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Quem matou o carro eléctrico? Foi mesmo suicídio!Categoria: Automóveis Ecológicos
Ora, vamos então voltar a 1909, o carro eléctrico tinha várias baterias e precisava de ficar bastante tempo a carregar para ter uma autonomia reduzida (cerca de 160km). Vamos então saltar quase 100 anos na história, continuamos a ter carros eléctricos com várias baterias, um periodo elevado para carregamento e uma autonomia reduzida. O que mudou? Bem, hoje em dia os carros eléctricos não são só para as senhoras como eram antigamente com florzinhas e sofás. Vejo pessoal a dizer que se pudessem também compravam um carro eléctrico, depois eu digo-lhes “Olha, porque não importas um Twingo ou Saxo eléctrico, acho que até tens do IA” e depois calam-se porque afinal não lhes dá muito jeito um carro que só faz 150km (com o rádio, luzes e ar condicionado desligados) e que precisa de ficar a carregar na garagem que muitos nem têm. Eu também adorava ter um carro eléctrico, a manutenção é mínima e o motor tem mais rendimento que um a células de combustível só que eu não consigo recarregar um eléctrico em 5 minutos nem ter uma autonomia decente. 300 ou 400km já não era mau, o NECAR 3 lançado em 1997 com base no Classe A já tinha uma autonomia de 450 quilómetros apesar de ter uma velocidade máxima de 120km/h, lá está, bastavam 5 minutos a encher de hidrogénio. Em 1999 o NECAR 4 já atingia os 145km/h e continuava com 450 quilómetros de autonomia. A GM não inventou nem matou nada, aliás como disse anteriormente a GM continua a investir. Se voltarmos atrás até ficamos a saber que o primeiro carro a passar os 100km/h era eléctrico mas estes carros não eram e continuam a não ser viáveis para a maioria da população apesar de no documentário dizerem que sim. Como é que carregamos um carro eléctrico sem garagem? Vamos ter uma extensão de nossa casa ao carro? E se não temos lugar à porta? E se moramos num 3º andar? E se alguém usa a nossa electricidade para carregar o carro dele ou utilizar a energia para outros meios? Depois temos uma autonomia muito reduzida e não são tão limpos como se diz, é necessário que a electricidade seja produzida através de um energias renováveis senão mais vale andar com carros a gás natural que a poluição é a mesma e não colocamos a rede eléctrica sobre stress, o mesmo se aplica para os carros a células de combustível. E no final disto tudo temos o factor económico porque somos todos muito ecologistas agora (está na moda) mas se ser ecologista não compensa monetáriamente então esquece lá o ambiente e vamos queimar carvão. Se a história tivesse outro rumo, com os carros eléctricos provavelmente hoje estavamos a ver o documentário Who Killed the Petrol Car? a falarem de autonomia e facilidade de carregamento. Colocado em 21/06/2007
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