A visualizar apenas posts da categoria Outros

Poupar nos combustíveis com cartões de desconto

As despesas com combustível continuam a levar uma boa parte do orçamento familiar dos portugueses. Os preços não descem o que deviam, basta ver as estatísticas do Mais Gasolina para perceber isso, mas continuamos a precisar de abastecer os nossos carros.

Uma boa forma de poupar é optar pelos cartões de desconto como o Poupa Mais do Pingo Doce ou o cartão BP para os sócios do ACP. Mas e se não tivermos nada disto, será que compensa obter um destes cartões apenas para termos descontos no combustível? Optei por fazer as contas e partilhar convosco os resultados.

Cartão ACP – BP

Cartão de desconto ACP BPOs associados do ACP têm acesso a um cartão de desconto da BP que permite descontos entre os 6 e os 9 cêntimos por litro. Dependendo dos dias do mês e do tipo de combustível abastecimento existem diferentes níveis de desconto.

Para combustíveis normais existe um desconto imediato de 6 cêntimos por litro, no caso dos combustíveis Ultimate o desconto é de 8 cêntimos. Se abastecermos a dia 9, 19 e 29 temos direito a 9 cêntimos.

Ainda é possível pagar totalmente a anuidade usando os pontos do programa BP Premier Plus. Cada 100 pontos equivale a 1 Euro, sendo necessário 4200 pontos para a anuidade mais baixa de 42 Euros por ano.

Custo anual: 42 Eur
Litros necessários para compensar (desconto 6 cent): 700 litros
Litros necessários para compensar (desconto 8 cent): 525 litros
Litros necessários para compensar (desconto 9 cent): 467 litros

Cartão Inatel – BP

Cartão de desconto Inatel BPO cartão do Inatel funciona de forma semelhante ao da BP com descontos ente os 6 e 8 cêntimos por litro. Para combustíveis normais o desconto é de 6 cêntimos, para combustíveis Ultimate ou abastecimentos às quartas-feiras o desconto é de 8 cêntimos por litro.

Tal como o da ACP, é possível pagar a anuidade de 20 Euros, mas apenas são necessários 1000 pontos.

Custo anual: 20 Eur
Litros necessários para compensar (desconto 6 cent): 334 litros
Litros necessários para compensar (desconto 8 cent): 250 litros

Cartão Solidário – Repsol

Cartão Solidário com descontos na RepsolO Cartão Solidário oferece apenas 4 cêntimos de desconto por litro na Repsol. Embora não tenha tido uma boa experiência com este cartão, com o pagamento duplicado da anuidade e uma grande complicação para me devolverem o dinheiro, é uma alternativa a quem pretende abastecer na Repsol.

A anuidade do cartão é de 10 Euros.

Custo anual: 10 Eur
Litros necessários para compensar (desconto 4 cent): 250 litros

Cartão Montepio – Repsol

Cartão de desconto Repsol do MontepioEste cartão implica umas contas adicionais e na realidade deve ser tido em conta só por quem já é cliente do Montepio.

Ao serem associados do Montepio podem receber um cartão da Repsol que permite descontos de 6 cêntimos por litro no preço dos combustíveis, mas existe uma jóia de inscrição e um valor mensal a pagar.

A anuidade mais a jóia de inscrição dá um total de 33 Eur.

Custo anual: 33 Eur
Litros necessários para compensar (desconto 6 cent): 550 litros

Cartão Deco+ – Cepsa

Cartão Deco MaisA Deco lançou um cartão que permite descontos de 7 cêntimos por litro na Cepsa. Este cartão não tem qualquer custo monetário, mas tem outros custos.

Uma vez que é necessário fornecer os nossos dados à Deco vamos passar a receber emails, sms e chamadas a sugerir a associação à Deco ou à assinatura da revista Deco. Aliás em quantidade de spam que é enviado a nível nacional por email a Deco está no topo dos emails enviados.

Para mim a chatice adicional de ser bombardeado com chamadas e emails a “impingir” um produto não compensa o descontos nos combustíveis, mas fica aqui ao vosso critério.

Custo anual: 0 Eur
Litros necessários para compensar (desconto 7 cent): 0 litros

Outros cartões e talões de superfícies comerciais

Existem outros cartões que permitem descontos superiores aos aqui indicados. Para quem consome pouco combustível e faz compras no Pingo Doce, o cartão Poupa Mais é uma boa opção. Este cartão do Pingo Doce dá descontos nos postos da BP. Por cada 40 Euros de compras temos direito a 2 Euros de desconto.

Pode fornecer um desconto superior ou inferior aos cartões aqui indicados, dependendo da quantidade de combustível a abastecer e do saldo do cartão.

Já a Galp e o Continente não fazem a redução no preço por litro mas sim aplicam o valor do desconto de 10 cêntimos por litro em saldo no cartão Continente, mas existem limites à quantidade de combustível que pode abastecer.

Posto de abastecimento à noite

Quantos litros gasto por ano?

Esta é uma questão mais difícil, são raras as pessoas que verificam a média real do consumo da viatura e guardam estes dados. No mínimo é preciso saber quantos quilómetros se fazem por ano e o consumo médio da viatura para obter pelo menos um valor aproximado.

O cálculo é simples, dividimos a quilometragem anual por 100 e multiplicamos pela média do carro a cada 100 quilómetros.

Total anual de quilómetros / 100 × Média em litros aos 100

Complicado? Nem por isso. Se um carro faz 30.000 quilómetros por ano e gasta 5 l/100km então a conta a fazer é 30000 / 100 × 5 que dá 1500 litros por ano.

Se não souberem o consumo médio podem consultar o artigo que ajuda a aprender a calcular o consumo de combustível.

Um exemplo prático de quanto de pode poupar

Se tivermos como base um Renault Clio a gasóleo com uma média de 4.8 l/100km que faça apenas 12.000km por ano temos um consumo de 576 litros por ano. Tendo em conta que este carro não tem benefícios em usar combustíveis Ultimate limitamos logo a escolha a 3 cartões: Inatel, Cartão Solidário e Deco Mais.

Se optarmos pelo cartão do Inatel podemos poupar apenas 14.56 Eur por ano ou 26.08 Eur se abastecermos apenas às quartas-feiras. Com o Cartão Solidário apesar da anuidade mais baixa conseguimos poupar no máximo 13.04 Eur por ano uma vez que o desconto por litro é menor. Já o cartão Deco Mais, não tendo qualquer anuidade, permite poupar 40.32 Eur por ano.

Isto não quer dizer que o cartão da Deco é o melhor, até porque dos 3 escolhidos um dá descontos na BP, outro na Repsol e este último na Cepsa. Nem sempre existem postos perto de casa e por vezes o desvio para ir até um posto pode não compensar, foi até isto que me levou a criar o comparador do Mais Gasolina.

Não são também feitas contas a outros benefícios e descontos destes cartões ou possíveis anuidades gratuitas com os esquemas de pontos das petrolíferas.

Espero que este artigo vos seja útil para ajudar a poupar ainda mais nos combustíveis. Dúvidas ou questões, usem os comentários que terei todo o gosto em responder.

Legalizar um kit xénon em Portugal

Uma das perguntas mais comuns nos comentários do artigo sobre os kits xénon é como se pode meter xénon de forma legal. A resposta rápida é que não se pode, se não vier de origem.

Acredito que muitos parem de ler aqui e passem para os comentários a reclamar ou a contar que um amigo de um primo da porteira do prédio do patrão disse que era possível. Mas não é.

Bentley Continental GTC com Xénon

Um automóvel é uma peça de engenharia complexa, convive diariamente com peões e outros condutores e cruza-se com carros de outras formas e tamanhos. Para que exista uma certa harmonia na estrada é necessário que estes obedeçam a regras especificas.

Existem regras mais preto no branco, como os níveis de ruído, emissões (sim, até os Volkswagen), cor das lâmpadas e número de faróis e reflectores. Depois dentro de algumas destas regras elementares existem regras mais especificas, por exemplo um carro tem que estar equipado com pneus e não com lagartas ou jantes maciças de ferro como um comboio para poder circular na estrada. Isto não quer dizer que basta qualquer tipo de pneu, este tem que obedecer à carga a que está sujeito, índice de velocidade e depois existem outras questões como os litros de água que o pneu consegue dispersar, o aumento ou redução no consumo de combustível, entre outros factores. Acho que conseguem perceber que um automóvel é algo bastante complexo e estudado.

Vamos ao que interessa, porque é que o Xénon não é legal?

Um carro para ter faróis com lâmpadas de xénon (ou outras formas de iluminação que passem os 2000 lúmen) tem que obedecer a algumas regras. As ópticas devem estar preparadas para este nível de iluminação, devem existir lava-faróis e niveladores automáticos de faróis.

Isto é o básico, e porque razão são necessários estes mecanismos? Os lava-faróis porque com sujidade a luz dispersa-se bastante levando ao encadeamento de quem vem em sentido contrário, e os niveladores automáticos porque alguém descobriu que os condutores não sabem regular os faróis quando circulam com carga (alguns nem sabem que tal é possível) e lá está, levar com mais de 2000 lúmen nos olhos de frente à noite não é nada meigo, nem quando circulam à nossa retaguarda.

Mas lá está, isto é o básico. Ainda é preciso ter em consideração a localização dos balastros e onde passam os cabos de alimentação, até porque não será nada agradável num atropelamento ou num acidente ficar com um cabo a tocar na chapa do carro com uma voltagem elevada.

É verdade que na Europa somos bastante exigentes com as regras em relação a alterações nos automóveis, e nos Estados Unidos não levantam problemas e no Brasil até é possível legalizar xénon com uma inspecção.

E não pode vir a ser possível por cá, como passou a ser com as películas ou com os kits de GPL de injecção liquida, perguntam vocês.

Temos que ver em que carros é que se pretende instalar xénon, normalmente são carros antigos. Actualmente os carros de segmentos superiores já nem trazem xénon e passam a usar LED ou lasers e a grande maioria dos automóveis novos permitem como opção a instalação de xénon ou já o trazem de origem. Sem um grande grupo por detrás dos kits xénon nunca vão existir interesses em que se altere a legislação para ultrapassar este problema.

Então qual a solução?

Primeiro é preciso saber qual o problema. Infelizmente a maioria daqueles que procuram um kit xénon não quer iluminar melhor a estrada, mas está à procura de ter luzes azuis no carro, até porque os kits mais vendidos têm lâmpadas 6000ºK em vez dos tradicionais 4300ºK.

Para esses não existe solução, já os condutores mais conscienciosos e que pretendem melhorar a visibilidade à noite ou em situações de fraca visibilidade como chuva ou nevoeiro têm soluções.

Audi R8 com lâmpadas Philips WhiteVision

Vejam a foto acima, o Audi TT branco tem xénon? A estrada está bem iluminada em comparação com os carros que circulam atrás, portanto deve ter certo? Errado!

São lâmpadas Philips WhiteVision, que vieram substituir as BlueVision que usei bastante nos meus carros anteriores que tinham lâmpadas de halogéneo. A cor era mais branca que as lâmpadas convencionais e iluminavam melhor a estrada de noite e em situações de chuva. Nevoeiro não tanto, mas aqui o xénon tem o mesmo problema, quanto mais branca for uma lâmpada pior é a sua eficácia com nevoeiro.

Estas lâmpadas são legais, é tirar a antiga e meter uma nova, sem qualquer alteração necessária. Assim como a Philips, a Osram também as tem.

Se pretendem circular legais esta é a solução, com um kit xénon vão encadear os outros condutores e circular sujeitos a multas e chumbo nas inspecções. E sinceramente, se não se preocupam com os outros condutores na estrada para terem o carro com umas luzes azuis todas tuning então é merecido serem multados e obrigados a fazer uma inspecção tipo B depois de remover o kit.

Portugueses são mais parecidos com o Senna do que o Hamilton

O Lewis Hamilton calado é um poeta. É um piloto de que não gosto por ser demasiado convencido e não ter noção das palavras que lhe saem da boca. A última saída infeliz dele foi dizer que nunca teve que fazer o mesmo que Schumacher fez para ganhar campeonatos, ganhou os dele com a sua habilidade natural.

E é verdade, ele nunca teve que melhorar uma equipa para começar a ganhar campeonatos. Aliás, a própria Mercedes onde corre deve muito a Schumacher e a Ross Brawn, as mesmas pessoas que tiveram um papel decisivo em fazer da Ferrari uma equipa imbatível.

E não vamos falar do título que ganhou pela McLaren, espero sinceramente que ele envie todos os anos uma prenda de natal generosa para Timo Glock.

Ayrton Senna

Hamilton sempre se gostou de comparar a Senna e de se auto intitular como o novo Senna, mas na realidade, nós portugueses, somos mais parecidos com o Senna a conduzir no dia-a-dia do que o é Hamilton na pista. Ora vejamos.

Somos os campeões a furar filas e a saltar de faixa

Senna disse “And if you no longer go for a gap that exists, you are no longer a racing driver”, que em português é algo como se existir um espaço e não o usarmos para passar já não somos um piloto.

Nós portugueses somos campeões nisto. Se existe um espaço numa fila de trânsito alguém se vai lá meter. Se a fila do lado está a andar mais depressa, vamos saltar para lá, e depois novamente para a fila onde estávamos porque começou a andar mais depressa novamente.

O Lewis por cá ia passar a vida a reclamar que alguém se tinha metido à frente ou que não lhe deixavam espaço para passar, enquanto empurrava outros condutores para fora da estrada.

Conduzimos à chuva como se estivesse sol

Senna era o mestre da condução à chuva, era quase como se não estivesse a chover.

E nós, portugueses? Está a chover e continuamos a fazer curvas apertadas a abrir, a circular a 200km/h nas auto-estradas como se estivesse um dia de Verão. E ainda o fazemos com uma mão no volante e outra na manete das mudanças.

Não precisamos de bons carros para sermos rápidos

Mesmo com carros inferiores à sua competição Senna era imbatível. Caso do McLaren MP4/8 que conduziu em 1993.

Em Portugal o que não faltam são carros com pouca potência a fazer o trabalho de grandes. Quem nunca viu um Smart a 140 numa auto-estrada ou um simples utilitário a cortar curvas que faziam um Ferrari corar?

Combustíveis simples só vieram complicar

Mulher a abastecer o carroEntrou em vigor no mês passado a nova lei que obrigou a comercialização de combustíveis simples, ou seja, combustíveis sem aditivos.

Logo em Março a Galp começou com alterações e acabou com a gama Gforce, no caso da BP, Repsol e Cepsa decidiram acabar com as gasolinas 95 e gasóleo para venderem os combustíveis sem aditivos, mantendo as suas gamas premium.

Preço desceu e voltou a subir passados 3 dias

Os preços desceram 2 cêntimos nos combustíveis simples na Sexta-Feira, dia 17 de Abril, mas logo na Segunda-Feira aumentaram 2 cêntimos na Galp e 3 cêntimos na BP. Recapitulando, a lei entrou, o preço desceu, retiraram-se os aditivos, e o preço voltou a subir para o mesmo valor que estava anteriormente.

Para os consumidores instalou-se a confusão. Dantes existiam 4 tipos de combustíveis (excluindo GPL, gasóleo agrícola, etc). Tinhamos a gasolina 95, a gasolina 98, o gasóleo e o gasóleo premium. Marcas como a Galp, BP, Repsol e Cepsa tinham combustíveis aditivados e gamas premium no caso do gasóleo e gasolina 98, tendo a Galp até comercializado a gasolina 95 com a formula Gforce, mas regra geral existiam 4 combustíveis fixos para comparação. Nos postos designados “low cost” tínhamos combustíveis sem a aditivação presente nestas marcas, existindo 3 tipos de combustíveis, a gasolina 95, a gasolina 98 e o gasóleo. Novamente era fácil a comparação.

A Prio era a única que vendia combustível simples e uma gama premium denominada Top e que já levantava várias dúvidas nos consumidores entre qual escolher, até porque o preço da gama Top é normalmente 1 cêntimo mais barata.

Com esta lei idiota agora temos a Galp com o mesmo esquema da Prio, onde existe gasolina 95 simples e aditivada e gasóleo simples e aditivado, sem gamas premium. Nalguns postos da Galp ainda existe 98 aditivada, já não é Gforce. Na BP e Cepsa manteve-se o mesmo tipo de combustíveis, mas agora sem aditivos na gasolina 95 e gasóleo normal. Na Repsol até à semana passada o esquema era o mesmo, mas agora em alguns postos começaram a comercializar também a gasolina 95 aditivada.

A Galp manteve a diferença entre os simples e os aditivados em 2 cêntimos, já a Repsol nesta nova 95 aditivada tem uma diferença de 5 cêntimos. Curiosamente esta petrolífera foi a que mais baixou os preços na sua gama premium para cativar clientes.

Continuam a prejudicar os consumidores

E com isto tudo, quem ficou a ganhar? As petrolíferas tiveram custos com estas alterações que foram imputados aos consumidores, e os consumidores ficaram com mais confusão na escolha de combustível, o mesmo preço ou superior ao que pagavam anteriormente mas sem aditivos. Reduziu-se a qualidade do combustível e o preço ficou o mesmo.

Infelizmente não aprenderam com os placards com os preços nas auto-estradas onde os preços ficaram nivelados para cima e são agora iguais.

Combustíveis Gforce estão a desaparecer de alguns postos Galp

Combustível Galp GforceAlguns postos da Galp estão a deixar de vender combustíveis Gforce, neste caso a gasolina 98 e o gasóleo aditivado.

Já tinha reparado nesta situação nalguns postos da Galp em que as mangueiras são colocadas fora de serviço e os preços deixam de estar afixados.

Ora, em Abril todos os postos vão ser obrigados a comercializar gasolina sem aditivos. A lei que indicava que seriam apenas os postos de abastecimento com mais de 4 ilhas de abastecimento obriga agora a que todos os postos comercializem estes combustíveis.

Tendo a maioria dos postos apenas 4 tanques para a gasolina 95, 98, gasóleo e gasóleo “especial” e com a obrigação de vender gasolina e gasóleo sem aditivos grande maioria dos postos da Galp está a optar por deixar de vender a Gforce 98 e Gforce Diesel.

Ora isto vai contra um pressuposto da lei que indica “Sem prejuízo da livre comercialização de gasolina e gasóleo rodoviários submetidos a processos de aditivação suplementar para além do mínimo necessário ao cumprimento das respetivas especificações, os postos de abastecimento devem também comercializar combustível simples”.

Os fantásticos legisladores que tiveram esta ideia do combustível sem aditivos em todo o lado esqueceram-se que são precisos tanques adicionais para guardar o combustível e ninguém vai fazer obras para vender combustível low-cost porque não compensa. Esta é mais uma lei que apenas vem prejudicar o consumidor, tal como foi a ideia dos placards com os preços nas auto-estradas onde todos os postos das auto-estradas nivelaram para cima os seus preços e praticam exactamente o mesmo preço em todas as áreas de serviço, sejam elas Galp, BP, Repsol ou Cepsa.

Aposto que alguns dos leitores do blog não sabem, mas existem veículos que devem circular apenas com gasolina de 98 octanas. O Honda S2000 é o primeiro exemplo que me vem à cabeça, mas também alguns motores TSI do grupo VW, entre eles o 1.4. Os clássicos e carros antigos que viram a gasolina com chumbo acabar usavam também a gasolina 98.

E alguns motores diesel modernos funcionam melhor com gasóleo das linhas Gforce, Ultimate e afins. Esperemos que a BP, Repsol e Cepsa não vão pelo mesmo caminho e mantenham estes combustíveis à venda ou vamos ter um mais um retrocesso no mercado dos combustíveis.

Coisas que me chateiam: Colocar o cinto em andamento

Colocar o cinto de segurançaSe existe um comportamento que não consigo perceber é o acto de colocar o cinto de segurança com o carro em andamento.

É um acto mais demorado porque precisam de conduzir mais devagar para conseguir colocar o cinto e normalmente quem tem este comportamento vai a conduzir com o carro a fugir para a esquerda ou para a direita enquanto colocam o cinto. São um embaraço para o trânsito.

Colocar o cinto de segurança demora menos de 3 segundos, tempo esse mais que perdido enquanto arrancam e tentam colocar o cinto em andamento.

Os preços dos combustíveis continuam em queda

Petróleo na Arábia SauditaEstá a chegar o fim do ano e está na altura de fazer um balanço sobre a recente queda dos preços dos combustíveis.

Já tinha indicado que o preço médio dos combustíveis desceu em 2013, e continua a queda em 2014, apesar de não chegarmos aos valores baixos de 2009.

E a que se deve esta queda? O consumo de combustíveis tem vindo a descer, a produção mantém-se mas acima de tudo os EUA, Brasil e Rússia estão a produzir mais petróleo e a aumentar as suas reservas. Aqui entra a OPEP que ao continuar a produção vai baixar o preço e de acordo com as declarações do ministro saudita do petróleo Ali Al-Naimi o preço pode descer até aos 20 dólares que não vão cortar a produção, afinal de contas se o preço for baixo deixa de compensar a exploração aos EUA, Brasil e Rússia e os países produtores da OPEP lucram com isso.

É possível que o petróleo não volte aos 100 dólares, embora não acredite, mas o combustível vai aumentar.

Novos aumentos em 2014

Posto da Repsol à noiteO combustível em Portugal vai aumentar em 2014, novos impostos mascarados de “fiscalidade verde” podem elevar o preço da gasolina em 6,5 cêntimos e do gasóleo em 5 cêntimos de acordo com os valores apresentados por Ferreira de Oliveira, presidente da Galp.

Em Portugal mais de metade do preço da gasolina são impostos

Vai certamente existir uma corrida aos postos de abastecimento a 31 de Dezembro e as gasolineiras já começaram a reforçar os seus stocks, no entanto é possível que o aumento não aconteça a 1 de Janeiro uma vez que o diploma ainda não foi promulgado.

Nem tudo é positivo

Um preço mais baixo do combustível é sempre uma boa noticia para o orçamento dos portugueses, mas quanto mais baixo estiver o petróleo, mais tempo será necessário para que novas tecnologias sejam desenvolvidas e o seu preço desça para valores competitivos.

Embora os híbridos continuem em desenvolvimento e estejam a ser lançados cada vez mais motores económicos, o salto para os eléctricos ou hidrogénio vai continuar a ser adiado deixando de existir interesse pelos fabricantes em investir quando o combustível está em valores baixos.

Continua assim a nossa dependência pelo petróleo, embora a preços mais baixos, com tudo o que de bom e de mau daí vem.

O meu conselho é continuar a praticar uma condução económica e abastecer nos postos mais baratos.

Copyright © 2005 - 2018 Gosto mais de Carros do que Chocolates. Alguns direitos reservados.
gostomaisdecarrosdoquechocolates.com - As opiniões, críticas e pensamentos de um "petrolhead"
Ao navegar neste site está a concordar com os termos legais e de privacidade.