A magia da Formula 1 perdeu-se

Inicio da primeira corrida de F1 de 2014Para os mais puristas a magia da Formula 1 perdeu-se à muito tempo. Em tempos quem ganhava uma corrida era quem era mais rápido nas boxes e a F1 perdeu muitos adeptos. Recentemente as coisas inverteram-se, a competição aumentou e a introdução do DRS e KERS vieram ajudar um pouco a ter mais ultrapassagens, apesar das regras restritivas.

Este ano no entanto as coisas não são bem assim. As equipas quiseram à força reduzir custos com o combustível (podiam abastecer usando o Mais Gasolina 😆 ) e os motores mudaram para os V6 Turbo com rotações mais baixas e o som já mítico de um F1 perdeu-se. Nesta corrida fiquei a saber que os pneus chiam quando saem das boxes e que existe um comentador quando a corrida está a decorrer. Nunca tinha ouvido nada disto, mas os carros agora são bastante silenciosos. Até nas entrevistas já não é necessário parar quando um carro passa, não faz qualquer diferença.

O grande problema é que não é apenas o som que falta. A corrida passou a ser baseada no consumo do combustível e a fiabilidade destes novos motores são tão maus que 5 carros abandonaram a corrida, a “volta de aquecimento” teve que ser feita duas vezes porque tivemos carros que não arrancaram e isto levou a que 3 carros começassem a corrida a partir das boxes.

Neste momento existem 3 fornecedores de motores na F1: Mercedes, Ferrari e Renault. Apenas a Mercedes se vai safando, e mesmo assim tem problemas.

Com estas alterações dei por mim a bocejar e a ficar com sono a meio da classificação e da corrida. Se continuar assim acho que vou voltar a perder o interesse na F1.

Explosão de um carroPoluição DieselLand Rover Discovery 3

Comentários a “A magia da Formula 1 perdeu-se”

Luís Lopes comentou:
25/03/2014 19:22

Ah e tal, toda a gente reclama porque sente saudades do som dos motores V8 e V10 a bater nas 18 mil rpm. Ou então que deixaram de ver F1 desde a morte do Senna (WTF!!!) O Senna foi, é e sempre será um grande campeão, um excelente condutor. Mas há que lembrar outras glórias como o Jean Alesi, o Damon Hill, o Jaques Villeneuve, o Gil Villeneuve, entre outro. A mim espanta-me mais a tecnologia que está por trás… é que 600cv de um 1.6T é qualquer coisa, e ainda tem um boost de 150cv. Vi a parte final do GP da Austrália, e as voltas finais foram muito engraçadas sobretudo na luta do 2º e 3º lugar. Então, mas a malta gosta do desporto ou dos carros? É a mesma coisa que deixar de gostar de futebol porque as bolas agora são de outra cor e/ou feitas de outro material… E quantos motores se partiram durante a prova? Lembro-me muito bem de ver os Ferrari do Alesi e do Berger a deitarem o fuminho azul pela traseira dos carros… Daqui a uns anos vamos ver motores com soluções muito semelhantes: baixa cilindrada, turbinados e com bastante força: Basta ver que o Clio TCe 0.9 é um dos melhores citadinos e mais económicos neste momento… Mas esta a minha opinião apenas…

Miguel C. comentou:
10/04/2014 22:57

Também tens a tua parte de razão, mas o som dos escapes faz falta, lembro me bem de ir ao Estoril e comprar o kit de tampões para os ouvidos vendidos à porta do autódromo por 300 escudos, e já na rua se ouviam os motores a fazer estremecer…. mas mesmo agora algum piloto pode ter um acidente fatal, a potência é mais silenciosa mas está lá … A morte do Senna por um lado só demonstrou que o capital é mais importante, neste momento está a ver se o mesmo, a troika está por todo lado…Boas curvas .

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