A culpa é sempre da velocidade. Sempre!

A minha posição em relação aos acidentes serem culpa da velocidade nunca mudou. Já a comunicação social parece agora mais moderada nas palavras e não atribui qualquer toque ao excesso de velocidade. Já se fala nas condições meteorológicas, no estado das viaturas e no cansaço dos condutores ou erro humano.

BMW M5 a mais de 300km/h

Com o recente acidente em cadeia na A25 a comunicação social indica que as causas do acidente ainda não estão apuradas (tudo aponta para as condições meteorológicas) mas nos comentários dos jornais encontram-se ainda aqueles crentes que acham que a culpa de tudo isto é da velocidade.

Uma senhora queixava-se que era pressiona por outros condutores quando efectuava uma ultrapassagem em auto-estrada a 80km/h e que se fossem todos mais devagar a estrada era mais segura. Então e os limites mínimos de velocidade em cada faixa de uma auto-estrada, ficaram esquecidos?

Então se eu for a 121km/h numa auto-estrada sou um assassino, já se fizer uma ultrapassagem mal calculada a uma velocidade reduzida sou um condutor exemplar?

Sempre que existe um acidente deste género aparecem sempre os ignorantes do costume que apregoam que tudo se resolvia com limites mais apertados de velocidades e radares, muitos radares. Alguns até dizem que se o limite é 120km/h os carros deveriam ser limitados a tal velocidade :lol: Um acidente acontece quando muitas variáveis estão desfavoráveis ao condutor, não se trata apenas de velocidade.

E as autoridades também deixam passar estes comportamentos impunes, as multas são baixas, difíceis de aplicar e fica sempre bem mandar imagens de um Porsche a 200km/h numa auto-estrada vazia, já alguém a circular a 50km/h na faixa do meio de uma auto-estrada é um comportamento cívico e seguro, até vai devagar.

Bentley Continental Flying SpurPassadeira em formato de lombaEstatísticas no Mais Gasolina

Comentários a “A culpa é sempre da velocidade. Sempre!”

Carlos Abrantes comentou:
23/08/2010 20:48

Gente como tu nunca conseguirá perceber que “excesso de velocidade” se refere sempre ao local e às condições de cada estrada.
Se calhar circular a 300 km/h nunca é “excessivo”, até ao momento em que surge um imprevisto e depois a carroça não pára a tempo.
E os “imprevistos” não dependem só de nós porque não andamos sozinhos na estrada. Mas tu és diferente…

Eduardo Maio comentou:
23/08/2010 21:46

Carlos Abrantes conceitos diferentes que se ensinam na escola de condução. Excesso de velocidade não é igual a velocidade excessiva. Velocidade excessiva podem ser 30km/h numa localidade, não estando em excesso de velocidade.

140km/h numa estrada com visibilidade é excesso de velocidade mas não velocidade excessiva. E é isso que se discute aqui, excesso de velocidade ;)

Rui Pinho comentou:
23/08/2010 22:24

É vergonhoso o que os comentadores dizem. Ninguém numa hora destas deve desejar a morte dizendo que os que morreram no acidente são aceleras assassinos.
As primeiras chuvas são perigosas, com o nevoeiro e o piso feito manteiga é a morte de qualquer artista.
Paz às suas almas

Paty comentou:
23/08/2010 22:46

Ainda bem que és diferente , assim tens as tuas próprias opiniões.

As pessoas têm direito a ter o seu ponto de vista e até podem discordar , logo somos todos “diferentes”.

Além disso concordo contigo Eduardo, velocidade excessiva pode ser 30km/h ou 40km/h numa localidade , não estando em excesso de velocidade e podemos ter um acidente devido ás condições do tempo e da estrada ou até mesmo porque nunca circulamos sozinhos.

Andar a 300km/h ou 30km/h pode ser excessivo devido a vários factores externos e não simplesmente à velocidade.

Podiamos “discutir” isto a noite toda que de uma maneira ou de outra temos diferentes opiniões.
E como se costuma dizer a culpa nunca morre solteira, logo nunca se pode atribuir a culpa só ao excesso de velocidade. Se podia ir mais devagar? se calhar podia… e se fosse devagar ( pelo codigo da estrada) e fosse em velocidade excessiva naquele momento?

Dai o civismo da pessoas…

Beijos :)

miguel barbosa comentou:
23/08/2010 23:31

esteve um carro a gás envolvido então o estupido do reporter da rtp queria à força que o comandante da gnr dissesse que o carro tinha explodido que otario

Eduardo Maio comentou:
23/08/2010 23:57

miguel barbosa essa situação já vem sendo um hábito. Se existe um incêndio num carro a gasolina é um incêndio, se o mesmo ocorre num carro a GPL já é uma explosão.

Existem inúmeros vídeos e testes documentados de carros a GPL que são colocados a arder ou em crash-tests e não existe explosão ou fuga de gás.

Por exemplo neste vídeo da ADAC (http://www.youtube.com/watch?v=yDc7iZa5IKo) não só efectuam um crash-test ao carro como a seguir o colocam a arder e não existe explosão, apenas um incêndio normal.

Qualquer carro se pode incendiar, seja a gasolina, gasóleo, GPL ou eléctrico. Então num amontoado de carros com possíveis derrames de combustível (gasolina), juntando isso ao calor dos motores e linhas de escape é normal que exista um incêndio. Mas não vale muito a pena estarmos a debater isto nesta altura.

Eduardo comentou:
29/08/2010 15:51

Em relação ao GPL, foi colocado um vídeo com testes em https://www.gostomaisdecarrosdoquechocolates.com/os-carros-a-gpl-nao-explodem/ assim como um link para a reportagem da ANIC-GPL na SIC sobre esta situação.

Mário comentou:
02/09/2010 13:14

Realmente a unica razão para acidentes na estrada é o excesso de velocidade.. mentalidade tão presa que se tem neste país.. quanto aos limitadores a 120kmh.. epa..acho que quem os apregoa devia levar com eles e já agora devia ser um limitador dinamico e automético com leitura de sinais de transito em que a limitação seria ajustada quando fosse detectado o sinal de 30, 50, etc… depois queria ver se continuavam a apregoar esse aparelho.
Um outro ponto são as proprias estradas.. ora um exemplo gritante é o antigo IP4 que agora foi promovido a A24.. no codigo da estrada diz que uma AE tem que ter pelo menos 2 faixas em cada sentido e curvas suaves ou lá o que é.. essa A24 tem troços de 1 faixa segundo o que m informaram… :X
tirando esta, (e a A8 e mais algumas outras) de facto temos estradas para acelerar à vontade sem por nada nem ninguem em perigo, e tal como o Eduardo Maio acho a velocidade excessiva bem pior do que o excesso de velocidade. Existem ainda aqueles casos de malta com os maximos colados na traseira que aí nem dá hipotese…
sou da opinião que o limite até poderia ser aumentado para 140 ou mesmo 150.. há condições para tal e não acho que ninguem venha do porto ou algarve pa LX a 120…

Cumprimentos

AguiAzul comentou:
02/09/2010 18:17

Caro amigo, parabéns pelos muito artigos magníficos que partilhas connosco.
O problema que apresentes neste tópico, é que as estatísticas apontam nesse sentido, do excesso de velocidade e sabes porquê? Os agentes de autoridade, depois de tomarem conta de um acidente registam-no e elaboram uma coisa chamada de Boletim Estatístico de Acidente de Viação, e lá nas causas tens velocidade excessiva e excesso de velocidade entre outras, mas o que é curioso é que 90% são por velocidade excessiva e apenas 10% por excesso de velocidade, sendo que estes últimos são apenas os casos de despistes parvos ou improváveis, que bem vistos até poderiam ser álcool, mas muitas das vezes o álcool só é apurado por recolha sanguínea e isso demora semanas, e o BEAV tem que ser feito em 24 horas (actualmente, desde 1/1/2010, em caso de álcool positivo, já se altera o BEAV). Para que fique clara a minha opinião/posição, eu acho que os acidentes ocorrem em maioria das vezes apenas por incumprimento de regras elementares dos código da Estrada e nada mais, ou seja, desrespeito grosseiro pela regra da prioridade, ninguém pára e dá prioridade a todos os veículos quando existe um STOP, é o que diz a lei, ninguém afrouxa, quase pára, numa aproximação com estrada com prioridade, ninguém faz por parar a um semáforo quando ele fica amarelo, ainda se acelera mais e quase sempre 99,999% acaba por se passar já no vermelho, (Nota: Ninguém corresponde na minha perspectiva apenas a 99% dos condutores). Depois vê-se carros descaracterizados a “fotografar” velocidade, justificado interesseiramente pelas estatísticas, mas não se vê esses mesmos carros a “fotografar” quem passa ao semáforo vermelho, e note-se que passar um vermelho é infracção muito grave(MG), mas para exceder a velocidade de forma a ser uma infracção muito grave, já se tem que exceder em 40 Km/h (excedendo apenas de 20 a 40 Km/h é só infracção grave), que a somar à tolerância obrigatória do aparelho (radar) tem que controlar alguém em autoestrada a cima de 175 Km/h para se infracção MG, quando a G é acima dos 155 Km/h, então dentro das localidades, dificilmente, ou só alguém muito inconsciente anda a cima dos 95Km/h. (Atenção: estas velocidades são as controladas no radar e não no velocímetro do carro). Portanto, para mim, a causa dos acidentes ser a velocidade é apenas a justificação para encher o saco, porque se quisessem tirar a carta a quem pratica diariamente infracções ao código da Estrada, bastava, pela actual lei, apanhar o mesmo condutor a passar 3 semáforos vermelhos seguidos e não é nada difícil muito menos algo raro (se houvesse uma estatística, atrevia-me a dizer que todos os dias há mais de 50 condutores em Portugal que perdiam a carta, ou seja, cometem 3 destas infracções muito graves, ou seja, não parar à luz vermelha do semáforo).

Jardel comentou:
06/09/2010 12:42

Concordo com o Eduardo em relação à esta questão, no inicio do mes de agosto, andava por AE na zona do Porto e a minha colega andava entre os 70 – 90 Km/H (Pouca experiencia). Andava dentro dos limites de velocidade, mas sentí que era mais perigoso que andar a 110 ou mais. Quer dizer, mesmo a essa velocidade, não me sentia confortavel a andar nessas estradas com tanto transito e que andavam a uma velocidade mais “normal” nessas vias. Ainda reclamei com ela para andar sempre na faixa mais à direita que me parecia a mais segura a essa velocidade.

Noutras situações em que de madrugada (3h) ando a 90km/h em nacionais com boas rectas, sei que vou a excesso de velocidade, mas não em velocidade excessiva, visto que o piso está em bom estado, não há ninguem a essa hora a circular, ando mais confortavel e sinto-me mais seguro que na situação inicial.

No entanto, tal como já falado, a minha colega é uma conductura exemplar e eu um serial killer. Não digo que eu esteja bem e a minha colega mal, só digo que cada situação, é uma situação diferente. Mas claro que é facil culpar o excesso de velocidade, por que é o mais simples, não se tem que perder mais tempo em investigar, tirar medidas, apurar causas, perceber se de facto o gajo ia muito rápido, ou a curva estava mal feita, ou haviam poças de agua.

Cumprimentos.

Bzidroglio comentou:
21/10/2010 16:29

Conto-vos uma história verídica. Na minha zona existe (Ribatejo) existe uma estrada estreita ladeada com 2 valas de cerca de 50 cm de profundidade e que servem para escoar as aguas no inverno. Na altura tinha um Honda VTI (160 Cv) (aqueles curtos dos picanços). Pois todos os dias quando ia trabalhar ia nessa estrada a 90/100 Km. Todos os dias passava por mim um Fitipaldi num Punto 75 que possivelmente iria a 140, 150 Km/h. Deixei do ver, e mais tarde soube que se tinha espetado.Agora, o VTI não andava sempre a essa velocidade. Muitas vezes marcava 220/230 km em autoestrada. Mas apesar de ir a essa velocidade, era sempre condução defensiva. Se ultrapassava um carro, normalmente fazia-o a 140/150 Km. Tenho carta desde 1979 e nunca tive um acidente (felizmente), mas isso deve-se ao tipo de condução que pratico e que presumo que outros condutores podem fazer algo imprevisível. POr isso, concordo que excesso de velocidade e velocidade excessiva são coisas completamente diferentes. Há estradas marcadas a 90 Kms e ir a 60 já é demasiado. Assim como andar em auto-estradas vazias (por exemplo A15 Santarém-Caldas) a 120 Kms pode ser prejudicial porque o cansaço do dia-a-dia provoca relaxamento e sono. Quanto a mim, há que adequar a velocidade ao tipo de via. Ter hoje limites de velocidade em autoestrada iguais aos que existiam há 50 anos, quando os carros tinham como velocidade máxima 110/120/130 Kms é negar o progresso da indústria automóvel.

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