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Simulador de tráfego

TransitoQuantos automobilistas não se perguntam o que sucede em várias vias (por exemplo a 2ª Circular ou a IC19) quando o transito fica intenso e, depois do nada começa a fluir novamente?

Encontrei online um simulador de tráfego que permite estudar várias situações de possível congestionamento. Com recurso a este simulador pode obter algumas ideias de boas práticas ao volante para minimizar o efeito de congestionamento.

Em situações de entradas ou saidas de auto-estradas ou vias rápidas onde não existe transito compacto, caso se circule na via mais à direita (o código assim o obriga) e a faixa à nossa esquerda se encontre desimpedida devemos mudar de faixa para permitir uma entrada ou saida na auto-estrada/via rápida mais fluente sem prejudicar o nosso andamento.

Em situações de transito compacto devemos praticar a passagem alternada, seja em que via for, assegurando que o transito flui de uma forma mais ordeira.

Em situações de “pára-arranca” devemos manter uma velocidade constante e evitar arranques desnecessários que nos levem a uma posterior travagem. Não devemos mudar de faixa ou entrar “à campeão” na distancia de segurança que dois veículos levam na situação de “pára-arranca”, pois irá reduzir o andamento dos carros que circulam atrás.

Para aceder ao simulador clique em Traffic Simulations no website www.mtreiber.de.

Diesel/Gasolina/GPL vs Status

Posto BPEsta entrada no blog vai ser comprida. Ao ver um artigo no Guia do Automóvel dizem que o diesel já não compensa. Porquê? Porque passou a barreira psicológica do €1 por litro?

Não, o diesel na maioria dos casos nunca compensou, mas o status de ter um diesel fala mais alto e os portugueses raramente fazem as contas. O mesmo se passa com o gpl.

O diesel teoricamente compensa porque os carros a diesel têm consumos moderados e o preço de um litro de gasóleo (diesel por causa do status, gasóleo é para camionetas de carreira) é mais baixo que um litro de gasolina. Agora temos que comparar motores com performances semelhantes e fazer contas ao preço e aos quilómetros que vamos fazer para ver se realmente compensa ou não.

Vamos um exemplo de um carro de uma marca da moda:
Audi A4 2.0TFSI, 200cv, €47.000
Audi A4 3.0TDI, 204cv, €60.500
Temos aqui uma diferença de €13.500 (dá para comprar um bom carro usado a gasolina e por gpl). Tendo em conta que o diesel gasta em média 7,5 e o gasolina 8,8 (valores anunciados pela marca) a diferença é de €3,6 por cada 100 quilómetros, posto isto por outras palavras só vai compensar aos 375.000 quilómetros! Ainda usando outros números, tendo em conta que os portugueses em média andam 25.000 quilómetros por ano teriam a diferença paga ao fim de 15 anos.

Claro, vão já dizer que existe uma diferença na cilindrada, mas olhem para o imposto municipal sobre veículos (aka selo do carro), é o mesmo para um 2.0 a gasolina e um 3.0 a gasóleo (diesel, desculpem) porque, e é sabido, na maioria dos motores diesel é necessária uma cilindrada superior. Se até o nosso governo sabe isso porque não iriam os portugueses saber?

Claro que existem carros em que o preço a gasolina e gasóleo são iguais, embora as prestações continuem a ser diferentes assim como a potência, mas nesses casos (carros utilitários) pode-se dizer que comece a compensar cedo. Existem Mercedes que só compensam a partir dos 700.000 quilómetros e Renault que compensam a partir dos 40.000 quilómetros. Como diria o Eng. Guterres, é só fazer as contas.

Depois vem o GPL. Se comprarmos por exemplo um Golf com motor 1.6 e mandarmos instalar logo o kit gpl temos um desconto de 40% no IA. Neste caso o IA é de €5221, que passa a ser €3132 mais IVA, ou seja €3790, uma diferença de €2526 (com a redução do IVA também). Esta diferença dá para o kit gpl, despesas de transporte, documentação e ainda sobram cerca de €700 para ou uma extensão da garantia, ou mais equipamento (ou um desconto). Aqui o gpl começa a compensar logo a partir do momento em que sai do stand, ficando com o carro mais económico e com “dinheiro extra na mão”. Se a cilindrada for superior, maior é a diferença.

Claro que a maioria das pessoas mete gpl depois dos carros sairem do stand, e sendo assim vou dar o exemplo do meu caso, em que as contas já estão feitas. O meu 406 a gasolina consome cerca de 9/10 litros aos 100, a gpl este valor passa para 11/12 litros aos 100. No meu caso que consumo BP Ultimate a diferença ainda é maior, gastando cerca de €13.58 para fazer 100 quilómetros a gasolina e €7.14 para fazer 100 quilómetros a gás. O valor do kit com a legalização fica em €1600. Tendo em conta isto ao fim de 24.800 quilómetros tenho a instalação paga e começo a poupar €6.44 a cada 100 quilómetros que fizer (o suficiente para fazer mais 90 quilómetros a gás, quase metade).

Como eu ando pouco com o carro (talvez passe a andar mais a GPL) num ano tenho a despesa paga. Em relação ao carro ter sido comprado usado, a diferença do meu usado a gasolina para um usado a diesel (a versão 2.2 HDI) a diferença ascendia aos €5000.

Cada caso é um caso, por isso façam bem as contas e não se deixem guiar pelas modas ou pelo status. Compensar “compensa”, mas a partir de quanto tempo? Será que nessa altura ainda vai “compensar”?

O carro perfeito

Para mim o carro perfeito tinha que ter design italiano, conforto francês, requinte inglês, qualidade de construção alemã e fiabilidade japonesa.

Eu sei que em parte são gostos mas… não concordam?

Idosos e as passadeiras

Será fetiche? Os idosos que me expliquem porque é que inexplicavelmente o lugar de conversa preferido é sempre à beira de uma passadeira? Será que como estão a desrespeitar uma regra de transito se sentem rebeldes e mais jovens?

Eu realmente ponho-me a pensar, e acho que o pessoal não pára nas passadeiras por causa deles, eu pelo menos já começo a ficar irritado e farto de buzinar às senhoras e senhores que “socializam” com total descontracção à beira das passadeiras para saber se atravessam ou não.

Depois venham cá dizer que a juventude tá perdida…

Homologar pneumáticos/jantes de maiores dimensões

Jante do 106 XSIPartilhei no fórum do Autogás (que por ter lá um banner irritante da Galp com música não merece link) as peripécias de pedir algo tão simples como mudar uma medida de pneumáticos no livrete. Como, ao reler o que escrevi percebi o que realmente sofri decidi partilhar com quem lê este blog (se é que alguém o lê) a dificuldade que é neste país ter um carro legal.

O meu Peugeot 106 XSI vinha com as jantes do Saxo Cup, primeira fase, como podem ver na foto, detalhadas e brilhantes. Estas jantes traziam pneus 185/55 R14 ao contrário dos 175/60 R14 de origem, uma diferença de 1,15%. Estas medidas estão homologadas no modelo 106 R2 que tem o mesmo chassis que o meu. Enviei um email à Peugeot a pedir a homologação da medida, pediram-me mais uns dados e passado um mês recebo em casa uma carta da Peugeot com a homologação assinada pelo director da DSV. Nessa carta dizia que era necessário preencher o impresso nº 1402 com os dados a figurar na actualização do livrete, tal como na folha de legalização, e juntar uma cópia do BI e do registo de propriedade.

Todo contente com os documentos na mão chego bem cedo à DGV, tiro senha e preencho o tal impresso. Após 2 horas de espera sou atendido e a senhora que me atendeu (tipica galinha funcionária pública, desculpem-me o esteriótipo) começa logo a olhar para a carta e o documento da homologação contra a luz e diz-me com um sorriso de quem já estragou o dia a mais um “mas isto não está carimbado” ao que respondi prontamente que não era necessário porque a folha estava assinada pelo director da DSV e que o documento tinha sido enviado pela Peugeot. Ela responde prontamente que qualquer pessoa poderia tirar fotocópia daquele documento, e consultou as suas colegas se aquele documento poderia seguir sem carimbo branco, ao que elas responderam prontamente que não, mesmo sem ver de que se tratava. Eu tentei explicar que o documento da homologação era de conhecimento da DGV e que a marca tinha dado autorização àqueles veículos para poderem usar aquela medida de pneumáticos. A senhora disse que não, que tinha de ir à Peugeot pedir um carimbo branco e que já tinha mandado lá outro senhor fazer o mesmo. Entretanto deu uma vista de olhos pelo impresso e disse que estava tudo bem preenchido.

Depois de uma manhã perdida pus-me a caminho de Alfragide para a Peugeot Portugal onde prontamente me informaram que não era necessário carimbo branco, e que eles não poderiam fazer mais nada, a culpa era da DGV. Claro, não os vou contrariar, até lhes dou toda a razão, mas tão farto com o assunto e depois de ter perdido um dia de trabalho desisti e não voltei à DGV.

Andei durante sensivelmente 6 meses ilegal desde essa peripécia (já andava, mas agora tinha documentos para a legalização comigo) até que à coisa de 2 meses me enchi de coragem e voltei à DGV. Desta vez “apenas” 3 horas de espera.

Sou atendido por uma senhora tipica da função pública e não se põe a olhar para a luz para ver se tinha carimbo, “boa” pensei eu, provavelmente algumas marcas devem ter notificado a DGV da incompetência que aquele serviço é e lá as informaram que aquilo serve. Tudo corria bem, até que ela vê o registo de propriedade que não está em meu nome e me diz que o impresso tem que ser preenchido e assinado em nome do proprietário. Ora, prontamente respondo que no impresso diz “Nome do requerente” e sou eu que estou a requerir a alteração, não o proprietário do veículo. Nem no português eles são correctos!

Volto a casa com um novo impresso para que o proprietário assine e volto para a DGV. Desta vez como já estava perto da sua hora de encerramento (eles fecham cedo) só desesperei durante 1 hora e meia, dando mais que tempo para preencher o impresso e ficar à espera.

Sou atendido novamente e a senhora vê que se encontra tudo correcto, até que me pergunta se pus as medidas dos pneus por ordem de preferência. Ora, claro que não, coloquei como vinha na ficha de homologação, se soubesse que era por ordem de preferência tinha colocado uma sandes de courato e uma cerveja preta, sempre dava para passar o tempo! É com cada um! A senhora explica-me que podem não ter espaço no sitio das anotações e podem cortar a última medida. Ora, no sitio das anotações especiais existe espaço para cerca de 10 linhas de texto, os livretes normalmente só dão uso a duas dessas linhas, porque razão iam cortar uma medida de pneumáticos, logo a última que era a que me interessava. Dei ordem à senhora para avançar com o processo, depois logo se via, se não desse ficava para uma próxima vez.

Paguei os €25 correspondentes à alteração (ou seja, um papel verde, tinta e 75% do ordenado de um funcionário naquele dia).

Passado 15 dias chega-me a casa o livrete com a ultima medida desta forma:
185/55 R1
4

Com tanto espaço no livrete ainda me cortam a medida da jante para duas linhas!

Conclusão, para quem teve paciencia para ler tudo isto, conseguir a homologação da marca conta apenas com 25% do trabalho, o resto é mesmo sorte e conseguir passar por cima da incompetência desta maquina que é o Estado, que faz reembolsos de IRS a pessoas que, segundo eles já estão mortas, mas podem requerir documentos e informações nas finanças!

Realmente se não desse chumbo na inspecção, e nesta recente caça ao tuning a apreensão dos documentos do veículo, para as vezes que me mandam parar, acho que preferia ser multado a ter que passar por aquelas peripécias e dois dias perdidos na minha vida.http://xsi.eduardomaio.net

Gosto mais de Carros do que Chocolates

Bem vindo/a ao meu blog. O meu nome é Eduardo e sou um entusiasta do mundo automóvel. Aqueles que acompanham as lides do tuning e do car áudio devem-me conhecer de vários projectos relacionados com a àrea, sendo o mais conhecido a Sprint Total.

Neste espaço vão ter acesso a novidades, informações, opiniões pessoais, curiosidades, etc. Tudo o que podem imaginar sobre o mundo automóvel vai estar presente neste blog.

Espero que o mesmo possa ser útil e servir para retirar alguma informação ou esclarecer algumas dúvidas aos entusiastas dos automóveis.

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