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Restaurar e vender carros antigos – Wheeler Dealers

Wheeler DealersSe gostam de automóveis, têm uma certa paixão por restaurar carros, passam tardes de volta da vossa máquina para a tornar perfeita ou se compram o Auto Compra e Venda para ver as novidades então o Wheeler Dealers é um programa que não devem perder.

Os ingleses têm uma cultura automóvel fantástica. Ajuda o facto de terem fabricantes de topo e serem empenhados no desporto automóvel. Não é por isso de admirar que este programa seja produzido lá.

O programa segue uma linha muito simples, procuram um carro antigo usado para o restaurar e vender posteriormente com lucro, se tiverem sorte.

O Mike Brewer é quem procura os carros e algumas peças que necessitem e o Edd China é o mecânico que efectua o restauro do carro e o coloca novamente como novo, algumas vezes com a ajuda do Paul Brackley.

Além de ser um programa de entretenimento, para quem goste claro, no Wheeler Dealers aprendem-se algumas coisas interessantes e alguns truques já os apliquei nas minhas manutenções de fim-de-semana no meu carro.

Condução evasiva na CR&M

Experiência de condução evasiva da SmartboxOntem participei numa experiência de condução evasiva da Smartbox realizada pela CR&M em Palmela. O instrutor foi o António Macedo (Conselhos de Segurança TV Turbo) e consistiu nalgumas manobras que são ensinadas no curso Condução VIP-Evasiva.

Deu para aprender algumas coisas interessantes e com aplicação no dia a dia como a forma correcta de nos sentarmos ao volante e como regular correctamente os espelhos para conduzir e não para estacionar como ensinam nas escolas de condução.

Existiu um processo de aprendizagem, principalmente no controlo da viatura em marcha-atrás até chegar à parte gira que foram as manobras de condução evasiva, principalmente o meio-pião de marcha-atrás. No meio-pião de frente não me safei muito porque tinha a tendência a meter o pé no travão e não puxava o travão de mão com “violência” suficiente. :lol:

Aconselho a quem esteja interessado, até porque se aprendem coisas interessantes num ambiente controlado.

Voltamos à mesma palhaçada de 2008

Greve dos camionistasMeia dúzia de camionistas decidiram fazer greve e obrigar os colegas que querem trabalhar a encostar também, tal como aconteceu em 2008. Nessa altura diziam que não se responsabilizavam se não parassem, este ano voltaram à mesma palhaçada.

Não me vou alongar muito porque estes protestos não vão dar em nada, aliás a GNR já anda a carregar nos piquetes e alguns já foram detidos.

Alerto apenas para o facto dos media andaram com notícias alarmistas e os portugueses irem feitos carneirinhos atestar as viaturas todas de casa, mesmo aquela que só sai no verão para ir de férias.

Ao contrário do ano passado existem postos que continuam a ser abastecidos, portanto se todos continuarmos a fazer a nossa vida e a abastecer normalmente só falta combustível em meia dúzia de postos que, claro está, normalmente têm tanto movimento que são abastecidos todos os dias.

O pessoal dos postos de abastecimento é que está contente, aumentaram os preços esta semana e limpam os depósitos de gasóleo normal e aditivado que a malta quer é atestar. Depois vai é ser como o açúcar que estava a acabar e no dia seguinte já estavam a repor os stocks e agora andam aí famílias com açúcar para 5 anos na dispensa.

Fica aqui a nota, é que continuam a circular camiões e existem postos que continuam a ser abastecidos de combustível, e não vão a correr para os hipermercados que estes também estão a ser abastecidos que os camiões andam aí com escolta policial.

Placares com os preços dos combustíveis

Preços de combustível na GalpComo consumidor gosto de estar informado sobre o que compro, principalmente gosto de saber o preço de um determinado produto antes de chegar a altura de pagar.

Nos combustíveis nem sempre tenho acesso a esta informação de forma clara. Ou os placares visíveis da estrada não existem ou os que lá estão não têm os preços afixados. Um dos postos da Galp perto da Encarnação em Lisboa chega ao ponto de ter o placar sempre com números em falta em alguns preços.

Sempre achei interessante a forma da Agip e da Esso nos seus postos terem placares digitais. Após a assimilação pela Galp pensei que esses fossem desaparecer mas mantiveram-se. É bom para os consumidores que têm acesso à informação de forma legível de dia e de noite e para os funcionários que não precisam de andar num escadote à chuva a mudar preços. Hoje fiquei agradavelmente surpreso ao ver que a Repsol da Segunda-Circular no sentido Norte/Sul actualizou o seu placar para um digital.

Aliás, quando o governo anunciou a publicação dos preços 2km antes de um posto de abastecimento eu sempre pensei que fossem indicar os preços do posto seguinte em placar electrónico, pois nos postos das auto-estradas apenas vemos os preços se entrarmos na bomba e isto se os tiverem afixados num local acessível. Infelizmente apenas fizeram uma “comparação” da gasolina 95 e gasóleo que, curiosamente, passou a ser o mesmo entre as várias bombas e bem mais caro que os preços de referência praticados nos postos.

Preços dos combustíveis batem máximos históricos

Abastecimento de combustívelSente-se um cheiro a Julho de 2008 no ar, ou então é mesmo a carteira que está mais leve. Esta semana o preço da gasolina e do GPL bateram máximos históricos.

E se a gasolina já está 2 cent/litro mais alta do que em 2008, o GPL leva grande avanço com uma diferença de 8 cent/litro, graças ao valor do propano e butano que andam a bater recordes nas bolsas. Salva-se por enquanto o gasóleo que está 7 cent/litro abaixo dos máximos de 2008 de acordo com o Mais Gasolina.

O preço do barril do Brent para entrega em Março é que fechou hoje a cotação em $97.80 e não perto dos $144.95.

Não nos resta fazer muito a não ser usar ao mínimo o carro, praticar ecodriving e abastecer onde é mais barato.

Combustíveis em alta. Carros eléctricos são solução?

Ponto de carregamento de veículos eléctricosEstamos novamente numa daquelas alturas em que a comunicação social se foca no preço dos combustíveis porque voltaram a preços próximos dos praticados no pico do valor do Brent em 2008. Digo próximos porque o gasóleo ainda está 10 cent/litro mais barato e a gasolina cerca de 1cent/litro mais barata, e isto com o aumento de 2% do IVA já associado.

Não estou aqui a defender as gasolineiras, mas devemos ser justos e apresentar as coisas como elas são.

E com isto volto ao mesmo tema de sempre. Foi preciso todo este ruído para voltar a ver carros a 100km/h nas auto-estradas e menos trânsito no meu percurso para o trabalho. Uma notícia que refere um aumento de 2cent/litro tem este impacto, mas as subidas constantes desde 15 de Outubro não tiveram este impacto. Em quase 3 meses o preço médio da gasolina de 95 octanas subiu 14 cent/litro, o que equivale a mais de 6 euros por depósito de aumento para um citadino comum.

Ao ler os comentários de certos jornais online não sei se ria porque estou a ver alguém na paródia ou se chore porque os portugueses não sabem gerir o seu orçamento e atribuem as culpas ao governo porque não sabem mais.

Depois aparecem os eco-terroristas (deixa-me preparar para a chuva de milho transgénico) a falar da utilização de bicicletas, scooters eléctricas e carros eléctricos. A bicicleta está fora de questão, só para curtas distancias, a não ser que possam tomar banho no emprego mas aí gastam água e gás e voltamos ao mesmo. As scooters são interessantes para curtas distancias e têm um preço acessível. Então e os carros eléctricos?

Carros eléctricos continuam sem ser solução

Vamos pensar um pouco, queremos poupar dinheiro no custo do combustível, que infelizmente para alguns é uma boa percentagem do orçamento mensal. Investir num carro que gaste menos pode ser bem pensado, mas temos que fazer bem as contas.

Primeiro temos que pensar que estamos numa altura em que as poupanças estão em baixo, portanto comprar uma viatura de valor superior a 20.000 Euros para grande parte das famílias portuguesas é impensável, para outras comporta um esforço financeiro considerável. Se a nova viatura consumir menos 1 ou 2 litros a poupança só começa quando o novo carro estiver em fim de vida, e por vezes nem isso.

Ora, um carro eléctrico custa mais 10.000 Euros, o Leaf por exemplo vende-se por 31.000 Euros e estima-se que o MiEV/iON/C-Zero seja vendido pelos mesmos valores. É certo que um carro eléctrico tem um custo por 100km pouco superior a 1€ e um carro muito económico a GPL ou Gasóleo ronda os 6.5€ aos preços actuais, mas um carro eléctrico só funciona em casos específicos e normalmente como segunda viatura.

No meu caso um carro eléctrico seria interessante porque tenho pontos de carregamento quase à porta do meu emprego e o meu percurso casa/trabalho é muito inferior à autonomia de 160km. No entanto não o posso carregar em casa e não posso andar com ele ao fim de semana porque faço por vezes viagens superiores a 200km. É certo que apareceram pontos de recarga rápidos que carregam em 30 minutos as baterias até 80%, mas a primeira apareceu nos EUA em Agosto e em fase experimental. Em Portugal são raros os pontos de carregamento “normais” que demoram 6 a 8 horas, estes de 30 minutos são inexistentes. Isto ia-me obrigar a ter dois carros, portanto investir 31.000 Euros e manter duas viaturas com a sua manutenção, seguro e imposto de circulação.

O meu carro actualmente tem um custo por 100km de 8.67 Euros, portanto em cada 100km com um Leaf iria poupar cerca de 7.5 Euros. Feitas as contas iria precisar de percorrer 400.000km com um Leaf só para ter um retorno do investimento do valor do carro.

Caso a utilização do carro seja meramente citadina e se compararmos com uma viatura do segmento do Leaf com consumos de 6 litros chegamos a um ponto de retorno de investimento mais rápido, mas mesmo assim estamos a falar de 120.000km o que equivale a uma utilização intensiva para um citadino.

Mesmo nos híbridos as contas não mudam muito, mas o seu preço de aquisição é mais baixo e permitem uma utilização diária diferente, por consumirem também gasolina.

Estes exemplos servem apenas para comparação económica, estamos a falar de comprar um carro novo, por vezes com mais equipamento. A ausência de ruído e poluição local também não tem preço.

Os carros eléctricos são interessantes, e quanto mais caros os combustíveis mais vantajoso será optar por estas energias alternativas, mas por enquanto do ponto de vista monetário não compensam. O ideal para poupar actualmente será praticar ecodriving e tentar abastecer onde ficar mais barato.

Carros silenciosos precisam de fazer barulho

Toyota PriusA cada semestre lá sai a mesma notícia do costume que os carros eléctricos ou híbridos são muito silenciosos, por isso são perigosos. Juntamente com a notícia aparecem sempre sistemas altamente elaborados como o que foi apresentado pela Lotus em 2008 onde era colocada uma coluna de 300w a replicar o barulho de um motor.

Um dos problemas actuais dos automóveis é a sua poluição sonora, porque vamos voltar para o barulho de um motor de combustão?

E que tal usar, sei lá, aquela coisa que vem em todos os carros que serve para alertar outros condutores e peões. A buzina, aquele barulho que se ouve em engarrafamentos porque o semáforo fechou para os peões e o carro da frente não arrancou.

Eu até percebo que para os invisuais seja complicado atravessar a estrada numa passadeira sem semáforos, mas se vamos colocar os carros a fazer ruído que seja algo suave como no Futurama e que o ruído apenas seja audível quando o carro está a circular.

Não faz sentido resolver um problema criando outro, como a solução proposta pela Lotus.

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