Alarme para Carros

Alarme Clifford para carroComprou um automóvel novo ou quer ter mais segurança no seu automóvel actual e não sabe como o fazer, qual é o primeiro conselho que recebe dos seus conhecidos? Exacto, eles aconselham a instalação de um alarme. Você vai a correr para um electricista da esquina e pede para lhe instalarem um alarme barato, paga e volta para casa tranquilo porque tem o seu automóvel seguro. Ora, você não poderia estar mais errado.

Vamos supor que o seu alarme barato está instalado, provavelmente (com sorte talvez) trás sensores volumétricos e dispara se lhe abrirem as portas ou se detectar movimento dentro do carro. O que acontece se lhe assaltarem o carro? O alarme é capaz de tocar, mas antes de avançar, se você ouvir um alarme tocar vem à janela? Então se você não ouve o alarme do seu carro tocar ninguém vem à janela ver o que se passa, logo o seu investimento está em risco. Mas continuando, como o seu alarme é barato provavelmente não tem uma sirene auto-alimentada e não tem um sensor de abertura do capot, portanto é fácil “limpar” o seu carro sem você dar por isso, basta cortar 1 ou 2 cabos.

Presumo que a maioria dos leitores estão agora a entrar em panico porque não sabem se a sua sirene é auto-alimentada, mas isto é fácil de comprovar, desliguem a bateria do veículo (ou desliguem a sirene) e se ela não tocar já sabem.

Ao que parece isto da segurança nos automóveis não é assim tão linear não é verdade? Então como escolher um bom alarme? Até é bastante simples.

A maioria dos carros novos trazem alarme e imobilizador, muitos deles (se forem de qualidade) trazem um sensor microondas de uma zona (interior do automóvel), que é superior aos sensores volumétricos, principalmente em carros descapotáveis, reduzindo o risco de falsos alarmes. Outra vantagem é que estes módulos já vêm devidamente calibrados para o automóvel que compra, por isso os carros novos já vêm minimamente protegidos. Mas existe melhor? Claro.

Antes de mais escolha um alarme que lhe permita utilizar imobilizadores, ou vulgarmente chamados cortes de corrente. Embora de funcionalidades diferentes, o principio é o mesmo, cortar o acesso à ignição, ao motor de arranque ou à bomba de combustível. Se o seu carro tiver imobilizador de origem melhor, ficará com dois imobilizadores, um só desbloqueado com o código da chave, outro só desbloqueado com o código do alarme. Com este sistema é virtualmente impossível que lhe levem o carro.

Pessoalmente para mim um dos acessórios indispensáveis num alarme é um pager. Estes têm normalmente um alcance de 1500 a 2000 metros em campo aberto a receber sinal (quando se dá o alarme no carro), sendo este alcance reduzido quando existem obstáculos (prédios, arvores, etc). Imagine que está em casa mas com o carro estacionado duas ruas abaixo da sua, não vai ouvir a sirene do seu alarme, mas o pager vai-lhe dar o alerta e informa-o do que se passa, dependendo do modelo, dizendo se é o sensor de choque que dá o sinal, se é o sensor microondas, se lhe abriram uma porta ou até mesmo se o carro está a trabalhar.

E já que falo de sensores, estes são os acessórios indispensáveis. Existem vários tipos de sensores no mercado, cada um com várias utilidades e dependendo do seu alarme poderá ligar vários sensores. Os sensores mais comuns são os volumétricos/ultrasónicos em que o sensor é visivel e normalmente se encontra no topo dos pilares A dos automóveis. Estes sensores são fiaveis, mas podem ser “enganados” facilmente pelo amigo do alheio, claro que por razões de segurança não vou explicar como.

Um sensor que é antigo, mas continua a ser bastante útil, é o sensor de choques. O nome diz tudo, o sensor é preso à carroçaria do carro e sente as vibrações e os choques, dando o alarme. Este sensor, infelizmente, quando mal instalado é frequente dar falsos alarmes, mas isto aplica-se a todos os sensores.

Outro tipo de sensor que começa a ser comum e bastante eficiente é o sensor microondas, que também detecta os movimentos dentro (ou fora) do carro. Este sensor é útil, pois pode ser escondido onde você desejar (preferencialmente no meio do veículo) e devido à sua tecnologia, embora os obstáculos possam reduzir o sinal, ele continua a existir ao contrário dos sensores volumétricos.

Além destes sensores mais comuns existem os sensores de levantamento que são úteis para quem tem umas jantes “apeteciveis”, os sensores infrasónicos que comparam a pressão no interior e no exterior do veículo e os sensores que detectam o som de vidro a partir.

Mas um alarme não se compõe apenas por uma sirene, um comando e um sensor. Apesar de ser mais que suficiente para a maioria dos proprietários de automóveis comuns, um alarme para carros pode receber variados acessórios, sendo o mais conhecido e mais utilizado, principalmente em veículos de luxo, o gps tracking com imobilizador wireless. Imagine controlar a localização do seu carro por GPS e poder desligar a ignição ou a bomba de combustível remotamente. Provavelmente o amigo do alheio pensará que o seu carro avariou e desiste da ideia, até que a sirene começa a tocar e você alerta as autoridades com a localização do carro. Este sistema claro, tem um preço anual para o controle por GPS e, normalmente, o serviço GSM para desligar remotamente o veículo.

E apenas por curiosidade, sabia que existem alarmes que tiram fotografias ao interior do seu veículo e lhe enviam várias fotos para o pager?

Se tiver experiência tente montar você algumas partes do alarme e certifique-se com o seu instalador que todos os cabos são devidamente isolados e não vai conseguir desligar o alarme ao cortar apenas dois cabos ou a dar um pontapé no tablier. Não se esqueça de escolher um local para os sensores de acesso fácil para si para que possa, se necessário, calibrar os mesmos sem recorrer ao seu instalador. A instalação do alarme é dos passos que mais conta para a sua segurança, por isso escolha um instalador certificado, que lhe transmita confiança.

Assegure-se que os seus sensores estão devidamente calibrados, teste num local fechado ou onde não vá deixar o seu carro estacionado se os sensores dão o alarme devido. Para isto desligue a sirene, caso contrário só vai chamar a atenção e chatear os vizinhos, verifique se o alarme dispara pelos piscas (ou pelo pager se tiver um) e certifique-se que não vai ter falsos alarmes. Se quiser testar um sensor de choque dê pancadas nos vidros e nunca na chapa porque esta amolga com facilidade (mais do que pensa).

E para além do alarme, deixo-lhe aqui outras dicas que podem ser úteis:
– Evite utilizar os autocolantes com a marca do seu alarme
– Não deixe objectos à vista ou “mal escondidos”
– Evite dar nas vistas, mesmo na rua onde mora
– Tente estacionar sempre em locais movimentados e com visibilidade
– Leve sempre os objectos de valor consigo e não os deixe no carro

Nova temporada Top Gear

Top GearComeçou uma nova temporada do Top Gear. Ao que parece vão ser apenas 6 episódios, mas prometem. Neste primeiro episódio já deu para ver algo engraçado, levaram um Porsche, um Aston Martin e um BMW para a “Isle of Man”, um paraiso automobilistico cheio de curvas e sem limites de velocidade! Para verem realmente qual era o melhor carro cortaram uma estrada e escolheram um piloto… The Stig!

Pelo que deu para ver do que a temporada vai ser, isto promete! Pena os carros começarem a ser muito repetitivos, mas não deixa de ser uma hora de puro entertenimento.

Já agora, quem tiver possibilidade de passar umas férias e levar a sua máquina atrás tem que ir para www.isleofman.com.

O último Smart Roadster

Smart RoadsterFiquei agora mesmo a saber que o Smart Roadster foi descontinuado. Ao que parece fizeram o 43.000 Roadster 4 de Novembro, o último deste modelo, que era o único interessante da Smart. É pena, eu gostava muito deste carro e até gostava de ter um para as brincadeiras.

Agora ficam os utilitários (embora ache que o ForFour não seja muito racional). Ao que parece a Smart já fez perder 3.5 mil milhões de euros à DaimlerChrysler.

Ferrari F430 Spyder no Fifth Gear

Ferrari F430 SpyderSem dúvida, o Fifth Gear melhorou muito a qualidade do programa. A reportagem que o Tiff fez ao F430 Spyder está genial, tanto a nível fotográfico como no “guião” da reportagem, começando por admirar o carro, falando dos seus detalhes de design, o funcionamento do carro e claro está, umas voltinhas pelo circuito com os vários modos de condução, explicando detalhadamente cada um deles.

Neste episódio também testaram o Megane Sport contra o Astra VRX, descobriram as diferenças entre gasolina normal, Shell Optimax e a BP Ultimate e a Vicki tentou conduzir sem ver nada num BMW M5. Falaram também de um concept da Hyundai, o WOW que foi pensado no transporte de cães, com vários sitios para prender os cães, cintos de segurança e casotas. Até os pneus deixam um rasto com patas de cães… Mas ao que parece o concept foi roubado “sem deixar nenhuma pista”.

Estou ansioso para ver a Vicki no próximo programa a testar o MX-5 em Portugal.

Audi R8

Audi R8O Audi Le Mans quattro, aquele concept com faróis em leds e aspecto futurista sempre vai ser produzido, mas com o nome R8. A produção em série vai começar no ultimo trimestre de 2006 na fabrica de Neckarsulm na Alemanha. 32 milhões de dolares são ser investidos para produzir o R8.

O Audi R8 deve começar a ser comercializado no segundo trimestre de 2007.

Koenigsegg CCR

Koenigsegg CCRTodos temos o nosso super carro de eleição. Mesmo que, como é o meu caso, o meu carro de sonho é um carro medianamente acessível, o meu carro exótico preferido é o sueco Koenigsegg CCR.

Antes de mais devo frisar que adoro este carro, não por ser o “carro mais rápido do mundo”, isso é uma criancice, mas sim pelo seu aspecto, pela qualidade da construção e todos os detalhes inteligentes que este carro tem. Indirectamente sim, estou a afirmar que se o carro não fosse sueco tinha que ser inglês!

O design do Koenigsegg é qualquer coisa de fantástico e o detalhe das portas abrirem de uma forma inteligente, para cima, poupando espaço (ao contrário dessas aberrações lambo style doors que se vêm no tuning) e de uma forma tão subtil que transmitem elegância.

O único defeito que consigo por no interior deste automóvel tem de ser a manete das mudanças. É estupidamente comprido, mas como se diz, com dinheiro tudo é possível. Se comprasse um Koenigsegg CCR ele tinha que vir com um short-shift e com o ferro da manete muito mais curto, estilo Honda S2000. Estranhamente em várias fotografias e modelos testados na televisão a altura do ferro nunca é igual. De resto aquele interior em cores claras e o exterior em laranja, como na foto acima, ficaria a combinação perfeita para uma maquina subtil e com classe, embora neste aspecto continue a achar que a Aston Martin continua num patamar muito superior, quase inalcançável atrevo-me a dizer. A exclusividade e a imagem imperam, e são esses os pontos fortes que me fazem gostar dum automóvel.

A primeira vez que vi esta máquina infernal a andar foi num episódio do Top Gear, o Koenigsegg, daquela vez a versão CC, fazia um barulho único e lembro-me que tentaram comparar o carro ao Zonda no que toca a velocidade máxima. E já que foquei o assunto da velocidade máxima, o Koenigsegg CCR alcançou os 388km/h no circuito de Nardo, na Itália, onde o McLaren F1 apenas deu 372km/h. O dono desta marca sueca, Christian von Koenigsegg, está convencido que o carro em é capaz de passar a marca dos 395km/h, velocidade para a qual foi projectado. Existe no site da Koenigsegg um video sobre o acontecimento.

No entanto velocidade não é tudo e certamente que não seria pela velocidade que o compraria, mas isto ajuda a tornar o Koenigsegg CCR ainda mais exclusivo, podendo vir a ser o primeiro carro produzido em série a passar os 400km/h, se os pneus assim o permitirem.

Prius “esgotado”

É bastante normal termos uma lista de espera para comprar um carro desportivo ou um carro de luxo. Muitas vezes até para comprarmos um carro familiar ou utilitário temos uma espera, embora seja no máximo de 1 a 2 meses. O que a maioria dos “petrol-heads” fanáticos nunca iriam pensar é que iria existir uma lista de espera para um carro híbrido que se tornou tão extensa que a marca decidiu suspender as vendas do veículo.

Exactamente, o Toyota Prius tem neste momento as suas vendas suspensas nos Estados Unidos depois de uma procura de tal forma elevada que obrigou a quem fez encomendas a estar numa lista de espera que excede os 6 meses.

Ao que parece os americanos abriram um pouco os olhos e fizeram o que deveria ser feito noutros países, um pacote de benefícios para os veículos híbridos (sou também a favor dos veículos a GPL e biodiesel) e as vendas dispararam em flecha.

Boa publicidade para a Toyota que, pelo que parece está a mudar a sua estratégia de mercado (Toyota, Lexus e Subaru dizem alguma coisa?). Vamos esperar e ver…

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