O Dakar está de volta! Africa Eco Race 2010
Hoje fiquei contente, ao que parece o Dakar está de volta. Sim, aquela corrida por Africa que acaba em Dakar, não estou a falar de uma tal Dakar Series que tem como palco a Patagonia.
Infelizmente a divulgação foi muito pouca, mas a segunda edição deste Africa Eco Race começou em Portimão este domingo passado com o shakedown e irá passar por Marrocos, Mauritânia e Senegal. Embora com poucos participantes, a competição conta com nomes familiares como a Elisabete Jacinto ou o Jean-Louis Schlesser.
O site do evento é www.africarace.com e espero seriamente que o evento tenha sucesso suficiente para voltar a ser um Dakar como antigamente.
Carros Clássicos
É impossível ser um entusiasta dos automóveis e não falar nos carros clássicos. O carro clássico é sempre aquele que nos marcou na nossa infância, e que só após 30 anos temos possibilidade de o adquirir, ou pelo menos era assim até agora.
Se dantes os clássicos eram um passatempo reservado aos mais velhos, actualmente já existem jovens que se interessam por carros clássicos, e alguns optam por um clássico como primeiro carro.
Mas afinal o que é um carro clássico? A FIVA e a CPAA consideram um carro clássico como um veículo fabricado há mais de 23 anos, preservado e mantido em correctas condições originais, a cargo duma pessoa ou organização, conservado pelo seu interesse histórico e técnico, e não sendo de utilização diária.
Então o que separa os carros clássicos dos carros velhos / antigos? Será que a colecção de carros do Jay Leno são apenas carros antigos? Afinal de contas ele próprio diz que faz modificações aos seus carros para os usar diariamente, é criticado pelos puristas dos clássicos mas não está para ter carros conforme saíram de fabrica para ficarem parados numa garagem dias a fio. E eu não podia concordar mais!
E o que será pior, um carro clássico que levou um alternador e bateria modernos para que pegue todos os dias à primeira ou um carro com um alternador e bateria ultrapassados, mas com um enorme emblema cravado no pára-choques ou na grelha?
É uma linha ténue e bastante elitista a que separa um “verdadeiro carro clássico” de um carro antigo e bem estimado.
Mas sejam carros clássicos aprovados pela FIVA ou não, é sempre interessante ver o trabalho e a dedicação que os amantes dos carros clássicos possuem para trazer de volta à vida ou manter em bom estado aquele carro de outrora. E não deve haver melhor sensação que desfrutar do seu clássico depois de muito trabalho para o colocar em bom estado.
Compra de carro e os custos associados
Está a chegar aquela altura em que muita gente aproveita para comprar carro. Entra um dinheiro extra no Natal e as poupanças de todo o ano estão prontas para serem gastas num carro novo.
No entanto, principalmente aqueles que vão adquirir o seu primeiro carro, não sabem que a compra de um carro é mais do que pagar o seu valor, meter combustível e andar. Alguns até se aventuram em grandes máquinas a preços apetecíveis sem saberem o que lhes espera a curto prazo.
Gastar o valor que se poupou por completo
Um erro comum é pensar em juntar €5000 (por exemplo) e gastar esses €5000 na compra de um carro. Outros encontram grandes máquinas no mercado de usados por €15.000 e em vez de adquirirem um pequeno familiar por esse valor optam pela grande máquina.
No final percebem que afinal fizeram uma grande asneira, e o orçamento disponível afinal era curto.
Os custos associados à compra de carro
Um carro novo tem custos associados à compra para lá do valor final da viatura, um carro usado ainda mais custos tem. Temos que pensar além do custo de aquisição e do combustível.
Precisamos de pagar o seguro, saber que valor vamos pagar de IMV todos os anos, contar com o custo da manutenção e respectivas peças e no caso dos usados ter algum valor de parte para uma eventual avaria ou revisão mais dispendiosa.
Devemos sempre fazer estas contas antes de avançar para a compra de um carro, e perceber se o nosso orçamento tem folga suficiente para acolher todas estas novas despesas. O que custa não é comprar um carro, o que custa é manter.
A grande máquina ao preço da chuva
Encontraram a máquina dos vossos sonhos a um preço imbatível, é a vossa oportunidade. Será?
A máquina dos vossos sonhos pode sofrer de uma elevada desvalorização, e aí temos que perceber se é apenas o mercado que rejeitou o modelo ou se a sua manutenção é astronómica. Caso contrário poderá ser um carro a chegar à altura de efectuar uma revisão dispendiosa (pneus, distribuição, velas, óleo). Depois temos dois cenários, ou o proprietário acha que não vale a pena investir mais naquele carro e desfaz-se dele ou então não tem capital para uma revisão tão dispendiosa e nesse caso podemos ter mais material por trocar.
Portanto antes de efectuarem a compra de carro devem pensar bem nos custos associados a este, e lembrem-se que um carro mesmo parado dá sempre despesa e degrada-se mais rapidamente.
Acidente da Av. da Liberdade e a sua cobertura mediática
Certamente já ouviram a notícia do acidente na Av. da Liberdade com um A4 e um Série 7.
O meu problema não é com o acidente em si, acidentes acontecem a todos, o meu problema é com os constantes atropelos ao código da estrada por estas viaturas a serviço do estado e o uso de “paninhos quentes” para desculpar as suas acções quando são apanhados ou a coisa corre mal.
Certamente se fosse eu a ter um acidente deste género seria imediatamente retratado pelos media como um criminoso que circulava em excesso de velocidade e tinha posto em perigo a vida de vários cidadãos. Como se tratam de nomes sonantes preocuparam-se mais em saber o seu estado de saúde. Tudo bem, mas esqueceram-se dos seguintes pontos:
- Afinal como ocorreu o acidente? Foi mesmo em cruzamento e se foi quem não circulou correctamente, a viatura que seguia em marcha de emergência (A4) ou a outra viatura (7er).
- Porque seguia a viatura em marcha de emergência? O local da tomada de posse dos governadores civis estava a arder ou a ser alvo de um ataque terrorista ou simplesmente iam atrasados?
- Porque é que quem circula nos bancos de trás destas viaturas raramente usa o cinto de segurança? Será que são imunes a acidentes? E porque é que eu sou multado se não usar o cinto de segurança atrás?
- Porque é que as autoridades afirmam que devido ao ABS das viaturas não existem marcas de travagem logo não podem apurar a velocidade das viaturas? Então o ponto de impacto e a distancia percorrida após impacto de ambas as viaturas não serve? Um familiar meu teve um acidente recentemente e serviu, até foram os agentes da PSP a tirar medidas, os carros também tinham ABS.
- Porque é que os jornalistas não tentaram investigar mais sobre a versão que indicava que ambas as viaturas seguiam no mesmo sentido, mas uma delas parou na passadeira sofrendo depois o impacto traseiro?
- Porque é que os jornalistas não falaram na possibilidade de terem atropelado vários cidadãos que circulavam calmamente nos passeios da Av. da Liberdade? Afinal um dos carros andou por lá descontrolado.
Situações destas vão continuar a acontecer, no entanto que moral tem um governo, seja qual for a cor, de colocar regras e exigências aos cidadãos de um país quando eles são os primeiros a dar o mau exemplo e a passarem por cima das leis que criaram com total impunidade e satisfação.
Coisas que me chateiam: Anúncios de carros irrealistas
Sempre que vejo um anúncio a um automóvel onde existem carros a dançar, a piscar os olhos ou a fazer skate já sei que estamos a falar de um carro desinteressante e que o seu público alvo é quem usa o carro como mero meio de transporte.
Já sei que querem passar a mensagem que o carro é divertido na cidade. Quando penso em divertimento na cidade vem-me à cabeça um Lotus Elise nas ruas de Lisboa às 5 da manhã e não um Matiz ou um Qashqai.
Nem o meu 406 é divertido em cidade, mesmo que o colocassem a dançar num anúncio. Confortável talvez, divertido só com um leitor de DVD ou uma Playstation lá dentro!
Já parece os anúncios dos perfumes que colocam um casal meio despido a mandar frases filosóficas e profundas cá para fora. Convenceram-me, também quero morar em NY, andar em troco nu e dizer coisas sem nexo, vou já comprar o perfume!
Querem mostrar que um carro é divertido? Coloquem o Schumacher com um sorriso de orelha a orelha a conduzir no meio de uma cidade italiana com um utilitário a abrir, não coloquem carros a dançar e a abrir e a fechar portas.
A Emel, os bloqueadores e a caça à multa
Conheço muito pouca gente tenha uma opinião favorável à Emel. É uma empresa com quase tanta autoridade como a Polícia Municipal e as queixas são mais que muitas. Desde esperas de 2 a 3 horas para um carro ser desbloqueado até carros que ficam retidos nas instalações da Emel porque o parque de reboque encerra às 24h.
Ao observar o método de trabalho desta empresa começo a perceber porque é que a Emel é vista com maus olhos, e dou-lhes razão. Nunca fui multado pela Emel, mas também evito estacionar nos locais que lhes são atribuídos por causa do excesso de autoridade deles. Eu sou a favor de uma fiscalização mais apertada para acabar com o estacionamento abusivo em 2ª fila ou onde calha. Não sou a favor de uma empresa que implementa métodos opressivos para aumentar as suas receitas.
A zona circundante ao meu trabalho passou recentemente a ser fiscalizada pela Emel, e tenho visto cada coisa que contado ninguém acredita. Um empregado da Emel de brinco na orelha à espera que um ticket de estacionamento expirasse para passar a multa até um empregado da Emel que começou logo a passar uma multa a um carro sem ticket, o problema é que o carro tinha acabado de estacionar e o proprietário estava na máquina a colocar moedas.
Depois temos a questão dos bloqueadores, um carro mal estacionado pode ser bloqueado, mas vai continuar mal estacionado! Se um carro está em cima do passeio reboca-se, não se bloqueia.
Mas os métodos da Emel no que toca a reboques não é nada saudável. Para rebocar um carro que nem estava a incomodar (havia mais lugares à volta) demoraram 10 minutos e com a carrinha da Emel mais o reboque acabaram por “bloquear” a rua e ninguém passou enquanto tentavam retirar o carro daquele lugar. Quando conseguiram colocar o carro no reboque, saíram daquela zona a abrir. Fiquei sem perceber se eram mesmo empregados da Emel ou se tinham acabado de roubar um carro.
A Emel nunca deveria ter aparecido, mas existem interesses monetários por trás. Se realmente quisessem reduzir o estacionamento caótico colocavam mais efectivos na Polícia Municipal e na Polícia de Segurança Pública e não numa empresa criada para o efeito. Aqui sim iríamos ter agentes devidamente formados e com sentido de responsabilidade a autuar as viaturas de acordo com a lei e não empregados como os da Emel, alguns de aspecto bem duvidoso e que não têm estofo para ser uma “autoridade”.
Top Gear começa com viagem à Roménia
Quando terminou a última temporada do Top Gear muita gente ficou com a sensação que poderia ser a última. Felizmente voltaram com mais nonsense para nos entreter enquanto vemos uns carros interessantes no final de Domingo.
O mesmo não poderá ser dito do Fifth Gear, cujos rumores indicam que o programa foi cancelado mas talvez possa voltar em 2010 sobre outro formato e quem sabe, noutro canal.
E não começou mal este Top Gear, uma viagem pela Roménia para encontrar uma das melhores estradas do mundo (pelas palavras do Clarkson) e com muita diversão nos túneis de um palácio. Cada um escolheu um grand tourer (excepto o May) e lá foram à vida deles.
Espero que seja mais uma boa temporada de Top Gear, até ao Natal já tenho com que me entreter nos domingos à noite.
