GNR passa a patrulhar as auto-estradas por vídeo

Sistema ProvidaSegundo a press-release que anda a circular na imprensa nacional a GNR vai deixar de patrulhar as auto-estradas com carros caracterizados, passando esse patrulhamento a ser feito com recurso às câmaras de vídeo espalhadas pelas auto-estradas A1, A2, A5 e A23. Esta é uma medida que nada vem mudar, continuamos a não ter carros caracterizados ou prevenção, uma vez que as imagens captadas pelas câmaras não servem de prova, e apenas se a transgressão for verificada por um elemento da GNR BT poderá ser então passa a multa. Transcrevo assim do artigo publicado no Correio da Manhã o seguinte:

Em média, um carro-patrulha da Brigada de Trânsito circula 330 dias por ano, sendo os restantes 35 ocupados com as revisões necessárias. Percorre por dia 1500 quilómetros, o que dá por ano uma média anual de 495 mil quilómetros. O gasto de combustível por ano e por viatura é de cerca de 34 mil litros, o que significa aproximadamente 35 mil euros anuais.

Um carro da Brigada de Trânsito faz num ano 49 mudanças de óleo e, pelo menos, 25 grandes revisões – e gasta ainda, num único ano, uma média de 24 jogos de pastilhas de travões e dez discos de embraiagem.

Segundo o Correio da Manhã a Brisa é a proprietária destas viaturas a serviço da GNR, pagando o combustível e a manutenção. Estamos claro, a falar unicamente das viaturas caracterizadas!

Vamos então fazer contas com os dados que forneceram. Cada carro faz 1500 quilómetros por dia, isso dá uma média de 62.5 quilómetros por hora se o carro andar 24 sobre 24 horas a circular, o que é impossível. Presume-se então que circulem em excesso de velocidade a maior parte do tempo.

O pior são as revisões! Um carro sofre 25 grandes revisões, uma a cada 19.800 quilómetros portanto. É ainda colocado um jogo de pastilhas a cada 20.625 quilómetros e um disco de embraiagem a cada 49.500 quilómetros. Tanta embraiagem e tanta pastilha? E as grandes revisões serão apenas mudança de óleo e filtros, ou será que existem carros da Brisa (ou de funcionários da Brisa ou GNR) a fazer a revisão aos seus carros no lugar de um automóvel da GNR BT?

Ficamos assim a saber que carros caracterizados que funcionam como prevenção são demasiado caros de manter, mas os carros descaracterizados a controlar o excesso de velocidade e os radares escondidos que apenas mandam a multa para casa e deixam o condutor continuar a cometer a infracção já são baratos de manter. Ou será que as multas dão lucro, cobrindo assim as despesas destes meios?

Nesse caso tenho uma ideia, se o problema é só a velocidade, limitamos todos os automóveis a 120km/h e acabam-se os acidentes em Portugal!

Continuamos a ser um país especial, onde tudo o que está mais que provado que funciona nos outros países não é adoptado cá!

Fifth Gear - Tiff com duas modelosSpritmonitorCompetição em câmera lenta

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