Os Ciclistas e o novo Código da Estrada

Ciclistas na cidadeO novo Código da Estrada veio trazer novos direitos e deveres aos ciclistas, mas parece que pouco mudou nas atitudes de quem usa a bicicleta na cidade.

Além de condutor sou também peão e já tive problemas com senhores (e senhoras) de bicicleta que teimam em circular pelo passeio e pelas passadeiras sem grandes cuidados. Apesar do novo código indicar que é proibida a circulação de bicicleta em passeios e passadeiras continuo a ver este comportamento.

Só hoje vi finalmente um Ciclista fora da bicicleta à espera que o sinal dos peões abrisse e passou com a bicicleta à mão na passadeira.

E falando em sinais, continuo a ver em Lisboa ciclistas a passarem vermelhos e a mudarem de faixa sem sinalizarem, um deles ia tendo um encontro com uma mota mas o motociclista teve bons reflexos.

E aqui levanta-se uma situação. Se eu ou outro condutor passar um vermelho ou tiver um acidente posso facilmente ser identificado pela minha matricula. A mesma coisa com as motos. E no caso de uma bicicleta? Se uma bicicleta me bater e fugir, ou no caso com a mota se o motociclista não tivesse evitado o acidente e o ciclista fugisse, como era identificado?

Tendo em conta que pouco mudou, excepto passarem a andar de bicicleta lado a lado, não seria ideal precaver este tipo de situações e obrigar a ter um seguro de responsabilidade civil e uma chapa identificativa na bicicleta para circular na via pública?

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Comentários a “Os Ciclistas e o novo Código da Estrada”

Pedro comentou:
07/02/2014 16:55

Com as alterações do código para os ciclistas, fazia realmente falta mais qualquer coisa, como foi dito, seguro, ou uma chapa de matrícula, concordo.
As alterações foram mais significativas do que apenas poderem andar lado a lado na via pública, passam a poder atravessar passadeiras, têm prioridade em entroncamentos como qualquer outro tipo de veículo, aliás, com o novo código, são equiparadas a um veículo a motor.
É grave, quando pensarmos que uma criança com os seus 15 anos, pode andar na via pública com este novo código. Imaginemos, um adulto diz à criança que existe novo código, explica-lhe resumidamente, e a criança nos cruzamentos, ou até mesmo nas passadeiras, passa a mandar-se porque sabe que tem prioridade, porque aprendeu com alguém, o problema é que sabemos que com esta idade ainda não se tem noção dos riscos. Podem vir a aparecer situações graves, veremos.
A título de curiosidade, crianças até aos 10 anos podem circular no passeios, desde que não perturbem quem circula nos passeios.

António Marques comentou:
09/02/2014 20:01

O mais engraçado é que há MUITO tempo era preciso matricular as bicicletas, que tinham matrículas iguais às das motos com 50 cc. ou menos. Não seio que se passou entretanto, mas sei que quando eu tinha os meus 14 anos e andava de bicicleta, ela tinha matrícula…

Pedro comentou:
14/02/2014 14:43

Mais uma vez se chega à conclusão de que, quem elabora este tipo de legislações, não sabe ao certo o que está a fazer nem tem noção dos perigos, e do código de estrada.
É triste as coisas mudarem assim, só porque sim.

Eduardo comentou:
16/02/2014 14:29

Eu não me sinto à vontade a andar de bicicleta na estrada, a diferença de velocidades é grande. Numa mota ainda existe o fato que em caso de queda ajuda alguma coisa e nas scooters sempre existe alguma protecção às pernas em caso de embate lateral. Sempre que quero andar de bicicleta prefiro meter a bicicleta no carro e ir para um sitio onde possa andar em segurança ou levar a bicicleta à mão até um jardim perto de casa.

Nem percebo a ideia recente de mostrar ser giro ir de bicicleta para o trabalho quando as 3 maiores cidades do país são em colinas.

O código pune quem cause embaraço ao trânsito, o que fazem duas bicicletas lado a lado a 15 ou 20km/h?

Pedro comentou:
18/02/2014 01:03

Bem visto Eduardo, ainda não me tinha lembrado desse pormenor, de facto, dá que pensar.
O problema de não nos sentirmos seguros a andar na via, é que os automobilistas não têm respeito nenhum. Já pratiquei ciclismo, e depressa cheguei à conclusão que é um perigo, muitos condutores fazem de propósito, gostam de assustar. buzinar, pressionar, enfim.
Já assisti a conversas de anti ciclistas, há muita gente que não suporta quem anda de bicicleta, muita gente não interiorizou isso. É a mentalidade.

Eduardo comentou:
25/03/2014 19:27

E não é que hoje apanhei uma bicicleta na 2ª Circular? Uma via com 3 faixas para cada lado e uma velocidade máxima de 80…

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