Provavelmente o carro mais caro do mundo?

Modelo único, feito por encomenda a pedido de um cliente da Rolls-Royce e baptizado de Sweptail. O preço? Estimado em 11,5 milhões de Euros, superior aos 8 milhões do Maybach Exelero. O resultado? Perfeição.

Rolls-Royce Sweptail

É um carro feito ao detalhe para que tudo seja perfeito. A grelha por exemplo é a maior da era moderna da Rolls-Royce e é feita a partir de um bloco de alumínio, uma só peça, sendo depois polida à mão até ter um acabamento espelhado. A pintura perfeita, sem casca de laranja, com todos os paneis do carro sem falhas. No interior a filosofia adoptada é de simplicidade e minimalismo.

Foi apresentado em Villa d’Este e tenta invocar os Rolls-Royce dos anos 20 e 30. Fica um vídeo com uma vista 360 do carro e alguns dos detalhes do mesmo.

Este é certamente um carro que fica na história.

Condutores lentos criam trânsito e aumentam custos com combustíveis

Já se depararam com trânsito infernal em hora de ponta e que de repente começa a andar sem existir nenhum incidente na estrada? A culpa é dos condutores lentos que causam engarrafamentos e provocam o chamado efeito de onda. O resultado? Mais trânsito e maior consumo de combustível.

Trânsito em Lisboa

Num estudo feito em 2013 verificaram que cada lar em França tem um custo adicional de 2200 Eur anuais em combustíveis por causa do trânsito, aqui incluí também acidentes, obras, semáforos e outros incidentes. Uma das principais causas para o trânsito são os condutores lentos.

E o que é um condutor lento? É um condutor que demora mais a entrar numa rotunda ou acesso a uma auto-estrada ou que circula a uma velocidade inferior ao fluxo do trânsito. Inicia-se o efeito de onda em que o condutor de trás reduz a velocidade em 5km/h e assim sucessivamente até que chega ao ponto zero em que um condutor vai parar.

Podemos usar um simulador de trânsito para verificar estas implicações. O simulador em mtreiber.de é perfeito para isso pois permite simular entradas e saídas de uma auto-estrada, cortes de faixa e passagem alternada, ou apenas uma estrada aberta. A qualquer momento podemos criar uma situação em que um condutor circula a uma velocidade mais lenta ou hesita numa mudança de faixa.

Decidi fazer essa simulação para perceber as implicações que um condutor pode ter em termos de custos, tempo e poluição.

Num cenário de acesso a uma auto-estrada, onde circulam cerca de 2500 carros por hora e entram 720 viaturas por hora num acesso o trânsito flui normalmente com todos os carros espaçados entre si e sem qualquer demora.

Simulação de trânsito: Fluído

Colocando 3 condutores que mudaram de faixa ou reduziram consideravelmente a velocidade sem necessidade para isso consegui gerar um efeito de onda que prejudicou o trânsito de tal forma que mesmo após vários minutos e mais tarde reduzindo o número de carros a entrar na auto-estrada para 13 por hora o trânsito continuava compacto.

Simulação de trânsito: Engarrafamento

Bloqueando completamente a entrada de novos carros pelo acesso à auto-estrada o efeito de onda continuava mesmo após vários minutos.

Simulação de trânsito: Efeito onda

Bastaram 3 condutores com uma condução errática, ao demorarem mais tempo a entrar na auto-estrada e a reduzir a velocidade em relação ao fluxo de trânsito para gerar um engarrafamento que na vida real poderia demorar horas a normalizar.

Se olharmos para esta simulação como um dia normal numa auto-estrada em hora de ponta em que existem condutores que não têm uma condução adequada podemos facilmente perceber os custos que estes condutores acarretam na economia. Mais emissões poluentes, aumento de custos com combustíveis e com atrasos para chegar ao trabalho, quebra na produtividade.

Se pensarmos que em média cada carro tem um aumento no consumo de 1 litro e, para facilitar as contas, vamos supor que são todos a gasóleo, temos por hora um gasto adicional superior a 800 Eur em combustíveis para percorrer um curto espaço.

Nós, condutores, podemos atenuar estas situações. Ler o trânsito à nossa frente e em vez de travar tirar o pé do acelerador, facilitar as entradas e saídas nas auto-estradas e evitar mudanças desnecessárias de faixa.

Aconselho vivamente a brincarem um pouco com este simulador que ajuda a perceber o impacto de alguns comportamentos na estrada no estado do trânsito. Saímos todos a ganhar.

Lava faróis, o que são e para que servem

Lava faróis num Saab 99Foi em 1971 que a Saab, no modelo 99, introduziu pela primeira vez no mercado lava faróis.

Para resolver o problema da falta de luminosidade quando os faróis ficavam sujos com neve ou lama foi criado um sistema com uma escova semelhante à dos vidros e um jacto de água para manter os faróis limpos.

Nos anos 80 começou a ser comum muitos Saab e Volvo terem este sistema uma vez que passou a ser obrigatório na Suécia, e até outros fabricantes europeus como a Mercedes, BMW e Jaguar começaram a oferecer lava faróis com escova. Era bastante útil especialmente em países com queda de neve, permitindo limpar o farol e manter a estrada iluminada.

Existiam sistemas bastante complexos, outros semelhantes à escova do pára-brisas, e no caso da BMW com faróis separados, duas escovas que funcionavam alternadamente com o mesmo motor.

No fim dos anos 90 começaram a aparecer outros sistemas onde eram usadas bombas com uma pressão superior de água que pode chegar aos 50 bar, permitindo remover detritos do farol sem necessidade de uma escova. Como os faróis passaram a ser em plástico e não em vidro estas pequenas escovas acabavam por riscar os faróis.

Apareceram ainda sistemas onde a água era aquecida tanto para os faróis como para o pára-brisas.

Mais tarde as saídas de água começaram a ficar escondidas atrás de tampas, dentro do pára-choques, por questões estéticas e aerodinâmicas.

Mas se antigamente apenas alguns carros tinham lava faróis, actualmente com as melhorias na iluminação passou a ser obrigatório o uso deste sistema sempre que um farol tem mais de 2000 lúmen, como é o caso do Xénon e alguns faróis LED.

Aqui deixou de ser problemático o farol ficar tapado, porque com a quantidade de luz gerada continua a existir iluminação suficiente. No entanto, a sujidade pode prejudicar as características ópticas do farol e causar um brilho excessivo que acaba por encadear os condutores que venham em sentido contrário.

Acabam assim por ter uma dupla função sempre com a segurança em mente.

As cores mais marcantes para um automóvel

Uma das escolhas mais importantes e mais difíceis é a cor de um carro. Temos sempre a mesma lenga-lenga que é uma cor que vamos ver todos os dias e as cores fortes cansam depressa. No final, pelo menos em Portugal, acabamos com um parque automóvel demasiado cinzento.

Pessoalmente gosto de cores diferentes e que façam saltar à vista as linhas de um automóvel. Decidi fazer uma lista das cores que mais gosto de ver num carro, e tal como a escolha da cor, não foi fácil chegar a esta lista.

British Racing Green

British Racing Green
Esta é para mim a melhor cor de todos os tempos, especialmente nas versões modernas metalizadas onde é usado um pigmento dourado, que ao sol fica espectacular. Com interiores claros é uma combinação vencedora e fica bem em carros de médio e grande porte.
Qualquer Jaguar ou outro carro britânico fica bem com esta cor.

Verde Miura

Verde Miura
Este é um verde bastante peculiar e tem história. É para mim a cor que melhor assenta no Lamborghini Miura, mas curiosamente nenhum saiu de fábrica com a mesma tonalidade. Quando era preciso uma reparação de pintura alguns mudavam de cor ou eram pintados de novo porque era impossível acertar com a cor.
É uma cor típica da Lamborghini e fica bem noutros modelos mais recentes como o Murcielago ou o Huracán

Rosso Corsa

Rosso Corsa
Hoje em dia quando se fala em carros vermelhos vem logo à cabeça Ferrari. Ainda fiquei indeciso entre o Rosso Corsa e Rosso Scuderia, mas acabei por escolher o Corsa por ser uma cor mais clássica.
É a cor mais comum num Ferrari

Lava Orange

Lava Orange
Um Koenigsegg é sempre um carro especial, mas quando foi apresentado o Koenigsegg CCR aquele laranja vivo tornou-o ainda mais especial. Existem cores semelhantes noutras marcas, desde Ford a Porsche, mas é no CCR que esta cor mais se destaca.

Nogaro Blau

Norago Blau
Quem não se lembra da fantástica Audi RS2 e da sua cor azul mítica? Com uma tonalidade muito própria fica bem em carros de médio e grande porte e ao sol tem uns reflexos fantásticos, oscilando entre o azul e o roxo.
Uma carrinha RS4 ou RS6 com esta cor fica divinal.

Estoril Blau

Estoril Blau
Adoro carros azuis, e este azul da BMW com aquela tonalidade mais clara é fantástico. Nem que fosse pelo nome de Estoril, é uma cor que realça as linhas do carro.
Fica bem no Série 3 e 4 e carros de tamanho médio

Zonda Tricolore

Tricolore
Este não é bem uma cor, mas mais um verniz com um toque azulado que por cima do carbono fazem este efeito espectacular que se pode ver no Pagani Zonda Tricolore, uma edição especial. Este efeito já vai sendo visto noutros carros da Bugatti e Koenigsegg.
Foi feito em tributo à Frecce Tricolori cujos aviões são azuis e têm a lista com as três cores da bandeira italiana.

E tu, qual é a tua cor preferida que gostas de ver num carro? Partilha nos comentários!

Ferrari começa com vitória em Melbourne

Parece que afinal as alterações nas regras para 2017 surtiram algum do efeito desejado. Os pneus mais largos, a asa dianteira também mais larga e a asa traseira mais baixa veio ajudar a que os carros consigam andar mais perto uns dos outros e isto animou bastante as corridas.

Vêm-se mais ultrapassagens e os carros andam mais perto uns dos outros, no ano passado seria impossível ver um carro fazer várias voltas a menos de 1 segundo do carro da frente.

E a época começou da melhor forma, com uma vitória da Ferrari e um óptimo desempenho do Bottas, que me pareceu não ter continuado a lutar pelo 2º lugar por questões internas de equipa, porque estava com andamento para chegar a essa posição.

Vettel na classificação do GP de Austrália de 2017

Espero que esta temporada se mantenha assim com uma Ferrari mais competitiva, mas parece-me que outras equipas continuam com grandes problemas de fiabilidade como a Haas, Renault e McLaren. A Red Bull decepcionou, parece não ter o andamento que se estava à espera.

Se continuar assim esta temporada vai ser bastante competitiva.

As 5 operações de manutenção mais esquecidas num automóvel

Quando compramos um carro sabemos que existe manutenção associada ao mesmo, mas para muitos proprietários de um automóvel a manutenção fica-se por mudar o óleo do motor e colocar combustível.

Manutenção automóvel

Algumas operações necessárias para manter um carro em condições plenas de funcionamento são muitas vezes esquecidas por desconhecimento ou por não se entender a importância do bom estado destes componentes.

Correia de distribuição

Correia de distribuiçãoDe uma forma muito simplista a correia de distribuição sincroniza vários componentes do motor (cambota, válvulas) para que o motor funcione no ponto. Existem carros com corrente em vez de correia, mas nos carros com correia existem limites de quilómetros e anos para a mudança da correia.

Se não se mudar uma correia e esta partir normalmente é necessário reconstruir o motor uma vez que os cilindros acabam por bater nas válvulas e vão danificar a cabeça do motor.

Os intervalos são vários, podem ser de 100.000km a 200.000km e durar entre 6 a 10 anos, ou mais.

Deve sempre consultar o manual e não descurar esta operação, mesmo que o seu carro tenha poucos quilómetros mas já tenha atingido a idade limite.

Óleo de travões

Mudança do óleo de travõesO óleo não está só no motor, também é usado para os travões e direcção assistida na maioria dos casos. O óleo dos travões nas normas DOT 3, 4, e 5.1 é higroscópico, isto quer dizer que absorve água presente na atmosfera.

Embora este óleo tenha inibidores de corrosão por causa da quantidade de água que este pode absorver, com o tempo estes deixam de fazer efeito podendo existir corrosão no sistema de travagem.

A maioria dos fabricantes recomenda a troca a cada 1 a 2 anos em condições normais de condução. Deve consultar o manual e rever o intervalo definido pela marca.

Liquido de refrigeração

Liquido de refrigeraçãoO que está no radiador não é água. De uma forma simplista é água desmineralizada e etilenoglicol misturados com aditivos adicionais para reduzir a corrosão e lubrificar a bomba de água.

Este liquido, dependendo da percentagem de etilenoglicol e outros aditivos pode reduzir o ponto de congelamento até -40º e de evaporação até 140º. Isto permite que possa usar a viatura em ambientes extremos sem que este liquido congele, assim como permitir que o motor aqueça sem que existam perdas de água por evaporação.

Tal como o óleo dos travões com o tempo este liquido vai perdendo propriedades e deve ser trocado regularmente. A maioria dos fabricantes recomenda a cada 2 anos, mas deve sempre consultar o manual da viatura.

E se o nível do liquido de refrigeração estiver abaixo do nível nunca use água da torneira nem misture outros líquidos que não sejam iguais ao que já está aplicado. A aposta segura é sempre água desmineralizada, mas tenha em atenção que vai diluir a mistura actualmente no motor e reduzir a performance do líquido.

Velas

Velas de um motor a gasolinaA não ser que tenha um carro eléctrico, os motores a gasolina e gasóleo usam velas. No caso dos motores a gasolina para fazer faisca e incendiar a mistura de ar/combustível, nos motores a gasóleo para ajudar no arranque a frio.

No caso dos carros a gasolina as velas devem ser trocadas regularmente, nalguns casos a cada 30 ou 60 mil quilómetros e em casos mais extremos (velas de Iridium por exemplo) a cada 100.000km.

Ao não trocar as velas pode notar falta de potência e consumos mais elevados. Tal como nas restantes operações deve consultar o manual do carro e seguir a recomendação do fabricante.

Filtro de Ar e Habitáculo

Filtro de habitáculoJá viu um filtro de ar após 6 meses a circular em cidade? E o do habitáculo?

Com o tempo os filtros de ar ficam saturados com poeiras e poluentes que se encontram na nossa atmosfera, reduzindo a performance do motor e aumentado consumos.

No caso do filtro do habitáculo é o ar que respiramos directamente quando estamos dentro do carro. Um filtro colmatado com poluentes vai reduzir a performance do seu ar condicionado e com humidades elevadas levar a que o interior da viatura embacie mais facilmente por não ter ar fresco presente.

No caso do filtro de ar do motor os fabricantes recomendam uma troca a cada 1 a 2 anos, já o filtro de habitáculo deve ser trocado anualmente, a não ser que seja um carro de garagem que raramente anda.

Terminou a primeira temporada do The Grand Tour

Foi na passada sexta-feira que ficou disponível o último episódio desta primeira temporada do The Grand Tour que contou com 13 episódios.

O balanço é muito positivo, nota-se que existe mais liberdade editorial o que permite algumas piadas mais arriscadas pelo trio sem medo que a BBC e a equipa do politicamente correcto se levantem em armas para os abater.

O último episódio teve um ponto interessante, um arranque entre um Veyron e um 918 Spyder para mostrar que o Veyron já não é o supra-sumo da performance, até que apareceu um Nissan Patrol bastante alterado.

Arranque entre Veyron e 918 Spyder

Apenas não fiquei convencido com a nova pista de testes, detesto o americano (o substituto do Stig) e o segmento Celebrity Brain Crash apenas teve piada a primeira vez.

A segunda temporada do The Grand Tour deve ficar disponível lá para o final do ano, possivelmente Novembro tal como esta.

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