Carros Clássicos

Carros ClássicosÉ impossível ser um entusiasta dos automóveis e não falar nos carros clássicos. O carro clássico é sempre aquele que nos marcou na nossa infância, e que só após 30 anos temos possibilidade de o adquirir, ou pelo menos era assim até agora.

Se dantes os clássicos eram um passatempo reservado aos mais velhos, actualmente já existem jovens que se interessam por carros clássicos, e alguns optam por um clássico como primeiro carro.

Mas afinal o que é um carro clássico? A FIVA e a CPAA consideram um carro clássico como um veículo fabricado há mais de 23 anos, preservado e mantido em correctas condições originais, a cargo duma pessoa ou organização, conservado pelo seu interesse histórico e técnico, e não sendo de utilização diária.

Então o que separa os carros clássicos dos carros velhos / antigos? Será que a colecção de carros do Jay Leno são apenas carros antigos? Afinal de contas ele próprio diz que faz modificações aos seus carros para os usar diariamente, é criticado pelos puristas dos clássicos mas não está para ter carros conforme saíram de fabrica para ficarem parados numa garagem dias a fio. E eu não podia concordar mais!

E o que será pior, um carro clássico que levou um alternador e bateria modernos para que pegue todos os dias à primeira ou um carro com um alternador e bateria ultrapassados, mas com um enorme emblema cravado no pára-choques ou na grelha?

É uma linha ténue e bastante elitista a que separa um “verdadeiro carro clássico” de um carro antigo e bem estimado.

Mas sejam carros clássicos aprovados pela FIVA ou não, é sempre interessante ver o trabalho e a dedicação que os amantes dos carros clássicos possuem para trazer de volta à vida ou manter em bom estado aquele carro de outrora. E não deve haver melhor sensação que desfrutar do seu clássico depois de muito trabalho para o colocar em bom estado.

Comentários a “Carros Clássicos”

Gavião comentou:
14/12/2009 00:17

Concordo com o seu texto, até acho um crime deixar um carro na garagem porque uma associação não permite uma alteração ou adaptação.

O que desvaloriza mais, o carro perder valor monetário para uma possível venda ou o seu dono ficar de coração desfeito porque não pode andar com o seu brinquedo?

Os clássicos devem andar na rua para podermos dizer aos nossos filhos que aquelas eram as máquinas da altura que nos faziam subir a adrenalina.

Simon Says comentou:
14/12/2009 02:11

Eu adoro carros antigos, sobretudo pelas suas linhas e simplicidade mecânica.

Ao contrário dos carros modernos, uma avaria num carro antigo ao menos tinha sempre uma justificação MECÂNICA, muitas das vezes possível de resolver à beira da estrada. Por outro lado, vemos frequentemente carros de alta gama modernos parados na berma da auto-estrada porque “apareceu uma luzinha no tablier”.

Vivemos um mundo onde os carros são computadores ambulantes, precisando muitas vezes de fazer “RESET” (numa oficina especializada da marca, com custos de mão-de-obra consideráveis quando ultrapassada a garantia). Isto a meu ver, não é progresso.

O único progresso que vejo nos carros modernos é em termos de segurança. Felizmente cada vez mais, os automóveis salvam vidas, mesmo as vidas daqueles que não sabem conduzir de forma segura.

Quanto à questão do “uso diário”, já levanto algumas reservas pelo já referido motivo da segurança. Acontece que os carros antigos não aguentam muito bem embates contra os carros modernos. Procurem no youtube “Volvo 940 vs Renault Modus” e saberão o que quero dizer.

Por este motivo seriam muito poucos os carros antigos onde eu admitiria circular diariamente: talvez um Mercedes-Benz w123 (ou modelos acima), Volvo 244… e pouco mais.

Rui Peixeiro comentou:
14/12/2009 11:19

Concordo plenamente!

Até há casos em que é possível ter um Clássico a 100% e poder na mesma desfrutar dele, mas em muitos casos são necessárias algumas alterações para se poder andar com ele regularmente.

Eu adoro clássicos, mas não sou radical. Desde que não se fuja muito ao conceito original e se “destrua” o carro com alterações, acho que até podem ser bem vindas…

Eu no meu Mini 1000 de 1973 é o que estou a fazer. Vai ficar longe do original, mas ficará praticamente todo modificado com material que na altura já existia. Por exemplo o motor 1300 tem menos uns 10 anos que o carro, mas é idêntico ao original, já as backets são modernas, mas é algo fácil de se trocar um dia por uns bancos da época…

Eduardo Maio comentou:
14/12/2009 19:03

Gavião obrigado pelo comentário. Concordo que os clássicos servem para sair à rua, é sempre saudável ir passear no fim de semana e ver algumas máquinas de outros tempos.

Simon Says isso levanta outra questão. Será que os nossos carros actuais alguma vez vão chegar a clássicos? Ou só chegam a clássicos com um portátil da mesma idade ao lado com o software da marca e um cabo para diagnóstico? Num clássico fabrica-se “facilmente” uma peça mecânica que falte, o mesmo não se pode dizer de uma placa impressa ou de uma centralina.

Rui Peixeiro original ou não, acho que o que interessa é estar satisfeito. Por exemplo, alguns dos Carocha que saem da F. Pardal têm um valor comercial extremamente baixo, mas os donos saem satisfeitos porque conduzem aquilo que gostam, e isso acho que não há dinheiro que pague.

Pedro comentou:
15/03/2010 01:35

Tenho um ford landau… uso ele somente ao fins de semana, gosto mais dele co que da minha mulher!! rs

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