Ecodriving: Desligar o carro quando imobilizado

Fila para abastecerApós as subidas “violentas” do preço da gasolina durante o verão de 2008 os consumidores começaram à procura dos postos com o combustível mais barato.

Assim, com o mercado dos combustíveis de hipermercado a subir consideravelmente e com os postos que praticam descontos a terem filas para abastecer, apareceu um novo fenómeno, o de esperar com o carro ligado para abastecer.

Como é de conhecimento geral, um carro ao ralenti consome combustível, os motores mais poupados consomem 0.5l/h, outros chegam a consumir 1.5l/h. É fácil assim perceber que os híbridos e os carros equipados com sistema start-stop conseguem reduções consideráveis nos consumos apenas por desligar o motor quando o carro está imobilizado.

Quem não tem este tipo de sistemas no carro pode optar pela “regra dos 30 segundos”. Foram feitos vários cálculos e na maioria dos utilitários a partir dos 15 segundos já compensa desligar, pois o consumo de combustível ao voltar a ligar o motor é inferior ao consumo do carro se tiver ao ralenti. 30 segundos dá assim uma boa margem para a maioria das viaturas e situações.

O consumo de energia da bateria é quase desprezável. Uma bateria em condições aguenta entre 8 a 10 tentativas falhadas de ignição (sem reposição de carga), e o seu recarregamento é rápido através do alternador.

Apenas em situações de frio extremo com temperaturas negativas é que é aconselhável manter o carro ao ralenti para evitar o congelamento dos fluídos.

Portanto, vamos a poupar (ainda mais) e começar a desligar o carro quando estamos parados para abastecer ou em situações de imobilização prolongada da viatura.

Comentários a “Ecodriving: Desligar o carro quando imobilizado”

Grunho comentou:
12/02/2010 14:08

Issa ideia de desligar os carros em paragens curtas – filas, semáforos, etc., – está correcta para motores a gasolina sem turbo, e menos bem para motores diesel, igualmente sem turbo. Os motores turbodiesel, sobretudo os de geometria variável, não se podem desligar logo a quente. Aí convém contar até 30, pelo menos, antes de desligar, para que o turbo tenha tempo de desacelerar. Sem isso, é cortada a lubrificação enquanto o turbo gira a altíssima rotação, causando desgaste prematuro e, a prazo, gripagem do eixo do turbo. Nos diesel existe ainda outro contra – o tempo de pré-ignição necessário antes de dar à chave, uns bons 3 a 20 segundos, conforme o modelo, o que faz com que, se você não estiver atrás do 3.º na fila no semáforo, não tem margem de tempo para desligar.

Eduardo Maio comentou:
21/02/2010 11:27

Claro que esta situação não se aplica a semáforos ou a situações de pára-arranca, só se o carro tiver um sistema start-stop.

De qualquer forma obrigado pela chamada de atenção.

Mário comentou:
02/09/2010 10:27

Boas! Já vou no 2º carro com sistema ISG, tive um Colt a gasolina de 2009 e agora tenho uma Cee’d SW a diesel de 2010. e realmente as medias baixam se usarmos o sistema ISG. já agora é bom d informar que este sistema so funciona em situações em que a bateria nao está sob um esforço grande (ex: A/C ligado ou mesmo so a ventilação no maximo) pois é necessário manter a corrente para alimentar os sistemas que estão ligados, nada que não esteja explicito no manual de utilização do veículo. fico feliz por ver este sistema implantado nos carros, torna os mesmos mais ecologicos e economicos!

Cumprimentos

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