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As 5 operações de manutenção mais esquecidas num automóvel

Quando compramos um carro sabemos que existe manutenção associada ao mesmo, mas para muitos proprietários de um automóvel a manutenção fica-se por mudar o óleo do motor e colocar combustível.

Manutenção automóvel

Algumas operações necessárias para manter um carro em condições plenas de funcionamento são muitas vezes esquecidas por desconhecimento ou por não se entender a importância do bom estado destes componentes.

Correia de distribuição

Correia de distribuiçãoDe uma forma muito simplista a correia de distribuição sincroniza vários componentes do motor (cambota, válvulas) para que o motor funcione no ponto. Existem carros com corrente em vez de correia, mas nos carros com correia existem limites de quilómetros e anos para a mudança da correia.

Se não se mudar uma correia e esta partir normalmente é necessário reconstruir o motor uma vez que os cilindros acabam por bater nas válvulas e vão danificar a cabeça do motor.

Os intervalos são vários, podem ser de 100.000km a 200.000km e durar entre 6 a 10 anos, ou mais.

Deve sempre consultar o manual e não descurar esta operação, mesmo que o seu carro tenha poucos quilómetros mas já tenha atingido a idade limite.

Óleo de travões

Mudança do óleo de travõesO óleo não está só no motor, também é usado para os travões e direcção assistida na maioria dos casos. O óleo dos travões nas normas DOT 3, 4, e 5.1 é higroscópico, isto quer dizer que absorve água presente na atmosfera.

Embora este óleo tenha inibidores de corrosão por causa da quantidade de água que este pode absorver, com o tempo estes deixam de fazer efeito podendo existir corrosão no sistema de travagem.

A maioria dos fabricantes recomenda a troca a cada 1 a 2 anos em condições normais de condução. Deve consultar o manual e rever o intervalo definido pela marca.

Liquido de refrigeração

Liquido de refrigeraçãoO que está no radiador não é água. De uma forma simplista é água desmineralizada e etilenoglicol misturados com aditivos adicionais para reduzir a corrosão e lubrificar a bomba de água.

Este liquido, dependendo da percentagem de etilenoglicol e outros aditivos pode reduzir o ponto de congelamento até -40º e de evaporação até 140º. Isto permite que possa usar a viatura em ambientes extremos sem que este liquido congele, assim como permitir que o motor aqueça sem que existam perdas de água por evaporação.

Tal como o óleo dos travões com o tempo este liquido vai perdendo propriedades e deve ser trocado regularmente. A maioria dos fabricantes recomenda a cada 2 anos, mas deve sempre consultar o manual da viatura.

E se o nível do liquido de refrigeração estiver abaixo do nível nunca use água da torneira nem misture outros líquidos que não sejam iguais ao que já está aplicado. A aposta segura é sempre água desmineralizada, mas tenha em atenção que vai diluir a mistura actualmente no motor e reduzir a performance do líquido.

Velas

Velas de um motor a gasolinaA não ser que tenha um carro eléctrico, os motores a gasolina e gasóleo usam velas. No caso dos motores a gasolina para fazer faisca e incendiar a mistura de ar/combustível, nos motores a gasóleo para ajudar no arranque a frio.

No caso dos carros a gasolina as velas devem ser trocadas regularmente, nalguns casos a cada 30 ou 60 mil quilómetros e em casos mais extremos (velas de Iridium por exemplo) a cada 100.000km.

Ao não trocar as velas pode notar falta de potência e consumos mais elevados. Tal como nas restantes operações deve consultar o manual do carro e seguir a recomendação do fabricante.

Filtro de Ar e Habitáculo

Filtro de habitáculoJá viu um filtro de ar após 6 meses a circular em cidade? E o do habitáculo?

Com o tempo os filtros de ar ficam saturados com poeiras e poluentes que se encontram na nossa atmosfera, reduzindo a performance do motor e aumentado consumos.

No caso do filtro do habitáculo é o ar que respiramos directamente quando estamos dentro do carro. Um filtro colmatado com poluentes vai reduzir a performance do seu ar condicionado e com humidades elevadas levar a que o interior da viatura embacie mais facilmente por não ter ar fresco presente.

No caso do filtro de ar do motor os fabricantes recomendam uma troca a cada 1 a 2 anos, já o filtro de habitáculo deve ser trocado anualmente, a não ser que seja um carro de garagem que raramente anda.

Como descontaminar a pintura com Iron X

Descontaminar a pintura deve ser o processo mais chato de se fazer num detalhe. Horas a passar a claybar para remover os contaminantes para de seguida polir para remover as marcas que ficam para trás.

Nestes últimos anos começaram a aparecer removedores férreos que vieram ajudar nesta tarefa ingrata. O mais antigo e por enquanto ainda o melhor é o Iron X da CarPro. Não substitui a claybar mas reduz bastante o seu uso.

Se não fazem ideia do que estou aqui a falar, a pintura de um carro é contaminada com contaminantes férreos vindos de industrias, resinas de árvores, alcatrão, entre outros contaminantes. O verniz vai perdendo brilho e a pintura fica áspera. Com este processo estes contaminantes são removidos e a tinta volta ao seu estado original.

Se sabem do que estou a falar e ainda não experimentaram o Iron X ou semelhante, fica aqui o guia sobre como usar.

Lavagem inicial

Antes de se começar a descontaminação devemos lavar o carro. A lavagem do carro remove alguns contaminantes e como é óbvio retira a sujidade. Não serve de nada estar a gastar produto a remover contaminação que iria sair com uma lavagem.

Pré-lavagem de espuma antes do Iron X

Eu faço sempre uma pré-lavagem de espuma em todo o carro (pintura, vidros, jantes, frisos, etc), passo o carro por água e de seguida lavo-o normalmente. De seguida seco o carro na totalidade para não existir água a diluir o Iron X.

Equipamento essencial

Os produtos de detalhe têm, regra geral, cheiros bastante agradáveis. A embalagem do Iron X também diz que cheira a cereja, mas é mentira. Este é o produto mais mal cheiroso que já usei em detalhe, e nem é um cheiro que seja tolerável, é um cheiro nauseabundo que fica no ar durante dias.

Equipamento necessário para aplicar o Iron X

É por isso que aconselho o uso de máscara e luvas, não só para nos proteger porque estamos a manusear um produto químico, mas porque o cheiro fica entranhado na pele.

Devem também estar num local bem arejado. Mesmo com circulação de ar o cheiro ficou na garagem durante 1 dia de forma intensa.

Aplicação do Iron X

Com o carro bem seco e devidamente equipados vamos pulverizar o Iron X em todo o carro. Pintura, vidros, jantes. O produto vai começar a actuar e vai ficar com uma cor roxa, indicando que está a dissolver os contaminantes férreos.

Jantes descontaminadas com Iron X

Esta foto não mostra o verdadeiro efeito do Iron X, primeiro porque o carro é azul escuro, segundo porque já tinha sido descontaminado recentemente pelo Miguel da Extreme Detail, que tem feito um trabalho fantástico no carro. As lavagens recorrentes e o evitar estacionar em baixo de árvores e afins também ajuda a evitar a contaminação da pintura.

O efeito é mais visível nas jantes por ser um local com mais contaminação e pela cor cinzenta da maioria. Por causa disto existe a ideia que o Iron X funciona melhor em carros de cor clara, o que não é verdade, apenas se vê mais o efeito nestas cores.

Iron X a actuar na pintura

Como podem ver no chão o produto está a escorrer roxo, removendo contaminantes da pintura, mas sem se notar este efeito na pintura.

Deixamos o produto actuar durante uns 5 a 10 minutos e nas zonas com mais contaminação podemos agitar o produto com um pincel que seja suave para a pintura ou uma luva microfibras para o efeito para auxiliar na remoção dos contaminantes.

Após este período vamos passar todo o carro por água, mas água com abundância. Devemos garantir que não fica produto na pintura, frisos, vidros, etc.

Descontaminação com claybar

É verdade, o Iron X não substitui a claybar. Podemos passar a mão pela pintura e esta irá estar mais lisa, nalguns locais mesmo sem contaminação. Então se é preciso usar claybar, para quê usar um produto como o Iron X?

O Iron X remove alguns contaminantes sem existir contacto com a pintura, o que evita defeitos a corrigir no polimento. Depois basta usar a claybar em menos quantidade apenas nos locais que ainda apresentam contaminação. Isto vai reduzir as marcas na pintura e o trabalho de polimento.

Claybar a ser usada depois do Iron X

No meu caso algumas partes do carro ainda apresentavam contaminação após usar o Iron X, mas nada que se compare ao estado da pintura antes deste processo.

Pintura descontaminada

Com o uso do Iron X a descontaminação é feita de forma mais rápida, com menos marcas na pintura que precisam de polimento e são removidos contaminantes férreos que por vezes as claybar deixavam passar ou obrigavam a um uso intensivo para os remover.

A pintura fica assim sem contaminantes e pronta para trabalhos de polimento, aplicação de selantes ou ceras.

Auto Finesse Spirit aplicada depois da descontaminação

Pontos positivos
– Remove contaminantes férreos e outros sem contacto com a pintura
– Relativamente fácil de aplicar
– Acção rápida

Pontos negativos
– Cheiro nauseabundo
– Não remove todos os tipos de contaminantes

Pré-lavagem de espuma em qualquer lugar

Maserati GranCabrio com espuma de pré-lavagemA forma mais segura de evitar swirls na pintura numa lavagem é aplicar uma espuma de pré-lavagem para escorrer de forma segura terra, areia e outro tipo de sujidades que ao serem pressionados contra a pintura podem causar swirls.

Este método é bastante usado no detalhe, principalmente com o aparecimento de pistolas de espuma da Tornador, Karscher ou Wolfgang no mercado.

No entanto nem todos temos uma máquina de lavar à pressão em casa ou não temos local próprio para lavar o carro. A pensar nisto a Mesto lançou duas versões portáteis, uma de 1,5 litros e outra de 8 litros.

Para que serve uma pré-lavagem de espuma

A pré-lavagem de espuma consiste em cobrir todo o carro com uma espuma que prende as partículas de sujidade (grãos de areia, pó, etc) e as arrasta suavemente para fora de contacto com a pintura. Ajuda ainda a dissolver sujidade mais entranhada, caso de insectos que possam ficar no pára-choques, capot ou espelhos.

Swirls numa pintura vermelhaIsto evita que sejam criados riscos ou swirls como mostra a imagem.

Os swirls não se notam como um risco em si em que a cor muda para branco ou outra tonalidade da cor do carro. Estes micro riscos apenas se notam ao sol ou sobre algumas luzes e são comuns em carros lavados nas lavagens automáticas ou sem cuidados especiais. Estes micro riscos retiram o brilho e reflectividade da pintura.

Em carros já detalhados é bastante útil aplicar a pré-lavagem de espuma quando o carro está carregado de pó, tem as partes inferiores sujas da chuva, para lavar jantes ou amolecer insectos que fiquem na parte frontal ou espelhos do carro.

Depois do carro estar coberto de espuma e esta escorrer passa-se o carro por água e depois então processa-se a lavagem normal.

Teste ao Mesto Foamer 1,5L

Já andava de olho no Foamer da Mesto, pois queria usar a lavagem de espuma sem máquina de pressão ou mangueira. A ideia seria utilizar apenas para retirar os insectos da frente do carro e lavar as partes inferiores e as jantes quando chegar a chuva.

Usei o Auto Finesse Avalanche e com apenas 1,5 litros de água é possível colocar espuma em todo o carro. No caso do C6 se não gastar espuma nas cavas de roda chega para todo o carro e para as jantes. Para aplicações localizadas vai ficar muita espuma no carro.

O modo de funcionamento é simples, adiciona-se cerca de 1,4 litros de água e 100ml de shampoo próprio para pré-lavagem. Dá-se cerca de 20 bombadas e depois é só carregar num botão. Fica aqui um vídeo que encontrei no Youtube que mostra o funcionamento.

Na minha utilização notei que a espuma era mais densa, não sei se abusei na quantidade de shampoo ou se é próprio do Avalanche da Auto Finesse.

Após passar por água quase que não era necessário lavar e o carro estava coberto de pó, as jantes bastante sujas e os espelhos, capot e pára-choques cravados de insectos. A lavagem foi mais simples e rápida do que é normal porque a maior parte da sujidade tinha saído. As cavas das rodas que são em tecido e não plástico costumam ficar sempre com muita terra agarrada, com a pré-lavagem ficaram logo com a tonalidade preta sem sujidade de maior o que evita perder demasiado tempo a escovar as cavas para tirar a sujidade.

Se pretendem usar a pré-lavagem de espuma regularmente o ideal é ter uma máquina de pressão ou uma pistola que funcione com a pressão da mangueira, caso contrário o Mesto Foamer é uma óptima aposta.

E se estiverem interessados encomendei o meu na Polished Bliss, que recomendo. Além de terem sido rápidos no envio, a descrição que dão aos produtos na loja faz todo o sentido, eles usam os produtos regularmente e dão o seu parecer. Fantástico para perceber se um determinado produto se adequa às nossas necessidades.

Como mudar o óleo do motor em casa

Algumas operações de manutenção podem ser feitas em casa ajudando a poupar muito dinheiro. Se calhar a operação mais importante de qualquer motor e onde podemos poupar bastante dinheiro é na mudança do óleo e do filtro do óleo.

Existe um investimento inicial em material para permitir mudar o óleo que, dependendo do preço pago pelas mudas de óleo, pode ser recuperado logo na primeira muda de óleo.

Temos ainda o beneficio de saber que o óleo colocado no motor é mesmo o que pagamos e é o recomendado para o nosso motor, ao contrário do que acontece em certas oficinas onde usam óleos com especificações erradas ou cobram por um 5w30 e colocam um 5w40.

Ferramenta necessária

Material necessário para mudar o óleoÉ imperativo ter um recipiente próprio para recolher o óleo, sempre com mais capacidade do que o óleo que o motor leva. Podem ainda ser necessárias chaves para remover o bujão do carter ou o filtro do óleo, dependendo também da forma como se muda o óleo.

Caso pretenda mudar o óleo por aspiração não precisa de chaves para remover o bujão, mas será necessário ter um extractor de óleo como o Mityvac MV7201 ou o Pela 6000.

É também aconselhável ter roupa própria para o efeito e luvas, por mais cuidado que se tenha a roupa vai ficar suja com óleo. Uma chave dinamométrica para apertar o bujão e o filtro do óleo com a força indicada pelo fabricante também é ideal. Normalmente a força de aperto vem indicada no manual do carro ou está marcado no próprio filtro e carter. Em caso de dúvida uma rápida pesquisa na net ou numa aplicação como o Autodata é o ideal para ter os valores certos de aperto.

Mudar o óleo por gravidade

Mudar o óleo por gravidadePara mudar o óleo por gravidade é necessário remover o bujão do carter para que o óleo possa escorrer, por isso é necessário levantar o carro com rampas de serviço ou preguiças, nunca se deve fazer a mudança de óleo recorrendo apenas ao macaco.

Antes de iniciar a mudança do óleo, este deve estar quente para que este escorra de forma mais rápida e leve consigo as partículas metálicas e carvão acumulado no fundo do carter. Depois do motor quente deve-se remover a vareta do óleo e abrir a tampa do óleo. O ar irá circular no interior do motor ajudando a que o óleo escorra mais facilmente para o carter.

Com o carro no ar deve-se colocar um recipiente para recolher o óleo usado e desapertar o bujão, deixando sair livremente o óleo. É preciso ser rápido e ter cuidado uma vez que o óleo vai sair quente e de imediato. O óleo irá escorrer durante vários minutos.

Quando o óleo parar de escorrer devemos substituir a anilha do bujão e apertar a mesma à mão para evitar moer a rosca. Depois deve ser dado o aperto final com a chave dinamométrica e limpar o carter com um pano para retirar qualquer vestígio de óleo.

Mudar o óleo por aspiração

Mudar o óleo por aspiraçãoPara mudar o óleo por aspiração não é necessário levantar o carro, tornando-se mais fácil esta operação.

Tal como na mudança por gravidade é necessário ter o motor quente e remover a tampa do óleo e a vareta. Será inserido um tubo pelo local da vareta do óleo até este não avançar mais, depois será necessário bombear o óleo ou caso ligar o extractor caso este seja eléctrico ou pneumático.

A extracção de óleo deve ser feita até não subir mais nenhum óleo pela vareta, verificando no extractor se a quantidade de óleo removido corresponde à quantidade de óleo que se encontrava no motor. Pode-se ainda mover o tubo do extractor para tentar tirar alguma quantidade adicional de óleo.

No fim basta remover o tubo do extractor, limpando-o enquanto se remove para evitar pingar óleo usado para o motor.

Mudar o filtro de óleo

Chave para remover o filtro do óleoSem óleo no motor devemos agora remover o filtro de óleo. O filtro poderá ser um elemento completo ou em alguns motores mais recentes ser um filtro de cartucho protegido por uma tampa de plástico.

Deve-se colocar um recipiente por baixo do filtro do óleo, se possível, e remover o mesmo com recurso a uma chave de filtros uma vez que é difícil a sua remoção à mão. Ao remover o filtro irá escorrer algum óleo. A borracha vedante do filtro deve ser removida, por vezes esta separa-se do filtro e acaba por ficar agarrada ao motor. Um novo vedante vem sempre com o filtro.

A borracha do novo filtro deve levar um pouco de óleo, basta passar com o dedo para evitar que esta fique agarrada ao motor na próxima muda de óleo.

O filtro deve ser apertado à mão, e apenas apertado com uma chave quando assim indicado no filtro ou no manual do carro, respeitando sempre a força de aperto. No caso dos carros com o filtro de cartucho este deve ser encaixado à mão e a tampa do mesmo fechada com chave respeitando a força de aperto.

Pode ainda ser colocada uma pequena quantidade de óleo no novo filtro para evitar que este rode sem óleo durante alguns segundos ao ligar o motor.

Adicionar o novo óleo

Adicionar óleo ao motorCom um funil próprio deve-se colocar o novo óleo, tendo em atenção a quantidade de óleo que se coloca. Óleo a menos não é problema, pode-se sempre acrescentar. Óleo a mais necessita de ser removido podendo causar danos graves no motor caso este seja usado com óleo em excesso.

Deve ser usado um óleo aprovado pelo fabricante com a graduação correcta. Se um carro leva um óleo 5w20 com uma especificação, não podemos usar um 5w40 não aprovado pelo fabricante.

Deve-se aguardar alguns minutos para que o óleo escorra e confirmar o nível com a vareta ou com o indicador do nível de óleo do carro.

Com o óleo ao nível ou entre o mínimo e o máximo deve-se ligar o motor, já com a vareta e a tampa do óleo no devido local. É preciso ter atenção para não existirem chaves ou panos que possam interferir com o funcionamento do motor.

Deixa-se o carro a trabalhar durante um minuto e verifica-se se existem fugas pelo filtro de óleo ou pelo bujão, caso existam algo pode estar mal apertado.

Depois de desligar o carro deve-se aguardar alguns minutos e voltar a verificar o nível do óleo e acrescentar caso seja necessário.

No final basta limpar qualquer derrame de óleo que se tenha verificado e reiniciar o indicador da revisão, caso o carro o tenha, de acordo com o indicado no manual.

O que fazer ao óleo usado?

O óleo usado pode ser colocado no recipiente do novo óleo, deve-se ainda escorrer o óleo que se encontra no filtro.

O óleo usado e o filtro podem ser entregues no local onde comprou o óleo e filtro novo ou pode fazer a entrega directamente a um centro de reciclagem de óleos de motor usados. Podem consultar alguns postos de recolha de óleo usado em ecolub.pt.

Mudar o óleo: aspiração ou gravidade?

Mudança de óleoExistem duas formas de mudar o óleo do motor a um carro. O tradicional é através do efeito da gravidade, em que se levanta a viatura, desaperta-se o bujão do carter e deixa-se o óleo escorrer. Podemos também mudar o óleo por aspiração, com um extractor.

Ainda existem pessoas reticentes em relação à muda do óleo por aspiração, mas na realidade o método usado depende muito do motor. Existem automóveis que apenas permitem mudar o óleo por aspiração e outros que por gravidade escorrem menos óleo velho do que por aspiração.

Mudança do óleo por gravidade

Este é o método tradicional e funciona em todos os carros que tenham bujão do carter. O carro é levantado num elevador ou com um macaco, é colocado um recipiente por baixo do carro, retira-se o bujão e deixa-se o óleo a escorrer.

No fim limpa-se o carter por baixo, coloca-se uma anilha nova e aperta-se o bujão com a força especificada pelo fabricante para evitar moer a rosca.

Em carros mais antigos que não estão preparados para uma muda de óleo por aspiração este é o método ideal. É no entanto mais sujo uma vez que ao retirar o bujão o óleo começa a escorrer sujando as luvas ou a ferramenta que estamos a usar. É também preciso sempre levantar o carro para mudar o óleo desta forma.

Mudança do óleo por aspiração

Este é um novo método de mudança de óleo do motor. Alguns carros, como os Smart e alguns Mercedes apenas permitem mudar o óleo desta forma por não terem bujão no carter que permita remover o óleo velho. Outros motores, caso do 3.0i e 2.7 HDi que equipa o meu C6, ao mudar o óleo por gravidade apenas saem 5,55 litros de óleo, enquanto que por aspiração saem 5,75 litros de óleo.

Apesar de parecer pouca diferença, é menos óleo antigo que fica a contaminar o novo óleo que é colocado no motor.

Este é o método mais fácil de mudar o óleo, basta colocar um tubo por onde entra a vareta do óleo e fazer a aspiração do óleo antigo. É um método mais limpo uma vez que apenas o tubo fica sujo no exterior e é facilmente limpo ao remover com um pano. Permite ainda aspirar o óleo que fique no local do filtro do óleo, assim como o copo do filtro (caso este exista) e remover ainda mais óleo antigo do motor.

Este método não pode no entanto ser usado em carros mais antigos que não estão preparados para que o óleo seja aspirado.

E vocês, qual o método que usam para mudar o óleo do motor do vosso carro, qual o vosso preferido?

Preparar o ar condicionado para o Verão

Estamos a chegar ao Verão e com ele vem a época de férias e as viagens de carro sobre o calor intenso. Se usa apenas o ar condicionado esporadicamente é possível que este não esteja em perfeitas condições. Pode não arrefecer correctamente ou ter algum cheiro desagradável.

Aqui ficam algumas dicas para ir de férias descansado com o seu ar condicionado a funcionar correctamente.

Limpar entrada e saídas de ar

Limpeza das condutas do ar condicionadoUma das causas para a criação de maus cheiros ou o bloqueio de ar fresco a entrar no habitáculo são as condutas sujas ou com folhas, insectos ou outros.

Verifique onde fica a entrada de ar do seu ar condicionado (normalmente na grelha de entrada de ar ao pé do pára-brisas) e confirme se não existem folhas, insectos ou outro tipo de lixo que possa estar preso.

No interior com um pincel limpe os ventiladores para remover pó que possa estar agarrado.

Desinfectar as condutas

Einszett Klima CleanerAs condutas do ar condicionado são óptimas para a criação de fungos e bactérias que podem causar alergias e dificuldades respiratórias. Einszett, Wurth e Valeo produzem sprays para limpar as condutas do ar condicionado, desinfectando e eliminando quaisquer fungos ou bactérias para voltar a ter ar com qualidade.

A aplicação é simples, coloca-se um tubo nas condutas e vai-se despejando o spray. Para um melhor resultado o spray deve ser aplicado em todas as condutas e na zona do filtro do habitáculo, removendo o filtro.

A Einszett possui ainda um spray para aplicar no interior da viatura para remover maus cheiros provocados por bactérias que aparecem com a humidade dentro do carro.

Mudar o filtro do habitáculo

Filtro de habitáculo sujo e outro limpoO filtro do habitáculo deveria ser mudado com muita frequência. Anualmente ou de dois em dois anos dependendo da quilometragem que se faça. Se possível deve optar por um filtro de carvão activo que bloqueia os maus cheiros vindos do exterior.

Depois de limpar as condutas devem substituir o filtro do habitáculo e se possível de 6 em 6 meses (ou menos) retirar o mesmo para o limpar removendo folhas e insectos que ficam presos no filtro.

Recarregar o ar condicionado

Carregamento de ar condicionadoSe o seu ar condicionado já não faz frio como devia poderá ter que recarregar o ar condicionado. Em carros onde o ar condicionado é usado esporadicamente poderá perder alguma pressão de gás e perder eficiência.

Ao ficar sem gás e sem óleo no ar condicionado poderá danificar o condensador ou o compressor, sendo necessária a sua substituição. Estes componentes são normalmente caros, sendo mais barato fazer uma recarga a cada 2 anos e confirmar se existem fugas.

Guia DIY: Limpar tampas das luzes de matrícula

Após ter feito um detalhe exterior ao C6 a iluminação da matrícula estava a destoar, e em qualquer carro uma iluminação fraca e amarelada da matrícula estraga o aspecto geral do carro.

Já tinha feito esta operação no 406, tendo na altura colocado leds a iluminar a matrícula. No C6 acabei por meter umas BlueVision, mas mesmo com lâmpadas normais o guia que se segue ajuda a fornecer mais luz para a matrícula.

O primeiro passo será remover as tampas reflectoras que iluminam a matrícula. Normalmente basta uma chave de fendas fina e estas saem facilmente se forem de encaixe, caso contrário devem ter dois parafusos a segurar. Como podem ver pela foto que se segue as minhas estavam bastante sujas e cortavam bastante luz.

Limpeza de tampas reflectoras das luzes de matrícula: Antes

Comecei por limpar a tampa com um quick detail da Poorboys e, com uma escova de dentes macia, esfreguei bem por dentro. Por fora é liso, não foi necessário. Com este processo saiu o lixo todo.

Podia ainda limpar mais a fundo e dar mais brilho, como não tinha Grojet apliquei uma cera que limpa a oxidação, a Mothers Cleaner Wax. Deixei actuar e tirei o excesso.

O resultado estava muito bom, por fim foi só selar com o Klasse Sealant Glaze que à semelhança do Grojet funciona bem em acrílico e vidros, apesar de ser mais difícil de aplicar. O selante vai prevenir que a sujidade se agarre ao exterior da tampa facilitando mais tarde a sua limpeza durante as normais lavagens.

Se não tiverem acesso a este tipo de produtos podem usar Cif ou detergente da loiça, mas os resultados não vão ser tão bons.

Podem a seguir ver a diferença.

Limpeza de tampas reflectoras das luzes de matrícula: Comparação 50/50

Depois foi só repetir o mesmo processo na outra tampa.

Limpeza de tampas reflectoras das luzes de matrícula: Resultado final

Infelizmente não tenho fotografias de um antes e depois da iluminação da matrícula mas penso que as fotos falam por si. A diferença ao vivo foi considerável, e com a mudança das lâmpadas ainda mais se nota.

Espero que gostem deste primeiro guia Do It Yourself (Faça Você Mesmo), brevemente irei colocar outros que vos possam ajudar a tratar dos vossos carros sem grande dificuldade.

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