Guia DIY: Limpar tampas das luzes de matrícula

Após ter feito um detalhe exterior ao C6 a iluminação da matrícula estava a destoar, e em qualquer carro uma iluminação fraca e amarelada da matrícula estraga o aspecto geral do carro.

Já tinha feito esta operação no 406, tendo na altura colocado leds a iluminar a matrícula. No C6 acabei por meter umas BlueVision, mas mesmo com lâmpadas normais o guia que se segue ajuda a fornecer mais luz para a matrícula.

O primeiro passo será remover as tampas reflectoras que iluminam a matrícula. Normalmente basta uma chave de fendas fina e estas saem facilmente se forem de encaixe, caso contrário devem ter dois parafusos a segurar. Como podem ver pela foto que se segue as minhas estavam bastante sujas e cortavam bastante luz.

Limpeza de tampas reflectoras das luzes de matrícula: Antes

Comecei por limpar a tampa com um quick detail da Poorboys e, com uma escova de dentes macia, esfreguei bem por dentro. Por fora é liso, não foi necessário. Com este processo saiu o lixo todo.

Podia ainda limpar mais a fundo e dar mais brilho, como não tinha Grojet apliquei uma cera que limpa a oxidação, a Mothers Cleaner Wax. Deixei actuar e tirei o excesso.

O resultado estava muito bom, por fim foi só selar com o Klasse Sealant Glaze que à semelhança do Grojet funciona bem em acrílico e vidros, apesar de ser mais difícil de aplicar. O selante vai prevenir que a sujidade se agarre ao exterior da tampa facilitando mais tarde a sua limpeza durante as normais lavagens.

Se não tiverem acesso a este tipo de produtos podem usar Cif ou detergente da loiça, mas os resultados não vão ser tão bons.

Podem a seguir ver a diferença.

Limpeza de tampas reflectoras das luzes de matrícula: Comparação 50/50

Depois foi só repetir o mesmo processo na outra tampa.

Limpeza de tampas reflectoras das luzes de matrícula: Resultado final

Infelizmente não tenho fotografias de um antes e depois da iluminação da matrícula mas penso que as fotos falam por si. A diferença ao vivo foi considerável, e com a mudança das lâmpadas ainda mais se nota.

Espero que gostem deste primeiro guia Do It Yourself (Faça Você Mesmo), brevemente irei colocar outros que vos possam ajudar a tratar dos vossos carros sem grande dificuldade.

Top Gear volta após um ano para a 19ª temporada

19ª temporada do Top GearComeçou hoje a 19ª temporada do Top Gear após quase um ano. Existiram alguns especiais e uns DVD’s pelo meio, mas nada de extraordinário.

O primeiro episódio desta temporada até começou bem com o Hammond a testar o Huayra e o James May a testar o novo Continental mas num troço de rallye. O Huayra passou a ser o carro mais rápido na pista do Top Gear, mais rápido que o Ariel Atom!

Ainda apareceu logo no início um Seat e pensei que iam finalmente testar um, até porque num dos DVD’s que lançaram disseram que nunca tinham conduzido nenhum na vida.

Pagani Huayra

O episódio estava a correr bem até meio, depois foi uma desgraça. Nunca pensei dizer isto, mas o Jeremy fez um segmento totalmente parvo. Criou um substituto do P50 que testou anteriormente (segmento muito engraçado) e tentou fazer o mesmo com a sua própria invenção, o P45.

No fim acabou por tentar vender a ideia no Dragons’ Den mas não teve muita piada.

Espero que os próximos episódios sejam melhores!

O estudo da Deco é igual ao litro

Renault ClioA Deco nunca teve muita credibilidade nos testes e exames que fazem para vender as suas revistas, mas devo dizer que para Marketing têm algum jeito.

Dizem que compraram 4 carros de forma anónima, que obtém combustível em postos diferentes e colocam 4 pilotos profissionais a percorrer 12.000km para ver se existem diferenças nos combustíveis. No final lançam uma landing page digna de uma campanha viral a pedir para subscrever um abaixo assinado e para se tornar sócio da Deco.

Depois lançam um vídeo que as únicas imagens interessantes é a remoção dos pistons do motor e chegam à conclusão que os combustíveis são iguais.

Lá fora, infelizmente, fazem melhor

Testes aos combustíveis não são novos. A Auto Plus (França) chegou a fazer um teste em laboratório ao gasóleo de várias marcas e encontrou diferenças entre aditivos, o índice de cetano, o poder lubrificante e a criação de espuma.

O Fifth Gear (Inglaterra) efectuou também alguns testes de potência e verificou que, curiosamente também num Renault Clio, não existiam ganhos de potência ao usar um combustível aditivado, já num Golf e num Subaru existia um aumento de potência significativo. Isto volta a mostrar que os combustíveis não são iguais, agora se compensa em todos os carros é outra história.

Por cá já tinham efectuado um suposto teste que comparou os combustíveis dum posto Galp Base (que são Hi-Energy) com os combustíveis dum posto Galp normal (que também são Hi-Energy) e combustíveis da BP, e chegaram à brilhante conclusão que os combustíveis eram iguais, menos a amostra que recolheram na BP que tinha diferenças.

A Deco foi pelo mesmo caminho.

Aprender a fazer testes

Eu até podia aplaudir o teste da Deco se a conclusão fosse outra. Podiam dizer que para um carro de baixa cilindrada ou com pouca potência as diferenças são mínimas e não compensa em termos de consumos o combustível mais caro, mas o teste tinha que ser feito de outra maneira.

Primeiro não podemos usar quatro carros da mesma marca e modelo e dizer que são iguais. O processo de fabrico de um processador para computador é totalmente automatizado em autênticos laboratórios e mesmo assim existem diferenças, imaginem num motor que tem uma componente humana na sua criação. O próprio motor é testado em bancada na fábrica e acusa valores de potência diferentes entre outros motores “iguais”.

Para conseguirmos chegar a uma conclusão precisamos de usar o mesmo carro e o mesmo condutor nas mesmas condições, afinal de contas o que estamos aqui a testar é o combustível. É isto que dá validade por exemplo aos testes do Top Gear, o piloto e a pista são sempre os mesmos e existe uma diferença de tempos conhecida entre uma pista seca ou molhada.

Depois temos que definir o que estamos afinal a testar. Queremos saber se existem diferenças entre os combustíveis? Pedimos a uma entidade independente para fazer a recolha de combustíveis e outra entidade para fazer a análise em laboratório e enviar os resultados. Queremos saber se existem ganhos de potência? Usamos uma célula de combustível e um banco de potência e fazemos alguns testes com os vários combustíveis no mesmo carro, em vários carros de gamas diferentes. Queremos saber se compensa atestar com um combustível mais caro? Fazemos 5 ou 10 depósitos com cada combustível no mesmo percurso com o mesmo condutor e fazemos a média de cada um, com vários carros de gamas diferentes. Queremos comparar as capacidades de limpeza de cada combustível? Aqui sim podemos ter vários carros “iguais” e fazer um teste de longa duração com vários condutores a trocar de carro para que todos sejam sujeitos ao mesmo tipo de condução, mas o carro deve ter sempre o mesmo combustível. E 12.000km não é longa duração, eu faço isso em 5 ou 6 meses e o carro durante a semana deve andar 1 hora por dia.

Ser transparente ajuda à credibilidade

Algo que aprendi é que ser transparente aumenta a nossa credibilidade e confiança. E o teste da Deco não tem transparência nenhuma. Tinham ali material para fazer um episódio digno do Mythbusters, onde podiam mostrar a recolha dos combustíveis, o abastecimento e a troca de condutores, mostrar as válvulas e pistons de todos os motores, identificando claramente o motor 1, 2, 3 e 4. E deviam ter usado também combustível da BP e da Repsol.

Foi uma oportunidade perdida pela Deco para informar de forma isenta os consumidores, mas foi uma boa estratégia de Marketing. Dizer o que os consumidores querem ouvir e depois pedir os seus dados para os bombardear de publicidade mais tarde e tentar obter mais um associado ;)

Eu sempre o disse aqui, existem diferenças entre combustíveis. Agora se realmente compensa isso já é outra história. Eu sempre verifiquei que a gasolina da Galp me dava menos rendimento que a da BP e da Repsol, no gás o da BP e da Galp eram uma miséria (até acendia a luz do motor), gasóleo nunca testei. Agora tudo isto depende de carro para carro.

No Smart da minha namorada, sem ela saber, já lhe fiz este teste e como sou eu que abasteço acabo por fazer a média entre depósitos e verifiquei que com gasolina aditivada o consumo era inferior mas não compensava a diferença de preço. No 406 Coupé a história já era diferente e compensava realmente o combustível aditivado. Já com o C6 que é a gasóleo não compensa monetariamente em termos de consumos e não noto diferença em termos de potência, mas nota-se o motor a vibrar quando não tem combustível aditivado e consigo sentir quando a FAP está a fazer a regeneração.

Cada caso é um caso e depende muito do carro, da sua utilização e tipo de condução praticados, pois não compensa para toda a gente. E isto é muito diferente de dizer que todos os combustíveis são iguais.

Valeo AquaBlade e outras inovações

Novas escovas Valeo AquaBladeRecentemente encontrei algumas inovações interessantes da Valeo enquanto procurava as diferenças entre as várias gamas de escovas desta marca.

A Valeo é uma multinacional francesa que desenvolve peças, sistemas e soluções para o mercado automóvel à semelhança da Bosch ou Denso, por exemplo.

Uma das inovações são as escovas AquaBlade, que acho estranho não ter tido um maior impacto nos meios de comunicação dedicados a este mercado. Estas escovas dispensam os tradicionais esguichos, também conhecidos como “mija-mija”, uma vez que é a própria escova que transporta a água para o pára-brisas.

Segundo a Valeo este sistema ajuda a economizar em cerca de 50% a água gasta a limpar os vidros e comparando com um sistema de escovas tradicional o seu peso é 30% inferior, uma vez que funciona de forma semelhante aos sistemas da Bosch com dois motores eléctricos independentes para cada escova, em vez de um motor central com braços internos a fazer a ligação aos braços das escovas.

Outro factor positivo é que a água dos esguichos não vai reduzir a visão do condutor, embora a Peugeot/Citroën já tenha esguichos que simulam chuva e atenuam este efeito. Também passa a ser possível limpar o vidro sem atirar água para os carros que estão ao lado ou atrás de nós.

Actualmente este sistema já vem de série no Mercedes SL e deverá ficar disponível noutros carros de gama alta.

Outra inovação interessante é a criação de uma chave inteligente que permite visualizar várias informações sobre o estado do veículo (semelhante ao pager de alguns alarmes) e o controlo destas funções à distancia. Dependendo do tamanho da chave e do consumo das pilhas do comando, poderá ser uma solução bastante interessante especialmente no que toca à segurança para sabermos se deixamos o carro trancado e receber notificações quando o alarme do carro é activado.

Combustíveis “low cost” obrigatórios

Preços num posto Galp BaseOs legisladores nacionais não percebem muito de combustíveis nem de automóveis, basta ver as atrocidades com a lei que regula o GPL nos automóveis, os benefícios dados a um combustível poluente (gasóleo) e as tabelas do antigo selo.

Agora, e segundo a notícia avançada pelo Jornal de Negócios o governo quer obrigar a que uma em cada cinco mangueiras nas bombas seja reservada a combustíveis não aditivados.

Pessoalmente sou contra esta medida que apenas vai causar mais confusão aos consumidores. Já não basta os postos de abastecimento que numa ilha têm SC98 e noutra já só têm SC95, sem falar dos postos Galp com os Geforce 95 e 98. Se adicionarmos a isto um combustível não aditivado passamos a ter ilhas com SC95, Gasóleo, SC95 não aditivado, Gasóleo não aditivado e outra coisa qualquer? Ou vamos ter uma ilha com 4 produtos normais e depois os não aditivados vão andar espalhados pelas ilhas de abastecimento?

E os custos destas alterações (sim, vai ser o consumidor a pagar) vão ser suportados por quem utilizar estes combustíveis não aditivados ou por quem já consome os outros combustíveis?

Este tipo de medidas para fazer baixar os preços dos combustíveis normalmente corre mal, como é o exemplo dos placares com preços nas Auto-Estradas que levou a que os preços fossem iguais em todas as bombas ou a adição de biodiesel ao gasóleo que aumentou o preço deste e levou a um aumento indirecto do preço dos cereais.

Pessoalmente acho que o mercado se regula bem. O problema não é o tipo de produto vendido mas sim os aumentos constantes sem descidas de preço a condizer. O aumento de postos low-cost levou também a que os outros postos adoptassem descontos de fim-de-semana e cartões de desconto. Uma boa medida seria sim simplificar o processo para a abertura de um posto de abastecimento e se calhar dar um beneficio adicional a quem abrir postos low-cost.

PSP passa a avisar a localização de alguns radares

Radar num carro descaracterizado da PSPTodos os condutores sabem que existe caça à multa no que toca ao excesso de velocidade. Radares escondidos são comuns e a prevenção equivale a zero porque a multa só chega a casa após 3 meses e o condutor multado vai continuar a viagem acima do limite de velocidade.

O ideal é fazer prevenção, mostrar de forma activa que existe uma acção de fiscalização que faça reduzir a velocidade.

A pensar nisto a PSP vai passar a fornecer mensalmente na sua página do Facebook a localização, data e hora de algumas das fiscalizações com recurso a radar de velocidade. Claro que não vão indicar todas as operações, a caça à multa irá continuar, mas pretendem assim avisar os condutores das acções de fiscalização nas vias consideradas mais perigosas, apesar de que alguns dos locais que foram divulgados já são bastante conhecidos.

É uma boa medida mas sabe a pouco.

Prepare o seu carro para a chuva com o detalhe

Lavar um carroÉ um equívoco comum pensar que o detalhe apenas serve para tornar o carro brilhante e que é usado por meia dúzia de vaidosos. Os produtos e as técnicas do detalhe automóvel são usados para preservar o automóvel e podem até ajudar na sua segurança, especialmente no Inverno no que toca à visibilidade.

A verdade é que um carro com os vidros tratados com os produtos certos pode aumentar a visibilidade em dias de chuva ou com muita humidade que possam criar condensação dentro do habitáculo.

Se o seu carro embacia facilmente e se quando chove deixa de ver a estrada então o detalhe pode dar uma ajuda.

Prevenir o embaciamento no interior

A principal causa para um vidro embaciar rapidamente é a sujidade. A gordura libertada da transpiração, o vapor da respiração ou o fumo do tabaco (para quem fuma) criam uma película de sujidade no interior do vidro que ajuda a propagar o embaciamento.

Limpar apenas os vidros com um limpa-vidros pode resolver temporariamente esta situação, mas é moroso ter que repetir este processo regularmente. O ideal é aplicar um selante ou um produto anti-embaciamento.

Um selante que funciona bem no interior e é de fácil aplicação é o Grojet2000, fazendo também uma limpeza química ao vidro mais profunda garantindo um melhor resultado. O vidro fica assim limpo e selado, tornando mais difícil ganhar sujidade e torna a sua limpeza mais fácil.

Existem depois produtos específicos para prevenir o embaciamento como o Rain-X Anti-Fog ou o Carpro Fog Fight que são mais fáceis de aplicar. Estes produtos podem funcionar de forma semelhante a um selante, fazendo uma limpeza profunda do vidro e criando uma película de protecção.

Tornar os seus vidros hidrofóbicos

Vidros não tratadosAo selar um vidro irá torná-lo hidrofóbico, isto quer dizer que a água será repelida, criando gotas de água que escorrem facilmente pelo vidro.

Assim com a deslocação do ar e dependendo do coeficiente aerodinâmico do seu carro poderá limpar os vidros sem usar escovas. Isto é bastante útil, especialmente nos vidros laterais.

Explicar o resultado de um vidro hidrofóbico é difícil, por isso aqui fica um vídeo de demonstração.

Existem vidros que já são hidrofóbicos de origem, como é o caso do vídeo. Este tipo de tratamento reduz o trabalho efectuado pelas escovas ajudando a limpar o vidro mais facilmente. Se os vidros do seu carro não são hidrofóbicos e quer ter este efeito precisa de selar os seus vidros.

Selantes como o Grojet2000, Carlack ou Duragloss têm propriedades que ajudam a tornar os vidros hidrofóbicos. A sua aplicação pode ser morosa se os vidros nunca foram tratados, podendo ser preciso descontaminar com recurso a uma claybar ou polir os vidros, no entanto estes selantes chegam a durar entre 3 a 6 meses dependendo do uso dado ao carro.

Para um uso mais simples, mas que precisa de aplicações mais frequentes, existe o Duragloss Rain Repel. Este limpa vidros deixa uma camada protectora que repele a água, mas a sua durabilidade é inferior aos selantes. O Rain Repel pode ainda ser diluído com água para ser usado nos esguichos do pára-brisas, renovando a camada de protecção sempre que se limpa o vidro.

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