O mítico Ferrari F40

O Ferrari F40 é um ícone do mundo automóvel. Foi o último Ferrari produzido a ser aprovado pessoalmente por Enzo Ferrari e na altura em que esteve à venda era o Ferrari mais rápido, mais potente e mais caro disponível.

Foi criado para celebrar os 40 anos da Ferrari e tinha um motor V8 biturbo com “apenas” 2936cc e 478cv para um peso de 1369 kg.

Eu tive a felicidade de ver dois F40 seguidos em Lisboa, a meio da noite, e é realmente um carro bastante especial.

O Jay Leno experimentou um F40 e fala um pouco sobre a história. De notar que o Jay Leno não é fã da Ferrari. Este F40 pertence a David Lee que tem na sua colecção além deste F40, um F50, Enzo, LaFerrari e um 288 GTO.

O Jeremy Clarkson disse que o F40 era o Ferrari que nos dava esperança. Por ter algum lag podíamos arrancar ao lado de um e dizer às nossas esposas “Olha amor, estamos a acompanhar um Ferrari”, até que elas olham para o lado e dizem “Qual Ferrari?”

Já em 2013 o Chris Harris teve a felicidade de experimentar em pista um F40 e um F50 e comparar ambos os carros.

São dois vídeos bastante interessantes, não só para quem gosta da Ferrari e de desportivos, mas para quem gosta de automóveis.

A produção do Phantom vai terminar

Um carro que gosto bastante, o Rolls Royce Phantom, vai deixar de ser produzido agora em Novembro. Foi o carro que salvou a Rolls Royce de desaparecer do mapa, já sobre a alçada da BMW e tornou-se num ícone automóvel.

Sempre que se fala em luxo sem olhar a custos é este o carro que vem à mente. Um motor potente, sem dramas, com muito conforto e silêncio. A palavra usada pelos ingleses é effortless e faz todo o sentido.

O jornalista Alex Goy fez um pequeno mas interessante apanhado da história deste modelo enquanto conduz um Phantom.

O exemplar em questão é que não foi bem escolhido, o exterior tem um aspecto duvidoso, mas não deixa de ser um carro imponente e que transpira qualidade.

Se gostam deste tipo de automóveis são 7 minutos bem passados.

Estima-se que em 2018 exista um novo modelo para substituir o Phantom.

O substituto do Stig é o Stig?

O novo programa de televisão do Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond é o The Grand Tour que vai começar a 18 de Novembro.

Uma das questões dos fãs do Top Gear era o que iria acontecer ao Stig, uma vez que a BBC ficou com os direitos do nome e imagem deste ícone do programa.

Apareceu entretanto um vídeo no Youtube com um excerto do novo programa onde mostram que o novo The Stig é afinal o antigo Stig, mas já não é esse o seu nome, agora é The Ben Collins.

O piloto Ben Collins, que abandonou o Top Gear em 2010 por não ter qualquer reconhecimento de ser o Stig, parece que fez as pazes com o trio e volta assim a aparecer no novo programa.

Perde-se o efeito cómico do Stig ser aquela personagem sem expressão facial, um simples capacete, mas ganha-se um bom piloto para comparações entre carros no The Grand Tour.

Actualização a 4 de Outubro de 2016
De acordo com o blog Jalopnik este clip é do Top Gear Live e não do Grand Tour.

A Citroën lançou um museu virtual sem o DS e SM

A Citroën lançou um museu virtual onde podemos encontrar quase todos os modelos da Citroën, excepto os fantásticos DS e SM que aparentemente foram erradicados da história da marca.

O site é muito interessante, podemos ter uma visão de 360º do interior e exterior, ouvir o carro a ligar e acelerar e ouvir vários sons do carro, desde sons de alertas ao abrir da mala ou o barulho de uma suspensão hidropneumática.

Museu virtual da Citroën

Não está disponível em português, mas tem outras línguas como o francês, inglês, espanhol ou alemão.

É pena alguns broncos do marketing terem apagado o DS e SM da história da Citroën, porque foram criados e vendidos como Citroën, ainda não existia PSA nem a pseudo-marca DS. É claro que as reacções foram menos boas como no artigo do HubNut ou do PetrolBlog.

Tirando isso o site é bastante interessante, eu que não sou aficionado da Citroën (tirando os DS, SM, CX, XM e C6) já perdi umas horas a navegar e a explorar as brochuras, a ver números de produção, a consultar as curiosidades e ouvir os sons de cada carro.

Bom, só falta partilhar o endereço. O site está disponível em citroenorigins.com. Vale a pena, mesmo sem o DS e o SM.

Mas se quiserem mesmo ver o DS e o SM o Jay Leno tem dois vídeos bastante longos dedicados a cada um, uma vez que ele tem estes dois modelos.

Acidente fatal num Tesla em modo autónomo

Ocorreu o primeiro acidente fatal com um carro com funcionalidade de condução autónoma. Um Tesla Model S que tem esta funcionalidade em Beta.

Beta no mundo da programação é quando um produto ou funcionalidade ainda não está devidamente testado. Isto não tem grande problema quando se trata de um cliente de email ou um website, mas num sistema de condução autónoma não faz grande sentido.

Função Autopilot no Tesla Model S

Sempre fui contra o modo de trabalho da Tesla e arrepia-me a ideia de empresas como a Apple e Google estarem a testar a criação de automóveis. Desde funções criticas serem controladas por touch screen a tratarem um carro como um PC ou telemóvel em que podem colocar funções para teste, é algo que não faz qualquer sentido.

É impossível imaginar algo desde género a acontecer numa Volvo ou Mercedes, empresas que estão a investir bastante nesta tecnologia e que estão anos e anos em testes para garantir que nada de errado possa acontecer.

No caso deste acidente levanta-se a questão, de quem é a culpa? Do condutor que não estava a controlar o seu veículo, ou do fabricante que desenvolveu software para que o veículo se controle de forma autónoma e que falhou?

São conhecidos os vídeos em que este sistema se baralha, mas também os quase acidentes que o sistema evita. O senhor que faleceu tem ele próprio um vídeo desses.

Neste caso e de acordo com a Tesla nem o sistema nem o condutor repararam na galera de um camião, branca, porque o céu estava com uma cor muito clara, então não foi aplicado o travão de forma autónoma levando ao acidente fatal.

Isto vai também atrasar a colocação no mercado deste sistema, especialmente em solo europeu, mas ficamos todos a ganhar com mais segurança e testes aprofundados sobre estes sistemas. E é bom que fique por aqui as funcionalidades Beta em automóveis, não se vão lembrar de outras funcionalidades como um novo modo de ABS ou ESP em Beta que poderá falhar.

Como descontaminar a pintura com Iron X

Descontaminar a pintura deve ser o processo mais chato de se fazer num detalhe. Horas a passar a claybar para remover os contaminantes para de seguida polir para remover as marcas que ficam para trás.

Nestes últimos anos começaram a aparecer removedores férreos que vieram ajudar nesta tarefa ingrata. O mais antigo e por enquanto ainda o melhor é o Iron X da CarPro. Não substitui a claybar mas reduz bastante o seu uso.

Se não fazem ideia do que estou aqui a falar, a pintura de um carro é contaminada com contaminantes férreos vindos de industrias, resinas de árvores, alcatrão, entre outros contaminantes. O verniz vai perdendo brilho e a pintura fica áspera. Com este processo estes contaminantes são removidos e a tinta volta ao seu estado original.

Se sabem do que estou a falar e ainda não experimentaram o Iron X ou semelhante, fica aqui o guia sobre como usar.

Lavagem inicial

Antes de se começar a descontaminação devemos lavar o carro. A lavagem do carro remove alguns contaminantes e como é óbvio retira a sujidade. Não serve de nada estar a gastar produto a remover contaminação que iria sair com uma lavagem.

Pré-lavagem de espuma antes do Iron X

Eu faço sempre uma pré-lavagem de espuma em todo o carro (pintura, vidros, jantes, frisos, etc), passo o carro por água e de seguida lavo-o normalmente. De seguida seco o carro na totalidade para não existir água a diluir o Iron X.

Equipamento essencial

Os produtos de detalhe têm, regra geral, cheiros bastante agradáveis. A embalagem do Iron X também diz que cheira a cereja, mas é mentira. Este é o produto mais mal cheiroso que já usei em detalhe, e nem é um cheiro que seja tolerável, é um cheiro nauseabundo que fica no ar durante dias.

Equipamento necessário para aplicar o Iron X

É por isso que aconselho o uso de máscara e luvas, não só para nos proteger porque estamos a manusear um produto químico, mas porque o cheiro fica entranhado na pele.

Devem também estar num local bem arejado. Mesmo com circulação de ar o cheiro ficou na garagem durante 1 dia de forma intensa.

Aplicação do Iron X

Com o carro bem seco e devidamente equipados vamos pulverizar o Iron X em todo o carro. Pintura, vidros, jantes. O produto vai começar a actuar e vai ficar com uma cor roxa, indicando que está a dissolver os contaminantes férreos.

Jantes descontaminadas com Iron X

Esta foto não mostra o verdadeiro efeito do Iron X, primeiro porque o carro é azul escuro, segundo porque já tinha sido descontaminado recentemente pelo Miguel da Extreme Detail, que tem feito um trabalho fantástico no carro. As lavagens recorrentes e o evitar estacionar em baixo de árvores e afins também ajuda a evitar a contaminação da pintura.

O efeito é mais visível nas jantes por ser um local com mais contaminação e pela cor cinzenta da maioria. Por causa disto existe a ideia que o Iron X funciona melhor em carros de cor clara, o que não é verdade, apenas se vê mais o efeito nestas cores.

Iron X a actuar na pintura

Como podem ver no chão o produto está a escorrer roxo, removendo contaminantes da pintura, mas sem se notar este efeito na pintura.

Deixamos o produto actuar durante uns 5 a 10 minutos e nas zonas com mais contaminação podemos agitar o produto com um pincel que seja suave para a pintura ou uma luva microfibras para o efeito para auxiliar na remoção dos contaminantes.

Após este período vamos passar todo o carro por água, mas água com abundância. Devemos garantir que não fica produto na pintura, frisos, vidros, etc.

Descontaminação com claybar

É verdade, o Iron X não substitui a claybar. Podemos passar a mão pela pintura e esta irá estar mais lisa, nalguns locais mesmo sem contaminação. Então se é preciso usar claybar, para quê usar um produto como o Iron X?

O Iron X remove alguns contaminantes sem existir contacto com a pintura, o que evita defeitos a corrigir no polimento. Depois basta usar a claybar em menos quantidade apenas nos locais que ainda apresentam contaminação. Isto vai reduzir as marcas na pintura e o trabalho de polimento.

Claybar a ser usada depois do Iron X

No meu caso algumas partes do carro ainda apresentavam contaminação após usar o Iron X, mas nada que se compare ao estado da pintura antes deste processo.

Pintura descontaminada

Com o uso do Iron X a descontaminação é feita de forma mais rápida, com menos marcas na pintura que precisam de polimento e são removidos contaminantes férreos que por vezes as claybar deixavam passar ou obrigavam a um uso intensivo para os remover.

A pintura fica assim sem contaminantes e pronta para trabalhos de polimento, aplicação de selantes ou ceras.

Auto Finesse Spirit aplicada depois da descontaminação

Pontos positivos
– Remove contaminantes férreos e outros sem contacto com a pintura
– Relativamente fácil de aplicar
– Acção rápida

Pontos negativos
– Cheiro nauseabundo
– Não remove todos os tipos de contaminantes

O novo formato de classificação da F1 falhou

Vettel nas boxesComeçou a temporada de 2016 da F1 e com novas equipas pensei que a classificação na Austrália ia ser interessante. Esqueci-me foi que o novo formato de classificação já tinha sido colocado em funcionamento logo neste grande prémio.

Quem jogou Need for Speed, fosse o Porsche Unleashed ou o Underground, deve conhecer o formato de corrida Lap Knockout em que a última pessoa numa volta é eliminada. Bom, isto seria a ideia mas não é bem isto. Na realidade após alguns minutos os carros com os piores tempos começam a ser eliminados a cada 90 segundos. Claro que com toda a gente a sair no inicio da classificação e a mudar de pneus e a abastecer 90 segundos não chegam para fazer a volta de saída e completar uma volta com tempo competitivo. Nem para o carro que está prestes a ser eliminado nem em certos casos para os dois seguintes.

Conclusão, em vez de termos alguma emoção na Q3 com os carros a acabarem as suas voltas e a melhorarem tempos temos um Vettel fora do carro a mais de 5 minutos do final da Q3 e a pole decidida para o Hamilton.

Os últimos 3 minutos que são os mais “mexidos” serviram para ver apenas os pilotos a serem pesados, os mecânicos a arrumar os carros e pouco mais. Foi um fiasco completo e o sentimento geral é que se deve voltar ao formato antigo já na próxima qualificação.

E o foco é tão grande no tempo que falta para um carro ser desclassificado que não vi na transmissão uma única volta decente, o foco estava apenas no contador de 90 segundos a descer e não no que os pilotos faziam na pista.

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