Carros modificados

Carros modificadosÉ um facto, ninguém o pode negar, a moda dos carros modificados está em todo o lado. Antigamente a moda era ter uma mota, agora toda a gente quer um carro modificado, e mesmo que de uma forma discreta existem muitos carros modificados nas nossas estradas.

Desde o mais modesto Fiat Uno até a um magnifico Ferrari 360 Modena, os carros modificados aparecem nas estradas nacionais como que se de algo normal se tratasse. Ainda à pouco mais de 7 anos existiam poucos sites sobre carros modificados, hoje em dia são tantos que competem entre eles e partilham conteúdos e informações.

No entanto, como em tudo, os portugueses deixam-se sempre ficar para trás. O problema não é a nossa localização ou o nosso poder de compra, o problema é o de sempre, é o povo. No Brasil a cena dos carros modificados cresceu de tal forma que foram criados espaços a pensar nos adeptos deste movimento, foi criado um café, chamado Racing Café (o verdadeiro, não aquela tentativa de café no Cacém). Ideias não faltam em Portugal, mas a ganancia é tão forte que esses projectos acabam por ser meras conversas de café.

No Brasil no entanto continuam a existir carros modificados de baixa qualidade, ou como cá temos os jovens que gostam de impressionar as raparigas no seu carro antigo sem caracter, adicionando uns “mijas-mijas” com leds azuis e uma saida de escape universal, material que faz barulho e dá nas vistas e é barato. No entanto no Brasil, tal como a sociedade, existe uma grande diferença entre os carros realmente modificados e os carros “espanholados”. Temos máquinas como Maserati ou Porsche e outros carros mais modestos como Audi ou Volkswagen, no entanto a escolha do material e o bom gosto é de tal maneira cuidado que acabam por se produzir sempre carros modificados de grande qualidade.

Um carro para ser modificado não precisa de muito, basta que de origem seja um carro com carácter, com aspecto desportivo, com linhas arrojadas, depois bastam 4 jantes, umas molas para rebaixar e ai está um carro modificado de uma forma muito simples e com cabeça. Não vamos por um “aileron matias” num carro familiar com uns tampões e jante 13″ não é verdade?

Tudo isto para dizer que os carros modificados (ou tuning como lhe chamam cá) estão para ficar, embora o mau gosto ainda predomine nas mentes mais “saloias” de alguns portugueses.

O último Top Gear de 2005

Mazda MX5Foi dia 27 o último episódio do Top Gear da série 7, mas eles voltam na primavera (tal como o Fifth Gear).

Foi testado o Volkswagen Golf R32 contra o BMW 130 e o veredicto caiu sobre o R32. Pessoalmente também concordo, acho que naquele caso o Golf é mais carro, embora eu não goste de Golf’s. Também fizeram uma brincadeira e colocaram a “geração” Max Power contra os proprietários de carros classicos, e o resultado está à vista (também escolheram um carro muito mau). Também tiveram a corrida entre o Mazda MX5 e o Greyhound e o Jeremy esteve a tentar descobrir as diferenças entre o simulador GT4 e o circuito real de Laguna Seca.

Ainda o momento alto de humor do programa, os prémios Top Gear com muito humor à mistura.

Top Gear Revved Up

Revved UpPela primeira vez foi lançado um DVD do Top Gear (e não do Jeremy) com o nome Revved Up. O DVD tem um apanhado do melhor da série 6 e mostra alguns momentos míticos como a tentativa de destruição da Toyota Hilux, a compra dos três Porsche, a corrida das MPV e algumas falhas que não foram para o ar.

Vale a pena ver (ou rever) os melhores momentos da série 6 do Top Gear neste DVD que tem como “apresentador” o hamster.

Top Gear nos States

The StigA pouco mais de 24 horas para o que será, se não estou em erro, o último episódio desta série do Top Gear descobri que este programa vai passar a ter uma versão independente para os Estados Unidos. O que me preocupa é que vai ser o mesmo que o Pimp my Ride para a versão inglesa. Os apresentadores vão ser diferentes, o cenário e a pista diferentes, sem público (ou condutores de Subarus como o Jeremy costuma dizer) mas claro, existe alguém que continua presente e é insubstituivel.

Some say that his earwax tastes like Turkish Delight, and that he is confused by stairs… All we know is, he’s called The Stig

É verdade, o Stig foi gravar o episódio piloto para o Discovery, agora está nas mãos deles aceitar ou não o programa. De qualquer forma o que me interessa é que continuo a ter acesso à versão original do Top Gear.

Amanhã o episódio vai ter os prémios para os melhores carros de 2005, o Richard e o James a tentarem por a “geração” Max Power (tuning) contra os proprietários de carros classicos e o Jeremy vai jogar Gran Turismo, mas a sério, na California.

Vão também comparar quem é mais rápido, um Greyhound ou um MX-5.

Fico ansiosamente à espera deste episódio.

Carros de Guerra – Volkswagen – 2ª Guerra Mundial

Hoje vou falar um pouco de história, mais própriamente a história da Volkswagen, essa marca adorada pelos portugueses, país de diesel-maniacos. Vou no entanto focar essencialmente o seu papel na 2ª Guerra Mundial.

Antes de mais como podem verificar esta entrada no blog difere das outras, isto para que a leitura seja facilitada e que as imagens correspondam aos textos.

Carros de Guerra - Tatra T97O início
A Volkswagen iniciou a sua actividade na época de 1930, e o seu nome como todos sabem advêm das palavras Volks (povo) e Wagen (carro), isto porque Adolf Hitler queria que quase todos os alemães pudessem ter um carro próprio. Ferdinand Porsche na altura chegou à conclusão que o melhor design para um carro destes tinha que ser baseado no Tatra T97.

História da Tatra
Um pouco de história dentro de história, Tatra (nome com origem nas montanhas Tatra) é uma marca da República Checa. A companhia foi fundada em 1850 e começou a sua actividade a produzir carrinhas e carruagens e foi a primeira companhia a construir um carro a motor na Europa, mais precisamente em 1897, de nome Präsident. Segundo registos históricos afirma-se que a Tatra foi um dos três fabricantes de automóveis mais antigos do mundo, a seguir à Daimler Benz e à Peugeot. A produção de carros Tatra foi suspensa em 1999 mas a empresa continua a fabricar camiões.

O desenvolvimento do Käfer
Hans Ledwinka, o engenheiro austriaco responsável pelo Tatra discutiu algumas das suas ideias com Ferdinand Porsche, que as usou para produzir o Käfer (Carocha). No entanto Hitler ordenou algumas alterações ao modelo, tornando-o mais económico, fiável, fácil de usar e economicamente acessível e eficiente para reparações e peças. A intenção era que os alemães pudessem comprar o carro com um método de poupança “Fünf Mark die Woche mußt Du sparen, willst Du im eigenen Wagen fahren” (Poupe cinco Marcos por semana para conduzir o seu próprio carro), com cerca de 336,000 pessoas a aderir a este método. Após a Guerra Mundial a Volkswagen cumpriu o seu método de poupança, ao contrário da Ford que possuia um sistema semelhante. Protótipos do carro, de nome KdF-Wagen apareceram a partir de 1936, tendo o primeiro carro sido produzido em Estugarda. Nesta altura o carro já tinha a sua aparência única, redonda com o motor montado sobre o eixo traseiro e arrefecido a ar, especificações semelhantes aos do Tatra.

Erwin Komenda desenvolveu a carroçaria do protótipo, que é muito semelhante ao Carocha que conhecemos hoje em dia. Este foi um dos primeiros carros a ser desenhado recorrendo a um tunel de vento.

A fábrica na nova cidade de KdF-Stadt (agora conhecida como Wolfsburg) só produziu umas escassas unidades do modelo, quando a guerra começou em 1939. Nenhum destes carros foi entregue a quem tinha completo a sua caderneta de poupanças para ter um Carocha, embora um modelo Type 3 Cabriolet tenha sido apresentado a Hitler no seu 50º aniversário

A guerra obrigou a que a fabrica se dedicasse a produzir veículos de guerra, como o Type 81 Kübelwagen e o Schwimmwagen.

Carros de Guerra - Volkswagen KübelwagenVolkswagen Kübelwagen
Este é, sem dúvida, o nome mais comum dos modelos da Volkswagen no tempo da guerra, o Kübelwagen. Este nome era atribuido a carros militares descapotáveis. A palavra Kübelwagen é bastante usada quando se fala do modelo Volkswagen 82, uma versão militar do Carocha.

Na sua primeira encarnação cerca de 52,000 unidades foram fabricadas antes e durante a 2ª Guerra Mundial para os militares alemães, na mesma fabrica que os Carocha em Kdf-Stadt (Wolfsburg). O Kübelwagen fez o papel de jipe para os alemães mas apenas tinha tracção traseira, no entanto devido ao seu baixo peso este veículo tinha um comportamento aceitável mesmo fora de estrada.

Ferdinand Porsche desenvolveu uma versão com tracção às 4 rodas. Existiram algumas versões do Type 86 com tracção às 4 rodas, mas o projecto foi abandonado em favor ao Type 87, uma versão com tracção às 4 rodas do modelo Type 82. Apenas algumas unidades foram construidas (provavelmente meia dúzia, em Estugarda), no entanto este veículo é importante a nível histórico pois foi o primeiro veículo da Porsche com um motor de 1086cc, que foi usado mais tarde no Porsche 356. Este projecto no entanto também abandonado a favor do Schwimmwagen.

Carros de Guerra - Volkswagen SchwimmwagenVolkswagen Schwimmwagen
O Schwimmwagen (Porsche Type 128 e 166) foi um veículo amfibio usado pelo exercito alemão com alguma frequencia. Mecanicamente era baseado no Kübelwagen, que por sua vez era baseado no Carocha, e foi produzido pela Volkswagen na fábrica de Wolfsburg com a carroçaria produzida por Ambi Budd em Berlim.

Todos os Schwimmwagen tinham tracção às 4 rodas.

Conclusão
Fartei-me de escrever e descobri umas coisas interessantes nesta pesquisa que efectuei sobre os VW usados no tempo da Segunda Guerra Mundial. A Tatra mais tarde foi indeminizada pela Volkswagen em 1961 e continuou a produzir carros de luxo, ao nível dos BMW e Mercedes da altura, alguns deles com performance superior. Os veículos de guerra foram baseados no Volkswagen Käfer (Carocha), que continuou a ser produzido após a 2ª Guerra Mundial, tendo na altura como concorrentes o Citroën 2CV e o Fiat 500.

Se encontrar mais dados relevantes escrevo algo sobre os Tatra, fiquei curioso!

Bugatti Veyron 16.4 no Top Gear

Bugatti VeyronBasicamente este foi um episódio do Top Gear que se pode resumir em poucas linhas. Primeiro o hamster testou o novo carro da Marcos, uma marca que não é muito conhecida (Marcos Mantula, alguém se lembra?), o Nigel Mansell esteve no programa a conduzir o Liana, levaram dois Porsche com o Stig para um estádio onde decorreu uma especial de Rallye e… Bugatti Veyron, Bugatti Veyron, Bugatti Veyron.

O episódio acabou na Inglaterra, eu fui ver um filme, entretanto o episódio foi partilhado na web, fui ver outro filme, o episódio entretanto acabou de fazer download e lá fui eu ver. Fiquei completamente pasmado, como é possível? O grupo VAG está de parabéns. O Bugatti Veyron 16.4 é o supercarro!

O Jeremy não se calava, e apesar de ele ser um pouco infantil nestas coisas tenho que lhe dar razão. Eu tinha as minhas dúvidas em relação a este carro ver a luz do dia, é um carro que está a ajudar a “falência” do grupo VAG, mas é genial!

Na maioria das filmagens o carro passava tão depressa que quase não nos apercebiamos do que era, são os números a falar, os tais 2,5 segundos em aceleração, os 1001cv e o limitador electrónico aos 406km/h. Outro número importante, existe a possibilidade de esvaziar o depósito de 100 litros em apenas 12 minutos.

No fim o Jeremy disse uma coisa muito acertada, ele ficou triste porque nunca mais vai conduzir algo assim tão rápido, não tem dinheiro para um carro destes, e o Veyron 16.4 está para o mundo automóvel como o Concorde está para o mundo da aeronáutica, é o mais rápido de sempre, vai acabar e vamos ter muito tempo sem que algo desta dimensão volte a ser antigido. É um teste tecnológico cheio de perfeição.

Deixo aqui algumas fotos para quem ainda não viu.

Top Gear Bugatti VeyronTop Gear Bugatti VeyronTop Gear Bugatti VeyronTop Gear Bugatti VeyronTop Gear Bugatti VeyronTop Gear Bugatti VeyronTop Gear Bugatti VeyronTop Gear Bugatti VeyronTop Gear Bugatti Veyron

Como alguém uma vez disse, nunca pensei viver para assistir a este momento!

Para a semana não temos Top Gear, e para a outra semana é Natal, dia 25 por isso começo a ficar preocupado, será que só para o ano? A ver vamos… Por enquanto vou aprenciando o Bugatti Veyron 16.4.

Novo Civic

Novo Honda CivicAo ver o Fifth Gear o que mais me despertou a atenção foi o novo Honda Civic, por isso vou-me limitar a escrever sobre ele.

O carro tem o design de um protótipo, acabamentos de alta qualidade, o tablier tem vários detalhes inteligentemente dispostos e com algo interessante: Do lado esquerdo a vermelho temos os leds que indicam as rotações, do lado direito leds verdes que indicam a condução ecológica. É como ter um diabo e um santo em cada ombro!

Só aquela traseira é que não me convence.

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