A Formula E deixou muito a desejar

Formula EA Formula 1 esta temporada não tem andado grande coisa, os carros não têm som e andamos com uma novela entre o Lewis e o Nico.

Tinha alguma esperança que, já que não temos som, a Formula E fosse trazer algo de novo e com alguns pilotos já bem conhecidos da F1 e outras andanças podia ser que viesse aí algo interessante, mesmo com a treta de se votar num piloto para ter mais potência no carro.

Apenas vi o resumo, e pelo que percebi a corrida apenas tem 25 voltas e têm que trocar de carro pelo meio. A transmissão da ITV deixou muito a desejar no que toca a explicar como funciona a Formula E e não percebi porque circulavam tão devagar nas boxes.

Adiante, com os toques que houve durante a corrida percebi que estes carros são extremamente frágeis, partindo a direcção facilmente. Acho que já assisti a pancadas piores em passeios em Lisboa e o único dano que vi foi nas jantes. No final o acidente entre o Prost e o Heidfeld meteu algum medo no que toca a segurança, com o carro do Heidfeld a capotar.

Os carros são também bastante lentos, mas a pista não me pareceu ser a indicada para nada, muito mal pensada.

Pode ser que venha a melhorar, com intervalos de 1 a 2 meses entre corridas têm tempo para isso. É pena, tinha expectativas elevadas para a Formula E, pode ser que no futuro as coisas melhorem.

James May’s Cars of the People

Cars of the PeopleComeçou ontem um novo programa do James May sobre os carros “do povo”. Carros como o Carocha ou o Trabant, entre outros, que foram criados para terem um custo baixo e manutenção simples. Uma forma de colocar vários países sobre rodas durante ou após períodos de guerra.

É apresentada a sua história, a ideologia e algumas curiosidades sobre os carros.

O primeiro episódio focou-se no Carocha, Trabant, Fiat 124 e o seu rebadge como Lada. Pena não ter focado a influência do Tatra T97 quando falou sobre o Carocha.

É uma mini-série interessante, especialmente se não conhecerem a história por detrás de alguns destes carros emblemáticos.

Coisas que me chateiam: Conduzir e mexer no telemóvel

Conduzir a enviar SMSA última vez que escrevi um post deste género foi em 2010.

Existe algo que me tem chateado regularmente nos últimos tempos, os condutores que estão sempre a olhar para o telemóvel a enviar SMS ou no Facebook ou o que seja.

É um comportamento regular em cidade. Nos semáforos e em marcha lenta lá vão os condutores a olhar para o telemóvel. O semáforo abre e o condutor não arranca porque está a olhar para o telemóvel, e nem os sinais de luzes servem porque estão tão fixados no telemóvel que nem reparam nos espelhos. É preciso um toque de buzina senão o semáforo abre e fecha e não saímos do mesmo sitio.

Nos semáforos seguintes vão repetindo a proeza, e alguns ficam chateados porque os condutores que estão atrás querem andar e não estão à espera que o condutor da frente termine de enviar a sua SMS ou de ver a última tira do Dilbert.

E quando o semáforo abre continuam fixados no telemóvel, levando a travagens bruscas porque lhes parece que o carro da frente parou.

Isto chateia-me e aumenta o tempo de espera nas filas de trânsito porque em vez de passarem 15 carros num semáforo passam 10 e vai aumentando a quantidade de carros para trás que estão à espera para passar.

Eu até diria que as autoridades deveriam ter mais atenção a isto, mas como até policias ainda fardados no seu carro particular já vi com o mesmo comportamento, penso que seja uma batalha perdida.

Como mudar o óleo do motor em casa

Algumas operações de manutenção podem ser feitas em casa ajudando a poupar muito dinheiro. Se calhar a operação mais importante de qualquer motor e onde podemos poupar bastante dinheiro é na mudança do óleo e do filtro do óleo.

Existe um investimento inicial em material para permitir mudar o óleo que, dependendo do preço pago pelas mudas de óleo, pode ser recuperado logo na primeira muda de óleo.

Temos ainda o beneficio de saber que o óleo colocado no motor é mesmo o que pagamos e é o recomendado para o nosso motor, ao contrário do que acontece em certas oficinas onde usam óleos com especificações erradas ou cobram por um 5w30 e colocam um 5w40.

Ferramenta necessária

Material necessário para mudar o óleoÉ imperativo ter um recipiente próprio para recolher o óleo, sempre com mais capacidade do que o óleo que o motor leva. Podem ainda ser necessárias chaves para remover o bujão do carter ou o filtro do óleo, dependendo também da forma como se muda o óleo.

Caso pretenda mudar o óleo por aspiração não precisa de chaves para remover o bujão, mas será necessário ter um extractor de óleo como o Mityvac MV7201 ou o Pela 6000.

É também aconselhável ter roupa própria para o efeito e luvas, por mais cuidado que se tenha a roupa vai ficar suja com óleo. Uma chave dinamométrica para apertar o bujão e o filtro do óleo com a força indicada pelo fabricante também é ideal. Normalmente a força de aperto vem indicada no manual do carro ou está marcado no próprio filtro e carter. Em caso de dúvida uma rápida pesquisa na net ou numa aplicação como o Autodata é o ideal para ter os valores certos de aperto.

Mudar o óleo por gravidade

Mudar o óleo por gravidadePara mudar o óleo por gravidade é necessário remover o bujão do carter para que o óleo possa escorrer, por isso é necessário levantar o carro com rampas de serviço ou preguiças, nunca se deve fazer a mudança de óleo recorrendo apenas ao macaco.

Antes de iniciar a mudança do óleo, este deve estar quente para que este escorra de forma mais rápida e leve consigo as partículas metálicas e carvão acumulado no fundo do carter. Depois do motor quente deve-se remover a vareta do óleo e abrir a tampa do óleo. O ar irá circular no interior do motor ajudando a que o óleo escorra mais facilmente para o carter.

Com o carro no ar deve-se colocar um recipiente para recolher o óleo usado e desapertar o bujão, deixando sair livremente o óleo. É preciso ser rápido e ter cuidado uma vez que o óleo vai sair quente e de imediato. O óleo irá escorrer durante vários minutos.

Quando o óleo parar de escorrer devemos substituir a anilha do bujão e apertar a mesma à mão para evitar moer a rosca. Depois deve ser dado o aperto final com a chave dinamométrica e limpar o carter com um pano para retirar qualquer vestígio de óleo.

Mudar o óleo por aspiração

Mudar o óleo por aspiraçãoPara mudar o óleo por aspiração não é necessário levantar o carro, tornando-se mais fácil esta operação.

Tal como na mudança por gravidade é necessário ter o motor quente e remover a tampa do óleo e a vareta. Será inserido um tubo pelo local da vareta do óleo até este não avançar mais, depois será necessário bombear o óleo ou caso ligar o extractor caso este seja eléctrico ou pneumático.

A extracção de óleo deve ser feita até não subir mais nenhum óleo pela vareta, verificando no extractor se a quantidade de óleo removido corresponde à quantidade de óleo que se encontrava no motor. Pode-se ainda mover o tubo do extractor para tentar tirar alguma quantidade adicional de óleo.

No fim basta remover o tubo do extractor, limpando-o enquanto se remove para evitar pingar óleo usado para o motor.

Mudar o filtro de óleo

Chave para remover o filtro do óleoSem óleo no motor devemos agora remover o filtro de óleo. O filtro poderá ser um elemento completo ou em alguns motores mais recentes ser um filtro de cartucho protegido por uma tampa de plástico.

Deve-se colocar um recipiente por baixo do filtro do óleo, se possível, e remover o mesmo com recurso a uma chave de filtros uma vez que é difícil a sua remoção à mão. Ao remover o filtro irá escorrer algum óleo. A borracha vedante do filtro deve ser removida, por vezes esta separa-se do filtro e acaba por ficar agarrada ao motor. Um novo vedante vem sempre com o filtro.

A borracha do novo filtro deve levar um pouco de óleo, basta passar com o dedo para evitar que esta fique agarrada ao motor na próxima muda de óleo.

O filtro deve ser apertado à mão, e apenas apertado com uma chave quando assim indicado no filtro ou no manual do carro, respeitando sempre a força de aperto. No caso dos carros com o filtro de cartucho este deve ser encaixado à mão e a tampa do mesmo fechada com chave respeitando a força de aperto.

Pode ainda ser colocada uma pequena quantidade de óleo no novo filtro para evitar que este rode sem óleo durante alguns segundos ao ligar o motor.

Adicionar o novo óleo

Adicionar óleo ao motorCom um funil próprio deve-se colocar o novo óleo, tendo em atenção a quantidade de óleo que se coloca. Óleo a menos não é problema, pode-se sempre acrescentar. Óleo a mais necessita de ser removido podendo causar danos graves no motor caso este seja usado com óleo em excesso.

Deve ser usado um óleo aprovado pelo fabricante com a graduação correcta. Se um carro leva um óleo 5w20 com uma especificação, não podemos usar um 5w40 não aprovado pelo fabricante.

Deve-se aguardar alguns minutos para que o óleo escorra e confirmar o nível com a vareta ou com o indicador do nível de óleo do carro.

Com o óleo ao nível ou entre o mínimo e o máximo deve-se ligar o motor, já com a vareta e a tampa do óleo no devido local. É preciso ter atenção para não existirem chaves ou panos que possam interferir com o funcionamento do motor.

Deixa-se o carro a trabalhar durante um minuto e verifica-se se existem fugas pelo filtro de óleo ou pelo bujão, caso existam algo pode estar mal apertado.

Depois de desligar o carro deve-se aguardar alguns minutos e voltar a verificar o nível do óleo e acrescentar caso seja necessário.

No final basta limpar qualquer derrame de óleo que se tenha verificado e reiniciar o indicador da revisão, caso o carro o tenha, de acordo com o indicado no manual.

O que fazer ao óleo usado?

O óleo usado pode ser colocado no recipiente do novo óleo, deve-se ainda escorrer o óleo que se encontra no filtro.

O óleo usado e o filtro podem ser entregues no local onde comprou o óleo e filtro novo ou pode fazer a entrega directamente a um centro de reciclagem de óleos de motor usados. Podem consultar alguns postos de recolha de óleo usado em ecolub.pt.

A magia da Formula 1 perdeu-se

Inicio da primeira corrida de F1 de 2014Para os mais puristas a magia da Formula 1 perdeu-se à muito tempo. Em tempos quem ganhava uma corrida era quem era mais rápido nas boxes e a F1 perdeu muitos adeptos. Recentemente as coisas inverteram-se, a competição aumentou e a introdução do DRS e KERS vieram ajudar um pouco a ter mais ultrapassagens, apesar das regras restritivas.

Este ano no entanto as coisas não são bem assim. As equipas quiseram à força reduzir custos com o combustível (podiam abastecer usando o Mais Gasolina :lol: ) e os motores mudaram para os V6 Turbo com rotações mais baixas e o som já mítico de um F1 perdeu-se. Nesta corrida fiquei a saber que os pneus chiam quando saem das boxes e que existe um comentador quando a corrida está a decorrer. Nunca tinha ouvido nada disto, mas os carros agora são bastante silenciosos. Até nas entrevistas já não é necessário parar quando um carro passa, não faz qualquer diferença.

O grande problema é que não é apenas o som que falta. A corrida passou a ser baseada no consumo do combustível e a fiabilidade destes novos motores são tão maus que 5 carros abandonaram a corrida, a “volta de aquecimento” teve que ser feita duas vezes porque tivemos carros que não arrancaram e isto levou a que 3 carros começassem a corrida a partir das boxes.

Neste momento existem 3 fornecedores de motores na F1: Mercedes, Ferrari e Renault. Apenas a Mercedes se vai safando, e mesmo assim tem problemas.

Com estas alterações dei por mim a bocejar e a ficar com sono a meio da classificação e da corrida. Se continuar assim acho que vou voltar a perder o interesse na F1.

Mudar o óleo: aspiração ou gravidade?

Mudança de óleoExistem duas formas de mudar o óleo do motor a um carro. O tradicional é através do efeito da gravidade, em que se levanta a viatura, desaperta-se o bujão do carter e deixa-se o óleo escorrer. Podemos também mudar o óleo por aspiração, com um extractor.

Ainda existem pessoas reticentes em relação à muda do óleo por aspiração, mas na realidade o método usado depende muito do motor. Existem automóveis que apenas permitem mudar o óleo por aspiração e outros que por gravidade escorrem menos óleo velho do que por aspiração.

Mudança do óleo por gravidade

Este é o método tradicional e funciona em todos os carros que tenham bujão do carter. O carro é levantado num elevador ou com um macaco, é colocado um recipiente por baixo do carro, retira-se o bujão e deixa-se o óleo a escorrer.

No fim limpa-se o carter por baixo, coloca-se uma anilha nova e aperta-se o bujão com a força especificada pelo fabricante para evitar moer a rosca.

Em carros mais antigos que não estão preparados para uma muda de óleo por aspiração este é o método ideal. É no entanto mais sujo uma vez que ao retirar o bujão o óleo começa a escorrer sujando as luvas ou a ferramenta que estamos a usar. É também preciso sempre levantar o carro para mudar o óleo desta forma.

Mudança do óleo por aspiração

Este é um novo método de mudança de óleo do motor. Alguns carros, como os Smart e alguns Mercedes apenas permitem mudar o óleo desta forma por não terem bujão no carter que permita remover o óleo velho. Outros motores, caso do 3.0i e 2.7 HDi que equipa o meu C6, ao mudar o óleo por gravidade apenas saem 5,55 litros de óleo, enquanto que por aspiração saem 5,75 litros de óleo.

Apesar de parecer pouca diferença, é menos óleo antigo que fica a contaminar o novo óleo que é colocado no motor.

Este é o método mais fácil de mudar o óleo, basta colocar um tubo por onde entra a vareta do óleo e fazer a aspiração do óleo antigo. É um método mais limpo uma vez que apenas o tubo fica sujo no exterior e é facilmente limpo ao remover com um pano. Permite ainda aspirar o óleo que fique no local do filtro do óleo, assim como o copo do filtro (caso este exista) e remover ainda mais óleo antigo do motor.

Este método não pode no entanto ser usado em carros mais antigos que não estão preparados para que o óleo seja aspirado.

E vocês, qual o método que usam para mudar o óleo do motor do vosso carro, qual o vosso preferido?

O preço médio dos combustíveis desceu em 2013

Preços de combustíveisO preço dos combustíveis vai subindo e descendo e os consumidores por vezes não percebem a dimensão real dos aumentos e da descida dos preços.

Nos alertas dos preços dos combustíveis do Mais Gasolina existe essa informação semanalmente indicando quanto sobe e desce a gasolina e o gasóleo. Estão também disponíveis as estatísticas com o preço médio de cada combustível.

No entanto como conseguimos realmente saber quanto aumenta por ano o combustível? Uma das formas é calcular a média anual e comparar com outros anos. Baseado nos preços médios semanais do Mais Gasolina fiz uma tabela comparativa de 2008 a 2013.

 

200820092010201120122013
Sem Chumbo 95€1.381€1.240€1.394€1.575€1.674€1.621
Gasóleo€1.251€1.006€1.166€1.406€1.485€1.424

 

Em 2009 o preço desceu consideravelmente com o crash da bolsa de 2008-2009, nos restantes anos a subida tem sido considerável. De 2008 a 2012 o preço médio da gasolina aumentou 29 cêntimos e do gasóleo 23 cêntimos. Se tivermos um carro a gasolina que faça 8 l/100km e 20.000km por ano estamos a falar de um aumento anual de 557 Eur em custos com combustível.

Em 2013 tivemos uma inversão. O consumo de combustíveis continua em queda, existem menos carros na estrada e os que circulam reduziram a sua velocidade média. Isto ajuda a baixar os preços, mesmo com os conflitos verificados no médio-oriente.

Este ano ainda é incerto se os preços vão subir ou descer. Comparando com os valores médios da semana passada o preço da gasolina está 5 cent/litro mais baixo que a média de 2013, já o gasóleo está 4 cent/litro mais baixo.

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