Valeo AquaBlade e outras inovações

Novas escovas Valeo AquaBladeRecentemente encontrei algumas inovações interessantes da Valeo enquanto procurava as diferenças entre as várias gamas de escovas desta marca.

A Valeo é uma multinacional francesa que desenvolve peças, sistemas e soluções para o mercado automóvel à semelhança da Bosch ou Denso, por exemplo.

Uma das inovações são as escovas AquaBlade, que acho estranho não ter tido um maior impacto nos meios de comunicação dedicados a este mercado. Estas escovas dispensam os tradicionais esguichos, também conhecidos como “mija-mija”, uma vez que é a própria escova que transporta a água para o pára-brisas.

Segundo a Valeo este sistema ajuda a economizar em cerca de 50% a água gasta a limpar os vidros e comparando com um sistema de escovas tradicional o seu peso é 30% inferior, uma vez que funciona de forma semelhante aos sistemas da Bosch com dois motores eléctricos independentes para cada escova, em vez de um motor central com braços internos a fazer a ligação aos braços das escovas.

Outro factor positivo é que a água dos esguichos não vai reduzir a visão do condutor, embora a Peugeot/Citroën já tenha esguichos que simulam chuva e atenuam este efeito. Também passa a ser possível limpar o vidro sem atirar água para os carros que estão ao lado ou atrás de nós.

Actualmente este sistema já vem de série no Mercedes SL e deverá ficar disponível noutros carros de gama alta.

Outra inovação interessante é a criação de uma chave inteligente que permite visualizar várias informações sobre o estado do veículo (semelhante ao pager de alguns alarmes) e o controlo destas funções à distancia. Dependendo do tamanho da chave e do consumo das pilhas do comando, poderá ser uma solução bastante interessante especialmente no que toca à segurança para sabermos se deixamos o carro trancado e receber notificações quando o alarme do carro é activado.

Combustíveis “low cost” obrigatórios

Preços num posto Galp BaseOs legisladores nacionais não percebem muito de combustíveis nem de automóveis, basta ver as atrocidades com a lei que regula o GPL nos automóveis, os benefícios dados a um combustível poluente (gasóleo) e as tabelas do antigo selo.

Agora, e segundo a notícia avançada pelo Jornal de Negócios o governo quer obrigar a que uma em cada cinco mangueiras nas bombas seja reservada a combustíveis não aditivados.

Pessoalmente sou contra esta medida que apenas vai causar mais confusão aos consumidores. Já não basta os postos de abastecimento que numa ilha têm SC98 e noutra já só têm SC95, sem falar dos postos Galp com os Geforce 95 e 98. Se adicionarmos a isto um combustível não aditivado passamos a ter ilhas com SC95, Gasóleo, SC95 não aditivado, Gasóleo não aditivado e outra coisa qualquer? Ou vamos ter uma ilha com 4 produtos normais e depois os não aditivados vão andar espalhados pelas ilhas de abastecimento?

E os custos destas alterações (sim, vai ser o consumidor a pagar) vão ser suportados por quem utilizar estes combustíveis não aditivados ou por quem já consome os outros combustíveis?

Este tipo de medidas para fazer baixar os preços dos combustíveis normalmente corre mal, como é o exemplo dos placares com preços nas Auto-Estradas que levou a que os preços fossem iguais em todas as bombas ou a adição de biodiesel ao gasóleo que aumentou o preço deste e levou a um aumento indirecto do preço dos cereais.

Pessoalmente acho que o mercado se regula bem. O problema não é o tipo de produto vendido mas sim os aumentos constantes sem descidas de preço a condizer. O aumento de postos low-cost levou também a que os outros postos adoptassem descontos de fim-de-semana e cartões de desconto. Uma boa medida seria sim simplificar o processo para a abertura de um posto de abastecimento e se calhar dar um beneficio adicional a quem abrir postos low-cost.

PSP passa a avisar a localização de alguns radares

Radar num carro descaracterizado da PSPTodos os condutores sabem que existe caça à multa no que toca ao excesso de velocidade. Radares escondidos são comuns e a prevenção equivale a zero porque a multa só chega a casa após 3 meses e o condutor multado vai continuar a viagem acima do limite de velocidade.

O ideal é fazer prevenção, mostrar de forma activa que existe uma acção de fiscalização que faça reduzir a velocidade.

A pensar nisto a PSP vai passar a fornecer mensalmente na sua página do Facebook a localização, data e hora de algumas das fiscalizações com recurso a radar de velocidade. Claro que não vão indicar todas as operações, a caça à multa irá continuar, mas pretendem assim avisar os condutores das acções de fiscalização nas vias consideradas mais perigosas, apesar de que alguns dos locais que foram divulgados já são bastante conhecidos.

É uma boa medida mas sabe a pouco.

Prepare o seu carro para a chuva com o detalhe

Lavar um carroÉ um equívoco comum pensar que o detalhe apenas serve para tornar o carro brilhante e que é usado por meia dúzia de vaidosos. Os produtos e as técnicas do detalhe automóvel são usados para preservar o automóvel e podem até ajudar na sua segurança, especialmente no Inverno no que toca à visibilidade.

A verdade é que um carro com os vidros tratados com os produtos certos pode aumentar a visibilidade em dias de chuva ou com muita humidade que possam criar condensação dentro do habitáculo.

Se o seu carro embacia facilmente e se quando chove deixa de ver a estrada então o detalhe pode dar uma ajuda.

Prevenir o embaciamento no interior

A principal causa para um vidro embaciar rapidamente é a sujidade. A gordura libertada da transpiração, o vapor da respiração ou o fumo do tabaco (para quem fuma) criam uma película de sujidade no interior do vidro que ajuda a propagar o embaciamento.

Limpar apenas os vidros com um limpa-vidros pode resolver temporariamente esta situação, mas é moroso ter que repetir este processo regularmente. O ideal é aplicar um selante ou um produto anti-embaciamento.

Um selante que funciona bem no interior e é de fácil aplicação é o Grojet2000, fazendo também uma limpeza química ao vidro mais profunda garantindo um melhor resultado. O vidro fica assim limpo e selado, tornando mais difícil ganhar sujidade e torna a sua limpeza mais fácil.

Existem depois produtos específicos para prevenir o embaciamento como o Rain-X Anti-Fog ou o Carpro Fog Fight que são mais fáceis de aplicar. Estes produtos podem funcionar de forma semelhante a um selante, fazendo uma limpeza profunda do vidro e criando uma película de protecção.

Tornar os seus vidros hidrofóbicos

Vidros não tratadosAo selar um vidro irá torná-lo hidrofóbico, isto quer dizer que a água será repelida, criando gotas de água que escorrem facilmente pelo vidro.

Assim com a deslocação do ar e dependendo do coeficiente aerodinâmico do seu carro poderá limpar os vidros sem usar escovas. Isto é bastante útil, especialmente nos vidros laterais.

Explicar o resultado de um vidro hidrofóbico é difícil, por isso aqui fica um vídeo de demonstração.

Existem vidros que já são hidrofóbicos de origem, como é o caso do vídeo. Este tipo de tratamento reduz o trabalho efectuado pelas escovas ajudando a limpar o vidro mais facilmente. Se os vidros do seu carro não são hidrofóbicos e quer ter este efeito precisa de selar os seus vidros.

Selantes como o Grojet2000, Carlack ou Duragloss têm propriedades que ajudam a tornar os vidros hidrofóbicos. A sua aplicação pode ser morosa se os vidros nunca foram tratados, podendo ser preciso descontaminar com recurso a uma claybar ou polir os vidros, no entanto estes selantes chegam a durar entre 3 a 6 meses dependendo do uso dado ao carro.

Para um uso mais simples, mas que precisa de aplicações mais frequentes, existe o Duragloss Rain Repel. Este limpa vidros deixa uma camada protectora que repele a água, mas a sua durabilidade é inferior aos selantes. O Rain Repel pode ainda ser diluído com água para ser usado nos esguichos do pára-brisas, renovando a camada de protecção sempre que se limpa o vidro.

Corrida atribulada em Spa

Jenson Button vencedor em SpaA Formula 1 voltou para a segunda-parte da temporada de 2012, depois de uma pausa para férias em Agosto.

Foi um fim-de-semana bastante curioso, com muita chuva na sexta-feira trocando as voltas às equipas que queriam testar alterações aerodinâmicas, principalmente no caso da Lotus.

Para compensar Sábado foi animado com muita movimentação nos treinos livres e a classificação invulgar com Button na Pole, Kobayashi em segundo e Maldonado em terceiro, tendo sido penalizado passando Räikkönen para terceiro.

Já a corrida foi mesmo muito atribulada. O Sauber de Kobayashi começou a deitar fumo dos travões antes do inicio da corrida o que levou a um arranque lento, para piorar a situação Maldonado arrancou antes do tempo. Ainda na recta da meta existiu contacto entre Hamilton e Grosjean com os seus monolugares a saírem disparados contra Alonso e Kobayashi. Abandonaram ali todos a corrida à excepção de Kobayashi que terminou a corrida mas com danos graves no seu monolugar.

Deste fantástico acidente Alonso foi o que ficou pior, apesar de pouco tempo depois ter saído do Ferrari sem dificuldades de maior, felizmente.

Acidente em Spa

Mas não nos ficamos por aqui, ainda tivemos um corte do Schumacher em frente ao Vettel para entrar nas boxes, o Schumacher a apertar Raikkonen que depois retribuiu com o mesmo, e Maldonado a ter novamente incidentes com outros pilotos. Ainda existiram problemas nas boxes com Kovalainen a bater em Karthikeyan e mais tarde ia acontecendo o mesmo entre Webber e Massa.

Não encontrei nenhuma informação de penalizações sobre estes incidentes, não sei se ainda estão a ser investigados ou não. Maldonado vai receber uma penalização de 10 lugares em Monza, 5 por ter iniciado a corrida antes do tempo e outros 5 pelo incidente com Timo Glock.

Já Grosjean não vai participar em Monza, tendo sido suspenso por uma corrida, e com esta decisão fiquei chateado.

Se em vez de Hamilton e Alonso quem tivesse ficado fora da corrida fosse alguém da HRT ou Marussia ninguém ia penalizar o Grosjean. E porque raio é que o Hamilton não se chegou mais para a direita quando tem espaço para isso e porque não tentou travar e segurar o monolugar? Já na época passada com o Massa era a mesma coisa, o Hamilton é bastante agressivo na sua condução mas parece que ninguém o penaliza.

Curiosamente as coisas não estão fáceis para Hamilton com a McLaren, tendo questionado porque razão Button foi mais rápido do que ele na classificação e colocado uma imagem confidencial no Twitter com informações telemétricas da McLaren.

No final Button ganhou a corrida, seguido de Vettel que fez uma enorme recuperação de 8 lugares e Räikkönen em terceiro.

A próxima corrida em Monza é já no próximo fim-de-semana.

Como fazer uma boa instalação de GPL no seu carro

Injectores GPLFazer uma instalação de GPL parece simples, mas se não estiver bem informado pode sair do instalador com uma dor de cabeça e possivelmente dinheiro deitado à rua.

O preço do GPL continua apetecível em relação ao preço da gasolina e, apesar da inflação, o preço da instalação de um kit GPL continua praticamente inalterado. No entanto nem sempre compensa fazer a conversão para GPL e é necessário fazer contas ao que gasta actualmente a gasolina e o que irá gastar a GPL.

Se o GPL vai reduzir os custos que tem actualmente com os combustíveis então deve ter em atenção alguns pontos para fazer uma boa instalação de GPL no seu carro.

Verificar o estado do motor

Este é possivelmente o ponto mais importante antes de fazer a conversão. Um carro a GPL torna-se mais “sensível” a falhas de ignição que são imperceptíveis a gasolina, por isso deve confirmar que as velas e as bobines ou cabos de velas estão em condições.

O GPL tem também uma queima mais limpa e irá descarbonizar o seu motor. Se tem um carro com muitos quilómetros, que circule muito em cidade, ou que não faça as mudanças de óleo a tempo poderá ter algum carvão acumulado no seu motor. Isto pode criar folgas que ficam tapadas pelo carvão e com a descarbonização pode levar a um consumo excessivo de óleo.

Escolher o kit GPL indicado

Porsche Cayenne a GPLAntes de escolher o kit deve saber como é fornecida a gasolina ao motor do seu carro. Existem carros a carburador, com injecção mono-ponto, multi-ponto e de injecção directa. Existem também vários tipos de kits, os aspirados, os de injecção sequencial e de injecção liquida.

O kit mais avançado é o de injecção liquida, que é utilizado principalmente por carros de injecção directa, no entanto nem todos os carros de injecção directa podem ser convertidos.

Estes kits também podem ser aplicados em carros de injecção multi-ponto, apesar de ser mais comum neste tipo de injecção usar os kits sequenciais.

Por fim, nos carros mais antigos a carburador usa-se o kit aspirado, os resultados não são os melhores existindo alguma perda de performance e um aumento nos consumos considerável.

As marcas de kits mais comuns são a BRC e a Prins.

Escolher um instalador

Escolher um bom instalador é também importante, deve escolher um instalador credenciado e com provas dadas no mercado. Pode obter uma lista de instaladores com a ANIC-GPL ou se fizer uma pesquisa pelos fóruns da especialidade pode consultar testemunhos de clientes (satisfeitos e insatisfeitos) e tirar por aí as suas dúvidas.

Depois da instalação feita pode existir um período de adaptação do carro e do condutor a este novo combustível, sendo por isso normalmente necessária uma nova afinação após 1000 a 2000 km percorridos depois da instalação.

Outras informações úteis sobre o GPL

Nem todos os postos de abastecimento possuem GPL. O Mais Gasolina permite consultar os postos com GPL, sendo possível consultar os postos no telemóvel e exportar os mesmos para um GPS.

Aqui no blog também existem outros artigos que podem ser interessantes de ler, alguns relatam a minha experiência com um 406 Coupé no qual fiz cerca de 125.000km a GPL num espaço de quase 5 anos.

Os prós e contras do GPL após 17.000km
Guia para iniciantes do GPL Auto
As 10 desculpas mais esfarrapadas para não usar GPL
Carros a GPL em parques subterrâneos
Os carros a GPL não explodem

Carros eléctricos e o preços dos combustíveis

Peugeot iOnA Mitsubishi suspendeu a produção do Peugeot iOn e do Citroën C-Zero por terem vendas fracas. No primeiro semestre deste ano apenas foram comercializados 1787 carros pela Peugeot/Citroën. E se ainda vou vendo um ou outro Leaf (se calhar é sempre o mesmo) e raramente um Volt usado por particulares, a família i-MiEV/iOn/C-Zero parece não existir por cá sem ser de demonstração ou pertencente a alguma empresa.

O mesmo aconteceu com a GM no inicio do ano que teve que parar as linhas de montagem do Chevrolet Volt / Opel Ampera durante cinco semanas porque simplesmente não existia procura para o carro, situação que voltou a ocorrer agora em Julho.

A venda de carros eléctricos está estagnada não só na Europa como nos Estados Unidos, terra do documentário do suicídio do carro eléctrico.

Tirando o Volt / Ampera todos os outros eléctricos são bastante limitados na sua utilização e são caros, muito caros. Só o preço do Ampera dá para comprar dois ou três carros económicos e ainda sobra dinheiro para o combustível, manutenção, seguro e IUC para alguns anos. Não é de estranhar, principalmente quando estão vários países em recessão económica, que não se comprem brinquedos, que é o que são actualmente os carros eléctricos.

Pode parecer que tenho algo contra os carros eléctricos porque estou sempre a apontar as suas desvantagens, mas a opinião pública e os media passaram a imagem que os eléctricos seriam a solução para tudo, e em 2008 quando os combustíveis andavam em alta nas “conversas de café” dizia-se que o próximo carro a comprar seria um eléctrico e a culpa de não fazerem eléctricos era das petrolíferas.

Opel Ampera

Estamos em 2012 e de acordo com os dados do Mais Gasolina o preço do gasóleo está a apenas um cêntimo de ultrapassar o máximo histórico, dez cêntimos por litro a mais que os valores mais altos registados em 2008.

O preço elevado dos combustíveis não está a ajudar à mudança para um carro eléctrico. E se o objectivo é poupar nos gastos com o combustível existem outras alternativas bem mais baratas como um Aveo Bi-Fuel ou um utilitário usado de baixo consumo.

Neste momento o carro eléctrico tem como público alvo as empresas e indivíduos que queiram passar uma imagem de amigos do ambiente para agradar a accionistas ou à opinião pública, apesar da quantidade de postos de carregamento fazer passar outra imagem. Para um carro eléctrico vingar precisa de ter uma autonomia decente, ser relativamente rápido comparando com outros carros do mesmo segmento e custar pouco mais que outros carros do mesmo segmento.

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