocolante é suposto alertar que existem crianças e pedir uma condução cuidada, porque vejo lunáticos a conduzir com este autocolante atrás, e certas mães e pais com o seu rebento no banco de trás a velocidades “interessantes” e a fazer zigue-zague entre o transito?
A minha namorada no entanto explicou-me. O autocolante está mal colado, não devia estar no vidro de trás mas sim no vidro da frente para lembrar a quem vai a conduzir que tem lá uma criança dentro.
Como o Vitinho já passou de moda estes autocolantes não continuaram a sua proliferação, embora existam empresas que os vendam. Ou será que autocolante servia para dizer “eu tenho uma criança”, tendo sido substituído pela sempre permanente cadeirinha de bebé no banco traseiro?
Os novos sistemas de estacionamento automático
Andamos actualmente a ser bombardeados com publicidade sobre carros que estacionam sozinhos. É o novo equipamento que todos os carros devem ter e que bela mensagem que passam que até podemos fazer outras coisas que o carro faz tudo sozinho.
Eu gosto de tecnologia e inovação, mas se o carro estacionasse sozinho em locais apertados com 10 cm para cada lado em relação ao seu tamanho eu até aplaudia. Eu que estaciono mal em paralelo não tenho problemas em estacionar onde estes sistemas funcionam. Meio metro para cada lado é suficiente para fazer a manobra sem estas ajudas.
O meu único problema com estes carros que estacionam sozinhos é que transmitem uma falsa confiança a quem os conduz, especialmente se não tomarem atenção ao que o carro está a fazer. Se o sistema de estacionamento automático falha lá se vai um pára-choques.
Acho muito mais interessante, no caso da Lexus / Toyota, as “dicas” de estacionamento e no caso da BMW a câmara de marcha-atrás que conforme a inclinação do volante indica onde é que o carro irá passar.
Pode ser que estes sistemas evoluam ao ponto de permitir estacionar em locais realmente apertados de forma cómoda e segura.
Novo GT-R no Top Gear e um tal de Mr. Bean
O Top Gear voltou ao normal com o nonsense do costume, mas ainda tivemos direito a um segmento interessante com o novo GT-R que tem um disparo brutal. 100km/h em 3 segundos!
Achei interessante a comparação da velocidade em curva entre o Jaguar e o Nissan, se calhar para ajudar a “calar” a Porsche que tanto alarido fez quando o anterior GT-R fez tempos fantásticos em Nürburgring.
O convidado foi também bastante interessante, Sir Rowan Atkinson (Mr. Bean, Blackadder) com uma surpresa num Rolls-Royce e um tempo interessante na pista do Top Gear.

Os próximos episódios devem ser dedicados ao entretenimento com muito nonsense apesar de alguns fãs não gostarem.
Um Top Gear sobre carros? Ao que o mundo chegou!
Esta 17ª temporada do Top Gear não pára de surpreender. Desta vez tivemos um episódio totalmente dedicado a carros com muito pouco nonsense pelo meio. Parem de ler se ainda não o viram e não querem que vos estrague o episódio.
Começamos com um teste ao entre o McLaren MP4-12C e como se compara com o Ferrari 458 e o tempo que o McLaren fez na pista do Top Gear foi muito bom. Teria que ser, obrigatoriamente, ou não tivesse ele sido lá desenvolvido. O carro é bastante confortável, pois como indicou e bem o James May, não foi desenvolvido a pensar em Nürburgring.
O James May testou ainda o Range Rover Evoque que em termos de aspecto mete o X3 e o Q5 no bolso, mas não deixa de ser um “todo-terreno” de senhora para ir às compras, mas não me importava de ter um.
Ainda tivemos direito a uma entrevista muito interessante com o Sebastian Vettel e uma pequena surpresa no tempo que fez na pista do Top Gear.

Nota-se que foi um episódio sobre carros, até porque se lêem este blog sabem que escrevo pouco nos posts sobre episódios do Top Gear. E agora chego ao ponto sério do episódio, o segmento do Nissan Pixo.
O Nissan Pixo é um dos carros mais baratos à venda em Inglaterra e cá a história repete-se, com um preço inferior a 9 mil Euros.
No episódio focaram algo em que eu falo bastante. 9 mil Euros dava para comprar muito mais no mercado de usados. Em vez dum utilitário despido podemos ir buscar uma berlina cheia de equipamento ou um coupé.
Um ponto que importa frisar é que quem compra um Pixo não vai querer um Volvo C70 ou um Audi S3 com 11 anos, só os consumos e a manutenção são algo de astronómico para quem tem aquele valor para dispensar, mas pelo mesmo dinheiro temos muito mais carro.
Agora, algo que pode ser interessante é a quantidade de carros usados com mais equipamento e motor superior que se podem encontrar no mercado de usados, no mesmo segmento, com 1 ou 2 anos e que podem ser uma boa alternativa.
Neste episódio no entanto foram pela via do petrolhead e escolheram dois coupés com uns motores interessantes debaixo do capot. Estou no entanto curioso para ver o resultado dos testes que vão fazer a estes carros e dos custos na oficina de resolução dos pequenos problemas que vão aparecendo, normais da idade.
Top Gear com hot-hatches no Mónaco
No segundo episódio desta 17ª temporada tivemos mais um challenge típico do Top Gear com o nonsense do costume, mas o episódio terminou em alta.
O episódio começou com o James May a falar do problema de todos os carros que são testados em Nürburgring. Ele já focou este ponto várias vezes, sempre que um construtor faz tudo para o seu carro ser mais rápido nesta pista estragam a dinâmica do carro e fazem-nos uns autênticos cepos fora de pista. E com a Aston Martin parece que acontece a mesma coisa, como ele o demonstrou neste episódio.
Mas vamos ao que interessa. O desafio lançado consistia em ver qual seria o melhor hot-hatch e a comparação foi feita entre um Citroën DS3 Racing, um Renault Clio Cup e um Fiat 500 Abarth que não é considerado um hot-hatch.

E o episódio terminou em alta porque, como podem ver pela imagem, o último desafio seria ver quem faria a volta mais rápida no circuito de Monte Carlo no Mónaco. O episódio em si foi um pouco parado e previsível, mas valeu bem a pena no final, principalmente pela cara de assustado do Jeremy quando a coisa ia correndo mal
Top Gear inicia a 17ª temporada com uma homenagem ao E-Type
Para aqueles que andam menos atentos, arrancou hoje uma nova temporada do Top Gear com um episódio que começou com o nonsense habitual com o Hammond a testar um Marauder civil, uma besta de 10 toneladas que faz corar qualquer Hummer.
Durante o resto do episódio as coisas melhoraram. O Jeremy testou um BMW M1, o May participou numa corrida entre um Mini e um bobsleigh como já tinha sido feito anteriormente. No final do episódio o Jeremy fez uma homenagem ao E-Type e mostrou o Eagle Speedster, um renascer do mítico E-Type mas com um preço de meio milhão de libras.

Infelizmente as temporadas do Top Gear andam a ficar mais curtas e esta terá apenas 6 episódios.
Manutenção e tratamento de bancos em pele
Não dispenso uns bons bancos em pele num carro. Além de esteticamente ser mais apelativo, são mais confortáveis, mais higiénicos e o cheiro a pele num carro fica sempre bem.
Mas falo de pele a sério e não dessas napas ou vinis que vêm em muitos carros como sendo pele. Aliás, sempre que alguém me diz que não gosta de estofos em pele normalmente têm no carro estofos em napa ou vinil que é extremamente quente no verão e tem um toque plástico e não macio.
Uns bons bancos em pele podem sempre ser rejuvenescidos mesmo que sofram alguns abusos a nível de uso, mas existem alguns cuidados que permitem mantê-los em óptimas condições durante a vida útil de um carro.
Limpeza e manutenção
Dependendo do tipo de pele existem vários produtos que podem ser utilizados. Se a pele for impermeabilizada (coated leather) podemos limpar a pele com água morna e um detergente suave, como um usado para lãs por exemplo, em pouca quantidade para limpar os estofos. Este método só deve ser usado se a pele for condicionada de seguida porque vai retirar os óleos essenciais da pele e se for usado regularmente vai tornar a pele rija quase como cartão.
Existem produtos 2 em 1 como o Pinnacle Leather Cleaner & Conditioner que poupam tempo e produzem bons resultados para serem utilizados regularmente e mantém a pele limpa e condicionada.
Para aqueles com mais tempo e que querem o melhor resultado aconselho sem dúvida a dupla de limpeza e condicionamento da Gliptone, o GT12 Gentle Cleaner e o GT11 Conditioner. De todos os produtos que já experimentei estes são os que deixam a pele suave, sem ficar escorregadia e com um cheiro a pele delicioso.
Estes são processos rápidos que podem ser feitos mensalmente ou de dois em dois meses dependendo dos elementos a que o carro está exposto, principalmente em termos de poeiras e exposição solar.
Basta um aplicador micro-fibras para espalhar o produto pela pele, esfregando ligeiramente, e um pano micro-fibras para retirar o produto.
Rejuvenescimento
Se a pele do vosso carro está mal tratada, com uma cor escura ou com um toque áspero aconselho a aplicação do Leatherique.
Este é o melhor produto que existe para a pele e os resultados roçam o restauro dos bancos. A sua aplicação é complexa e requer paciência e dedicação.
Pessoalmente faço a aplicação do Leatherique Rejuvinator Oil sempre em dias de calor (30º ou mais) com luvas cirúrgicas massajando a pele para que o produto se entranhe, especialmente na zona das costuras no caso de pele impermeabilizada (coated leather) para que a pele absorva o produto. Aplica-se com abundância até que a pele deixe de absorver mais produto.
Depois de todo o carro ter sido tratado deixamos-o ao sol ou num local quente durante um ou dois dias para o produto actuar.
Quando voltamos começamos a limpar os bancos com o Leatherique Prestine Clean, mas normalmente eu primeiro passo um aplicador de algodão com água morna para ajudar a tirar o excesso das faces dos bancos que normalmente ficam pegajosos.
Depois desta operação os bancos vão ficar muito mais suaves e com volume, mas os resultados continuam a melhorar durante as próximas 24 horas porque a pele continua com Leatherique mas está agora sem sujidade ajudando a pele a respirar.
Num carro que nunca teve qualquer tipo de tratamento normalmente uma a duas aplicações deste género são suficientes para trazer os bancos de volta à vida. No meu caso, apesar de manter a pele condicionada volto sempre a repetir este processo a cada um a dois anos para manter a pele suave.
Deixo apenas um aviso no caso da aplicação no volante, este é um local que está sempre muito mais sujo da transpiração e dos óleos transmitidos das mãos para a pele, pelo que poderá demorar algum tempo a limpar esta área de forma a que o volante deixe de ficar pegajoso.
Restauro
Se a pele está sem cor ou rasgada não existe condicionador que nos safe, nem o Leatherique. Aqui já entramos no campo do restauro e o produto que utilizei foi o Scuffmaster da Gliptone. No site da Gliptone em liquidleather.com existe uma tabela com as cores de vários estofos que podemos pedir, ou enviar um pedaço de pele para que nos enviem um kit de restauro afinado a uma cor especifica.
Este é um produto óptimo para pequenos locais onde falta a pele ou a cor está gasta. Basta condicionar a pele e aplicar o produto com um aplicador poli-espuma ou uma pistola de aerosol utilizada no modelismo para pintura.
Este já é um processo que requer alguma técnica e se em pequenos retoques os resultados são perfeitos, em áreas superiores nem sempre ficamos com uma tonalidade a 100%, é necessário experimentar mas no final o resultado é sempre superior a ter um rasgo branco nos bancos.
Posso-vos dizer que usei este produto no meu 406, inclusive pintei um apoio de braço que vinha com a pele em preto e ficou muito bom.
