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A minha lista de carros: Historial automóvel

No Top Gear no segmento SIARPC acho piada à lista de carros que alguns dos convidados já tiveram. Temos aqueles com um historial fantástico como o Jay Kay e outros que tiveram chasso atrás de chasso e de repente passaram para um Porsche ou Ferrari.

Seguindo a mesma ideia partilho então aqui o meu historial automóvel. A minha lista de carros que já tive não é nada de especial, mas aqui fica.

Peugeot 106 XSI

Peugeot 106 XSIO meu primeiro carro foi um 106 XSI de 1995. Comprei-o em Março de 2005 logo após ter tirado a carta, na altura queria um GTI mas não tinha dinheiro para um. Vinha mal tratado, mas era o primeiro carro e como o vi baixinho, com a grelha lisa e as jantes do Saxo Cup fiquei logo rendido. Ainda por cima vinha sem catalisador, sem panela central e com a admissão de troféu do Saxo Cup.

Rapidamente percebi que as alterações que tinham sido feitas só serviam para fazer mais barulho e o carro com a admissão original e o escape completo até tinha mais arranque :lol:

Era um carro muito nervoso de motor mas bastante estável, e depois de lhe colocar uma barra anti-aproximação ficou com a frente bastante incisiva, era só apontar a frente que ele virava para lá. Foi um bom carro para aprender a conduzir, perdoava muita asneira ao volante.

Gastei bastante dinheiro no carro, dava para ter comprado um GTI em condições e depois vendi-o, era um carro muito desconfortável, não tinha ar condicionado e uma viagem de 20 ou 30 quilómetros já me deixavam surdo. Só o tive durante 10 meses e apenas fiz 11.000km com ele. O rapaz que o comprou abraçou-o a uma árvore pouco tempo depois :roll:

Peugeot 406 Coupé

Peugeot 406 CoupéDe um 106 passei para um 406. Este já é conhecido dos leitores mais assíduos do blog, comprei-o a 25 de Janeiro de 2006 com 107.000km (os mesmos que o 106) e vendi-o após 6 anos e meio com mais de 255.000km. Na altura estava à procura de um Celica, mas assim que o conduzi rendi-me.

Este também veio para as minhas mãos com alterações, mas quando o comprei já tinha ideias de o colocar de origem. Tinha uma panela de rendimento e umas jantes de 17″ da Masitaly. Encontrei umas jantes de 16″ do V6 e coloquei a linha de escape de origem.

Levou muito material de manutenção, corrigi vários problemas que o carro tinha, converti-o para GPL, insonorizei-o e melhorei o sistema de som de origem. Serviu ainda de montra para a Loja dos Alarmes com um Easycar instalado com todos os módulos que estavam disponíveis.

Foi um carro onde me fartei de andar, o que gastei em combustível em 6 anos foi tanto como o valor que paguei por ele. Ainda lhe mudei a correia de distribuição duas vezes, uma aos 120.000km e outra aos 240.000km.

Era um carro bastante divertido de conduzir, apesar da sua filosofia ser mais a de estradista. É um carro com umas linhas fantásticas, ou não tivesse sido desenhado pelo Sérgio Pininfarina. Era relativamente confortável e com a insonorização era bastante silencioso. Conseguia ir de Lisboa ao Porto e voltar sem me sentir demasiado cansado.

No entanto era um carro que se começava a revelar pouco prático. As portas eram enormes e ao contrário de um Avantime, sair do carro em lugares apertados era complicado, e se levasse passageiros atrás era sempre chato ter que sair do carro para entrarem. A caixa manual também já começava a chatear em pára-arranca e como as estradas na minha zona não são as melhores o conforto acabava por sair comprometido.

Citroën C6

Citroën C6A muito custo lá larguei o 406 Coupé e fui buscar um carro que sempre gostei. Aliás, sempre que via um na rua pensava “Aquele vai ser o meu próximo carro”. Estava de pé atrás porque só os encontrava a gasóleo mas depois de o experimentar rendi-me, e a 2 de Junho de 2012 lá fui buscar um C6 com 130.700km.

O motor V6 é bastante equilibrado, não tendo vibrações típicas de motores a gasóleo ao ralenti e como o carro até é bem insonorizado não se ouve muito o barulho do motor. É o meu primeiro carro a gasóleo e continuo sem perceber o que os europeus vêm no gasóleo.

Foi um carro que veio em bom estado, antes de o comprar a única coisa que vi que precisava de fazer a mais era mudar os pneus (trazia uns Nexen) e um grande detalhe, porque o carro tinha swirls que se viam à sombra.

É um carro totalmente diferente do 106 e do 406, tem uma filosofia diferente mas adapta-se ao meu uso actual do carro. A suspensão em Sport dá para umas brincadeiras com a caixa em modo sequencial, e até já faço curvas bem mais depressa do que fazia com o 406. Mas o forte deste carro é o conforto.

Acabou por ser vendido com quase 224 mil quilómetros a 17 de Novembro de 2017.

 

Parece que por mais que procure acabo sempre por ir parar aos carros franceses. Quando comprei o 406 queria um Celica, quando comprei o C6 andei de olho no S80 e no GS450h.

E vocês, qual foi o vosso historial automóvel até agora? Partilhem a vossa lista de carros nos comentários e deixem as vossas impressões sobre as máquinas que já tiveram ou que ainda têm.

Filtro de partículas FAP ou DPF Diesel

Filtro de partículas DieselOs carros a gasóleo emitem partículas que estão associadas a doenças respiratórias, cardiovasculares e cancro do pulmão. Estas partículas cancerígenas são emitidas com a fuligem vinda da queima do diesel, o típico fumo preto dos carros a gasóleo.

Uma vez que são altamente nocivas para a saúde pública passou a ser definido um limite máximo de emissões de partículas de 0.005 g/km com a norma Euro V que entrou em vigor em Setembro de 2009.

A única forma de ter um valor baixo é adicionar um filtro de partículas à linha de escape. A PSA Peugeot Citroën foi o primeiro fabricante a colocar filtros de partículas nos seus carros de passageiros em 2000 e, até 2004, várias cidades proibiram a utilização de viaturas pesadas sem filtros de partículas (caso de Tóquio e Nova Iorque).

Se está a pensar em adquirir um carro a gasóleo com filtro de partículas aqui fica tudo o que precisa de saber sobre o filtro de partículas Diesel (FAP/DPF).

O que é o filtro de partículas

O filtro de partículas pode ser denominado de FAP (Filtre à particules) ou DPF (Diesel particulate filter). De forma a evitar a emissão de partículas dos carros a gasóleo este filtro “prende” as partículas e, através de regeneração, queima as partículas a uma temperatura elevada com recurso a metais preciosos transformando-as em CO2, água e cinza, semelhante ao que acontece com um catalisador comum.

Este filtro foi adoptado por vários fabricantes antes de ser obrigatório como a Peugeot, Citroën, Ford (Mazda / Jaguar) para reduzir as emissões de partículas e tornarem a compra dos seus carros a gasóleo mais apelativa graças a alguns incentivos estatais na redução de impostos em viaturas equipadas com FAP.

A renegeração

Erro de filtro de partículas num BMWQuando um filtro de partículas começa a ficar cheio (entre os 55 a 75% de capacidade) é iniciado um processo de regeneração onde é efectuada a queima das partículas no filtro, transformando-as em CO2 e água, deixando alguma cinza no filtro. As partículas queimam a 600º, no entanto com o uso de um aditivo é possível reduzir a temperatura para os 350º a 450º.

O processo de regeneração depende da utilização dada ao carro e pode ocorrer em vários intervalos de quilometragem. Por exemplo, no caso dos veículos PSA e Ford se a utilização for meramente citadina com tráfego elevado a regeneração é feita a cada 200km, se a utilização for sempre em auto-estrada a regeneração ocorre a cada 1500km. A regeneração é efectuada se circular acima dos 50km/h, e não se devem notar diferenças no funcionamento do carro durante este processo, embora alguns condutores verifiquem um trabalhar diferente ou mais vibração do motor durante a regeneração.

Pode acontecer durante o processo de regeneração sentir-se um odor a borracha ou óleo queimado, principalmente se pararmos o carro após a regeneração. Este odor é fruto das altas temperaturas no filtro de partículas.

Caso não seja possível efectuar a regeneração é mostrado um aviso (uma mensagem no ecrã ou uma luz no quadrante) indicando que o filtro de partículas poderá entupir e é necessário andar com o carro durante 5 a 10 minutos acima dos 50km/h para ser iniciada uma regeneração ou recorrer aos serviços da marca para forçarem uma regeneração ou “lavarem” o filtro. Isto depende de carro para carro e é aconselhável verificar o manual.

Se o filtro continuar sem regeneração este irá entupir e é possível que fique danificado e seja necessário proceder à troca do mesmo.

A manutenção

Dependendo do filtro de partículas este poderá ter manutenção ou não. Alguns possuem aditivos que precisam de ser reatestados, outros podem necessitar de ser limpos ou mesmo trocados após alguns quilómetros. Alguns fabricantes indicam uma vida útil estimada dos actuais filtros de partículas entre os 80.000km e os 180.000km dependendo do carro e da sua utilização.

Cuidados a ter com o FAP/DPF

Filtro da bomba de óleo bloqueado num MazdaUm motor a gasóleo é cada vez mais complexo para ter um nível de emissões baixo. A adição de turbos, injectores de alta pressão, válvulas EGR e os filtros de partículas aumentam a complexidade destes motores e a exigência nos cuidados a ter.

Uma das coisas mais importantes num carro com filtro de partículas é o óleo. O óleo deve ter um teor baixo de enxofre (low SAPS) para evitar a criação de fuligem que poderá passar para o filtro de partículas e acelerar o seu bloqueio, podendo até danificar o mesmo. Nalguns casos onde é injectado mais gasóleo para aumentar a temperatura (sistemas sem aditivo) o óleo pode até ficar contaminado com gasóleo, levando-o a perder as suas capacidades podendo danificar vários componentes do motor ou até bloquear filtros de óleo, conforme ilustrado na imagem.

A Total efectuou alguns testes sobre a importância do óleo nas válvulas EGR, mostrando a diferença na acumulação de fuligem e nafta, sendo inferior nas viaturas testadas com óleo low SAPS.

O combustível usado também é muito importante. Deve ter um baixo teor de enxofre e é aconselhável que seja combustível aditivado para melhorar o processo de combustão e evitar a criação de fuligem.

Mas se calhar o ponto mais importante é o tipo de utilização dado ao carro. Se os percursos são maioritariamente citadinos e o carro tem FAP é obrigatório fazer umas tiradas em auto-estrada de vez em quando para limpar a FAP ou então forçar uma regeneração na oficina. Os motores diesel modernos não estão preparados para utilizações intensivas de pára-arranca ou serviço de táxi.

No caso dos carros com FAP e aditivo (Eolys ou semelhante) é aconselhável gastar o gasóleo e voltar a atestar para reduzir o consumo deste aditivo. O aditivo é adicionado sempre que se coloca combustível e colocar várias vezes pouca quantidade de combustível poderá usar aditivo em excesso.

Devo escolher um carro com filtro de partículas?

É necessário fazer contas, dependendo da utilização o filtro de partículas poderá ser uma dor de cabeça e fonte de despesas. A substituição de um filtro de partículas poderá ultrapassar facilmente os 1000 Euro.

Para carros de utilização citadina o ideal é optar por um carro a gasolina, os actuais motores de injecção directa permitem consumos reduzidos com um nível de performance interessante.

Se a utilização for normal, com percursos regulares em estrada aberta em que o motor funcione à temperatura ideal então o filtro de partículas não irá fazer grande diferença e poderá durar a vida útil do carro. É preciso ter atenção no entanto nos carros com aditivo o reatesto é caro e precisa de ser feito por uma concessão oficial ou por uma oficina especializada.

O estudo da Deco é igual ao litro

Renault ClioA Deco nunca teve muita credibilidade nos testes e exames que fazem para vender as suas revistas, mas devo dizer que para Marketing têm algum jeito.

Dizem que compraram 4 carros de forma anónima, que obtém combustível em postos diferentes e colocam 4 pilotos profissionais a percorrer 12.000km para ver se existem diferenças nos combustíveis. No final lançam uma landing page digna de uma campanha viral a pedir para subscrever um abaixo assinado e para se tornar sócio da Deco.

Depois lançam um vídeo que as únicas imagens interessantes é a remoção dos pistons do motor e chegam à conclusão que os combustíveis são iguais.

Lá fora, infelizmente, fazem melhor

Testes aos combustíveis não são novos. A Auto Plus (França) chegou a fazer um teste em laboratório ao gasóleo de várias marcas e encontrou diferenças entre aditivos, o índice de cetano, o poder lubrificante e a criação de espuma.

O Fifth Gear (Inglaterra) efectuou também alguns testes de potência e verificou que, curiosamente também num Renault Clio, não existiam ganhos de potência ao usar um combustível aditivado, já num Golf e num Subaru existia um aumento de potência significativo. Isto volta a mostrar que os combustíveis não são iguais, agora se compensa em todos os carros é outra história.

Por cá já tinham efectuado um suposto teste que comparou os combustíveis dum posto Galp Base (que são Hi-Energy) com os combustíveis dum posto Galp normal (que também são Hi-Energy) e combustíveis da BP, e chegaram à brilhante conclusão que os combustíveis eram iguais, menos a amostra que recolheram na BP que tinha diferenças.

A Deco foi pelo mesmo caminho.

Aprender a fazer testes

Eu até podia aplaudir o teste da Deco se a conclusão fosse outra. Podiam dizer que para um carro de baixa cilindrada ou com pouca potência as diferenças são mínimas e não compensa em termos de consumos o combustível mais caro, mas o teste tinha que ser feito de outra maneira.

Primeiro não podemos usar quatro carros da mesma marca e modelo e dizer que são iguais. O processo de fabrico de um processador para computador é totalmente automatizado em autênticos laboratórios e mesmo assim existem diferenças, imaginem num motor que tem uma componente humana na sua criação. O próprio motor é testado em bancada na fábrica e acusa valores de potência diferentes entre outros motores “iguais”.

Para conseguirmos chegar a uma conclusão precisamos de usar o mesmo carro e o mesmo condutor nas mesmas condições, afinal de contas o que estamos aqui a testar é o combustível. É isto que dá validade por exemplo aos testes do Top Gear, o piloto e a pista são sempre os mesmos e existe uma diferença de tempos conhecida entre uma pista seca ou molhada.

Depois temos que definir o que estamos afinal a testar. Queremos saber se existem diferenças entre os combustíveis? Pedimos a uma entidade independente para fazer a recolha de combustíveis e outra entidade para fazer a análise em laboratório e enviar os resultados. Queremos saber se existem ganhos de potência? Usamos uma célula de combustível e um banco de potência e fazemos alguns testes com os vários combustíveis no mesmo carro, em vários carros de gamas diferentes. Queremos saber se compensa atestar com um combustível mais caro? Fazemos 5 ou 10 depósitos com cada combustível no mesmo percurso com o mesmo condutor e fazemos a média de cada um, com vários carros de gamas diferentes. Queremos comparar as capacidades de limpeza de cada combustível? Aqui sim podemos ter vários carros “iguais” e fazer um teste de longa duração com vários condutores a trocar de carro para que todos sejam sujeitos ao mesmo tipo de condução, mas o carro deve ter sempre o mesmo combustível. E 12.000km não é longa duração, eu faço isso em 5 ou 6 meses e o carro durante a semana deve andar 1 hora por dia.

Ser transparente ajuda à credibilidade

Algo que aprendi é que ser transparente aumenta a nossa credibilidade e confiança. E o teste da Deco não tem transparência nenhuma. Tinham ali material para fazer um episódio digno do Mythbusters, onde podiam mostrar a recolha dos combustíveis, o abastecimento e a troca de condutores, mostrar as válvulas e pistons de todos os motores, identificando claramente o motor 1, 2, 3 e 4. E deviam ter usado também combustível da BP e da Repsol.

Foi uma oportunidade perdida pela Deco para informar de forma isenta os consumidores, mas foi uma boa estratégia de Marketing. Dizer o que os consumidores querem ouvir e depois pedir os seus dados para os bombardear de publicidade mais tarde e tentar obter mais um associado ;)

Eu sempre o disse aqui, existem diferenças entre combustíveis. Agora se realmente compensa isso já é outra história. Eu sempre verifiquei que a gasolina da Galp me dava menos rendimento que a da BP e da Repsol, no gás o da BP e da Galp eram uma miséria (até acendia a luz do motor), gasóleo nunca testei. Agora tudo isto depende de carro para carro.

No Smart da minha namorada, sem ela saber, já lhe fiz este teste e como sou eu que abasteço acabo por fazer a média entre depósitos e verifiquei que com gasolina aditivada o consumo era inferior mas não compensava a diferença de preço. No 406 Coupé a história já era diferente e compensava realmente o combustível aditivado. Já com o C6 que é a gasóleo não compensa monetariamente em termos de consumos e não noto diferença em termos de potência, mas nota-se o motor a vibrar quando não tem combustível aditivado e consigo sentir quando a FAP está a fazer a regeneração.

Cada caso é um caso e depende muito do carro, da sua utilização e tipo de condução praticados, pois não compensa para toda a gente. E isto é muito diferente de dizer que todos os combustíveis são iguais.

Combustíveis “low cost” obrigatórios

Preços num posto Galp BaseOs legisladores nacionais não percebem muito de combustíveis nem de automóveis, basta ver as atrocidades com a lei que regula o GPL nos automóveis, os benefícios dados a um combustível poluente (gasóleo) e as tabelas do antigo selo.

Agora, e segundo a notícia avançada pelo Jornal de Negócios o governo quer obrigar a que uma em cada cinco mangueiras nas bombas seja reservada a combustíveis não aditivados.

Pessoalmente sou contra esta medida que apenas vai causar mais confusão aos consumidores. Já não basta os postos de abastecimento que numa ilha têm SC98 e noutra já só têm SC95, sem falar dos postos Galp com os Geforce 95 e 98. Se adicionarmos a isto um combustível não aditivado passamos a ter ilhas com SC95, Gasóleo, SC95 não aditivado, Gasóleo não aditivado e outra coisa qualquer? Ou vamos ter uma ilha com 4 produtos normais e depois os não aditivados vão andar espalhados pelas ilhas de abastecimento?

E os custos destas alterações (sim, vai ser o consumidor a pagar) vão ser suportados por quem utilizar estes combustíveis não aditivados ou por quem já consome os outros combustíveis?

Este tipo de medidas para fazer baixar os preços dos combustíveis normalmente corre mal, como é o exemplo dos placares com preços nas Auto-Estradas que levou a que os preços fossem iguais em todas as bombas ou a adição de biodiesel ao gasóleo que aumentou o preço deste e levou a um aumento indirecto do preço dos cereais.

Pessoalmente acho que o mercado se regula bem. O problema não é o tipo de produto vendido mas sim os aumentos constantes sem descidas de preço a condizer. O aumento de postos low-cost levou também a que os outros postos adoptassem descontos de fim-de-semana e cartões de desconto. Uma boa medida seria sim simplificar o processo para a abertura de um posto de abastecimento e se calhar dar um beneficio adicional a quem abrir postos low-cost.

PSP passa a avisar a localização de alguns radares

Radar num carro descaracterizado da PSPTodos os condutores sabem que existe caça à multa no que toca ao excesso de velocidade. Radares escondidos são comuns e a prevenção equivale a zero porque a multa só chega a casa após 3 meses e o condutor multado vai continuar a viagem acima do limite de velocidade.

O ideal é fazer prevenção, mostrar de forma activa que existe uma acção de fiscalização que faça reduzir a velocidade.

A pensar nisto a PSP vai passar a fornecer mensalmente na sua página do Facebook a localização, data e hora de algumas das fiscalizações com recurso a radar de velocidade. Claro que não vão indicar todas as operações, a caça à multa irá continuar, mas pretendem assim avisar os condutores das acções de fiscalização nas vias consideradas mais perigosas, apesar de que alguns dos locais que foram divulgados já são bastante conhecidos.

É uma boa medida mas sabe a pouco.

Como fazer uma boa instalação de GPL no seu carro

Injectores GPLFazer uma instalação de GPL parece simples, mas se não estiver bem informado pode sair do instalador com uma dor de cabeça e possivelmente dinheiro deitado à rua.

O preço do GPL continua apetecível em relação ao preço da gasolina e, apesar da inflação, o preço da instalação de um kit GPL continua praticamente inalterado. No entanto nem sempre compensa fazer a conversão para GPL e é necessário fazer contas ao que gasta actualmente a gasolina e o que irá gastar a GPL.

Se o GPL vai reduzir os custos que tem actualmente com os combustíveis então deve ter em atenção alguns pontos para fazer uma boa instalação de GPL no seu carro.

Verificar o estado do motor

Este é possivelmente o ponto mais importante antes de fazer a conversão. Um carro a GPL torna-se mais “sensível” a falhas de ignição que são imperceptíveis a gasolina, por isso deve confirmar que as velas e as bobines ou cabos de velas estão em condições.

O GPL tem também uma queima mais limpa e irá descarbonizar o seu motor. Se tem um carro com muitos quilómetros, que circule muito em cidade, ou que não faça as mudanças de óleo a tempo poderá ter algum carvão acumulado no seu motor. Isto pode criar folgas que ficam tapadas pelo carvão e com a descarbonização pode levar a um consumo excessivo de óleo.

Escolher o kit GPL indicado

Porsche Cayenne a GPLAntes de escolher o kit deve saber como é fornecida a gasolina ao motor do seu carro. Existem carros a carburador, com injecção mono-ponto, multi-ponto e de injecção directa. Existem também vários tipos de kits, os aspirados, os de injecção sequencial e de injecção liquida.

O kit mais avançado é o de injecção liquida, que é utilizado principalmente por carros de injecção directa, no entanto nem todos os carros de injecção directa podem ser convertidos.

Estes kits também podem ser aplicados em carros de injecção multi-ponto, apesar de ser mais comum neste tipo de injecção usar os kits sequenciais.

Por fim, nos carros mais antigos a carburador usa-se o kit aspirado, os resultados não são os melhores existindo alguma perda de performance e um aumento nos consumos considerável.

As marcas de kits mais comuns são a BRC e a Prins.

Escolher um instalador

Escolher um bom instalador é também importante, deve escolher um instalador credenciado e com provas dadas no mercado. Pode obter uma lista de instaladores com a ANIC-GPL ou se fizer uma pesquisa pelos fóruns da especialidade pode consultar testemunhos de clientes (satisfeitos e insatisfeitos) e tirar por aí as suas dúvidas.

Depois da instalação feita pode existir um período de adaptação do carro e do condutor a este novo combustível, sendo por isso normalmente necessária uma nova afinação após 1000 a 2000 km percorridos depois da instalação.

Outras informações úteis sobre o GPL

Nem todos os postos de abastecimento possuem GPL. O Mais Gasolina permite consultar os postos com GPL, sendo possível consultar os postos no telemóvel e exportar os mesmos para um GPS.

Aqui no blog também existem outros artigos que podem ser interessantes de ler, alguns relatam a minha experiência com um 406 Coupé no qual fiz cerca de 125.000km a GPL num espaço de quase 5 anos.

Os prós e contras do GPL após 17.000km
Guia para iniciantes do GPL Auto
As 10 desculpas mais esfarrapadas para não usar GPL
Carros a GPL em parques subterrâneos
Os carros a GPL não explodem

Comprar carro usado, como fazer um bom negócio?

Audi A8 usadoA compra e venda de carros usados vem sendo cada vez mais comum, e com a actual situação financeira de algumas famílias por vezes aparecem bons negócios no mercado dos usados.

É possível fazer uma pesquisa baseada num carro em especifico para encontrar um bom exemplar ou baseado num limite financeiro. Depois de muito correr o Standvirtual e o Auto Sapo, filtrando as tretas do costume dos vendedores encontra o carro que quer.

Antes de fechar negócio precisa de se mentalizar que a compra de um carro usado pode ser dispendiosa se não tomar as precauções necessárias. Existem pontos a verificar quando vai ver um carro e outros que deve confirmar antes de fechar o negócio.

Pesquisa por um usado

As marcas mais pesquisadas no Stand Virtual são BMW, Audi e Mercedes. Antes de partir para a compra daquele 320D com 3 anos e um preço fantástico com apenas 80.000km lembre-se que existem muitos carros que são importados que podem ter o valor da legalização por pagar e existem carros que são “martelados”, ou seja, aos quais foram removidos quilómetros. Isto infelizmente é uma pratica comum, e não apenas em carros importados, muitos stands nacionais fazem o mesmo.

Preocupe-se acima de tudo com o estado do carro e o historial e tenha em conta as possíveis revisões que possa vir a ter. Um carro com 110.000km pode ser um óptimo negócio quando comparado com outro por 130.000km, mas se este modelo precisar de uma revisão cara aos 120.000km (correia de distribuição por exemplo) a quilometragem reduzida pode vir a sair mais cara a curto prazo. O mesmo pode ser dito de um carro com 60.000km sem qualquer historial de revisões contra outro com 120.000km mas com historial completo e com todas as revisões feitas a horas.

Analisar o real estado do carro

Motor Citroën C6 2.7 V6 HDiUm carro usado não é um carro novo. Dependendo do tipo de carro e dos cuidados do antigo proprietário podem existir riscos, mossas ou bancos coçados. Se está à procura de um carro barato para ser uma “máquina de guerra” podemos usar estes defeitos a nosso favor para baixar o preço do carro, se for um carro para restaurar ou colocar como novo já precisa de ter em conta os custos adicionais que irá ter.

É preciso ter em atenção quando foi feita a última revisão e verificar pela quilometragem quando será a próxima. Verificar o estado dos travões e pneus também é importante. E uns pneus Michelin a meio piso são muitas vezes melhores que uns Nakang novos colocados só para vender o carro.

Deve sempre testar o carro e tentar dar uma volta com ele. Existem problemas que se notam só com o motor a trabalhar, outros que apenas são visíveis ao conduzir o carro. Se não tiver experiência tente levar sempre alguém de confiança que possa atestar o estado mecânico do carro.

Verifique ainda o número de chaves, normalmente todos os carros trazem duas. Em caso de dúvida pode sempre pedir para reprogramar o imobilizador na marca, mas nada impede que possam abrir o carro com a outra chave, embora não consigam por o carro a trabalhar.

Mas ao comprar um carro usado não está só a levar para casa um monte de metal sobre 4 rodas, é preciso ter também em atenção a documentação do carro. Verificar se o nome que consta no Documento Único Automóvel (DUA) corresponde a quem está a vender a viatura, e verificar se não existe nenhuma reserva de propriedade nesse documento.

Deve ainda verificar a última folha da inspecção (se o carro tiver mais de 4 anos) não só para consultar os quilómetros como para verificar se existem anotações, uma vez que têm que ser reparadas na próxima inspecção e podem indicar que algo não estará bem com o carro.

É aconselhável verificar também o historial do carro, livros de revisões ou facturas da manutenção são bem vindas para comprovar o que foi feito e se foi feito a tempo e horas. Oficinas fora das redes oficiais de serviços rápidos como a Midas, Precision ou Norauto colocam a quilometragem da viatura nas facturas.

Antes de fechar negócio

O carro está em bom estado, os documentos parecem estar todos em ordem e as revisões em dia. Antes de fechar negócio deve verificar si próprio o historial do carro. Por exemplo, é possível pedir uma certidão das inspecções efectuadas numa viatura através da matrícula pelo site do IMTT, assim como numa conservatória do registo automóvel pedir para verificar se o carro tem alguma reserva de propriedade ou pedido de apreensão naquela data.

Fechar negócio e levantar o carro

Fiat 500 descapotávelAgora que está tudo em ordem e fechou o negócio para comprar o seu novo carro usado deve tratar de um seguro para a viatura para que possa circular com ela até casa ou alugar um reboque para trazer a viatura sem circular.

Na maioria das seguradoras, especialmente as que trabalham online (OK Teleseguros por exemplo) pode fazer o pedido de seguro para a viatura indicando a data em que deseja que a apólice inicie, neste caso a data em que vai buscar o carro. Basta depois de fechar o negócio ir a um terminal Multibanco e efectuar o pagamento, guardando o talão como prova de pagamento. O seguro passa a ficar activo na hora. Se for um seguro de danos próprios algumas companhias podem só dar inicio à apólice após uma vistoria ao carro.

Na altura da compra é só trazer a proposta de venda devidamente preenchida e assinada e tratar o mais rapidamente possível da alteração do nome do proprietário da viatura.

Ao seguir estes conselhos irá conseguir evitar maus negócios, no entanto tudo depende de si. Normalmente os negócios que parecem ser bons demais para ser verdade são isso mesmo.

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