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É preciso explicar porque é má ideia um telemóvel como chave do carro?

A Hyundai já testou, a BMW também pensou na ideia e a Tesla já aplicou no Model 3. Em vez de uma chave usa-se o telemóvel para abrir e ligar o carro. Isto é uma ideia terrível, mas devo ser o único que pensou nisto a sério.

A ideia até parece fazer sentido, hoje em dia nos carros modernos já entramos e ligamos o carro com a chave no bolso. Se já levamos o telemóvel no bolso porque não passar a chave para uma app e usar o telemóvel para abrir e ligar o carro?

Se quiserem ter uma ideia de como funciona, aqui fica um vídeo do Doug DeMuro a explicar a partir dos 2m08s.

Agora vamos aos problemas. No caso do Model 3 não se aplica, a Tesla é a Apple dos automóveis e os carros deles são para quem não gosta de carros mas quer um telemóvel sobre rodas, mas e os restantes que não têm um telemóvel com tecnologia NFC? São obrigados a andar com um cartão que obriga a passar o mesmo para abrir o carro.

Depois temos os hackers. É verdade que alguns sistemas keyless já foram atacados, mas é necessário estar perto do veículo. No caso do Tesla é possível remotamente, em qualquer parte do mundo, destrancar o carro ou abrir a mala. E se alguns hackers não gostam de ver a luz do dia, facilmente se dedicam a tentar atacar um carro remotamente do conforto da sua cave.

Mas o que mais me chateia é isto: bateria! Quantas vezes já ficamos sem bateria no telemóvel? É claro que durante a semana se for até ao carro ele carrega um pouco e no escritório também o posso carregar. Mas e se for de férias, estacionar o carro de manhã, for dar uma volta na cidade e voltar ao fim do dia?

A navegar na net, usar GPS, mapas, fotografias facilmente fico sem bateria. Nestas situações preciso de andar com um cartão atrás? Então mais vale ter uma chave normal.

Curiosamente num comando normal keyless a pilha chega a durar mais de 5 anos e se não tiver esse sistema já consegui mais de 10 anos sem mudar pilhas e com uso quase diário.

É claro que me vão dizer que se pode sempre reverter para o cartão para corrigir estas questões, mas o carro trás dois cartões? É que os carros normalmente trazem duas chaves. E se o sistema por acaso não funcionar nem com cartão, deixa de existir uma fechadura mecânica que me permita o acesso ao interior do carro? No caso do Model 3 é apenas um cartão NFC, ao contrário de um cartão de acesso como os da Renault que tem a chave incorporada para estas eventualidades.

Faz tanto sentido como um dos operadores de cabo começar a entregar a box de TV sem comando e dizer para usar o telemóvel e descarregar a app para a controlar. Ou pior, num automóvel usar um touch-screen para controlar várias funcionalidades do carro que deviam ter botões definidos para tal. Espera, onde é que já vi isto?

Provavelmente o carro mais caro do mundo?

Modelo único, feito por encomenda a pedido de um cliente da Rolls-Royce e baptizado de Sweptail. O preço? Estimado em 11,5 milhões de Euros, superior aos 8 milhões do Maybach Exelero. O resultado? Perfeição.

Rolls-Royce Sweptail

É um carro feito ao detalhe para que tudo seja perfeito. A grelha por exemplo é a maior da era moderna da Rolls-Royce e é feita a partir de um bloco de alumínio, uma só peça, sendo depois polida à mão até ter um acabamento espelhado. A pintura perfeita, sem casca de laranja, com todos os paneis do carro sem falhas. No interior a filosofia adoptada é de simplicidade e minimalismo.

Foi apresentado em Villa d’Este e tenta invocar os Rolls-Royce dos anos 20 e 30. Fica um vídeo com uma vista 360 do carro e alguns dos detalhes do mesmo.

Este é certamente um carro que fica na história.

A produção do Phantom vai terminar

Um carro que gosto bastante, o Rolls Royce Phantom, vai deixar de ser produzido agora em Novembro. Foi o carro que salvou a Rolls Royce de desaparecer do mapa, já sobre a alçada da BMW e tornou-se num ícone automóvel.

Sempre que se fala em luxo sem olhar a custos é este o carro que vem à mente. Um motor potente, sem dramas, com muito conforto e silêncio. A palavra usada pelos ingleses é effortless e faz todo o sentido.

O jornalista Alex Goy fez um pequeno mas interessante apanhado da história deste modelo enquanto conduz um Phantom.

O exemplar em questão é que não foi bem escolhido, o exterior tem um aspecto duvidoso, mas não deixa de ser um carro imponente e que transpira qualidade.

Se gostam deste tipo de automóveis são 7 minutos bem passados.

Estima-se que em 2018 exista um novo modelo para substituir o Phantom.

A Citroën lançou um museu virtual sem o DS e SM

A Citroën lançou um museu virtual onde podemos encontrar quase todos os modelos da Citroën, excepto os fantásticos DS e SM que aparentemente foram erradicados da história da marca.

O site é muito interessante, podemos ter uma visão de 360º do interior e exterior, ouvir o carro a ligar e acelerar e ouvir vários sons do carro, desde sons de alertas ao abrir da mala ou o barulho de uma suspensão hidropneumática.

Museu virtual da Citroën

Não está disponível em português, mas tem outras línguas como o francês, inglês, espanhol ou alemão.

É pena alguns broncos do marketing terem apagado o DS e SM da história da Citroën, porque foram criados e vendidos como Citroën, ainda não existia PSA nem a pseudo-marca DS. É claro que as reacções foram menos boas como no artigo do HubNut ou do PetrolBlog.

Tirando isso o site é bastante interessante, eu que não sou aficionado da Citroën (tirando os DS, SM, CX, XM e C6) já perdi umas horas a navegar e a explorar as brochuras, a ver números de produção, a consultar as curiosidades e ouvir os sons de cada carro.

Bom, só falta partilhar o endereço. O site está disponível em citroenorigins.com. Vale a pena, mesmo sem o DS e o SM.

Mas se quiserem mesmo ver o DS e o SM o Jay Leno tem dois vídeos bastante longos dedicados a cada um, uma vez que ele tem estes dois modelos.

Valeo AquaBlade e outras inovações

Novas escovas Valeo AquaBladeRecentemente encontrei algumas inovações interessantes da Valeo enquanto procurava as diferenças entre as várias gamas de escovas desta marca.

A Valeo é uma multinacional francesa que desenvolve peças, sistemas e soluções para o mercado automóvel à semelhança da Bosch ou Denso, por exemplo.

Uma das inovações são as escovas AquaBlade, que acho estranho não ter tido um maior impacto nos meios de comunicação dedicados a este mercado. Estas escovas dispensam os tradicionais esguichos, também conhecidos como “mija-mija”, uma vez que é a própria escova que transporta a água para o pára-brisas.

Segundo a Valeo este sistema ajuda a economizar em cerca de 50% a água gasta a limpar os vidros e comparando com um sistema de escovas tradicional o seu peso é 30% inferior, uma vez que funciona de forma semelhante aos sistemas da Bosch com dois motores eléctricos independentes para cada escova, em vez de um motor central com braços internos a fazer a ligação aos braços das escovas.

Outro factor positivo é que a água dos esguichos não vai reduzir a visão do condutor, embora a Peugeot/Citroën já tenha esguichos que simulam chuva e atenuam este efeito. Também passa a ser possível limpar o vidro sem atirar água para os carros que estão ao lado ou atrás de nós.

Actualmente este sistema já vem de série no Mercedes SL e deverá ficar disponível noutros carros de gama alta.

Outra inovação interessante é a criação de uma chave inteligente que permite visualizar várias informações sobre o estado do veículo (semelhante ao pager de alguns alarmes) e o controlo destas funções à distancia. Dependendo do tamanho da chave e do consumo das pilhas do comando, poderá ser uma solução bastante interessante especialmente no que toca à segurança para sabermos se deixamos o carro trancado e receber notificações quando o alarme do carro é activado.

Primeiro automóvel eléctrico do mundo? Da Mitsubishi talvez

Primeiro automóvel eléctrico da MitsubishiOs senhores do departamento de marketing da Mitsubishi podiam ter poupado o embaraço de ter publicitado o i-MIEV como o primeiro automóvel eléctrico do mundo se dessem uma vista aqui pelo blog, se fizessem uma pesquisa pelo Google ou se simplesmente percebessem algo da história do automóvel.

Não bastavam os primeiros automóveis terem sido eléctricos (o primeiro eléctrico data de 1835), foi também um carro eléctrico que passou a mítica barreira dos 100km/h, assim como no inicio de 1900 a venda de carros eléctricos nos Estados Unidos superou a venda de carros a vapor e a gasolina.

Apoio completamente o lançamento de carros elétricos (a baterias ou células de combustível) e híbridos, e desejo à Mitsubishi que este carro seja um sucesso de vendas, mas não o publicitem como o primeiro automóvel eléctrico do mundo. Até a PSA que deve vender este i-MIEV sob a marca Peugeot teve o AX, Saxo e 106 em modelos 100% eléctricos e ainda vende carros de trabalho eléctricos como a Partner.

Toyota iQ e Smart ForTwo

Smart Fortwo vs Toyota iQRecentemente tive a oportunidade de experimentar o novo Smart ForTwo (F2) e o novo Toyota iQ, os minicarros ou citadinos do momento. Vi os vários níveis de equipamento, experimentei as diversas funcionalidade de cada carro e fiz um test-drive a ambos.

Estando habituado a carros de segmentos superiores e com mais performances tentei baixar bastante as minhas expectativas para poder ser surpreendido pelos seus pontos fortes como citadinos.

 

Smart Fortwo

O Smart ForTwo em que me baseio é na versão Passion, a versão mais apetecivel em termos de equipamento (tirando os Brabus) e com caixa automática. O motor a gasolina tem 70cv de potência e 999cc, com sistema start-stop que erradamente é chamado de micro hybrid drive (mhd).

Ao contrário dos Smart anteriores este novo modelo é mais comprido e deixa de poder ser estacionado longitudalmente, perdendo um pouco o conceito Smart. Continua no entanto a ser um carro extremamente pequeno que permite ser estacionado naqueles locais mais apertados, onde outro citadino não caberia.

Por fora ficou com um design mais maduro e com algumas alterações estilisticas bastante interessantes.

Os interiores continuam muito espaçosos, lá dentro sentimo-nos à vontade e existe espaço suficiente para dois adultos de estatura alta. O tecto panoramico em vidro ajuda também a aumentar a sensação de espaço e torna o ambiente a bordo mais alegre.

Existem vários espaços de arrumação em locais inteligentes, infelizmente nem todos permitem ser tapados para evitar olhos alheios e o porta-luvas com chave é um extra e nem na versão Passion faz parte do equipamento de série. A consola central tem bom aspecto e é bastante simples de usar com um botão para cada função, embora alguns botões do ar condicionado e do desembaciador traseiro fiquem mais afastados das mãos do condutor.

O resto do interior é bastante simples e cinge-se ao essencial.

Para o test-drive testei a versão Pure apenas com caixa sequencial pois não estava disponível a versão Passion na versão a gasolina com mhd. Em termos de condução não surpreende mas também não desagrada, mesmo sem direcção assistida o carro manobra-se facilmente e a suspensão apesar de um pouco rija não se torna muito desconfortável em pisos mais degradados.

A caixa continua a ser lenta nas passagens no modo sequencial mas é agora mais suave que nos modelos anteriores. O sistema mhd funciona na perfeição, após atingir os 8km/h em desaceleração o motor desliga-se, voltando a ligar-se imediatamente assim que retiramos o pé do travão. No entanto, tal como noutros start-stop, em situações de trânsito intenso somos obrigados a desligar este sistema para evitar que o motor esteja constantemente a ligar e desligar numa marcha lenta.

Esta versão possui ainda o Hill Start que segura o carro durante 0.7 segundos dando tempo de tirar o pé do travão e carregar no acelerador.

 

Toyota iQ

No Toyota iQ baseio-me na versão base, embora no test-drive ao contrário do Smart, tenha testado a versão superior Q2 com o sistema de navegação e estofos em pele.

O exterior do carro é extremamente engraçado, tem um aspecto de cubo e o seu desenho dá a sensação do iQ ser um carro robusto e extremamente espaçoso. Frisos laterais como opção são um must have para a selva urbana, pois as portas do iQ são muito propicias às típicas mossas dos outros condutores que abrem as portas sem cuidado.

Todo o conceito e a engenharia por detrás do iQ fazem-no um carro bastante inteligente, pelo menos até chegarmos ao interior. É verdade que 3 adultos conseguem sentar-se confortavelmente, e se o condutor for de estatura média, um adulto de estatura média consegue sentar-se no quarto lugar de forma razoavelmente confortável em curtas distancias, o que para um carro deste tamanho é interessante, mas ficamos por aqui em inovação.

Não existem locais de arrumação cobertos que sejam úteis. O porta-luvas é uma bolsa que apenas permite levar o manual do carro (e esta bolsa não vem na versão base) e existe um pequeno espaço debaixo dos bancos traseiros que permite levar um saco vazio ou algumas revistas.

A bagageira não existe, só com os bancos rebatidos e aqui temos outro problema, existe uma chapeleira que tapa a parte superior da “bagageira”, mas não existe nenhuma barreira fisica vertical. Numa travagem brusca é possível que os objectos venham parar ao pé da manete de velocidades, e com o carro parado os amigos do alheio conseguem ver o que está na bagageira. Para mim esta é a maior falha do carro.

O interior também é triste, com uma cor lilás (ameixa) e o tejadilho em branco e a consola central é demasiado compacta e confusa de utilizar.

Já na condução o iQ é igual a conduzir um carro normal, bem insonorizado para o segmento, um motor bastante vivo e com um arranque engraçado para a potência que tem, uns furos acima do Smart. A brecagem é interessante e permite fazer inversão de marcha apenas com uma manobra em espaços bastante apertados.

A suspensão é mole q.b. e torna-se muito confortável de conduzir, mesmo em piso empedrado. Em curva nota-se no entanto um ligeiro adornar da carroçaria, mas dúvido que quem compre um carro destes deseje participar em track-days no Estoril.

A caixa manual é também muito precisa e a manete tem um curso bastante curto, tornado-se muito cómoda para um uso diário em cidade. As ajudas ao ecodriving são também óptimas para ajudar qualquer condutor a reduzir os seus consumos.

 

Conclusão
O iQ tinha tudo para ser o iPod da Toyota e é uma óptima escolha sobre o Smart para alguém que não precise de espaço para bagagem e não se importe com o triste interior. A lista de equipamento é muito superior ao Smart e é um carro mais versátil e acima de tudo diferente. Em termos estécticos o iQ leva a melhor.

No entanto é no interior que se conduz, e embora o iQ me deixe com um sorriso na cara, assim que fecho a porta esse sorriso desaparece. Já no Smart o interior é alegre e cria uma sensação de bem estar ao seu condutor e passageiro. Juntando a isso vários espaços inteligentes para arrumação, o Smart acaba por sair na minha opinião, e com alguma pena minha, como o carro vencendor.

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