Acidente fatal num Tesla em modo autónomo

Ocorreu o primeiro acidente fatal com um carro com funcionalidade de condução autónoma. Um Tesla Model S que tem esta funcionalidade em Beta.

Beta no mundo da programação é quando um produto ou funcionalidade ainda não está devidamente testado. Isto não tem grande problema quando se trata de um cliente de email ou um website, mas num sistema de condução autónoma não faz grande sentido.

Função Autopilot no Tesla Model S

Sempre fui contra o modo de trabalho da Tesla e arrepia-me a ideia de empresas como a Apple e Google estarem a testar a criação de automóveis. Desde funções criticas serem controladas por touch screen a tratarem um carro como um PC ou telemóvel em que podem colocar funções para teste, é algo que não faz qualquer sentido.

É impossível imaginar algo desde género a acontecer numa Volvo ou Mercedes, empresas que estão a investir bastante nesta tecnologia e que estão anos e anos em testes para garantir que nada de errado possa acontecer.

No caso deste acidente levanta-se a questão, de quem é a culpa? Do condutor que não estava a controlar o seu veículo, ou do fabricante que desenvolveu software para que o veículo se controle de forma autónoma e que falhou?

São conhecidos os vídeos em que este sistema se baralha, mas também os quase acidentes que o sistema evita. O senhor que faleceu tem ele próprio um vídeo desses.

Neste caso e de acordo com a Tesla nem o sistema nem o condutor repararam na galera de um camião, branca, porque o céu estava com uma cor muito clara, então não foi aplicado o travão de forma autónoma levando ao acidente fatal.

Isto vai também atrasar a colocação no mercado deste sistema, especialmente em solo europeu, mas ficamos todos a ganhar com mais segurança e testes aprofundados sobre estes sistemas. E é bom que fique por aqui as funcionalidades Beta em automóveis, não se vão lembrar de outras funcionalidades como um novo modo de ABS ou ESP em Beta que poderá falhar.

Como descontaminar a pintura com Iron X

Descontaminar a pintura deve ser o processo mais chato de se fazer num detalhe. Horas a passar a claybar para remover os contaminantes para de seguida polir para remover as marcas que ficam para trás.

Nestes últimos anos começaram a aparecer removedores férreos que vieram ajudar nesta tarefa ingrata. O mais antigo e por enquanto ainda o melhor é o Iron X da CarPro. Não substitui a claybar mas reduz bastante o seu uso.

Se não fazem ideia do que estou aqui a falar, a pintura de um carro é contaminada com contaminantes férreos vindos de industrias, resinas de árvores, alcatrão, entre outros contaminantes. O verniz vai perdendo brilho e a pintura fica áspera. Com este processo estes contaminantes são removidos e a tinta volta ao seu estado original.

Se sabem do que estou a falar e ainda não experimentaram o Iron X ou semelhante, fica aqui o guia sobre como usar.

Lavagem inicial

Antes de se começar a descontaminação devemos lavar o carro. A lavagem do carro remove alguns contaminantes e como é óbvio retira a sujidade. Não serve de nada estar a gastar produto a remover contaminação que iria sair com uma lavagem.

Pré-lavagem de espuma antes do Iron X

Eu faço sempre uma pré-lavagem de espuma em todo o carro (pintura, vidros, jantes, frisos, etc), passo o carro por água e de seguida lavo-o normalmente. De seguida seco o carro na totalidade para não existir água a diluir o Iron X.

Equipamento essencial

Os produtos de detalhe têm, regra geral, cheiros bastante agradáveis. A embalagem do Iron X também diz que cheira a cereja, mas é mentira. Este é o produto mais mal cheiroso que já usei em detalhe, e nem é um cheiro que seja tolerável, é um cheiro nauseabundo que fica no ar durante dias.

Equipamento necessário para aplicar o Iron X

É por isso que aconselho o uso de máscara e luvas, não só para nos proteger porque estamos a manusear um produto químico, mas porque o cheiro fica entranhado na pele.

Devem também estar num local bem arejado. Mesmo com circulação de ar o cheiro ficou na garagem durante 1 dia de forma intensa.

Aplicação do Iron X

Com o carro bem seco e devidamente equipados vamos pulverizar o Iron X em todo o carro. Pintura, vidros, jantes. O produto vai começar a actuar e vai ficar com uma cor roxa, indicando que está a dissolver os contaminantes férreos.

Jantes descontaminadas com Iron X

Esta foto não mostra o verdadeiro efeito do Iron X, primeiro porque o carro é azul escuro, segundo porque já tinha sido descontaminado recentemente pelo Miguel da Extreme Detail, que tem feito um trabalho fantástico no carro. As lavagens recorrentes e o evitar estacionar em baixo de árvores e afins também ajuda a evitar a contaminação da pintura.

O efeito é mais visível nas jantes por ser um local com mais contaminação e pela cor cinzenta da maioria. Por causa disto existe a ideia que o Iron X funciona melhor em carros de cor clara, o que não é verdade, apenas se vê mais o efeito nestas cores.

Iron X a actuar na pintura

Como podem ver no chão o produto está a escorrer roxo, removendo contaminantes da pintura, mas sem se notar este efeito na pintura.

Deixamos o produto actuar durante uns 5 a 10 minutos e nas zonas com mais contaminação podemos agitar o produto com um pincel que seja suave para a pintura ou uma luva microfibras para o efeito para auxiliar na remoção dos contaminantes.

Após este período vamos passar todo o carro por água, mas água com abundância. Devemos garantir que não fica produto na pintura, frisos, vidros, etc.

Descontaminação com claybar

É verdade, o Iron X não substitui a claybar. Podemos passar a mão pela pintura e esta irá estar mais lisa, nalguns locais mesmo sem contaminação. Então se é preciso usar claybar, para quê usar um produto como o Iron X?

O Iron X remove alguns contaminantes sem existir contacto com a pintura, o que evita defeitos a corrigir no polimento. Depois basta usar a claybar em menos quantidade apenas nos locais que ainda apresentam contaminação. Isto vai reduzir as marcas na pintura e o trabalho de polimento.

Claybar a ser usada depois do Iron X

No meu caso algumas partes do carro ainda apresentavam contaminação após usar o Iron X, mas nada que se compare ao estado da pintura antes deste processo.

Pintura descontaminada

Com o uso do Iron X a descontaminação é feita de forma mais rápida, com menos marcas na pintura que precisam de polimento e são removidos contaminantes férreos que por vezes as claybar deixavam passar ou obrigavam a um uso intensivo para os remover.

A pintura fica assim sem contaminantes e pronta para trabalhos de polimento, aplicação de selantes ou ceras.

Auto Finesse Spirit aplicada depois da descontaminação

Pontos positivos
– Remove contaminantes férreos e outros sem contacto com a pintura
– Relativamente fácil de aplicar
– Acção rápida

Pontos negativos
– Cheiro nauseabundo
– Não remove todos os tipos de contaminantes

O novo formato de classificação da F1 falhou

Vettel nas boxesComeçou a temporada de 2016 da F1 e com novas equipas pensei que a classificação na Austrália ia ser interessante. Esqueci-me foi que o novo formato de classificação já tinha sido colocado em funcionamento logo neste grande prémio.

Quem jogou Need for Speed, fosse o Porsche Unleashed ou o Underground, deve conhecer o formato de corrida Lap Knockout em que a última pessoa numa volta é eliminada. Bom, isto seria a ideia mas não é bem isto. Na realidade após alguns minutos os carros com os piores tempos começam a ser eliminados a cada 90 segundos. Claro que com toda a gente a sair no inicio da classificação e a mudar de pneus e a abastecer 90 segundos não chegam para fazer a volta de saída e completar uma volta com tempo competitivo. Nem para o carro que está prestes a ser eliminado nem em certos casos para os dois seguintes.

Conclusão, em vez de termos alguma emoção na Q3 com os carros a acabarem as suas voltas e a melhorarem tempos temos um Vettel fora do carro a mais de 5 minutos do final da Q3 e a pole decidida para o Hamilton.

Os últimos 3 minutos que são os mais “mexidos” serviram para ver apenas os pilotos a serem pesados, os mecânicos a arrumar os carros e pouco mais. Foi um fiasco completo e o sentimento geral é que se deve voltar ao formato antigo já na próxima qualificação.

E o foco é tão grande no tempo que falta para um carro ser desclassificado que não vi na transmissão uma única volta decente, o foco estava apenas no contador de 90 segundos a descer e não no que os pilotos faziam na pista.

A 2ª Circular vai ser a nova Feira Popular

Quais os requerimentos para ser vereador do trânsito e transportes em Lisboa? Será que quando colocam o anúncio indicam como factor eliminatório não perceber patavina de trânsito e transportes? É que pelas ideias que estes senhores e senhoras colocam em prática, só pode ser!

Primeiro colocam portagens na CREL porque o trânsito que circula entre os concelhos Loures e Sintra fica bem é a passar no meio da cidade. Depois fazem o prolongamento do Eixo Norte-Sul como grande alternativa à 2ª Circular. É bom para quem precisa de ir para Almada ou Seixal e vem da zona da CRIL, ou para ir ver os jogos do Benfica. Para todos os outros não serve muito.

Depois fazem obras que não lembram a ninguém. Na Av. Infante Dom Henrique decidem abolir a faixa BUS que tanta falta faz a quem usa os transportes públicos e fazem uma ciclovia. A melhor parte? A ciclovia está às moscas durante a semana e é mais fácil ver “ciclistas” a usar a estrada em vez da ciclovia.

Na 2ª Circular entopem o trânsito com uma obra megalómana para criar uma ponte pedonal e ciclovia. O resultado? trânsito caótico durante as obras, perda de lugares de estacionamento nas imediações da ponte e claro, a ponte às moscas porque quase ninguém anda ali a pé ou de bicicleta. Bom, se calhar deve dar jeito no Carnaval para atirar balões de água ao trânsito que está parado cá em baixo.

No Marquês de Pombal fazem uma rotunda dentro de outra rotunda, cortam vários acessos ao túnel do Marquês que, espantem-se, desviava imenso trânsito da zona das Amoreiras, e no fim esquecem-se do escoamento de águas e lá se fez uma piscina no meio da cidade assim que choveu. Concorrência à “praia” do Torel?

Proposta de alteração da 2ª Circular

A 2ª Circular como avenida

A nova ideia fantástica é transformar a 2ª Circular numa avenida! Vão aumentar o separador central para plantar árvores, reduzindo a largura das faixas de rodagem. A faixa da direita passa a ter um pavimento diferente e a ideia é servir apenas as entradas e saídas da 2ª Circular. Ah, e a velocidade máxima passa de 80 para 60km/h, ganha um passeio (sim, para peões) e radares de velocidade ao que parece.

Já perceberam a ideia da treta? Portanto, vamos empurrar todo o trânsito para a 2ª Circular porque não existe mais nenhuma via rápida de acesso à cidade, e agora vamos fazer um jardim porque é bonito. Quase todas as avenidas de entrada e saída da cidade escoam o trânsito para a 2ª Circular, que entope. Existem entradas e saídas quase de 100 em 100 metros (exagerando, claro) e até paragens de autocarro lá existem!

Vamos lá analisar o porquê de estas ideias serem terríveis para o trânsito em Lisboa.

Reduzir a largura das faixas
Isto é das piores coisas que se pode fazer. Um bom exemplo é a Av. Santos e Castro que faz as traseiras do Aeroporto. Tem 3 faixas, não muito largas, e tanto de um lado como do outro não existem bermas e a faixa acaba com um passeio que deve ter 30 ou 40 cm de altura, assim como o separador central. O que é que acontece aqui? Tudo a circular pela faixa do meio ou fazem-se duas faixas apenas, um ocupa metade de duas, outro ocupa outra metade e já se circula bem. E isto uma avenida com tráfego de pesados para abastecer o aeroporto de combustível.

Já estão a imaginar o filme na 2ª Circular? Autocarros e pesados mais carrinhas de distribuição lado a lado e é preciso circular com os espelhos recolhidos. Vão aumentar os toques com os condutores distraídos ou inexperientes e depois um acidente em Benfica faz trânsito até Alverca.

E eu sou a favor de árvores para capturar o CO2 dos automóveis, mas como vai ser a limpeza das bermas no Outono? Esta estrada já tem má drenagem, com folhas a tapar sarjetas como será?

Faixa da direita para entrar e sair
Esta é uma ideia tola. Os acessos de entrada e saída são maus, em vez de serem reabilitados reduz-se uma faixa para fazer de via de aceleração / saída para entrar e sair da 2ª Circular. A confusão que já existe na faixa da direita do trânsito que entra e sai vai passar para a actual faixa do meio.

Vamos ter novamente mais trânsito porque o tráfego em vez de fluir livremente em duas faixas passa a fluir apenas numa.

Redução da velocidade máxima para 60km/h
É verdade que a velocidade média da 2ª Circular deve ser bem inferior a 60km/h em hora de ponta, afinal de contas está muitas vezes o trânsito parado. Mas quando circula pode-se andar a 80, tirando no radar ao pé do McDonalds / Repsol onde ainda se faz mais trânsito porque os condutores reduzem de 80 para 60 com medo de serem multados.

Um passeio para peões
Quem é que no seu perfeito juízo alguma vez olhou para a 2ª Circular e pensou “Agora dava jeito ir a pé do Colombo ao Campo Grande por aqui”? Alguém deve ter tido esta ideia porque é o que vai ser feito em quase toda a sua extensão, e pelos esboços dá ideia que querem adicionar paragens de autocarro, ou pelo menos vão manter as existentes.

Trânsito na 2ª Circular

Os problemas da 2ª Circular

Só quem não anda lá é que não percebe que aquela estrada está mal projectada e não tem manutenção decente. De noite faltam candeeiros, alguns em acessos perigosos. O alcatrão está uma miséria com buracos enormes, já perdi a conta a reparações por causa dos buracos nas entradas e saídas. Direcção desalinhada é uma festa, em dois carros diferentes duas jantes empenadas, casquilhos e afins.

Existem acessos que têm um ângulo tão fechado e uma drenagem tão má que é comum ver carros a terem despistes a menos de 40km/h quando chove.

Existem acessos que têm entradas que vão dar a saídas da 2ª Circular que entopem completamente o trânsito. Algumas nem faixa de aceleração têm e é preciso parar para entrar na 2ª Circular. No fim desta, na Encarnação, existem acessos que estão a 90º da 2ª Circular. Nem se podem chamar acessos, são autênticos cruzamentos.

Repavimentar a 2ª Circular e tratar da sua drenagem vai reduzir grande parte dos acidentes. A reformulação ou o fecho de alguns acessos (alguns deles planeados nesta intervenção, e bem) vai reduzir o problema do tráfego em alguns pontos críticos, mas este tráfego vai precisar de alternativas e elas não existem.

ACA-M e ACP de acordo contra alterações

A ACA-M infelizmente nem sempre prima por boas ideias, mas até eles concordam que algumas das alterações propostas não fazem sentido. O ACP também está contra porque estas medidas vão piorar o escoamento do tráfego e não trazem nenhuma mais valia à cidade.

A ACA-M levanta também a questão das vias circundantes à 2ª Circular que irão aumentar o seu tráfego. Actualmente a 2ª Circular já não consegue escoar eficientemente todo o tráfego, com estas alterações o trânsito na cidade ficará caótico. O resultado é mais ruído e mais poluição.

Projecto em avaliação

É possível consultar o projecto no site da CML e até enviar um email com sugestões, ideias ou apenas mostrar o desagrado pelas alterações que vão ser feitas.

A minha ideia parva para a 2ª Circular

Com tanta ideia parva, eu tive algumas ideias que fazem mais sentido. Que tal reduzir ainda mais faixas na 2ª Circular, deixar só uma e fazer no separador central a nova Feira Popular? Uma montanha-russa, a casa do terror, os restaurantes e o cheiro a farturas e sardinha assada em vez do cheiro a gasóleo mal queimado?

E com os engarrafamentos que vamos ter podiam ser lançados novos serviços. Buzinamos duas vezes e trazem uma fartura à janela, buzinamos três vezes e vem uma dose de sardinha assada.

E para os pais de família ainda melhor, querem levar os miúdos no dia da criança, deixam-nos sair no início da 2ª Circular e quando chegarem ao final do engarrafamento, já no fim do dia, o carro está pronto para sair para o Eixo N/S e os miúdos tiveram tempo de andar em todas as atracções.

Poupar nos combustíveis com cartões de desconto

As despesas com combustível continuam a levar uma boa parte do orçamento familiar dos portugueses. Os preços não descem o que deviam, basta ver as estatísticas do Mais Gasolina para perceber isso, mas continuamos a precisar de abastecer os nossos carros.

Uma boa forma de poupar é optar pelos cartões de desconto como o Poupa Mais do Pingo Doce ou o cartão BP para os sócios do ACP. Mas e se não tivermos nada disto, será que compensa obter um destes cartões apenas para termos descontos no combustível? Optei por fazer as contas e partilhar convosco os resultados.

Cartão ACP – BP

Cartão de desconto ACP BPOs associados do ACP têm acesso a um cartão de desconto da BP que permite descontos entre os 6 e os 9 cêntimos por litro. Dependendo dos dias do mês e do tipo de combustível abastecimento existem diferentes níveis de desconto.

Para combustíveis normais existe um desconto imediato de 6 cêntimos por litro, no caso dos combustíveis Ultimate o desconto é de 8 cêntimos. Se abastecermos a dia 9, 19 e 29 temos direito a 9 cêntimos.

Ainda é possível pagar totalmente a anuidade usando os pontos do programa BP Premier Plus. Cada 100 pontos equivale a 1 Euro, sendo necessário 4200 pontos para a anuidade mais baixa de 42 Euros por ano.

Custo anual: 42 Eur
Litros necessários para compensar (desconto 6 cent): 700 litros
Litros necessários para compensar (desconto 8 cent): 525 litros
Litros necessários para compensar (desconto 9 cent): 467 litros

Cartão Inatel – BP

Cartão de desconto Inatel BPO cartão do Inatel funciona de forma semelhante ao da BP com descontos ente os 6 e 8 cêntimos por litro. Para combustíveis normais o desconto é de 6 cêntimos, para combustíveis Ultimate ou abastecimentos às quartas-feiras o desconto é de 8 cêntimos por litro.

Tal como o da ACP, é possível pagar a anuidade de 20 Euros, mas apenas são necessários 1000 pontos.

Custo anual: 20 Eur
Litros necessários para compensar (desconto 6 cent): 334 litros
Litros necessários para compensar (desconto 8 cent): 250 litros

Cartão Solidário – Repsol

Cartão Solidário com descontos na RepsolO Cartão Solidário oferece apenas 4 cêntimos de desconto por litro na Repsol. Embora não tenha tido uma boa experiência com este cartão, com o pagamento duplicado da anuidade e uma grande complicação para me devolverem o dinheiro, é uma alternativa a quem pretende abastecer na Repsol.

A anuidade do cartão é de 10 Euros.

Custo anual: 10 Eur
Litros necessários para compensar (desconto 4 cent): 250 litros

Cartão Montepio – Repsol

Cartão de desconto Repsol do MontepioEste cartão implica umas contas adicionais e na realidade deve ser tido em conta só por quem já é cliente do Montepio.

Ao serem associados do Montepio podem receber um cartão da Repsol que permite descontos de 6 cêntimos por litro no preço dos combustíveis, mas existe uma jóia de inscrição e um valor mensal a pagar.

A anuidade mais a jóia de inscrição dá um total de 33 Eur.

Custo anual: 33 Eur
Litros necessários para compensar (desconto 6 cent): 550 litros

Cartão Deco+ – Cepsa

Cartão Deco MaisA Deco lançou um cartão que permite descontos de 7 cêntimos por litro na Cepsa. Este cartão não tem qualquer custo monetário, mas tem outros custos.

Uma vez que é necessário fornecer os nossos dados à Deco vamos passar a receber emails, sms e chamadas a sugerir a associação à Deco ou à assinatura da revista Deco. Aliás em quantidade de spam que é enviado a nível nacional por email a Deco está no topo dos emails enviados.

Para mim a chatice adicional de ser bombardeado com chamadas e emails a “impingir” um produto não compensa o descontos nos combustíveis, mas fica aqui ao vosso critério.

Custo anual: 0 Eur
Litros necessários para compensar (desconto 7 cent): 0 litros

Outros cartões e talões de superfícies comerciais

Existem outros cartões que permitem descontos superiores aos aqui indicados. Para quem consome pouco combustível e faz compras no Pingo Doce, o cartão Poupa Mais é uma boa opção. Este cartão do Pingo Doce dá descontos nos postos da BP. Por cada 40 Euros de compras temos direito a 2 Euros de desconto.

Pode fornecer um desconto superior ou inferior aos cartões aqui indicados, dependendo da quantidade de combustível a abastecer e do saldo do cartão.

Já a Galp e o Continente não fazem a redução no preço por litro mas sim aplicam o valor do desconto de 10 cêntimos por litro em saldo no cartão Continente, mas existem limites à quantidade de combustível que pode abastecer.

Posto de abastecimento à noite

Quantos litros gasto por ano?

Esta é uma questão mais difícil, são raras as pessoas que verificam a média real do consumo da viatura e guardam estes dados. No mínimo é preciso saber quantos quilómetros se fazem por ano e o consumo médio da viatura para obter pelo menos um valor aproximado.

O cálculo é simples, dividimos a quilometragem anual por 100 e multiplicamos pela média do carro a cada 100 quilómetros.

Total anual de quilómetros / 100 × Média em litros aos 100

Complicado? Nem por isso. Se um carro faz 30.000 quilómetros por ano e gasta 5 l/100km então a conta a fazer é 30000 / 100 × 5 que dá 1500 litros por ano.

Se não souberem o consumo médio podem consultar o artigo que ajuda a aprender a calcular o consumo de combustível.

Um exemplo prático de quanto de pode poupar

Se tivermos como base um Renault Clio a gasóleo com uma média de 4.8 l/100km que faça apenas 12.000km por ano temos um consumo de 576 litros por ano. Tendo em conta que este carro não tem benefícios em usar combustíveis Ultimate limitamos logo a escolha a 3 cartões: Inatel, Cartão Solidário e Deco Mais.

Se optarmos pelo cartão do Inatel podemos poupar apenas 14.56 Eur por ano ou 26.08 Eur se abastecermos apenas às quartas-feiras. Com o Cartão Solidário apesar da anuidade mais baixa conseguimos poupar no máximo 13.04 Eur por ano uma vez que o desconto por litro é menor. Já o cartão Deco Mais, não tendo qualquer anuidade, permite poupar 40.32 Eur por ano.

Isto não quer dizer que o cartão da Deco é o melhor, até porque dos 3 escolhidos um dá descontos na BP, outro na Repsol e este último na Cepsa. Nem sempre existem postos perto de casa e por vezes o desvio para ir até um posto pode não compensar, foi até isto que me levou a criar o comparador do Mais Gasolina.

Não são também feitas contas a outros benefícios e descontos destes cartões ou possíveis anuidades gratuitas com os esquemas de pontos das petrolíferas.

Espero que este artigo vos seja útil para ajudar a poupar ainda mais nos combustíveis. Dúvidas ou questões, usem os comentários que terei todo o gosto em responder.

Legalizar um kit xénon em Portugal

Uma das perguntas mais comuns nos comentários do artigo sobre os kits xénon é como se pode meter xénon de forma legal. A resposta rápida é que não se pode, se não vier de origem.

Acredito que muitos parem de ler aqui e passem para os comentários a reclamar ou a contar que um amigo de um primo da porteira do prédio do patrão disse que era possível. Mas não é.

Bentley Continental GTC com Xénon

Um automóvel é uma peça de engenharia complexa, convive diariamente com peões e outros condutores e cruza-se com carros de outras formas e tamanhos. Para que exista uma certa harmonia na estrada é necessário que estes obedeçam a regras especificas.

Existem regras mais preto no branco, como os níveis de ruído, emissões (sim, até os Volkswagen), cor das lâmpadas e número de faróis e reflectores. Depois dentro de algumas destas regras elementares existem regras mais especificas, por exemplo um carro tem que estar equipado com pneus e não com lagartas ou jantes maciças de ferro como um comboio para poder circular na estrada. Isto não quer dizer que basta qualquer tipo de pneu, este tem que obedecer à carga a que está sujeito, índice de velocidade e depois existem outras questões como os litros de água que o pneu consegue dispersar, o aumento ou redução no consumo de combustível, entre outros factores. Acho que conseguem perceber que um automóvel é algo bastante complexo e estudado.

Vamos ao que interessa, porque é que o Xénon não é legal?

Um carro para ter faróis com lâmpadas de xénon (ou outras formas de iluminação que passem os 2000 lúmen) tem que obedecer a algumas regras. As ópticas devem estar preparadas para este nível de iluminação, devem existir lava-faróis e niveladores automáticos de faróis.

Isto é o básico, e porque razão são necessários estes mecanismos? Os lava-faróis porque com sujidade a luz dispersa-se bastante levando ao encadeamento de quem vem em sentido contrário, e os niveladores automáticos porque alguém descobriu que os condutores não sabem regular os faróis quando circulam com carga (alguns nem sabem que tal é possível) e lá está, levar com mais de 2000 lúmen nos olhos de frente à noite não é nada meigo, nem quando circulam à nossa retaguarda.

Mas lá está, isto é o básico. Ainda é preciso ter em consideração a localização dos balastros e onde passam os cabos de alimentação, até porque não será nada agradável num atropelamento ou num acidente ficar com um cabo a tocar na chapa do carro com uma voltagem elevada.

É verdade que na Europa somos bastante exigentes com as regras em relação a alterações nos automóveis, e nos Estados Unidos não levantam problemas e no Brasil até é possível legalizar xénon com uma inspecção.

E não pode vir a ser possível por cá, como passou a ser com as películas ou com os kits de GPL de injecção liquida, perguntam vocês.

Temos que ver em que carros é que se pretende instalar xénon, normalmente são carros antigos. Actualmente os carros de segmentos superiores já nem trazem xénon e passam a usar LED ou lasers e a grande maioria dos automóveis novos permitem como opção a instalação de xénon ou já o trazem de origem. Sem um grande grupo por detrás dos kits xénon nunca vão existir interesses em que se altere a legislação para ultrapassar este problema.

Então qual a solução?

Primeiro é preciso saber qual o problema. Infelizmente a maioria daqueles que procuram um kit xénon não quer iluminar melhor a estrada, mas está à procura de ter luzes azuis no carro, até porque os kits mais vendidos têm lâmpadas 6000ºK em vez dos tradicionais 4300ºK.

Para esses não existe solução, já os condutores mais conscienciosos e que pretendem melhorar a visibilidade à noite ou em situações de fraca visibilidade como chuva ou nevoeiro têm soluções.

Audi R8 com lâmpadas Philips WhiteVision

Vejam a foto acima, o Audi TT branco tem xénon? A estrada está bem iluminada em comparação com os carros que circulam atrás, portanto deve ter certo? Errado!

São lâmpadas Philips WhiteVision, que vieram substituir as BlueVision que usei bastante nos meus carros anteriores que tinham lâmpadas de halogéneo. A cor era mais branca que as lâmpadas convencionais e iluminavam melhor a estrada de noite e em situações de chuva. Nevoeiro não tanto, mas aqui o xénon tem o mesmo problema, quanto mais branca for uma lâmpada pior é a sua eficácia com nevoeiro.

Estas lâmpadas são legais, é tirar a antiga e meter uma nova, sem qualquer alteração necessária. Assim como a Philips, a Osram também as tem.

Se pretendem circular legais esta é a solução, com um kit xénon vão encadear os outros condutores e circular sujeitos a multas e chumbo nas inspecções. E sinceramente, se não se preocupam com os outros condutores na estrada para terem o carro com umas luzes azuis todas tuning então é merecido serem multados e obrigados a fazer uma inspecção tipo B depois de remover o kit.

Portugueses são mais parecidos com o Senna do que o Hamilton

O Lewis Hamilton calado é um poeta. É um piloto de que não gosto por ser demasiado convencido e não ter noção das palavras que lhe saem da boca. A última saída infeliz dele foi dizer que nunca teve que fazer o mesmo que Schumacher fez para ganhar campeonatos, ganhou os dele com a sua habilidade natural.

E é verdade, ele nunca teve que melhorar uma equipa para começar a ganhar campeonatos. Aliás, a própria Mercedes onde corre deve muito a Schumacher e a Ross Brawn, as mesmas pessoas que tiveram um papel decisivo em fazer da Ferrari uma equipa imbatível.

E não vamos falar do título que ganhou pela McLaren, espero sinceramente que ele envie todos os anos uma prenda de natal generosa para Timo Glock.

Ayrton Senna

Hamilton sempre se gostou de comparar a Senna e de se auto intitular como o novo Senna, mas na realidade, nós portugueses, somos mais parecidos com o Senna a conduzir no dia-a-dia do que o é Hamilton na pista. Ora vejamos.

Somos os campeões a furar filas e a saltar de faixa

Senna disse “And if you no longer go for a gap that exists, you are no longer a racing driver”, que em português é algo como se existir um espaço e não o usarmos para passar já não somos um piloto.

Nós portugueses somos campeões nisto. Se existe um espaço numa fila de trânsito alguém se vai lá meter. Se a fila do lado está a andar mais depressa, vamos saltar para lá, e depois novamente para a fila onde estávamos porque começou a andar mais depressa novamente.

O Lewis por cá ia passar a vida a reclamar que alguém se tinha metido à frente ou que não lhe deixavam espaço para passar, enquanto empurrava outros condutores para fora da estrada.

Conduzimos à chuva como se estivesse sol

Senna era o mestre da condução à chuva, era quase como se não estivesse a chover.

E nós, portugueses? Está a chover e continuamos a fazer curvas apertadas a abrir, a circular a 200km/h nas auto-estradas como se estivesse um dia de Verão. E ainda o fazemos com uma mão no volante e outra na manete das mudanças.

Não precisamos de bons carros para sermos rápidos

Mesmo com carros inferiores à sua competição Senna era imbatível. Caso do McLaren MP4/8 que conduziu em 1993.

Em Portugal o que não faltam são carros com pouca potência a fazer o trabalho de grandes. Quem nunca viu um Smart a 140 numa auto-estrada ou um simples utilitário a cortar curvas que faziam um Ferrari corar?

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