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Alfa Romeo 8C Spider premiado em Villa d’Este

Alfa Romeo 8C SpiderA Alfa Romeo está de parabéns pelo seu 8C Spider que foi premiado no Concurso de Elegância de Villa d’Este. O Alfa Romeo 8C é um carro bastante bonito, especialmente a versão Spider que me deixou de água na boca ao contrário do Brera que me deixou um pouco desiludido.

Digam o que disserem, para mim não existe melhor em design do que os italianos, os carros são desenhados com paixão por dentro e por fora e têm detalhes impressionantes que nos outros automóveis são completamente esquecidos. São carros como este que me fazem ser um apaixonado pelos automóveis e ficar a olhar para eles dia e noite. Um carro com muita classe!

Tapa-te de vergonha Veyron, a potência não é tudo!

Marcas têm mais lucro no pós-venda

Peças dão mais lucroUma empresa de consultoria na Alemanha fez um estudo e chegou à conclusão que a venda de peças é mais lucrativa do que a venda de automóveis. Ao que parece apenas 5% do lucro dos fabricantes vem da venda de viaturas novas, 36% do lucro vem dos créditos e leasings e mais de metade do lucro vem da venda de peças.

Não é de admirar assim que quando compramos a mesma peça ao fabricante da mesma que o preço seja bem mais barato do que ao comprar ao fabricante automóvel e que o preço das revisões de certas marcas seja proibitivo!

Renault Radiance, concept para o novo Magnum

Renault RadianceOs camiões sempre me fascinaram por serem fiáveis e terem bastante força para puxarem cargas bem pesadas e ainda assim alcançarem velocidades acima dos limites. À algum tempo deparei-me com um concept da Renault Trucks bastante semelhante à “ceifeira” (Renault Magnum) e aparentemente este concept vai servir de base para o novo Magnum.

Tenho poucas informações sobre este camião, mas aparentemente é um concept que foi desenhado pela Michelin combinando um design visionário com uma segurança e eficiencia superior aos camiões actuais. Aplicaram um novo sistema chamado de Anti-Splash que reduz a altura da projecção da água em 4 vezes, aparentemente através de um deflector incluido no desenho do pneu. Este deflector obriga a água a descer novamente para a estrada em vez de ser projectada para os pára-brisas dos carros que passam.

Este realmente é um dos grandes problemas dos camiões quando circulam em dias de chuva (deixamos por vezes de ver) e é sempre bom saber que a Michelin está empenhada, aparentemente, em reduzir esse efeito.

Ficam aqui algumas imagens deste concept que acho extremamente atraente no exterior mas o interior é demasiado pobre e a cor dos plásticos dos Renault nunca me seduziu, parecem “baratos”.

Renault RadianceRenault RadianceRenault RadianceRenault RadianceRenault RadianceRenault Radiance

Espero que os interessados em camionagem, ou mesmo para os amantes dos automóveis e da estrada tenham gostado deste post.

Miura está de volta!

Miura ConceptMais uma alegria no mundo automóvel. O que se passou com o Ford GT40? Exacto, tem a sua versão renovada, de nome Ford GT. E o que é poderá a acontecer com o Lamborghini Miura?

Bom, por enquanto é só um concept, mas espero que este carro veja a luz do dia no que toca à produção. Os automóveis estão a ficar “retro”, mas num bom sentido, falando do tempo em que os carros eram feitos com paixão, numa altura em que era disputado qual o melhor super-desportivo, e não apenas uma questão de vendas.

Voltem a produzir o Miura, tenho a certeza que o Jamiroquai o iria adquirir para o ter estacionado ao lado do seu Miura original.

Carros de Guerra – Volkswagen – 2ª Guerra Mundial

Hoje vou falar um pouco de história, mais própriamente a história da Volkswagen, essa marca adorada pelos portugueses, país de diesel-maniacos. Vou no entanto focar essencialmente o seu papel na 2ª Guerra Mundial.

Antes de mais como podem verificar esta entrada no blog difere das outras, isto para que a leitura seja facilitada e que as imagens correspondam aos textos.

Carros de Guerra - Tatra T97O início
A Volkswagen iniciou a sua actividade na época de 1930, e o seu nome como todos sabem advêm das palavras Volks (povo) e Wagen (carro), isto porque Adolf Hitler queria que quase todos os alemães pudessem ter um carro próprio. Ferdinand Porsche na altura chegou à conclusão que o melhor design para um carro destes tinha que ser baseado no Tatra T97.

História da Tatra
Um pouco de história dentro de história, Tatra (nome com origem nas montanhas Tatra) é uma marca da República Checa. A companhia foi fundada em 1850 e começou a sua actividade a produzir carrinhas e carruagens e foi a primeira companhia a construir um carro a motor na Europa, mais precisamente em 1897, de nome Präsident. Segundo registos históricos afirma-se que a Tatra foi um dos três fabricantes de automóveis mais antigos do mundo, a seguir à Daimler Benz e à Peugeot. A produção de carros Tatra foi suspensa em 1999 mas a empresa continua a fabricar camiões.

O desenvolvimento do Käfer
Hans Ledwinka, o engenheiro austriaco responsável pelo Tatra discutiu algumas das suas ideias com Ferdinand Porsche, que as usou para produzir o Käfer (Carocha). No entanto Hitler ordenou algumas alterações ao modelo, tornando-o mais económico, fiável, fácil de usar e economicamente acessível e eficiente para reparações e peças. A intenção era que os alemães pudessem comprar o carro com um método de poupança “Fünf Mark die Woche mußt Du sparen, willst Du im eigenen Wagen fahren” (Poupe cinco Marcos por semana para conduzir o seu próprio carro), com cerca de 336,000 pessoas a aderir a este método. Após a Guerra Mundial a Volkswagen cumpriu o seu método de poupança, ao contrário da Ford que possuia um sistema semelhante. Protótipos do carro, de nome KdF-Wagen apareceram a partir de 1936, tendo o primeiro carro sido produzido em Estugarda. Nesta altura o carro já tinha a sua aparência única, redonda com o motor montado sobre o eixo traseiro e arrefecido a ar, especificações semelhantes aos do Tatra.

Erwin Komenda desenvolveu a carroçaria do protótipo, que é muito semelhante ao Carocha que conhecemos hoje em dia. Este foi um dos primeiros carros a ser desenhado recorrendo a um tunel de vento.

A fábrica na nova cidade de KdF-Stadt (agora conhecida como Wolfsburg) só produziu umas escassas unidades do modelo, quando a guerra começou em 1939. Nenhum destes carros foi entregue a quem tinha completo a sua caderneta de poupanças para ter um Carocha, embora um modelo Type 3 Cabriolet tenha sido apresentado a Hitler no seu 50º aniversário

A guerra obrigou a que a fabrica se dedicasse a produzir veículos de guerra, como o Type 81 Kübelwagen e o Schwimmwagen.

Carros de Guerra - Volkswagen KübelwagenVolkswagen Kübelwagen
Este é, sem dúvida, o nome mais comum dos modelos da Volkswagen no tempo da guerra, o Kübelwagen. Este nome era atribuido a carros militares descapotáveis. A palavra Kübelwagen é bastante usada quando se fala do modelo Volkswagen 82, uma versão militar do Carocha.

Na sua primeira encarnação cerca de 52,000 unidades foram fabricadas antes e durante a 2ª Guerra Mundial para os militares alemães, na mesma fabrica que os Carocha em Kdf-Stadt (Wolfsburg). O Kübelwagen fez o papel de jipe para os alemães mas apenas tinha tracção traseira, no entanto devido ao seu baixo peso este veículo tinha um comportamento aceitável mesmo fora de estrada.

Ferdinand Porsche desenvolveu uma versão com tracção às 4 rodas. Existiram algumas versões do Type 86 com tracção às 4 rodas, mas o projecto foi abandonado em favor ao Type 87, uma versão com tracção às 4 rodas do modelo Type 82. Apenas algumas unidades foram construidas (provavelmente meia dúzia, em Estugarda), no entanto este veículo é importante a nível histórico pois foi o primeiro veículo da Porsche com um motor de 1086cc, que foi usado mais tarde no Porsche 356. Este projecto no entanto também abandonado a favor do Schwimmwagen.

Carros de Guerra - Volkswagen SchwimmwagenVolkswagen Schwimmwagen
O Schwimmwagen (Porsche Type 128 e 166) foi um veículo amfibio usado pelo exercito alemão com alguma frequencia. Mecanicamente era baseado no Kübelwagen, que por sua vez era baseado no Carocha, e foi produzido pela Volkswagen na fábrica de Wolfsburg com a carroçaria produzida por Ambi Budd em Berlim.

Todos os Schwimmwagen tinham tracção às 4 rodas.

Conclusão
Fartei-me de escrever e descobri umas coisas interessantes nesta pesquisa que efectuei sobre os VW usados no tempo da Segunda Guerra Mundial. A Tatra mais tarde foi indeminizada pela Volkswagen em 1961 e continuou a produzir carros de luxo, ao nível dos BMW e Mercedes da altura, alguns deles com performance superior. Os veículos de guerra foram baseados no Volkswagen Käfer (Carocha), que continuou a ser produzido após a 2ª Guerra Mundial, tendo na altura como concorrentes o Citroën 2CV e o Fiat 500.

Se encontrar mais dados relevantes escrevo algo sobre os Tatra, fiquei curioso!

O último Smart Roadster

Smart RoadsterFiquei agora mesmo a saber que o Smart Roadster foi descontinuado. Ao que parece fizeram o 43.000 Roadster 4 de Novembro, o último deste modelo, que era o único interessante da Smart. É pena, eu gostava muito deste carro e até gostava de ter um para as brincadeiras.

Agora ficam os utilitários (embora ache que o ForFour não seja muito racional). Ao que parece a Smart já fez perder 3.5 mil milhões de euros à DaimlerChrysler.

Koenigsegg CCR

Koenigsegg CCRTodos temos o nosso super carro de eleição. Mesmo que, como é o meu caso, o meu carro de sonho é um carro medianamente acessível, o meu carro exótico preferido é o sueco Koenigsegg CCR.

Antes de mais devo frisar que adoro este carro, não por ser o “carro mais rápido do mundo”, isso é uma criancice, mas sim pelo seu aspecto, pela qualidade da construção e todos os detalhes inteligentes que este carro tem. Indirectamente sim, estou a afirmar que se o carro não fosse sueco tinha que ser inglês!

O design do Koenigsegg é qualquer coisa de fantástico e o detalhe das portas abrirem de uma forma inteligente, para cima, poupando espaço (ao contrário dessas aberrações lambo style doors que se vêm no tuning) e de uma forma tão subtil que transmitem elegância.

O único defeito que consigo por no interior deste automóvel tem de ser a manete das mudanças. É estupidamente comprido, mas como se diz, com dinheiro tudo é possível. Se comprasse um Koenigsegg CCR ele tinha que vir com um short-shift e com o ferro da manete muito mais curto, estilo Honda S2000. Estranhamente em várias fotografias e modelos testados na televisão a altura do ferro nunca é igual. De resto aquele interior em cores claras e o exterior em laranja, como na foto acima, ficaria a combinação perfeita para uma maquina subtil e com classe, embora neste aspecto continue a achar que a Aston Martin continua num patamar muito superior, quase inalcançável atrevo-me a dizer. A exclusividade e a imagem imperam, e são esses os pontos fortes que me fazem gostar dum automóvel.

A primeira vez que vi esta máquina infernal a andar foi num episódio do Top Gear, o Koenigsegg, daquela vez a versão CC, fazia um barulho único e lembro-me que tentaram comparar o carro ao Zonda no que toca a velocidade máxima. E já que foquei o assunto da velocidade máxima, o Koenigsegg CCR alcançou os 388km/h no circuito de Nardo, na Itália, onde o McLaren F1 apenas deu 372km/h. O dono desta marca sueca, Christian von Koenigsegg, está convencido que o carro em é capaz de passar a marca dos 395km/h, velocidade para a qual foi projectado. Existe no site da Koenigsegg um video sobre o acontecimento.

No entanto velocidade não é tudo e certamente que não seria pela velocidade que o compraria, mas isto ajuda a tornar o Koenigsegg CCR ainda mais exclusivo, podendo vir a ser o primeiro carro produzido em série a passar os 400km/h, se os pneus assim o permitirem.

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