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Baixar o IMV para os carros a GPL é simples

GPL AutogasNo fórum Autogas à tempos escrevi como se poderia baixar o IMV para os carros a GPL em que todos ficamos a ganhar, passando assim esse selo a identificar os automóveis a GPL, abolindo assim o distico traseiro e “obrigando” todos os carros a GPL a circularem identificados.

O IMV é pago anualmente e é afecto a todos os veículos e o mesmo é pago consoante a cilindrada e o combustível que o veículo consome (mais ou menos). Ora, se alguém instala GPL é porque vai circular diariamente a GPL portanto faz sentido que pague menos de selo.

Se o selo fosse de cor diferente logo ai identificavam os carros a GPL, e como o mesmo era mais barato (e agora com a atribuição dos selos pela internet) obrigava os seus condutores a andarem identificados. Resolviam-se vários problemas com uma simples alteração da lei, o dos utilizadores de GPL que não querem o dístico, o das autoridades que passam a identificar os carros a GPL de uma forma mais séria, os instaladores e os postos de abastecimento têm um lucro superior porque esta medida iria atrair mais “clientes” a modificar os seus automóveis e o estado ainda vai sair beneficiado em relação às emissões poluentes que são mais baixas a usar GPL.

E agora que alguém diga que vão instalar GPL só para poupar no selo…

Vamos então fazer contas para matar já as ideias macacas dos políticos. Um carro a partir de 3.501cc paga €350,07 de IMV. Vamos supor que o automóvel é transformado para GPL e passava a pagar metade, passava a pagar 175 Euros. Ora para que este automóvel continuasse a circular a gasolina e fizesse a instalação apenas para poupar no selo só passado 10 anos é que tal investimento compensava, e estamos a falar num carro com mais de 3500cc numa suposta instalação que só custa 1750 Euros, o que é impossível porque para essa cilindrada as instalações são bem mais caras!

Já dizia o outro, é só fazer as contas! Não custa adoptar medidas sérias e realistas para inovar, agora não me façam decretos de lei sobre GPL com pessoal que vem do Ministério da Cultura ou das Pescas que não percebe nada disto e está totalmente fora do assunto!

Um Subaru Legacy a GPL?

Subaru Legacy Bifuel (GPL)Se eu disser que existe um carro com um motor boxer, tracção integral e com 160cv que funciona a GPL? Provavelmente pensará “Já estragaram o carro” como muitos puristas costumam pensar, mas e se eu disser que o carro é um Subaru Legacy com motor 2.0l, que vem com uma instalação de fábrica pela Subaru Itália, que custa 32.900 Euros, tem direito a 1000 litros da GPL (oferta da Galp) e que, segundo as contas da Subaru, lhe permitem ter uma poupança na ordem dos 2.500 Euros por ano no consumo de combustível?

Provavelmente já ficará a pensar duas vezes, e se calhar algumas das desculpas esfarrapadas para não usar GPL deixam de fazer sentido! Pode ter um Subaru com um motor que se mexe razoavelmente bem, é mais barato e ainda custa menos a manter do que um carro a gasóleo! Com garantia de 3 anos ou 100.000km e com uma redução de 96% nas emissões de NOx torna-se um óptimo negócio, especialmente para os mais cépticos em relação ao GPL.

Agora falta as outras marcas fazerem o mesmo com as adaptações de fábrica a serem colocadas no mercado a GPL, embora algumas já forneçam modelos a GPL transformados em Portugal com garantia, como faz por exemplo a Mitsubishi. Já as viaturas a GNC não são possíveis por enquanto de manter, uma vez que os postos de abastecimento ainda são escassos.

Aproveito e já que falo de GPL, especialmente num carro novo, deixo aqui o link para o video da rubrica “Minuto Verde”, que é da responsabilidade da Quercus e transmitida pela RTP, que fala sobre o GPL. Mais económico e menos poluente, até o Gervásio que separa o lixo para a reciclagem já percebeu as vantagens!

Mais um europeu a hidrogénio

BMW Hydrogen 7Eu sei que tenho sido criticado bastante as marcas europeias por se limitarem a fazer testes e mais testes com os carros a hidrogénio e não avançarem para a frente, mas também percebo que uma solução em massa a ser colocada agora no mercado seria um fracasso. Depois da Mercedes com os seus autocarros, a sua Sprinter da UPS e as Classe A a circular com cidadãos alemães, aparece a BMW com o seu Hydrogen 7, baseado no série 7. Ao contrário da Mercedes que aposta nas células de combustível usando o hidrogénio para alimentar motores eléctricos a BMW fez um híbrido que funciona tanto a hidrogénio como a gasolina de 98 octanas, o qual já andava em testes à alguns anos.

Esta é uma forma inteligente de apresentar o hidrogénio aos seus clientes, porque com as estações de abastecimento de hidrogénio reduzidas podem usar a gasolina para aumentar a sua autonomia. A BMW mostra assim que um carro a hidrogénio pode ser confortável, com bastante equipamento e com prestações aceitáveis.

A BMW anunciou também em parceria com a Total a construcção de uma estação de abastecimento de hidrogénio na área metropolitana de Munique a juntar às estações da Aral e da BP que se encontram abertas ao público na Alemanha.

Eu sou o Aquecimento Global e tenho muito medo de Portugal

Poluição DieselDesculpem a linguagem utilizada, mas quem foram os mentecaptos num brilhante momento de paralesia cerebral que se lembraram de reduzir a velocidade máxima nas AE de 120 para 118 e reduzir os dias de serviço dos taxis para 6 com o entuito de reduzir as emissões de CO2 de uma forma eficiente? Podem-me explicar como se tivesse 4 anos?

Que rico país onde os automóveis servem de bode espiatório e a velocidade é a fonte de todos os males! Não tem problema nenhum tirar catalisadores e filtros de particula fora, muito menos fazer uma AE inteira em 3ª no red-line, o importante é não passar dos 118km/h e só andar 6 dias por semana, isso sim é ecológico.

A minha solução é muito estúpida e por acaso já tem sido aplicada noutros países, cambada de otários que nós somos. Penalizam-se as industrias poluentes, no entanto incentiva-se a modernização dessas industrias para a utilização de processos e máterias primas amigas do ambiente, altera-se as fontes de energia nacionais para algo mais económico e menos poluente (eólica, solar e porque não a nuclear?), passava a ser obrigatório os transportes públicos funcionarem a gás natural, electricidade ou hidrogénio com postos de abastecimento mais baratos e exclusivos para os mesmos. Só aqui a dita “factura de Kyoto” já tinha reduzido bastante. Depois poderiam existir ajudas governamentais para a transformação dos carros actuais a gpl ou gás natural.

O mais engraçado disto tudo, e eu detesto concordar com os americanos, é que esses não quiseram saber de Kyoto para nada e no entanto têm reduzido bastante os seus níveis de poluição, e lá os limites continuam os mesmos assim como os taxis continuam a circular 7 dias por semana.

Obriguem primeiro à renovação das frotas de transportes públicos, especialmente os táxis e a famosa Rodoviária de Lisboa e depois vejam os níveis de CO2, SO2, HC e NOx a descer. Não é com campanhas de sensibilização para reduzirmos 2km/h na nossa velocidade que vamos resolver alguma coisa.

As 10 desculpas mais esfarrapadas para não usar GPL

Richard HammondContinuando com as minhas listas dos “10 mais”, falo agora das 10 desculpas mais esfarrapadas que se dão por ai para desacreditar o uso do GPL, só que em vez de gozar vou informar devidamente os leitores de como funciona o GPL de forma a desmistificar um pouco isto do autogás e falar dos seus prós e contras face à legislação actual em Portugal.

1 – O GPL explode!
Esta foi a desculpa mais ouvida de sempre, e por mais estranho que pareça existe sempre alguém que sabe que um carro ardeu ou que “fulano tal” morreu porque o seu carro a gás explodiu. Este mito só pode ter aparecido com os filmes de Hollywood em que os carros explodem com um tiro ou então do resultado das instalações deficientes de gás nas nossas casas que causam várias explosões. Muita gente que diz que o GPL não é seguro tem botijas de gás em casa, logo é estranho tal afirmação pois os depósitos de GPL são bastante resistentes. Apenas por curiosidade, na maioria dos acidentes com carros a GPL o depósito é das poucas peças do automóvel que se encontra intacto.

2 – O GPL estraga o motor
Esta não é totalmente falsa, o GPL não estraga o motor mas em certos carros podem existir problemas com válvulas e juntas de cabeça. Estes carros estão no entanto identificados e em relação aos problemas de válvulas existe um lubrificante Flashlube (ou Marly C) que reduz o desgaste prematuro das válvulas. Desde que sejam devidamente afinadas, como devem ser se funcionarem a gasolina, não existe normalmente nenhum problema de maior. Existem também alguns casos em carros com o motor em mau estado (com depósitos de carvão) que ao usar o GPL com uma queima mais limpa ganham folgas ou fugas de óleo. Deve-se verificar sempre o estado do carro a gasolina e só depois efectuar a conversão para GPL. Se o carro estiver em bom estado a gasolina e não tiver na lista negra (válvulas macias) o GPL só trás beneficios, pois não faz depósitos de carvão e outros lixos no motor mantendo assim as caracteristicas do óleo durante mais tempo. Nas mudanças de óleo a GPL o mesmo ainda sai castanho, a gasolina já sai preto, bastante queimado. Inclusivé, se estragasse tanto o motor será que já existiam tantos taxistas a GPL, que dão um uso intensivo ao carro?

3 – Se o GPL fosse bom vinha de origem
A desinformação é tal que até mete impressão. Basta uma ida a um concessionário ou uma pesquisa no Google para ver que no mercado nacional existem vários carros a ser vendidos de origem preparados para GPL, até mesmo GNC! Especialmente se procurarmos no mercado francês ou italiano ficamos espantados com a quantidade de carros disponíveis a GPL e GNC. Em Portugal não existe uma expressão tão grande em parte por causa da legislação nacional que obriga ao uso de um dístico discriminatório, embora as coisas estejam a mudar e várias marcas estejam a vender os carros a GPL em Portugal, como por exemplo a Mitsubishi, Subaru, Renault, Citroën, Fiat, Volvo, etc.

4 – Os carros a GPL usam um dístico porque são perigosos
Mais uma vez a tremenda desinformação reina. Somos o único país onde existe um autocolante para identificar os carros a gás, certamente ou somos mais inteligentes que os outros países ou existe algum lobby contra o GPL, embora o mais provável é que o legislador que passou esta lei percebesse tanto de GPL como eu de lagares de azeite.

5 – Eu não instalo GPL porque fico sem a bagageira
Bom, ou o carro tem uma bagageira muito pequena ou então alguém vai colocar mais do que uma botija de GPL. Actualmente existem depósitos tóricos que são colocados no lugar do pneu suplente, podendo este continuar no carro ou optar por um kit de reparação de furos que vem em quase todos os carros desportivos (e alguns utilitários e coupé-cabriolet). É uma questão de equacionar quantas vezes fura os pneus, e se realmente vale a pena perder uma poupança superior a 60% em cada 100km que fizer.

6 – Não se pode estacionar em parques fechados, logo não é alternativa
Existe vida para lá de Lisboa e dos centros comerciais. Nem toda a gente precisa de estacionar num parque fechado, embora muitos o façam não identificados. As instalações de GPL actuais são seguras, possuem três válvulas de corte de gás, as mesmas que são obrigatórias noutros países europeus para permitir o estacionamento destes veículos em parques fechados. A legislação nacional vai mudar neste aspecto, ficando apenas proibido o estacionamento em locais abaixo do solo, sendo permitido o estacionamento em locais acima do solo fechados, desde que possuam de ventilação natural ao nível do solo e do tecto. Existem também muitos parques de estacionamento de hipermercados e centros comerciais com lugares reservados a veículos a GPL.

7 – Meter GPL em “veículo tal” é estragar o carro
É o mesmo que dizer “não, em vez de um M5 a GPL vou-me ficar por um 316 a gasolina”, e sim em Portugal que tenha conhecimento existem dois M5 a circular a GPL. É uma questão “portuguesinha” de status, o GPL é um bicho de sete cabeças que só deve ser utilizado em carros sem valor. O mais estranho é que quem dá esta desculpa normalmente conduz um carro sem grande valor comercial. Muitos leitores podem achar estranho, mas desde Subaru Impreza, Hummer H2, Dodge Ram até Porsche Boxster, existem várias maquinas nacionais que circulam a GPL, claro que não identificadas. Uma semana passada em qualquer IPO irá deixar muitos de queixo caido com as máquinas que aparecem para fazer a inspecção a GPL, e quem diz um IPO diz um posto de abastecimento com GPL. Pergunte aos donos dessas máquinas se poupar cerca de 17 Euros num consumo entre os 15 e os 20 litros a cada 100km é crime, certamente que se vão rir de si.

8 – O GPL não compensa em relação ao gasóleo
Como expliquei anteriormente em Diesel/Gasolina/GPL vs Status é tudo uma questão de fazer as contas e cada caso é um caso. Em certos casos nem o gasóleo nem o GPL compensam. A maioria das pessoas fica de pé atrás porque tem que pagar a instalação (no caso do carro ser usado). Ora, é uma questão de fazer bem as contas, os diesel são mais caros que os carros a gasolina em novos, e no mercado dos usados também, logo em muitos a diferença chega bem para comprar o carro, fazer uma revisão geral ao carro e montar GPL. Em alguns casos chega ainda a sobrar dinheiro para GPL. No meu caso especifico, a diferença do meu carro para a versão HDi com menos equipamento era tanta que o valor dava para fazer 50.000km com gasolina BP Ultimate! Tendo em conta que uma instalação de GPL se amortiza normalmente em 20.000km, é muito tentador optar por um usado a gasolina e transformar o mesmo para GPL em vez de comprar um gasóleo. Em relação a carros novos nem se compara porque existe um desconto no imposto automóvel que chega para pagar a instalação e despesas de legalização, e dependendo da cilindrada do carro às vezes sobra para um extra ou outro por isso fica logo a poupar assim que tira o carro do stand.

9 – O GPL tira potência
Nestas últimas semanas vi mais de 25 testes a vários carros transformados e a comparação de tempos, potência e consumos entre os vários carros. O caso mais crítico foi de uma Renault Espace que perdeu 5cv e 15Nm. Um dos testes num Volvo mantinha a potência a gasolina e a GPL igual, apenas a GPL estava disponível 500rpm mais tarde. Será que 5cv fazem muita diferença no dia a dia? Será que aqueles 0.5 segundos que se perdem dos 0 aos 100 são importantes nos arranques diários nos semáforos? Eu cá acho que não, e estamos a falar do caso mais critico que vi. Além do mais normalmente após 3000km é feita uma afinação com o carro em movimento para melhorar a performance do kit de acordo com o estilo de condução de cada um. Já agora, sabiam que os sistemas GPL de injecção liquida além de reduzirem o consumo em relação aos kits de injecção gasosa ainda permitem reduzir mais as emissões e aumentar a potência? Só é pena estes sistemas ainda não estarem homologados em Portugal.

10 – Não existem postos de abastecimento
Existem muitos mesmo, aparentemente segundo um artigo da publicação Autohoje existem mais de 300 postos actualmente em Portugal com GPL, sendo a zona mais fraca em postos com GPL a zona sul do país. Além do mais, normalmente os instaladores têm bomba própria de GPL, muitos com desconto para os clientes que lá efectuaram a instalação. A Galp também apoia o uso do GPL, duplicando os pontos pelos litros de GPL para quem usa o seu cartão Fast. Mesmo se for de carro pela Europa fora, tirando Espanha que está bastante atrasada no GPL, não terá grandes problemas em encontrar um posto de abastecimento com GPL.

E agora que desculpas mais vão inventar para deitar o GPL abaixo? Parece que com o aumento sucessivo do preço da gasolina, ao contrário do preço do GPL muitos mitos actuais vão-se desmistificando sozinhos, uma vez que o GPL começa a ser para muitos uma necessidade.

Teste de potência a GPL

Taxi GPLEncontrei no fórum da Autogas um teste de potência efectuado a um Fiat Brava 1.4 12v com 81cv e 108Nm a gasolina medidos num banco MAHA do Centro de Formação Profissional da Reparação Automóvel (CEPRA) e a perda de potência foi desprezável. O sistema de GPL foi um de injecção sequencial da BRC e a GPL o carro perdeu 1cv e 1Nm mas ficou mais progressivo e com a potência disponível mais cedo.

Existe uma perda de potência superior quando se liga o ar condicionado do que quando se usa GPL. Soube também recentemente que a Subaru vai passar a vender alguns dos seus modelos equipados de fábrica com GPL de injecção liquida, ou seja, com mais potência do que a gasolina. Pode ser que exista pressão por parte desta marca para que este tipo de kits sejam legalizados em território nacional, uma vez que reduzem o consumo, as emissões e aumentam a potência.

Dúvidas existenciais sobre as células de combustível

Honda FCXOntem pus-me a pensar sobre as células de combustível e a forma como esses carros vão ser conduzidos e percebi que vai ser necessária uma fase de adaptação por parte dos condutores. Num carro de combustão estamos habituados a guiar pelo barulho do motor e pelas rotações, nos carros com um motor electrico isto deixa de existir pois pelo que vejo são carros automáticos, passam a ser mais fáceis de conduzir. Será que isto vai fazer com que os condutores nacionais fiquem ainda mais desleixados aumentando assim a sinistralidade? Por um lado agrada-me a ideia de se acabarem com os CTR’s e Cups de madrugada a fazer uma barulheira enorme nos picanços e a melhorar o ambiente a bordo de um automóvel, com o ruído reduzido sem necessidade de grande isolamento acústico.

Ok, temos aqui dois problemas, acabou o ruído e a troca de mudanças, acabou o gozo da condução desportiva. Então como vão reagir as marcas de automóveis desportivos? Será que vão ter o mesmo rumo que a Koenigsegg adaptando os seus carros para o E85, reduzindo assim as emissões? Será que os fanáticos dos automóveis vão passar a ter que se deslocar a pistas nos fins de semana para descomprimir o stress com a sua máquina?

Como é que será a sensação de condução desportiva apenas com o barulho do vento e dos pneus a rolar? Deve ser um pouco como ver uma reportagem sobre a rampa da Serra da Estrela sem som na televisão.

Fica aqui o desabafo, espero que os fuel-cell venham depressa mas também não quero perder o gozo de conduzir!

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