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A polémica do GPL

Reportagem sobre GPLA legislação sobre o GPL em Portugal está desactualizada, para ser mais preciso está parada faz 18 anos. É certo que teve uma pequena revisão, mas pouco de novo trouxe.

O autocolante continua, a proibição de estacionar em subterrâneos também. Os entraves à aplicação de GPL em carros por matricular também continuam fortes. Contrariando todo o resto da Europa continuamos a tratar o GPL como um combustível perigoso, e embora associações como a ANIC-GPL tenham feito esforços para mudar esta mentalidade, pouco foi alterado em termos de legislação.

Alguns parques que se encontram ao nível do solo passaram a permitir o estacionamento de viaturas a GPL de acordo com a legislação, no entanto além fronteiras existem países onde não só é permitido o estacionamento de viaturas a GPL em subterrâneos, como alguns pagam tarifas de estacionamento mais baixas e possuem incentivos à conversão de viaturas. Veja-se o exemplo da Austrália com a sua politica pró-GPL e a redução de CO2 conseguida.

Bom, já escrevi sobre isto inúmeras vezes, mas recentemente deu uma reportagem no Jornal da Noite na SIC que foca o tema do GPL e a polémica em torno da legalização de viaturas novas a GPL entre a antiga DGV / IMTT e os importadores nacionais de automóveis. Aconteceu com a Subaru, com a Mitsubishi e voltou a acontecer com a Chevrolet. Os processos de homologação demoram mais de 1 ano, algo impensável neste mercado, e os pedidos de alterações às leis devem ter uma camada de pó considerável, afinal 1 ano e meio dá para muita coisa.

Infelizmente este desabafo não se aplica apenas ao GPL, aplica-se a tudo o que é relacionado com o automóvel em Portugal. Estamos desactualizados, o tuning continua ilegal, as películas demoraram 3 ou 4 anos a serem homologadas, o GPL continua a usar autocolante e só recentemente foi anunciado o fim da dupla tributação embora em termos de valores tenha ficado tudo igual.

Será que os esforços das associações, instaladores e particulares vão finalmente dar frutos depois de mais uma exposição nos media ou tal como das outras vezes vamos continuar na mesma?

Será a A8 a pior auto-estrada de Portugal?

Auto-estrada A8Se existisse um concurso para a pior auto-estrada de Portugal estou certo que a A8 ganharia com maioria absoluta. Aliás, se fizessem uma votação das piores coisas a atingir Portugal nos últimos anos certamente que José Sócrates iria ter que transpirar muito para ganhar à auto-estrada A8!

Já percorri várias auto-estradas deste país e nunca andei numa auto-estrada assim. As portagens da A8 são caras, é rara a vez que faça aquele percurso e não apanhe obras, o piso é péssimo em termos de ruído e conforto e, quando chove, a drenagem de águas é boa para quem gosta de fazer wakeboard.

Felizmente alguns pontos têm vindo a ser alcatroados e melhoraram, mas não é suficiente.

Agora para piorar vieram as obras entre Mafra e Loures. Eu até tinha esperança que a auto-estrada ficasse em condições, devidamente alcatroada e com três faixas com espaço. Afinal enganei-me!

As obras vão-se fazendo a passo de caracol com desvios no mesmo local à mais de 3 meses. E com 3 faixas a auto-estrada não ficou mais larga, retiraram a berma e fizeram as faixas mais estreitas. Sem berma, com separadores de betão encostados ao final da faixa, sem iluminação e com o piso num estado terrível (apesar de ter sido alcatroado) é muito difícil 3 viaturas passarem lado a lado. Então se for um pesado na faixa da direita é para esquecer.

Gostava de saber quem nas Auto-Estradas do Atlântico aprovou estas obras e porque raio com uma auto-estrada que custa tanto como a A1 está num estado de degradação tão avançado! Eu nem consigo perceber a malta que vai para o Porto pela A8 e só apanha a A1 em Leiria, certamente são masoquistas.

As auto-estradas sem berma e o limite mínimo de velocidade

Auto-estrada sem bermaA semana passada tive o azar de furar um pneu com um parafuso à entrada de uma auto-estrada. Ao inicio pensei ser uma pedra presa num pneu, mas o barulho manteve-se e notei que o comportamento do carro estava alterado.

Ora, como a auto-estrada não tinha berma naquela zona coloquei os 4 piscas e segui marcha entre os 50 e os 60km/h, sendo o limite mínimo de velocidade em AE de 50km/h. Se os xunnings vão acelerar para a ponte pela adrenalina, que experimentem circular em auto-estrada a chover e de noite a 50km/h com os 4 piscas ligados! Andar a 250 é para meninos, andar a 50 é de homem!

Durante o pequeno percurso até ter um local com berma para encostar em segurança apanhei de tudo, desde um camionista a fazer sinais de luzes e a ultrapassar-me enquanto buzinava, aos condutores mais sensatos que percebiam que tinha um problema (4 piscas, marcha lenta…) guardavam distancia e quando possível ultrapassavam.

Sempre defendi que o limite mínimo de velocidade nas auto-estradas devia ser superior, e naquele momento pude comprovar bem a diferença de velocidade entre um carro lento e um carro que circula a uma velocidade normal.

Após encostar lá verifiquei que existia um parafuso espetado no pneu, verifiquei a pressão e como estava perto de casa (2km) lá segui viagem a um ritmo moderado para depois trocar os pneus. Como já tinha planeado trocar os 4 pneus do carro, uma vez que estavam a chegar aos 3mm de piso, adiantei-me e coloquei logo outros Michelin Primacy HP. O jogo anterior fez-me 77.000km e são pneus com um pisar confortável e um ruído de rolamento baixo.

TomTom HD Traffic no TomTom Go 750 não é grande coisa

TomTom Go 750Recentemente comprei um TomTom Go 750 para substituir o meu One XL principalmente pelo IQ Routes, pelas instruções de voz e pelas indicações de mudança de faixa de rodagem.

A capacidade da bateria é boa, a indicação de faixa de rodagem é bastante útil e o sistema de mãos livres funciona bem, tirando a lista telefónica que tem uns problemas com o Windows Mobile.

Já as instruções de voz não são grande espingarda, como podem ver neste vídeo, e a voz computorizada não é compreensível em comandos base do TomTom, e o IQ Routes não memoriza os percursos do utilizador que são mais rápidos que os indicados.

Como o comprei para essas funcionalidades fiquei um pouco decepcionado, mas até aprendi a viver com elas. O pior veio nos últimos 3 dias, ao usar os serviços Live, mais concretamente o HD Traffic, a que tenho acesso durante 3 meses gratuitamente. Se quando comprei o GPS achava piada ver em casa o mapa com locais de transito assinalados, as coisas mudaram completamente de figura quando o GPS me indicou um atraso de 3 minutos no percurso que na realidade passou a ser de 25 minutos!

Mas ontem foi demais, em pleno tabuleiro da ponte 25 de Abril o trânsito estava totalmente parado, mas o HD Traffic não indicava qualquer atraso. Um percurso de 15 minutos demorou 1 hora a fazer, mas para o TomTom estava tudo bem, e eu até ia chegar a casa bem cedo.

Felizmente, como o meu pai sempre ouvia a Rádio Capital para informações de trânsito, decidi memorizar a mesma no rádio. Passei o rádio para FM e sintonizei a Rádio Capital, às 10:30 estavam a dar a informação que no final do tabuleiro a faixa da esquerda e do meio estava ocupada e que mais à frente existia um despiste, também com faixa cortada. Mais eficaz o velho rádio que o novo serviço da TomTom. Curiosamente, em pesquisa antes de escrever este post encontrei queixa semelhante num artigo da Deco, e eu nem levo muito em conta o que eles dizem.

Fiquei chateado, mas como não paguei pelo serviço nem me chateei muito. Uma coisa é certa, não vou aderir aos serviços Live da TomTom e se tivesse pago pelos mesmos iria estar muito chateado e provavelmente pedia o cancelamento e devolução do valor do serviço.

Gosto muito dos produtos da TomTom, mas este serviço simplesmente não funciona como devia, e quem passa muitas horas na estrada vai passar muitas mais se confiar nas informações indicadas pelo HD Traffic.

Os 10 erros e clichés mais comuns nos filmes de carros

Explosão de um carroSempre que vejo um filme que meta carros (ou computadores) encontro sempre os mesmos erros e clichés típicos das produções de Hollywood.

O meu problema é que existe gente de boas famílias que até acredita nestas tretas, e alguns acham que numa situação de perigo na vida real se copiarem o que viram têm hipóteses de minimizar os danos.

Tenho bem mais de 10 erros e clichés, assim de cabeça lembrei-me do dobro, mas irei partilhar aqueles que acho serem os mais comuns e que em geral mais pessoas acreditam serem reais.

1 – Qualquer carro explode ao mínimo impacto
Seja qual for o acidente, desde que o herói do filme não se encontre no carro, é certo que este vai explodir. E nem explode de uma forma real, quando cai de uma ravina explode antes de tocar no chão, quando está em plano o carro dá sempre um salto no ar enquanto explode. Até parece que tem macacos hidráulicos por baixo.

2 – Um carro a arder só explode quando o herói salvar todos
Em Hollywood todos os carros estão equipados com sensores que verificam se existem pessoas importantes à história dentro do carro, e só após estas serem removidas e o herói gritar “Cuidado, vai explodir!” é que o sensor dá ordem de explosão ao carro.

3 – Todos os carros usam pneus dos chineses
Seja qual for o carro, seja alcatrão ou lama, esteja sol ou a chover. Em qualquer arranque ou curva é certo que os pneus vão chiar, e claro que vão deitar bastante fumo branco. Em Hollywood toda a gente tem carros preparados para Drift, pena é que usem tampões que saltam sempre nas curvas.

4 – Atrás, o banco do meio é o mais confortável
Sempre que o banco de trás leva apenas uma pessoa é obrigatório sentar no banco do meio. Todos sabemos que este é o lugar mais confortável e seguro.

5 – As perseguições na cidade nunca correm mal
Eu comprovo, já experimentei. Tentem fazer uma perseguição na cidade, os carros milagrosamente vão deixar espaço suficiente entre eles e vão praticar uma condução muito previsível, sem mudar de faixa ou com abrandamentos súbitos. Mesmo que exista um toque, nunca é suficiente para que o carro sofra danos consideráveis.

6 – Um carro estacionado nunca sai do sitio, mesmo num acidente
Qualquer acidente que envolva um carro estacionado vai ter consequências graves. Não para o carro estacionado, esse nem se vai mexer, mas quem lhe bater vai dar várias piruetas no ar e provavelmente no fim vai explodir.

7 – Folga na direcção é um mal comum
Qualquer cena filmada com um actor a conduzir vai mostrar que os carros americanos são mal construídos, todos têm folgas na direcção enormes. Pelo menos, da forma que mexem o volante e o carro continua em frente dá essa impressão!

8 – Os condutores dos camiões estragam sempre a festa
Os camionistas possuem um sexto sentido, se existe uma perseguição que precisa de terminar eles conseguem sempre atravessar o camião saindo de um qualquer beco. Se for alguém que tem que morrer na história, curiosamente, têm sempre acidentes contra camiões e os carros explodem, mas os camiões não.

9 – Os carros possuem grandes depósitos ou são muito económicos
Num filme nunca ninguém precisa de parar para abastecer. Alguns carros conseguem andar dia e noite sem parar, é como se fizessem criação de gasolina no depósito. Aliás, sempre que um carro pára numa área de serviço é para se dirigir à loja de conveniência para comprar algo, nunca para meter combustível.

10 – Todos os carros são fáceis de roubar
Alarmes, direcções trancadas e imobilizadores são obras da ficção. Nenhum carro demora mais do que 5 segundos a roubar e todos possuem os fios necessários para efectuar uma ligação directa ali à mão. Não é preciso tirar plásticos ou rebentar a coluna de direcção para levar um carro.

Aqui ficam o que acho serem os 10 erros e clichés mais comuns nos filmes de carros. Se tiverem mais alguns que desejem partilhar basta comentarem.

Coisas que me chateiam: Maratonas (Atletismo de Estrada)

Maratona na ponte 25 de AbrilSempre que chega o final do ano começa o festival das estradas cortadas por causa da maratona daqui e da meia maratona dali.

Nunca percebi esta fixação nacional pelo atletismo de estrada e as maratonas que cortam sempre estradas com pouca utilização, como a marginal, a ponte 25 de Abril, a Vasco da Gama ou várias artérias de Lisboa como a zona do Parque das Nações ou os Olivais.

Depois quem precisa de ir trabalhar ou tem assuntos para tratar que se lixe, pois não existe divulgação antecipada nalguns destes eventos de quais as estradas que vão estar cortadas nem quais as alternativas. Já não é a primeira vez que dou por mim às voltas entre estradas cortadas, perdendo mais de 30 min para tentar fazer um percurso que em condições normais demora menos de 2 min a fazer.

Não tenho nada contra quem corre nestas maratonas, não me venham é com a lenga-lenga das tradições porque algumas destas maratonas estão a ser feitas em estradas com menos de 5 anos.

Se as querem fazer avisem com antecedência das estradas que vão estar cortadas e quais as alternativas ou assinalem desvios para os automobilistas.

Carros Clássicos

Carros ClássicosÉ impossível ser um entusiasta dos automóveis e não falar nos carros clássicos. O carro clássico é sempre aquele que nos marcou na nossa infância, e que só após 30 anos temos possibilidade de o adquirir, ou pelo menos era assim até agora.

Se dantes os clássicos eram um passatempo reservado aos mais velhos, actualmente já existem jovens que se interessam por carros clássicos, e alguns optam por um clássico como primeiro carro.

Mas afinal o que é um carro clássico? A FIVA e a CPAA consideram um carro clássico como um veículo fabricado há mais de 23 anos, preservado e mantido em correctas condições originais, a cargo duma pessoa ou organização, conservado pelo seu interesse histórico e técnico, e não sendo de utilização diária.

Então o que separa os carros clássicos dos carros velhos / antigos? Será que a colecção de carros do Jay Leno são apenas carros antigos? Afinal de contas ele próprio diz que faz modificações aos seus carros para os usar diariamente, é criticado pelos puristas dos clássicos mas não está para ter carros conforme saíram de fabrica para ficarem parados numa garagem dias a fio. E eu não podia concordar mais!

E o que será pior, um carro clássico que levou um alternador e bateria modernos para que pegue todos os dias à primeira ou um carro com um alternador e bateria ultrapassados, mas com um enorme emblema cravado no pára-choques ou na grelha?

É uma linha ténue e bastante elitista a que separa um “verdadeiro carro clássico” de um carro antigo e bem estimado.

Mas sejam carros clássicos aprovados pela FIVA ou não, é sempre interessante ver o trabalho e a dedicação que os amantes dos carros clássicos possuem para trazer de volta à vida ou manter em bom estado aquele carro de outrora. E não deve haver melhor sensação que desfrutar do seu clássico depois de muito trabalho para o colocar em bom estado.

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