Fifth Gear com a Vicki a conduzir o Mazda MX5

Vicki no Mazda MX5Estive a ver o episódio do Fifth Gear em que a Vicki fez o test drive do Mazda MX5 em Portugal, e realmente fiquei com vergonha! O MX5 foi testado em circuito cá, mas num kartodromo. Realmente devemos ser uma tristeza, tirando o circuito do Estoril e o circuito de Braga só nos sobram os kartodromos. O episódio em si também foi um pouco fraco, testaram o BMW M6 que, pelo preço a mais que custa não estou a ver o objectivo do carro, o Mazda MX5, tentaram comprar um carro usado para o venderem mais tarde, mas compraram um Ford Puma bastante inflacionado (um pouco como comprar um celica em Portugal), e falaram por alto de um Mercedes R Class.

Mostraram também as técnicas da policia forense para detectarem as causas de um acidente, sem dúvida interessante. Espero que o próximo episódio seja mais emocionante.

Homologar pneumáticos/jantes de maiores dimensões

Jante do 106 XSIPartilhei no fórum do Autogás (que por ter lá um banner irritante da Galp com música não merece link) as peripécias de pedir algo tão simples como mudar uma medida de pneumáticos no livrete. Como, ao reler o que escrevi percebi o que realmente sofri decidi partilhar com quem lê este blog (se é que alguém o lê) a dificuldade que é neste país ter um carro legal.

O meu Peugeot 106 XSI vinha com as jantes do Saxo Cup, primeira fase, como podem ver na foto, detalhadas e brilhantes. Estas jantes traziam pneus 185/55 R14 ao contrário dos 175/60 R14 de origem, uma diferença de 1,15%. Estas medidas estão homologadas no modelo 106 R2 que tem o mesmo chassis que o meu. Enviei um email à Peugeot a pedir a homologação da medida, pediram-me mais uns dados e passado um mês recebo em casa uma carta da Peugeot com a homologação assinada pelo director da DSV. Nessa carta dizia que era necessário preencher o impresso nº 1402 com os dados a figurar na actualização do livrete, tal como na folha de legalização, e juntar uma cópia do BI e do registo de propriedade.

Todo contente com os documentos na mão chego bem cedo à DGV, tiro senha e preencho o tal impresso. Após 2 horas de espera sou atendido e a senhora que me atendeu (tipica galinha funcionária pública, desculpem-me o esteriótipo) começa logo a olhar para a carta e o documento da homologação contra a luz e diz-me com um sorriso de quem já estragou o dia a mais um “mas isto não está carimbado” ao que respondi prontamente que não era necessário porque a folha estava assinada pelo director da DSV e que o documento tinha sido enviado pela Peugeot. Ela responde prontamente que qualquer pessoa poderia tirar fotocópia daquele documento, e consultou as suas colegas se aquele documento poderia seguir sem carimbo branco, ao que elas responderam prontamente que não, mesmo sem ver de que se tratava. Eu tentei explicar que o documento da homologação era de conhecimento da DGV e que a marca tinha dado autorização àqueles veículos para poderem usar aquela medida de pneumáticos. A senhora disse que não, que tinha de ir à Peugeot pedir um carimbo branco e que já tinha mandado lá outro senhor fazer o mesmo. Entretanto deu uma vista de olhos pelo impresso e disse que estava tudo bem preenchido.

Depois de uma manhã perdida pus-me a caminho de Alfragide para a Peugeot Portugal onde prontamente me informaram que não era necessário carimbo branco, e que eles não poderiam fazer mais nada, a culpa era da DGV. Claro, não os vou contrariar, até lhes dou toda a razão, mas tão farto com o assunto e depois de ter perdido um dia de trabalho desisti e não voltei à DGV.

Andei durante sensivelmente 6 meses ilegal desde essa peripécia (já andava, mas agora tinha documentos para a legalização comigo) até que à coisa de 2 meses me enchi de coragem e voltei à DGV. Desta vez “apenas” 3 horas de espera.

Sou atendido por uma senhora tipica da função pública e não se põe a olhar para a luz para ver se tinha carimbo, “boa” pensei eu, provavelmente algumas marcas devem ter notificado a DGV da incompetência que aquele serviço é e lá as informaram que aquilo serve. Tudo corria bem, até que ela vê o registo de propriedade que não está em meu nome e me diz que o impresso tem que ser preenchido e assinado em nome do proprietário. Ora, prontamente respondo que no impresso diz “Nome do requerente” e sou eu que estou a requerir a alteração, não o proprietário do veículo. Nem no português eles são correctos!

Volto a casa com um novo impresso para que o proprietário assine e volto para a DGV. Desta vez como já estava perto da sua hora de encerramento (eles fecham cedo) só desesperei durante 1 hora e meia, dando mais que tempo para preencher o impresso e ficar à espera.

Sou atendido novamente e a senhora vê que se encontra tudo correcto, até que me pergunta se pus as medidas dos pneus por ordem de preferência. Ora, claro que não, coloquei como vinha na ficha de homologação, se soubesse que era por ordem de preferência tinha colocado uma sandes de courato e uma cerveja preta, sempre dava para passar o tempo! É com cada um! A senhora explica-me que podem não ter espaço no sitio das anotações e podem cortar a última medida. Ora, no sitio das anotações especiais existe espaço para cerca de 10 linhas de texto, os livretes normalmente só dão uso a duas dessas linhas, porque razão iam cortar uma medida de pneumáticos, logo a última que era a que me interessava. Dei ordem à senhora para avançar com o processo, depois logo se via, se não desse ficava para uma próxima vez.

Paguei os €25 correspondentes à alteração (ou seja, um papel verde, tinta e 75% do ordenado de um funcionário naquele dia).

Passado 15 dias chega-me a casa o livrete com a ultima medida desta forma:
185/55 R1
4

Com tanto espaço no livrete ainda me cortam a medida da jante para duas linhas!

Conclusão, para quem teve paciencia para ler tudo isto, conseguir a homologação da marca conta apenas com 25% do trabalho, o resto é mesmo sorte e conseguir passar por cima da incompetência desta maquina que é o Estado, que faz reembolsos de IRS a pessoas que, segundo eles já estão mortas, mas podem requerir documentos e informações nas finanças!

Realmente se não desse chumbo na inspecção, e nesta recente caça ao tuning a apreensão dos documentos do veículo, para as vezes que me mandam parar, acho que preferia ser multado a ter que passar por aquelas peripécias e dois dias perdidos na minha vida.http://xsi.eduardomaio.net

Alarme para Carros

Alarme Clifford para carroComprou um automóvel novo ou quer ter mais segurança no seu automóvel actual e não sabe como o fazer, qual é o primeiro conselho que recebe dos seus conhecidos? Exacto, eles aconselham a instalação de um alarme. Você vai a correr para um electricista da esquina e pede para lhe instalarem um alarme barato, paga e volta para casa tranquilo porque tem o seu automóvel seguro. Ora, você não poderia estar mais errado.

Vamos supor que o seu alarme barato está instalado, provavelmente (com sorte talvez) trás sensores volumétricos e dispara se lhe abrirem as portas ou se detectar movimento dentro do carro. O que acontece se lhe assaltarem o carro? O alarme é capaz de tocar, mas antes de avançar, se você ouvir um alarme tocar vem à janela? Então se você não ouve o alarme do seu carro tocar ninguém vem à janela ver o que se passa, logo o seu investimento está em risco. Mas continuando, como o seu alarme é barato provavelmente não tem uma sirene auto-alimentada e não tem um sensor de abertura do capot, portanto é fácil “limpar” o seu carro sem você dar por isso, basta cortar 1 ou 2 cabos.

Presumo que a maioria dos leitores estão agora a entrar em panico porque não sabem se a sua sirene é auto-alimentada, mas isto é fácil de comprovar, desliguem a bateria do veículo (ou desliguem a sirene) e se ela não tocar já sabem.

Ao que parece isto da segurança nos automóveis não é assim tão linear não é verdade? Então como escolher um bom alarme? Até é bastante simples.

A maioria dos carros novos trazem alarme e imobilizador, muitos deles (se forem de qualidade) trazem um sensor microondas de uma zona (interior do automóvel), que é superior aos sensores volumétricos, principalmente em carros descapotáveis, reduzindo o risco de falsos alarmes. Outra vantagem é que estes módulos já vêm devidamente calibrados para o automóvel que compra, por isso os carros novos já vêm minimamente protegidos. Mas existe melhor? Claro.

Antes de mais escolha um alarme que lhe permita utilizar imobilizadores, ou vulgarmente chamados cortes de corrente. Embora de funcionalidades diferentes, o principio é o mesmo, cortar o acesso à ignição, ao motor de arranque ou à bomba de combustível. Se o seu carro tiver imobilizador de origem melhor, ficará com dois imobilizadores, um só desbloqueado com o código da chave, outro só desbloqueado com o código do alarme. Com este sistema é virtualmente impossível que lhe levem o carro.

Pessoalmente para mim um dos acessórios indispensáveis num alarme é um pager. Estes têm normalmente um alcance de 1500 a 2000 metros em campo aberto a receber sinal (quando se dá o alarme no carro), sendo este alcance reduzido quando existem obstáculos (prédios, arvores, etc). Imagine que está em casa mas com o carro estacionado duas ruas abaixo da sua, não vai ouvir a sirene do seu alarme, mas o pager vai-lhe dar o alerta e informa-o do que se passa, dependendo do modelo, dizendo se é o sensor de choque que dá o sinal, se é o sensor microondas, se lhe abriram uma porta ou até mesmo se o carro está a trabalhar.

E já que falo de sensores, estes são os acessórios indispensáveis. Existem vários tipos de sensores no mercado, cada um com várias utilidades e dependendo do seu alarme poderá ligar vários sensores. Os sensores mais comuns são os volumétricos/ultrasónicos em que o sensor é visivel e normalmente se encontra no topo dos pilares A dos automóveis. Estes sensores são fiaveis, mas podem ser “enganados” facilmente pelo amigo do alheio, claro que por razões de segurança não vou explicar como.

Um sensor que é antigo, mas continua a ser bastante útil, é o sensor de choques. O nome diz tudo, o sensor é preso à carroçaria do carro e sente as vibrações e os choques, dando o alarme. Este sensor, infelizmente, quando mal instalado é frequente dar falsos alarmes, mas isto aplica-se a todos os sensores.

Outro tipo de sensor que começa a ser comum e bastante eficiente é o sensor microondas, que também detecta os movimentos dentro (ou fora) do carro. Este sensor é útil, pois pode ser escondido onde você desejar (preferencialmente no meio do veículo) e devido à sua tecnologia, embora os obstáculos possam reduzir o sinal, ele continua a existir ao contrário dos sensores volumétricos.

Além destes sensores mais comuns existem os sensores de levantamento que são úteis para quem tem umas jantes “apeteciveis”, os sensores infrasónicos que comparam a pressão no interior e no exterior do veículo e os sensores que detectam o som de vidro a partir.

Mas um alarme não se compõe apenas por uma sirene, um comando e um sensor. Apesar de ser mais que suficiente para a maioria dos proprietários de automóveis comuns, um alarme para carros pode receber variados acessórios, sendo o mais conhecido e mais utilizado, principalmente em veículos de luxo, o gps tracking com imobilizador wireless. Imagine controlar a localização do seu carro por GPS e poder desligar a ignição ou a bomba de combustível remotamente. Provavelmente o amigo do alheio pensará que o seu carro avariou e desiste da ideia, até que a sirene começa a tocar e você alerta as autoridades com a localização do carro. Este sistema claro, tem um preço anual para o controle por GPS e, normalmente, o serviço GSM para desligar remotamente o veículo.

E apenas por curiosidade, sabia que existem alarmes que tiram fotografias ao interior do seu veículo e lhe enviam várias fotos para o pager?

Se tiver experiência tente montar você algumas partes do alarme e certifique-se com o seu instalador que todos os cabos são devidamente isolados e não vai conseguir desligar o alarme ao cortar apenas dois cabos ou a dar um pontapé no tablier. Não se esqueça de escolher um local para os sensores de acesso fácil para si para que possa, se necessário, calibrar os mesmos sem recorrer ao seu instalador. A instalação do alarme é dos passos que mais conta para a sua segurança, por isso escolha um instalador certificado, que lhe transmita confiança.

Assegure-se que os seus sensores estão devidamente calibrados, teste num local fechado ou onde não vá deixar o seu carro estacionado se os sensores dão o alarme devido. Para isto desligue a sirene, caso contrário só vai chamar a atenção e chatear os vizinhos, verifique se o alarme dispara pelos piscas (ou pelo pager se tiver um) e certifique-se que não vai ter falsos alarmes. Se quiser testar um sensor de choque dê pancadas nos vidros e nunca na chapa porque esta amolga com facilidade (mais do que pensa).

E para além do alarme, deixo-lhe aqui outras dicas que podem ser úteis:
– Evite utilizar os autocolantes com a marca do seu alarme
– Não deixe objectos à vista ou “mal escondidos”
– Evite dar nas vistas, mesmo na rua onde mora
– Tente estacionar sempre em locais movimentados e com visibilidade
– Leve sempre os objectos de valor consigo e não os deixe no carro

Nova temporada Top Gear

Top GearComeçou uma nova temporada do Top Gear. Ao que parece vão ser apenas 6 episódios, mas prometem. Neste primeiro episódio já deu para ver algo engraçado, levaram um Porsche, um Aston Martin e um BMW para a “Isle of Man”, um paraiso automobilistico cheio de curvas e sem limites de velocidade! Para verem realmente qual era o melhor carro cortaram uma estrada e escolheram um piloto… The Stig!

Pelo que deu para ver do que a temporada vai ser, isto promete! Pena os carros começarem a ser muito repetitivos, mas não deixa de ser uma hora de puro entertenimento.

Já agora, quem tiver possibilidade de passar umas férias e levar a sua máquina atrás tem que ir para www.isleofman.com.

O último Smart Roadster

Smart RoadsterFiquei agora mesmo a saber que o Smart Roadster foi descontinuado. Ao que parece fizeram o 43.000 Roadster 4 de Novembro, o último deste modelo, que era o único interessante da Smart. É pena, eu gostava muito deste carro e até gostava de ter um para as brincadeiras.

Agora ficam os utilitários (embora ache que o ForFour não seja muito racional). Ao que parece a Smart já fez perder 3.5 mil milhões de euros à DaimlerChrysler.

Ferrari F430 Spyder no Fifth Gear

Ferrari F430 SpyderSem dúvida, o Fifth Gear melhorou muito a qualidade do programa. A reportagem que o Tiff fez ao F430 Spyder está genial, tanto a nível fotográfico como no “guião” da reportagem, começando por admirar o carro, falando dos seus detalhes de design, o funcionamento do carro e claro está, umas voltinhas pelo circuito com os vários modos de condução, explicando detalhadamente cada um deles.

Neste episódio também testaram o Megane Sport contra o Astra VRX, descobriram as diferenças entre gasolina normal, Shell Optimax e a BP Ultimate e a Vicki tentou conduzir sem ver nada num BMW M5. Falaram também de um concept da Hyundai, o WOW que foi pensado no transporte de cães, com vários sitios para prender os cães, cintos de segurança e casotas. Até os pneus deixam um rasto com patas de cães… Mas ao que parece o concept foi roubado “sem deixar nenhuma pista”.

Estou ansioso para ver a Vicki no próximo programa a testar o MX-5 em Portugal.

Audi R8

Audi R8O Audi Le Mans quattro, aquele concept com faróis em leds e aspecto futurista sempre vai ser produzido, mas com o nome R8. A produção em série vai começar no ultimo trimestre de 2006 na fabrica de Neckarsulm na Alemanha. 32 milhões de dolares são ser investidos para produzir o R8.

O Audi R8 deve começar a ser comercializado no segundo trimestre de 2007.

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