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Placares com os preços dos combustíveis

Preços de combustível na GalpComo consumidor gosto de estar informado sobre o que compro, principalmente gosto de saber o preço de um determinado produto antes de chegar a altura de pagar.

Nos combustíveis nem sempre tenho acesso a esta informação de forma clara. Ou os placares visíveis da estrada não existem ou os que lá estão não têm os preços afixados. Um dos postos da Galp perto da Encarnação em Lisboa chega ao ponto de ter o placar sempre com números em falta em alguns preços.

Sempre achei interessante a forma da Agip e da Esso nos seus postos terem placares digitais. Após a assimilação pela Galp pensei que esses fossem desaparecer mas mantiveram-se. É bom para os consumidores que têm acesso à informação de forma legível de dia e de noite e para os funcionários que não precisam de andar num escadote à chuva a mudar preços. Hoje fiquei agradavelmente surpreso ao ver que a Repsol da Segunda-Circular no sentido Norte/Sul actualizou o seu placar para um digital.

Aliás, quando o governo anunciou a publicação dos preços 2km antes de um posto de abastecimento eu sempre pensei que fossem indicar os preços do posto seguinte em placar electrónico, pois nos postos das auto-estradas apenas vemos os preços se entrarmos na bomba e isto se os tiverem afixados num local acessível. Infelizmente apenas fizeram uma “comparação” da gasolina 95 e gasóleo que, curiosamente, passou a ser o mesmo entre as várias bombas e bem mais caro que os preços de referência praticados nos postos.

Preços dos combustíveis batem máximos históricos

Abastecimento de combustívelSente-se um cheiro a Julho de 2008 no ar, ou então é mesmo a carteira que está mais leve. Esta semana o preço da gasolina e do GPL bateram máximos históricos.

E se a gasolina já está 2 cent/litro mais alta do que em 2008, o GPL leva grande avanço com uma diferença de 8 cent/litro, graças ao valor do propano e butano que andam a bater recordes nas bolsas. Salva-se por enquanto o gasóleo que está 7 cent/litro abaixo dos máximos de 2008 de acordo com o Mais Gasolina.

O preço do barril do Brent para entrega em Março é que fechou hoje a cotação em $97.80 e não perto dos $144.95.

Não nos resta fazer muito a não ser usar ao mínimo o carro, praticar ecodriving e abastecer onde é mais barato.

Combustíveis em alta. Carros eléctricos são solução?

Ponto de carregamento de veículos eléctricosEstamos novamente numa daquelas alturas em que a comunicação social se foca no preço dos combustíveis porque voltaram a preços próximos dos praticados no pico do valor do Brent em 2008. Digo próximos porque o gasóleo ainda está 10 cent/litro mais barato e a gasolina cerca de 1cent/litro mais barata, e isto com o aumento de 2% do IVA já associado.

Não estou aqui a defender as gasolineiras, mas devemos ser justos e apresentar as coisas como elas são.

E com isto volto ao mesmo tema de sempre. Foi preciso todo este ruído para voltar a ver carros a 100km/h nas auto-estradas e menos trânsito no meu percurso para o trabalho. Uma notícia que refere um aumento de 2cent/litro tem este impacto, mas as subidas constantes desde 15 de Outubro não tiveram este impacto. Em quase 3 meses o preço médio da gasolina de 95 octanas subiu 14 cent/litro, o que equivale a mais de 6 euros por depósito de aumento para um citadino comum.

Ao ler os comentários de certos jornais online não sei se ria porque estou a ver alguém na paródia ou se chore porque os portugueses não sabem gerir o seu orçamento e atribuem as culpas ao governo porque não sabem mais.

Depois aparecem os eco-terroristas (deixa-me preparar para a chuva de milho transgénico) a falar da utilização de bicicletas, scooters eléctricas e carros eléctricos. A bicicleta está fora de questão, só para curtas distancias, a não ser que possam tomar banho no emprego mas aí gastam água e gás e voltamos ao mesmo. As scooters são interessantes para curtas distancias e têm um preço acessível. Então e os carros eléctricos?

Carros eléctricos continuam sem ser solução

Vamos pensar um pouco, queremos poupar dinheiro no custo do combustível, que infelizmente para alguns é uma boa percentagem do orçamento mensal. Investir num carro que gaste menos pode ser bem pensado, mas temos que fazer bem as contas.

Primeiro temos que pensar que estamos numa altura em que as poupanças estão em baixo, portanto comprar uma viatura de valor superior a 20.000 Euros para grande parte das famílias portuguesas é impensável, para outras comporta um esforço financeiro considerável. Se a nova viatura consumir menos 1 ou 2 litros a poupança só começa quando o novo carro estiver em fim de vida, e por vezes nem isso.

Ora, um carro eléctrico custa mais 10.000 Euros, o Leaf por exemplo vende-se por 31.000 Euros e estima-se que o MiEV/iON/C-Zero seja vendido pelos mesmos valores. É certo que um carro eléctrico tem um custo por 100km pouco superior a 1€ e um carro muito económico a GPL ou Gasóleo ronda os 6.5€ aos preços actuais, mas um carro eléctrico só funciona em casos específicos e normalmente como segunda viatura.

No meu caso um carro eléctrico seria interessante porque tenho pontos de carregamento quase à porta do meu emprego e o meu percurso casa/trabalho é muito inferior à autonomia de 160km. No entanto não o posso carregar em casa e não posso andar com ele ao fim de semana porque faço por vezes viagens superiores a 200km. É certo que apareceram pontos de recarga rápidos que carregam em 30 minutos as baterias até 80%, mas a primeira apareceu nos EUA em Agosto e em fase experimental. Em Portugal são raros os pontos de carregamento “normais” que demoram 6 a 8 horas, estes de 30 minutos são inexistentes. Isto ia-me obrigar a ter dois carros, portanto investir 31.000 Euros e manter duas viaturas com a sua manutenção, seguro e imposto de circulação.

O meu carro actualmente tem um custo por 100km de 8.67 Euros, portanto em cada 100km com um Leaf iria poupar cerca de 7.5 Euros. Feitas as contas iria precisar de percorrer 400.000km com um Leaf só para ter um retorno do investimento do valor do carro.

Caso a utilização do carro seja meramente citadina e se compararmos com uma viatura do segmento do Leaf com consumos de 6 litros chegamos a um ponto de retorno de investimento mais rápido, mas mesmo assim estamos a falar de 120.000km o que equivale a uma utilização intensiva para um citadino.

Mesmo nos híbridos as contas não mudam muito, mas o seu preço de aquisição é mais baixo e permitem uma utilização diária diferente, por consumirem também gasolina.

Estes exemplos servem apenas para comparação económica, estamos a falar de comprar um carro novo, por vezes com mais equipamento. A ausência de ruído e poluição local também não tem preço.

Os carros eléctricos são interessantes, e quanto mais caros os combustíveis mais vantajoso será optar por estas energias alternativas, mas por enquanto do ponto de vista monetário não compensam. O ideal para poupar actualmente será praticar ecodriving e tentar abastecer onde ficar mais barato.

Carros silenciosos precisam de fazer barulho

Toyota PriusA cada semestre lá sai a mesma notícia do costume que os carros eléctricos ou híbridos são muito silenciosos, por isso são perigosos. Juntamente com a notícia aparecem sempre sistemas altamente elaborados como o que foi apresentado pela Lotus em 2008 onde era colocada uma coluna de 300w a replicar o barulho de um motor.

Um dos problemas actuais dos automóveis é a sua poluição sonora, porque vamos voltar para o barulho de um motor de combustão?

E que tal usar, sei lá, aquela coisa que vem em todos os carros que serve para alertar outros condutores e peões. A buzina, aquele barulho que se ouve em engarrafamentos porque o semáforo fechou para os peões e o carro da frente não arrancou.

Eu até percebo que para os invisuais seja complicado atravessar a estrada numa passadeira sem semáforos, mas se vamos colocar os carros a fazer ruído que seja algo suave como no Futurama e que o ruído apenas seja audível quando o carro está a circular.

Não faz sentido resolver um problema criando outro, como a solução proposta pela Lotus.

Ecodriving: Passagem alternada

Engarrafamento numa rotundaO combustível está novamente em alta, portanto está na altura de relembrar algumas noções de ecodriving. Principalmente no mês de Dezembro, que com dinheiro na conta toda a gente leva o carro para o trabalho e o trânsito aumenta consideravelmente.

O conceito já foi aplicado na saída das portagens da ponte 25 de Abril (ou Salazar, como preferirem) com resultados positivos, e nos cruzamentos onde os condutores aplicam esta regra quando existe trânsito compacto o tempo de espera em fila é menor.

Infelizmente o “ora passas tu, ora passo eu” nem sempre é praticado por alguns condutores. Estes pensam que vão demorar mais se deixarem algum carro se colocar à sua frente, acabando por fazer mais trânsito ao bloquear a passagem de outro condutor e ficando eles próprios prejudicados porque vão gastar mais combustível e tempo ao acelerar e travar bruscamente para impedir a passagem de outros veículos.

Esta é uma forma de praticar ecodriving que não só nos reduz a nós os consumos devido ao menor tempo em espera como aos restantes condutores na mesma fila de trânsito.

Um carro antigo não compensa arranjar?

É comum ouvir-se a conversa do “não compensa arranjar” quando um carro chega a um período de manutenção mais dispendioso. Ou porque o valor do arranjo é o valor comercial do carro ou porque é um carro com uma idade avançada e a ideia que fica é que vai começar a dar problemas.

Esta ideia pré-concebida sempre me fez confusão. É claro que se apenas fazemos manutenção correctiva e não preventiva (feita no período de garantia), muitas das peças de desgaste vão chegar ao fim de vida e deixam de funcionar. Podemos considerar isto uma avaria ou apenas falta de manutenção?

Para mim avaria é uma peça ter uma vida útil de 60.000km e antes deste período avariar. Se uma peça faz o dobro da quilometragem e deixar de funcionar não é uma avaria ;)

Opel Astra

Se falarmos num carro de 1990 por exemplo, com 20 anos, que precisa de uma revisão de €500, certamente alguém vai dizer que é asneira investir metade do valor comercial do carro numa manutenção. Mas será que é?

Ninguém vai comprar um carro com 20 anos e uma revisão cara por fazer, portanto vendemos o carro a uma sucata por €50? Ficamos com €550 para comprar um carro usado, e com este valor não vamos comprar algo em bom estado, certamente. Sabemos com o que contar com o carro actual, não sabemos o estado de um carro usado.

Certamente a ideia é trocar por um carro novo, mas vamos comprar um Suzuki Alto ou um Nissan Pixo para substituir provavelmente um carro familiar? E um carro destes tem um valor a rondar os €9000 e os valores da revisão durante o período de garantia não são acessíveis.

Portanto, se uma reparação de €500 num carro em bom estado não compensa, o que compensa afinal? Comprar um usado em mau estado por €550 a precisar de uma revisão de valor igual ou superior ao carro que tínhamos ou gastar €9000 num carro novo que no período de garantia pode ter uma manutenção mais cara?

Postos de abastecimento Galp Base

Acabou a silly season. Volta tudo das férias, lembram-se que precisam de pagar os livros dos miúdos, lembram-se de pagar o empréstimo que fizeram para ir até ao Brasil, e lá se lembram que os combustíveis estão caros! :lol:

Então voltamos à guerra dos combustíveis, com a notícia que a Galp abriu um posto low-cost, como os que já possui do Carrefour / Continente, com o nome Galp Base em Setúbal.

Posto Galp Base

Esta é a forma da Galp combater os hipermercados, especialmente na zona de Setúbal onde a concorrência é grande e não existe nenhum posto do Carrefour / Continente.

Mas atenção, esta não é uma área de serviço convencional e os combustíveis lá comercializados são os mesmos que são vendidos para os postos dos hipermercados. Se queremos combustível com aditivos como o Hi-Energy ou o G-Force teremos que optar por uma área de serviço. E digo área de serviço porque os postos Galp Base não possuem ar, água ou loja de conveniência. Funcionam apenas com um funcionário, tendo os mesmos custos de operação que uma bomba de hipermercado. E o cartão de pontos também não é aceite.

Existe no entanto quem se queixe, mas a Galp está a mostrar que consegue vender combustível barato. Tem no entanto a mesma qualidade dos combustíveis dos hipermercados (sem aditivos adicionais) e apenas vende combustível, não existem outros serviços no posto.

E existe mercado para áreas de serviço e bombas low-cost. Do outro lado da avenida existe uma área de serviço da Galp o movimento era igual ao do posto Galp Base.

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