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A factura detalhada nos combustíveis vai ser mais um tiro no pé

A medida foi aprovada em Fevereiro, a partir de dois projectos de lei do PS e CDS, e vai entrar em vigor em Julho. A factura detalhada vai obrigar a descriminar na factura dos combustíveis como é formado o seu preço.

Quem vai pagar esta alteração? É claro que somos nós, tal como o fomos quando começou a ser obrigatório os placares com os preços nas auto-estradas em que o valor aumentou para igual em todos os postos daquele troço.

E o que espera o governo com esta medida? Segundo o deputado do PS, Hugo Costa, “O consumidor fica assim a saber o que é que paga, servindo também para criar pressão sobre os preços”. Exacto, fica a saber que do valor total de um litro de gasolina, apenas 33% é para pagar o combustível (extracção, refinação, custos de transporte e a margem do posto), o restante são impostos. E que sem impostos o gasóleo é 2 cêntimos mais caro por litro que a gasolina.

Posto de abastecimento da Shell

O que a ENMC já veio alertar, e com razão, é que os custos adicionais desta medida vão ser imputados aos consumidores. Isto implica alterar a forma como os preços são comunicados pelos fornecedores aos postos de combustível, a forma como estes valores são armazenados em sistema e alterar o software de facturação existente em todos os postos de abastecimento.

Como acréscimo vamos ter um gasto superior de papel para discriminar todos estes valores quando, curiosamente, já existe o site da própria ENMC com essa informação.

Actualmente o combustível tem vindo a subir de forma regular, o preço do barril de petróleo tem também subido e já está perto dos valores de 2014. Mas curiosamente em 2014 num litro de gasolina quase 37% do valor era para pagar o combustível. Agora é 33%, mas não está 4% mais barato.

O combustível está mais caro, mas a culpa é dos impostos. E esta medida vai mostrar que são os impostos que fazem os combustíveis mais caros e nós vamos ter que a pagar também.

Os mitos e as ideias erradas sobre os eléctricos e plug-ins

O ser humano é engraçado, quando não conhece algo para não dar parte fraca e mostrar ignorância cria mecanismos de defesa com mitos que são perpetuados.

Os portugueses então parecem ser peritos nestas questões, ou não tivesse eu já escrito sobre mitos antigos, outros mais recentes e ainda outros sobre GPL.

Agora é a vez dos eléctricos e plug-ins!

Fisker Karma a carregar

Os eléctricos têm que trocar de bateria a cada 8 anos

Acho que este mito é relacionado com o facto de alguns fabricantes darem garantia de 8 anos no sistema eléctrico e bateria. Embora exista algum fundo de verdade e alguns eléctricos percam alguma autonomia com o uso excessivo de cargas rápidas e a degradação normal das baterias, ao fim de 8 anos podem ter perdido 20% da sua capacidade.

Existem alguns casos em que isto não acontece. Híbridos como o Prius que fazem serviço de táxi e até o caso de um Chevrolet Volt, um plug-in que já passou os 500.000km sem sinais de degradação da bateria.

Mesmo que o mito fosse verdade, com o valor que se poupa em combustível e manutenção, continuava a compensar ao fim de 8 anos colocar uma bateria nova, mas não é o caso.

Produzir um carro eléctrico polui mais que um carro convencional

Ainda se lembram do “estudo” que dizia que o fabrico de um Hummer H2 poluía menos que um Prius e que a mina de onde era extraído o lítio para as baterias tinha arrasado tudo à sua volta? Pois, a mina não era usada pela Toyota e aquele desastre ambiental tinha mais de 30 anos. A notícia tinha sido avançada pelo Daily Mail sem qualquer confirmação.

É verdade que um carro eléctrico pode usar mais energia a ser produzido do que um carro convencional, mas isso não equivale directamente em poluição porque normalmente são usados materiais reciclados e recicláveis e grande parte destas fabricas usam energia renovável.

Somando a isso o facto de as emissões de um carro eléctrico serem muito mais baixas que um carro convencional, em apenas 1 a 2 anos de utilização compensaria para tal feito, se as fabricas fossem ineficientes.

A electricidade polui mais que a gasolina ou gasóleo

Existe a ideia que em todo o mundo as centrais são a carvão ou óleo. No site Electricity Map podemos perceber que mesmo em países com uma percentagem de energias renováveis inferior a 15% as emissões por cada 100km num carro que gaste 20kW/100km são iguais a um carro que emita 120g/km, e isto só a comparar com o que sai do escape. Colocamos na equação a energia para produzir e transportar o combustível e o eléctrico sai sempre vencedor.

Em Portugal, hoje, estamos com 88% de energia renovável e em Maio de 2016 estivemos nas bocas do mundo quando, durante 4 dias, apenas usámos energias renováveis. No resto da Europa o panorama é semelhante com uma grande aposta em energias renováveis e baixas emissões.

A rede eléctrica não aguenta com todos os carros a carregar

A maioria dos carros eléctricos carrega de noite por ser mais barato. E é mais barato porque as centrais eléctricas não podem parar e a electricidade que geram é desperdiçada. Desta forma os consumidores com a energia mais barata acabam por usar essa electricidade.

Alguma desta energia gerada por renováveis até já é aproveitada em algumas barragens para bombear água de um local para o outro, funcionando como uma reserva energética. No caso de Portugal alguma desta energia é vendida a Espanha. Chegamos a vender 2.5GW ou mais, energia suficiente para carregar 100.000 Nissan Leaf dos 0 aos 100% de bateria.

Outro factor a ter em conta são as refinarias existentes em Portugal que consumem muita energia. A usar energia eléctrica para mover um automóvel usamos menos combustíveis, o que reduz a quantidade de combustível refinado e reduz o consumo energético.

O maior problema em termos de infra-estrutura é a falta de pontos de carregamento, não sendo o eléctrico uma solução para todos.

Se mudarmos todos para carros eléctricos a electricidade vai aumentar

Já diziam o mesmo do GPL mas este continua 88 cêntimos mais barato que a gasolina e 70 cêntimos mais barato que o gasóleo.

Existem benefícios para a economia local com a redução de emissões e ruído, menos doenças e menor dependência energética externa da importação de petróleo. Alguma energia que é produzida em excesso passa também a ser aproveitada e isto reduz parcialmente os custos com a produção de energia, levando a um aumento de receita.

As próprias casas e industria estão cada vez mais eficientes e a consumir menos energia, pelo que os carros eléctricos acabam por equilibrar essa quebra de consumo.

É verdade que hoje o carro eléctrico não é solução para todos, mas já o é para alguns. Estes mitos criados em torno dos carros eléctricos fazem-me lembrar os mitos do GPL que acabaram por ir caindo com os aumentos sucessivos dos combustíveis.

Finalmente o Euro Conector em GPL

Lava faróis num Saab 99Estávamos em 2009 e já eu ansiava por usarmos o Euro Conector em Portugal. Partilhei nesse artigo um vídeo sobre o seu funcionamento, muito mais simples que o sistema actual.

Finalmente chegamos a 2018 e todas as pistolas em Portugal vão ser alteradas durante o mês de Março do sistema italiano para Euro Connector.

Este sistema é mais fácil de usar, o adaptador é mais compacto e não sai aquela nuvem de gás no fim de um abastecimento. Infelizmente para mim, já não sou consumidor de GPL desde 2012, mas folgo em ver que, apesar de muito lentamente, lá vão evoluindo as coisas no mundo do GPL.

Os adaptadores vão estar disponíveis para empréstimo nos postos de abastecimento durante esta fase de transição e é possível a sua aquisição em instaladores e alguns postos de abastecimento da Repsol a um preço mais acessível, de acordo com alguns relatos na web.

Vendas de carros a gasóleo descem na Europa em 2017

O mercado automóvel europeu está a mudar lentamente e a dieselização começa a inverter-se, até mesmo em Portugal.

Sigla CDI da Mercedes

De 2016 para 2017 a venda de carros novos a gasóleo na europa desceu 7.9%, tendo aumentado o número de vendas de carros a gasolina em 10,9%. Nos combustíveis alternativos a subida foi de 46%, isto de acordo com os últimos dados fornecidos pela JATO.

Em Portugal a quebra é de apenas 3.9%, continuando as vendas de carros a gasóleo a serem as maioritárias, com mais de 60% do mercado, mas em queda.

Ajuda a isto o facto dos carros de segmento A e B estarem a perder oferta de motores a gasóleo, o escândalo das emissões da VW e o aumento (embora ligeiro em Portugal) do preço do gasóleo em relação à gasolina.

Até a PSA, um peso pesado dos motores Diesel na Europa, anunciou que o motor 1.5 BlueHDi vai ser o último desenvolvido pela marca, indicando que vão deixar de investir no gasóleo.

Os consumidores também começam a estar mais informados relativamente aos custos mais elevados de manutenção num carro a gasóleo moderno. Os problemas com injectores, válvulas EGR e o filtro de partículas também começam a ser comuns a quem faz uma utilização meramente citadina ou para percursos curtos mas optou pelo carro a gasóleo pelo baixo custo do combustível. O mesmo se aplica a quem faz poucos quilómetros.

Será positivo em termos de poluição, com uma viragem para motores a gasolina mais eficientes e menos poluentes.

E o teu próximo carro será a gasolina, GPL, eléctrico ou ainda a gasóleo?

O equipamento indispensável num carro

Para muitos um carro basta ter quatro rodas e um volante para os satisfazer, outros se não têm bancos ventilados e com função de massagem não conseguem conduzir.

Claro que estou a exagerar, mas existe sempre aquele equipamento que para nós é essencial num carro, aquele extra que tem que estar presente.

Esta é a minha lista de equipamento que acho indispensável num carro.

Vidros eléctricos automáticos

Comando dos vidros eléctricos
Nem todos os carros com vidros eléctricos têm a opção da abertura e fecho automático. Alguns têm apenas no vidro do condutor ou nos vidros da frente.

Dá imenso jeito para arrefecer o carro no verão, nas entradas dos parques de estacionamento e afins. A diferença é que basta um toque para o vidro abrir ou fechar todo em vez de ficar com o dedo no botão.

Então se existir a opção de abrir ou fechar todos os vidros pela chave / comando ainda melhor.

Bancos e espelhos eléctricos com memória

Bancos com memória
Isto é daquelas coisas que podem achar desnecessário, mas o conforto que é carregar num botão e ter o banco, espelhos e nalguns casos o volante na posição desejada é fantástico.

Principalmente útil quando duas pessoas usam o carro e podem alternar entre a posição de condução sem ter que ajustar o banco e espelhos manualmente. A mesma coisa quando se vai à oficina ou inspecção e mexem no banco.

Espelhos electrocromáticos

Espelhos electrocromáticos
Já o tive apenas no interior e agora em todos os espelhos. Se dantes me queixava de carros atrás com faróis desnivelados, nunca mais tive esse problema.

O espelho escurece automaticamente quando existe mais luz atrás do carro do que no ambiente evitando o encadeamento. Para quem conduz muito durante a noite, especialmente em estradas nacionais e auto-estradas sem iluminação faz uma diferença enorme.

Menos cansaço e mais conforto.

Sensor de chuva

Jaguar à chuva
O grande interesse do sensor de chuva é a regulação automática da velocidade das escovas conforme a intensidade da chuva.

Dá para estar focado na condução e o sensor trata de aumentar ou diminuir a velocidade conforme chove mais ou menos e parar as escovas quando deixa de chover ou quando se entra num túnel.

Sensores ou Câmara de estacionamento

Câmara marcha-atrás
Os carros ultimamente têm cada vez menos visibilidade e por vezes é difícil perceber onde começa e acaba o carro.

Em carros grandes com uma linha de cintura alta por vezes os espelhos não permitem ver totalmente o que está atrás, embora alguns baixem automaticamente o espelho ao fazer marcha-atrás.

Os sensores ou a câmara permitem ter noção de obstáculos na frente ou traseira do carro e a sua proximidade evitando toques acidentais ou acidentes com animais que se possam atravessar durante a manobra.

E tu, qual é o equipamento que não dispensas no teu carro? Partilha nos comentários!

Condutores lentos criam trânsito e aumentam custos com combustíveis

Já se depararam com trânsito infernal em hora de ponta e que de repente começa a andar sem existir nenhum incidente na estrada? A culpa é dos condutores lentos que causam engarrafamentos e provocam o chamado efeito de onda. O resultado? Mais trânsito e maior consumo de combustível.

Trânsito em Lisboa

Num estudo feito em 2013 verificaram que cada lar em França tem um custo adicional de 2200 Eur anuais em combustíveis por causa do trânsito, aqui incluí também acidentes, obras, semáforos e outros incidentes. Uma das principais causas para o trânsito são os condutores lentos.

E o que é um condutor lento? É um condutor que demora mais a entrar numa rotunda ou acesso a uma auto-estrada ou que circula a uma velocidade inferior ao fluxo do trânsito. Inicia-se o efeito de onda em que o condutor de trás reduz a velocidade em 5km/h e assim sucessivamente até que chega ao ponto zero em que um condutor vai parar.

Podemos usar um simulador de trânsito para verificar estas implicações. O simulador em mtreiber.de é perfeito para isso pois permite simular entradas e saídas de uma auto-estrada, cortes de faixa e passagem alternada, ou apenas uma estrada aberta. A qualquer momento podemos criar uma situação em que um condutor circula a uma velocidade mais lenta ou hesita numa mudança de faixa.

Decidi fazer essa simulação para perceber as implicações que um condutor pode ter em termos de custos, tempo e poluição.

Num cenário de acesso a uma auto-estrada, onde circulam cerca de 2500 carros por hora e entram 720 viaturas por hora num acesso o trânsito flui normalmente com todos os carros espaçados entre si e sem qualquer demora.

Simulação de trânsito: Fluído

Colocando 3 condutores que mudaram de faixa ou reduziram consideravelmente a velocidade sem necessidade para isso consegui gerar um efeito de onda que prejudicou o trânsito de tal forma que mesmo após vários minutos e mais tarde reduzindo o número de carros a entrar na auto-estrada para 13 por hora o trânsito continuava compacto.

Simulação de trânsito: Engarrafamento

Bloqueando completamente a entrada de novos carros pelo acesso à auto-estrada o efeito de onda continuava mesmo após vários minutos.

Simulação de trânsito: Efeito onda

Bastaram 3 condutores com uma condução errática, ao demorarem mais tempo a entrar na auto-estrada e a reduzir a velocidade em relação ao fluxo de trânsito para gerar um engarrafamento que na vida real poderia demorar horas a normalizar.

Se olharmos para esta simulação como um dia normal numa auto-estrada em hora de ponta em que existem condutores que não têm uma condução adequada podemos facilmente perceber os custos que estes condutores acarretam na economia. Mais emissões poluentes, aumento de custos com combustíveis e com atrasos para chegar ao trabalho, quebra na produtividade.

Se pensarmos que em média cada carro tem um aumento no consumo de 1 litro e, para facilitar as contas, vamos supor que são todos a gasóleo, temos por hora um gasto adicional superior a 800 Eur em combustíveis para percorrer um curto espaço.

Nós, condutores, podemos atenuar estas situações. Ler o trânsito à nossa frente e em vez de travar tirar o pé do acelerador, facilitar as entradas e saídas nas auto-estradas e evitar mudanças desnecessárias de faixa.

Aconselho vivamente a brincarem um pouco com este simulador que ajuda a perceber o impacto de alguns comportamentos na estrada no estado do trânsito. Saímos todos a ganhar.

Lava faróis, o que são e para que servem

Lava faróis num Saab 99Foi em 1971 que a Saab, no modelo 99, introduziu pela primeira vez no mercado lava faróis.

Para resolver o problema da falta de luminosidade quando os faróis ficavam sujos com neve ou lama foi criado um sistema com uma escova semelhante à dos vidros e um jacto de água para manter os faróis limpos.

Nos anos 80 começou a ser comum muitos Saab e Volvo terem este sistema uma vez que passou a ser obrigatório na Suécia, e até outros fabricantes europeus como a Mercedes, BMW e Jaguar começaram a oferecer lava faróis com escova. Era bastante útil especialmente em países com queda de neve, permitindo limpar o farol e manter a estrada iluminada.

Existiam sistemas bastante complexos, outros semelhantes à escova do pára-brisas, e no caso da BMW com faróis separados, duas escovas que funcionavam alternadamente com o mesmo motor.

No fim dos anos 90 começaram a aparecer outros sistemas onde eram usadas bombas com uma pressão superior de água que pode chegar aos 50 bar, permitindo remover detritos do farol sem necessidade de uma escova. Como os faróis passaram a ser em plástico e não em vidro estas pequenas escovas acabavam por riscar os faróis.

Apareceram ainda sistemas onde a água era aquecida tanto para os faróis como para o pára-brisas.

Mais tarde as saídas de água começaram a ficar escondidas atrás de tampas, dentro do pára-choques, por questões estéticas e aerodinâmicas.

Mas se antigamente apenas alguns carros tinham lava faróis, actualmente com as melhorias na iluminação passou a ser obrigatório o uso deste sistema sempre que um farol tem mais de 2000 lúmen, como é o caso do Xénon e alguns faróis LED.

Aqui deixou de ser problemático o farol ficar tapado, porque com a quantidade de luz gerada continua a existir iluminação suficiente. No entanto, a sujidade pode prejudicar as características ópticas do farol e causar um brilho excessivo que acaba por encadear os condutores que venham em sentido contrário.

Acabam assim por ter uma dupla função sempre com a segurança em mente.

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