Evitar o efeito de onda (ou efeito zero) no trânsito

TrânsitoUltimamente não se fala de outra coisa a não ser o aumento do preço do gasóleo no entanto são poucos os motoristas que mudam os seus hábitos ao volante, e era de pensar que se dantes se borrifavam para o ambiente, agora o aperto na carteira poderia mudar alguns maus hábitos, mas nem por isso.

No entanto, para aqueles que gostam de evoluir, vou partilhar aqui algumas dicas que podem melhorar o trânsito no nosso dia-a-dia, começando pelo efeito de onda ou efeito zero.

Este efeito é sobejamente conhecido por todos nós, não percebem como é que existe trânsito intenso e de repente tudo começa a andar sem problemas? O responsável é esse efeito, explicando de uma forma muito simples, o carro da frente abranda subitamente por alguma razão, o de trás reduz a sua velocidade em 5km/h em relação ao da frente e assim sucessivamente até que um desses carros vai chegar ao zero, fazendo todos os carros parar atrás de si. Uma boa forma de perceber como isto funciona é usando um simulador de tráfego.

E o que é que isto tem a ver com ecodriving ou poupança de combustível? Bom, se numa situação de trânsito circularmos sempre a 10km/h a um ritmo constante vamos contribuir para uma fluidez superior do tráfego do que ao acelerar para os 20km/h e depois ter que travar subitamente. Temos menos emissões e um custo da utilização da viatura inferior, não só em combustível como no desgaste dos travões e da embraiagem.

Outra forma de evitar este efeito é não andar a mudar de faixa porque na outra se circula a uma velocidade superior, ou entrar no espaço reservado para a distância de segurança para passar meia dúzia de carros numa fila.

Com um pequeno esforço é possível melhorar o bem-estar nas estradas portuguesas e até reduzir os gastos em combustível e na manutenção da viatura. Brevemente irei partilhar convosco outras dicas sobre ecodriving.

Túnel M-30 em MadridDetalhe Maserati MC12Peugeot 406 Coupé Silhouette

Comentários a “Evitar o efeito de onda (ou efeito zero) no trânsito”

Daniel Marques comentou:
25/03/2008 00:38

Bons conselhos, como sempre, aliás.

Carlos M. comentou:
25/03/2008 18:22

Hoje tive mais atenção a esse fenómeno zero e fiquei com uma dúvida: Se eu abrandar em vez de travar anulo o fenómeno ou apenas o retardo?

Eduardo Maio comentou:
25/03/2008 18:27

Carlos M. ao abrandarmos sem carregar no travão, de uma forma progressiva não vamos anular o efeito zero, mas podemos realmente reduzir o seu impacto nos carros que circulam atrás de nós.

Uma boa ideia é circular com atenção ao trânsito à sua frente e deixar algum espaço de manobra entre os carros que circulam à sua frente e atrás de si (embora aqui dependa de quem conduz a viatura atras).

Outro conselho que lhe posso dar é não se sentir tentado a acelerar para apanhar as viaturas da frente, faça-o apenas quando conseguir visualizar à sua frente que o trânsito já fluí livremente, é que basta um condutor mudar de faixa repentinamente para fazer parar novamente o trânsito.

Eduardo Maio comentou:
17/04/2008 23:51

Deixo aqui um vídeo interessante sobre este mesmo efeito. http://www.youtube.com/watch?v=Suugn-p5C1M

S3nd41 comentou:
11/06/2008 23:03

Em teoria isto é, sem dúvida, bem pensado e tendo chegado a essa mesma conclusão previamente tentei pôr em prática essa técnica de manter uma velocidade constante, por muito baixa que ela possa ser, em filas de engarrafamento. Ainda assim não pude deixar de constatar que, ao fazê-lo, quase sempre existe algum indivíduo parado na fila de trânsito ao meu lado que, automaticamente, se atravessa à minha frente obrigando-me a parar e, em certos casos, de uma forma brusca. Como tal manter espaço em relação ao carro que circula à nossa frente é quase impossível e a condução em marcha lenta torna-se quase numa batalha territorial atirando por terra esta possibilidade.

Eduardo Maio comentou:
11/06/2008 23:15

O efeito onda normalmente começa com atitudes dessas, os outros condutores não respeitam a distancia de segurança, colocam-se nesse espaço e todos vamos travando e inicia-se um engarrafamento sem razão aparente.

Tenho praticado muito este tipo de condução, tentanto evitar o efeito de onda e, embora nem sempre com sucesso, tenho reparado que indirectamente os carros atrás de mim passam a ter uma velocidade constante e o meu consumo baixou nestas situações de tráfego intenso.

Renato Valentim comentou:
18/06/2008 14:05

Eu gosto de mais é fazer isto quando o trânsito é de fila única. Aliás começo a por o carro outra vez em movimento qdo o carro em frente está a 50 m ou mais. E ponho-o devagar. Funciona melhor em fila única porque senão os da outra faixa abusam da minha boa vontade.

Pedro comentou:
20/07/2009 12:07

Isso acontece muito mas é pelos curiosos que gostam de ver os acidentes da faixa contraria!

Eduardo Maio comentou:
20/07/2009 13:36

Sim os curiosos, seja na faixa contrária ou na própria, contribuem muito para o aumento das filas de trânsito.

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