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Um carro a GPL que ardeu e não explodiu, milagre?

Incêndio de Renault 5A notícia é triste, não só pelo fraco conteúdo jornalístico e pela ignorância que vem ao de cima mas essencialmente pela morte de um senhor de 38 anos.

A notícia de título “Morte suspeita de homem queimado dentro de carro” fala de um senhor que aparentemente foi vitima de um homicídio e cujo automóvel foi posto em chamas, provavelmente o(s) criminoso(s) era(m) como as nossas autoridades que ficaram perplexas com um carro a gás que não explodiu! Será milagre? Com tantos carros postos a arder por essa Europa fora para mostrar que os sistemas de autogas são seguros ficamos nós em Portugal, com uma legislação atrasada em 15 anos, perplexos porque um automóvel a gás é seguro e as suas três válvulas de segurança funcionaram na perfeição e o automóvel não explodiu! É mais seguro que as instalações de gás nas nossas casas, feliz ou infelizmente não sei, pessoalmente acho que deviam estar em pé de igualdade!

Provavelmente o carro foi posto em chamas com a ideia que iria explodir e as culpas seriam exclusivamente atribuídas ao carro a gás, com os complexos que vejo acredito que ninguém falasse de outra coisa senão da “explosão do carro perigoso a gás”.

Saiu o tiro pela culatra, mas este evento triste poderia ser usado pelas autoridades competentes e pelas associações, como a ANIC-GPL, para mostrar que os carros a gás são seguros e não existe perigo de explosão!

Vamos lá abrir os olhos e ver por essa Europa fora que os dísticos discriminatórios não existem e a proibição de estacionamento em parques subterrâneos não faz sentido.

Quem matou o carro eléctrico? Foi mesmo suicídio!

Baker ElectricJá o Jay Leno que tem um Baker Electric de 1909 disse o mesmo, o carro eléctrico matou-se a ele próprio! Existe uma histeria enorme pelos fóruns automóveis sobre o documentário Who Killed the Electric Car? em conjunto com o documentário An Inconvenient Truth, aparecem teorias da conspiração sobre os automóveis eléctricos e que estes não vingam por causa dos “barões do petróleo”.

Ora, vamos então voltar a 1909, o carro eléctrico tinha várias baterias e precisava de ficar bastante tempo a carregar para ter uma autonomia reduzida (cerca de 160km). Vamos então saltar quase 100 anos na história, continuamos a ter carros eléctricos com várias baterias, um periodo elevado para carregamento e uma autonomia reduzida. O que mudou? Bem, hoje em dia os carros eléctricos não são só para as senhoras como eram antigamente com florzinhas e sofás.

Vejo pessoal a dizer que se pudessem também compravam um carro eléctrico, depois eu digo-lhes “Olha, porque não importas um Twingo ou Saxo eléctrico, acho que até tens do IA” e depois calam-se porque afinal não lhes dá muito jeito um carro que só faz 150km (com o rádio, luzes e ar condicionado desligados) e que precisa de ficar a carregar na garagem que muitos nem têm.

Eu também adorava ter um carro eléctrico, a manutenção é mínima e o motor tem mais rendimento que um a células de combustível só que eu não consigo recarregar um eléctrico em 5 minutos nem ter uma autonomia decente. 300 ou 400km já não era mau, o NECAR 3 lançado em 1997 com base no Classe A já tinha uma autonomia de 450 quilómetros apesar de ter uma velocidade máxima de 120km/h, lá está, bastavam 5 minutos a encher de hidrogénio. Em 1999 o NECAR 4 já atingia os 145km/h e continuava com 450 quilómetros de autonomia.

A GM não inventou nem matou nada, aliás como disse anteriormente a GM continua a investir. Se voltarmos atrás até ficamos a saber que o primeiro carro a passar os 100km/h era eléctrico mas estes carros não eram e continuam a não ser viáveis para a maioria da população apesar de no documentário dizerem que sim.

Como é que carregamos um carro eléctrico sem garagem? Vamos ter uma extensão de nossa casa ao carro? E se não temos lugar à porta? E se moramos num 3º andar? E se alguém usa a nossa electricidade para carregar o carro dele ou utilizar a energia para outros meios?

Depois temos uma autonomia muito reduzida e não são tão limpos como se diz, é necessário que a electricidade seja produzida através de um energias renováveis senão mais vale andar com carros a gás natural que a poluição é a mesma e não colocamos a rede eléctrica sobre stress, o mesmo se aplica para os carros a células de combustível.

E no final disto tudo temos o factor económico porque somos todos muito ecologistas agora (está na moda) mas se ser ecologista não compensa monetáriamente então esquece lá o ambiente e vamos queimar carvão.

Se a história tivesse outro rumo, com os carros eléctricos provavelmente hoje estavamos a ver o documentário Who Killed the Petrol Car? a falarem de autonomia e facilidade de carregamento.

Biodiesel, afinal é pior a emenda que o soneto

BiodieselSempre me interessei por outras formas de energia mais ecológicas para serem usadas nos automóveis e até pouco tempo até achava que o biodiesel era uma boa solução no entanto nunca me interessei muito pelo assunto até que decidi investigar um pouco e lembrei-me do nosso Alentejo.

É verdade, o que antigamente era chamado de “celeiro de Portugal” agora é um pequeno deserto, monoculturas intensivas tendem a desertificar os solos e a consumir recursos elevados com o tempo para que sejam produtivos. É isto que queremos? Afinal o problema do aquecimento global combate-se com a desertificação dos solos?

Verdade seja dita, os motores a gasóleo são mais poluentes que os motores a gasolina, apesar de o nosso governo indicar o contrário com os seus incentivos, então porque vamos apostar no biodiesel? Se calhar poderiamos aproveitar para pequenas frotas agricolas os óleos usados, reutilizando este excedente poluente queimando-o em forma de energia.

É pena que, tal como fazem ao gasóleo, promovam o biodiesel como um combustível limpo e amigo do ambiente. Venha daí o gás natural, os carros a células de combustível ou 100% eléctricos, apresentem esses como verdadeiras alternativas, tudo o resto são combustíveis de transição!

Um comparativo da treta!

Subaru Legacy a GPLEu já não tinha em grande consideração as publicações nacionais relacionadas com os automóveis, sempre as achei tendenciosas e com comparativos que não faziam sentido, de tal forma que já nem ligava às asneiras que eles diziam. Hoje mostraram-me um artigo da revista Turbo no website deles que comparava vários carros com combustíveis alternativos com supostas alternativas ao petróleo e adivinhem de que combustiveis falam: Gasolina, Gasóleo, GPL, GNC, E85. Alternativas ao petróleo?!

Depois, comparar automóveis entre os 85 e os 160cv com motores entre os 1.4 e os 2 litros é fenomenal. Ora, tenho aqui um utilitário 1.4 a gasóleo, um 2.0 familiar a gás e um 3.0 desportivo a gasolina. Adivinhem quem ganha o comparativo por poluir e consumir menos? Afinal de contas é fácil ser jornalista, basta ler umas brochuras e uns press-releases e escrever qualquer coisa para encher umas páginas.

O veredicto do mais económico fica a favor do Megane DCI e o mais ecológico é o Focus a E85. Até aqui tudo bem, só que depois vejo a ficha tecnológica e os resultados e destaco os custos anuais em combustível e vejo o Subaru Legacy com um custo de 2233 Euros por ano! Ainda pensei que fosse uma gralha mas o inteligente do jornalista decidiu que se devia consumir gasolina e gás naquele carro, apesar da percentagem de consumo de gasolina ser mínima (só durante a ignição e até atingir 50º ou 60º, normalmente 2 a 3 minutos). Pego na máquina de calcular com os consumos que eles indicaram que não sei se estão correctos e com o preço do gás e chego ao valor de 1971 Euros anuais para o Subaru Legacy. Quem tem um carro destes não vai andar a gasolina, por alguma razão tem um carro a gás é para usar GPL! Agora, se comparar o Subaru Legacy com um carro do mesmo segmento a gasóleo as contas ficam desiquilibradas a favor do GPL, lá se vai o veredicto do comparativo da Turbo. E se medirmos outros poluentes sem ser o CO2? Então nesse caso é que se estraga a tabela toda!

Se com a TV Turbo já era mau ouvir os apresentadores a declamarem as press releases enquanto conduziam o carro para a fotografia então com artigos destes não sei o que diga!

Olhem para mim, sou amigo do ambiente!

Toyota PriusNum aeroporto europeu recentemente Ralph Weyler (um guru do marketing) viu um homem a sair do seu Falcon para entrar num Prius. Basicamente este homem quer ser visto como alguém que tem uma consciencia ambientalista, apesar de ter um jacto privado, e ao invés de ter um Lexus híbrido por exemplo optou por um Prius porque toda a gente sabe que o Prius é híbrido.

Ele explicou esta ideia numa palestra que deu à Lexus e disse que eles têm que aumentar o tamanho dos simbolos que indicam que o carro é híbrido ou então produzem um carro diferente apenas com uma motorização e com o uso do motor eléctrico adicional, tal como o Prius.

No fim disto tudo a conclusão é simples, as pessoas não querem ser ambientalistas, elas querem ser vistas como tal, como é o caso das estrelas de Hollywood que têm vários carros poluidores mas depois afirmam que têm um Prius e o mundo está salvo da destruição.

Afinal de contas podemos ser extremamente ambientalistas se simplesmente não tivermos carro.

Possível desenho para o novo autocolante GPL

Novo autocolante GPLSegundo um artigo no Autohoje o novo dístico para a identificação dos carros movidos a GPL (Autogas) é o que podem ver na foto, com 8x8cm e fundo branco, dando a ideia de ser um combustível mais “verde” e “amigo do ambiente” em vez daquele azulão que dava a ideia de perigo.

Embora as limitações fiquem iguais tenho a certeza que este autocolante vai ter mais adesão do que o antigo, especialmente pelos mais ambientalistas que querem mostrar as vantagens do GPL a nível de poluição em relação aos outros combustíveis.

Embora mais pequeno continua a ser um autocolante “grande” e a sua obrigatoriedade de o ter na traseira continua. Um autocolante de 5x5cm para adicionar lado a lado com o selo ou como dei a sugestão anteriormente de um selo do IMV que identifique os carros a GPL era perfeito, mas ao menos já é bom ver que o GPL é reconhecido como um combustível menos poluente.

Li ainda uns rumores no fórum Autogas sobre a legalização dos sistemas de injecção liquida em 2007. A ser verdade passamos a ter um ligeiro aumento de potência a GPL, ainda menos emissões poluentes e o aumento do consumo passa a ser muito mais baixo.

Novo Canter híbrido

Mitsubishi CanterLi na edição online do Autohoje que caso o novo Canter híbrido venha para a europa existem fortes possibilidades que o mesmo seja produzido em Portugal na fábrica do Tramagal.

Boas notícias por se adoptar a tecnologia do uso de um motor eléctrico auxiliar ao motor a gasóleo para reduzir o consumo e a poluição num veículo de trabalho. Não conheço o funcionamento do sistema da Mitsubishi mas se fosse possível o uso exclusivo do motor eléctrico em baixa velocidade aliado a um sistema plug-in como os que são instalados em kits aftermarket nos Prius faria do Canter uma óptima plataforma para entregas porta a porta em cidade, embora o principal uso das Canter não seja esse.

Agora só falta a decisão por parte da Mitsubishi Fuso Truck Europe para colocar o veículo na europa e se possível a ser produzido em série em Portugal.

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