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Coisas que me chateiam: Carros parados no trânsito com imenso espaço para o da frente

Em grandes cidades o trânsito é um dado adquirido, mas cada vez mais me convenço que os condutores são os culpados maioritários em causar trânsito.

As mudanças de faixa repentinas que fazem com que o condutor de trás trave e se inicie o efeito de onda, os condutores que ficam a olhar para o telemóvel e não arrancam quando um semáforo abre, tudo isto causa embaraço ao trânsito.

Algo em que tenho reparado recorrentemente é que alguns condutores deixam espaço equivalente a um ou dois carros para o da frente quando o trânsito está parado. Nunca vos aconteceu o semáforo estar vermelho e de repente começarem a andar? Bom, é um desses condutores que decidiu andar.

Trânsito compacto

Não estou a defender que devemos andar todos colados uns aos outros, e até percebo que em subidas se deixe uma distância maior pois nunca se sabe se o da frente consegue arrancar ou se deixa descair o carro. O que me chateia é quando fazem isto em plano, em semáforos e fazem que outros condutores fiquem a tapar cruzamentos porque o trânsito está a fluir e existe espaço à frente e, de repente, um dos condutores da frente decide parar a 2 carros de distância do próximo carro.

Cada semáforo acaba por escoar menos carros do que deveria porque começam a ficar outros condutores retidos noutros semáforos, alguns ficam a tapar cruzamentos porque um ou dois carros à frente decidiram não andar mais porque o trânsito já está parado e o resultado final é mais trânsito.

Mais engraçado é quando fazem isto com carros pequenos, cujos donos dizem ser a solução para o trânsito porque ocupam menos espaço, mas acabam por ocupar tanto espaço como um autocarro articulado.

Sinceramente não sei se é apenas distracção, se gostam de andar no trânsito ou pura azelhice. Mas que chateiam, chateiam!

Um Bugatti Chiron feito em LEGO, escala 1:1 e funcional!

Sou um fã de LEGO, fizeram parte da minha infância e ainda hoje acho piada a conseguir pegar em algumas peças soltas e construir algo. Aliás, o meu trabalho baseia-se no mesmo principio.

Fiquei bastante contente quando recebo no email informação sobre a construção de um Bugatti Chiron feito em LEGO à escala 1:1. Mas o melhor é que o carro é funcional, e tirando as jantes que são originais do Chiron e o símbolo da Bugatti, tudo o resto é feito com LEGO, até o motor. E não foi usada cola, isto é o mais espantoso, porque o carro atinge os 20km/h.

Já tinha visto motores construidos com LEGO Technic, o próprio James May, apresentador do The Grand Tour e na altura, 2009, do Top Gear, construiu uma casa funcional totalmente em LEGO.

Já existia disponível o set 42083 do Bugatti Chiron que até tinha um motor W16 e caixa de velocidades com todas as partes móveis, mas à escala 1:8 e a custar mais de 400 Euro.

A versão funcional à escala 1:1 era o passo seguinte.

Não, a gasolina e o gasóleo não vão acabar

Os jornais e outras publicações online estão carregadas de artigos mal traduzidos por pessoas que não fazem ideia sobre o que estão a escrever. Isto é um facto.

O problema é quando essas mesmas publicações escrevem algo por dedução, sem confirmar factos, e o pior ainda é que outras publicações vão atrás. No Motor24 criaram o artigo com o título Despeça-se da gasolina 95, 98 ou Diesel: É assim que vai identificar o combustível do carro para falar da norma NP EN 16942:2017.

O artigo em nada explica para que serve a directiva, apenas indica que os carros vão passar a ter um autocolante com o combustível que podem ter e o mesmo nas bombas. Claro, lançou a confusão com pessoas que sempre meteram gasóleo ou gasolina 95 sem saber afinal que combustível iam colocar.

Bastava à pessoa que escreveu o artigo pesquisar um pouco para perceber que nada muda. A gasolina 95 vai continuar a chamar-se gasolina 95, a mesma coisa para a 98 e para o gasóleo. É que, espantem-se, em Portugal já há bastantes anos que andamos a abastecer os carros com combustível misturado com biocombustíveis. A gasolina 95 tem 5% de etanol e o gasóleo passou a ter 7% de biodiesel.

Nalguns postos essa informação está presente dentro das lojas de conveniência, outros têm nos sites das marcas a constituição do combustível com essa percentagem indicada. Nada de novo.

Bombas com gasolina E10

Portanto, não muda nada, só passamos a ter mais uns autocolantes nas bombas a indicar o tipo de combustível até Outubro deste ano.

Esta directiva europeia faz sentido porque noutros países europeus que não Portugal vende-se E85 e E100, ou seja, gasolina com 85% de etanol ou etanol apenas. O problema é que algumas mentes brilhantes do marketing decidem criar o combustível SuperEtaXpto e ficamos sem saber se é E5, E10, E85 ou E100. Outras petrolíferas com pessoas mais capacitadas colocam essa designação juntamente com o produto, por exemplo SuperPowerForce E85 Cenas.

Assim o consumidor passa a saber o que está a colocar no depósito e não mete E10 a pensar que está a meter E85.

Mas o manual do meu carro diz para não por biocombustíveis!

Os carros que dizem isso não podem circular com E85, E100 e B100. Esse aviso refere-se apenas a uma incorporação de biocombustíveis elevada.

E não, o carro não vai avariar por causa do biodiesel ou do etanol. O único problema comprovado que o etanol causa é ressequir borrachas de tubos do combustível que não estão preparados para tal, em carros antigos (mais de 20 anos). Mas isto acontece apenas com E10 ou superior, e provavelmente dependendo de onde abastecem, se usam gasolina 98 já estão a colocar E10 há vários anos.

Preciso de ter um autocolante destes no meu carro?

Não, não é necessário. Apenas os carros novos passam a vir com estes autocolantes na tampa do depósito para indicar os combustíveis para que estão preparados.

Parlamento aprova fim da taxa adicional do ISP

Foi aprovado no parlamento a redução do ISP, pondo fim à taxa adicional do ISP que era revista anteriormente de 3 em 3 meses para acompanhar a flutuação do preço do petróleo e que passou a ter um valor fixo apesar do aumento galopante dos preços.

A proposta que põe fim a esta taxa adicional pode reduzir o valor de imposto cobrado em 6 cêntimos no gasóleo e 4 cêntimos na gasolina. Digo pode porque estas medidas ainda vão ser discutidas e podem chegar a uma redução inferior.

Pagamento nas bombas

Esta taxa adicional tinha como objectivo equilibrar a perda de receitas em IVA por causa da descida do preço do petróleo, que em 2016 teve um valor médio anual de $42.66.

O que todos sabemos é que a fiscalidade automóvel e sobre os combustíveis dão muito dinheiro ao Estado. No caso dos combustíveis todos os produtos acabam por sofrer com esses aumentos nem que seja apenas pelo transporte.

Com esta taxa adicional do ISP só em 2016 existiu um aumento de 250 milhões de euros em imposto cobrado, comparando com 2015. Em 2017 o aumento foi de cerca de 100 milhões quando comparado com 2016.

É engraçado que num país onde se paga IUC, portagens a peso de ouro e no próprio combustível um adicional de contribuição de serviço rodoviário não se percebe como temos tantas estradas em mau estado. A verdade é que este montante que está a ser pago pelos automobilistas está a ser usado para tapar outros buracos financeiros não relacionados com a mobilidade de bens e cidadãos. Mesmo o adicional por taxa de carbono que devia ser aplicado na melhoria de transportes públicos e investir em combustíveis alternativos não tem qualquer efeito.

Vejo com bons olhos esta medida, que faz mais sentido que a a factura detalhada dos combustíveis, apesar de continuarmos com uma percentagem elevada de impostos no preço dos combustíveis.

Actualizado a 17 de Julho de 2018
A proposta acabou por ser chumbada na votação da especialidade, de acordo com a notícia do Jornal Económico. Vai-se manter a taxa adicional sobre o ISP, apesar do petróleo já estar a valores que colocam a receita com ISP e IVA acima dos valores que levaram à criação da taxa.

A factura detalhada nos combustíveis vai ser mais um tiro no pé

A medida foi aprovada em Fevereiro, a partir de dois projectos de lei do PS e CDS, e vai entrar em vigor em Julho. A factura detalhada vai obrigar a descriminar na factura dos combustíveis como é formado o seu preço.

Quem vai pagar esta alteração? É claro que somos nós, tal como o fomos quando começou a ser obrigatório os placares com os preços nas auto-estradas em que o valor aumentou para igual em todos os postos daquele troço.

E o que espera o governo com esta medida? Segundo o deputado do PS, Hugo Costa, “O consumidor fica assim a saber o que é que paga, servindo também para criar pressão sobre os preços”. Exacto, fica a saber que do valor total de um litro de gasolina, apenas 33% é para pagar o combustível (extracção, refinação, custos de transporte e a margem do posto), o restante são impostos. E que sem impostos o gasóleo é 2 cêntimos mais caro por litro que a gasolina.

Posto de abastecimento da Shell

O que a ENMC já veio alertar, e com razão, é que os custos adicionais desta medida vão ser imputados aos consumidores. Isto implica alterar a forma como os preços são comunicados pelos fornecedores aos postos de combustível, a forma como estes valores são armazenados em sistema e alterar o software de facturação existente em todos os postos de abastecimento.

Como acréscimo vamos ter um gasto superior de papel para discriminar todos estes valores quando, curiosamente, já existe o site da própria ENMC com essa informação.

Actualmente o combustível tem vindo a subir de forma regular, o preço do barril de petróleo tem também subido e já está perto dos valores de 2014. Mas curiosamente em 2014 num litro de gasolina quase 37% do valor era para pagar o combustível. Agora é 33%, mas não está 4% mais barato.

O combustível está mais caro, mas a culpa é dos impostos. E esta medida vai mostrar que são os impostos que fazem os combustíveis mais caros e nós vamos ter que a pagar também.

Os mitos e as ideias erradas sobre os eléctricos e plug-ins

O ser humano é engraçado, quando não conhece algo para não dar parte fraca e mostrar ignorância cria mecanismos de defesa com mitos que são perpetuados.

Os portugueses então parecem ser peritos nestas questões, ou não tivesse eu já escrito sobre mitos antigos, outros mais recentes e ainda outros sobre GPL.

Agora é a vez dos eléctricos e plug-ins!

Fisker Karma a carregar

Os eléctricos têm que trocar de bateria a cada 8 anos

Acho que este mito é relacionado com o facto de alguns fabricantes darem garantia de 8 anos no sistema eléctrico e bateria. Embora exista algum fundo de verdade e alguns eléctricos percam alguma autonomia com o uso excessivo de cargas rápidas e a degradação normal das baterias, ao fim de 8 anos podem ter perdido 20% da sua capacidade.

Existem alguns casos em que isto não acontece. Híbridos como o Prius que fazem serviço de táxi e até o caso de um Chevrolet Volt, um plug-in que já passou os 500.000km sem sinais de degradação da bateria.

Mesmo que o mito fosse verdade, com o valor que se poupa em combustível e manutenção, continuava a compensar ao fim de 8 anos colocar uma bateria nova, mas não é o caso.

Produzir um carro eléctrico polui mais que um carro convencional

Ainda se lembram do “estudo” que dizia que o fabrico de um Hummer H2 poluía menos que um Prius e que a mina de onde era extraído o lítio para as baterias tinha arrasado tudo à sua volta? Pois, a mina não era usada pela Toyota e aquele desastre ambiental tinha mais de 30 anos. A notícia tinha sido avançada pelo Daily Mail sem qualquer confirmação.

É verdade que um carro eléctrico pode usar mais energia a ser produzido do que um carro convencional, mas isso não equivale directamente em poluição porque normalmente são usados materiais reciclados e recicláveis e grande parte destas fabricas usam energia renovável.

Somando a isso o facto de as emissões de um carro eléctrico serem muito mais baixas que um carro convencional, em apenas 1 a 2 anos de utilização compensaria para tal feito, se as fabricas fossem ineficientes.

A electricidade polui mais que a gasolina ou gasóleo

Existe a ideia que em todo o mundo as centrais são a carvão ou óleo. No site Electricity Map podemos perceber que mesmo em países com uma percentagem de energias renováveis inferior a 15% as emissões por cada 100km num carro que gaste 20kW/100km são iguais a um carro que emita 120g/km, e isto só a comparar com o que sai do escape. Colocamos na equação a energia para produzir e transportar o combustível e o eléctrico sai sempre vencedor.

Em Portugal, hoje, estamos com 88% de energia renovável e em Maio de 2016 estivemos nas bocas do mundo quando, durante 4 dias, apenas usámos energias renováveis. No resto da Europa o panorama é semelhante com uma grande aposta em energias renováveis e baixas emissões.

A rede eléctrica não aguenta com todos os carros a carregar

A maioria dos carros eléctricos carrega de noite por ser mais barato. E é mais barato porque as centrais eléctricas não podem parar e a electricidade que geram é desperdiçada. Desta forma os consumidores com a energia mais barata acabam por usar essa electricidade.

Alguma desta energia gerada por renováveis até já é aproveitada em algumas barragens para bombear água de um local para o outro, funcionando como uma reserva energética. No caso de Portugal alguma desta energia é vendida a Espanha. Chegamos a vender 2.5GW ou mais, energia suficiente para carregar 100.000 Nissan Leaf dos 0 aos 100% de bateria.

Outro factor a ter em conta são as refinarias existentes em Portugal que consumem muita energia. A usar energia eléctrica para mover um automóvel usamos menos combustíveis, o que reduz a quantidade de combustível refinado e reduz o consumo energético.

O maior problema em termos de infra-estrutura é a falta de pontos de carregamento, não sendo o eléctrico uma solução para todos.

Se mudarmos todos para carros eléctricos a electricidade vai aumentar

Já diziam o mesmo do GPL mas este continua 88 cêntimos mais barato que a gasolina e 70 cêntimos mais barato que o gasóleo.

Existem benefícios para a economia local com a redução de emissões e ruído, menos doenças e menor dependência energética externa da importação de petróleo. Alguma energia que é produzida em excesso passa também a ser aproveitada e isto reduz parcialmente os custos com a produção de energia, levando a um aumento de receita.

As próprias casas e industria estão cada vez mais eficientes e a consumir menos energia, pelo que os carros eléctricos acabam por equilibrar essa quebra de consumo.

É verdade que hoje o carro eléctrico não é solução para todos, mas já o é para alguns. Estes mitos criados em torno dos carros eléctricos fazem-me lembrar os mitos do GPL que acabaram por ir caindo com os aumentos sucessivos dos combustíveis.

Finalmente o Euro Conector em GPL

Lava faróis num Saab 99Estávamos em 2009 e já eu ansiava por usarmos o Euro Conector em Portugal. Partilhei nesse artigo um vídeo sobre o seu funcionamento, muito mais simples que o sistema actual.

Finalmente chegamos a 2018 e todas as pistolas em Portugal vão ser alteradas durante o mês de Março do sistema italiano para Euro Connector.

Este sistema é mais fácil de usar, o adaptador é mais compacto e não sai aquela nuvem de gás no fim de um abastecimento. Infelizmente para mim, já não sou consumidor de GPL desde 2012, mas folgo em ver que, apesar de muito lentamente, lá vão evoluindo as coisas no mundo do GPL.

Os adaptadores vão estar disponíveis para empréstimo nos postos de abastecimento durante esta fase de transição e é possível a sua aquisição em instaladores e alguns postos de abastecimento da Repsol a um preço mais acessível, de acordo com alguns relatos na web.

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