Nico Rosberg é campeão

Terminou a corrida em Abu Dhabi e Rosberg sagrou-se campeão. Foi ele, Schumacher e Brawn que começaram o que é hoje uma equipa Mercedes vencedora.

Repete assim o feito do seu pai, Keke Rosberg, que também ganhou o título.

Rosberg campeão

Infelizmente o Hamilton não fez uma corrida limpa, começou a reduzir ao máximo a velocidade a que seguia para tentar atrasar ao máximo Rosberg para que ele fosse passado pelo Vettel e Verstappen e colocou a vitória da Mercedes em risco.

Podem dizer o que quiserem, mas quando existem pedidos da equipa para deixar passar o Hamilton o Rosberg obedece, é uma equipa. O Hamilton infelizmente não olha a meios para ganhar, e segundo ele, ele perdeu o título por causa da falta de fiabilidade do seu carro. Curiosamente nos anos anteriores em que Rosberg teve mais problemas não se lembrou disso.

Mesmo Jackie Stewart disse que no tempo dele e mais antigamente ninguém corria para atrasar os outros, mas corria para ganhar corridas.

Fico contente por ter sido o Rosberg campeão, penso que é um piloto que se identifica mais com o espírito da Mercedes.

O Top Gear só mudou de nome

Ficou disponível hoje o primeiro episódio do The Grand Tour no Amazon Prime. O trio voltou e trouxe para o primeiro episódio um outro trio de peso!

Parecia que estava a ver o Top Gear, o mesmo formato com pequenas diferenças mas tudo o resto continua igual, um bom programa de entretenimento com carros à mistura.

A abertura foi uma espécie de gozo da saída do Jeremy do Top Gear e apresentaram-se com a quantidade de vezes que já tinham sido despedidos de outros empregos. Incluiu cerca de 150 carros, 2000 pessoas, jactos, músicos e custou aproximadamente 2.8 milhões de euros.

O primeiro episódio mostrou o comparativo entre o LaFerrari, 918 e P1 que teve lugar no Autódromo Internacional do Algarve e nas estradas da serra de Monchique. Isto certamente não é novidade, porque já andavam a circular várias fotos pelas redes sociais.

The Grand Tour em Portugal

E, spoiler alert, o Jeremy não se vai chamar Jennifer, mas vai ficar sem casa.

Foi um episódio porreiro, deu para umas gargalhadas e ver carros interessantes. A nova pista também parece ser interessante, mas o Stig faz falta. Se no Top Gear tínhamos o Stig a testar os 3 carros de igual para igual, aqui tivemos o Jérôme d’Ambrosio. Sim, iria ser na mesma o Jérôme d’Ambrosio a testar os carros mas vestido de Stig e isso iria tirar o piloto da equação.

Um ponto positivo é que deixamos de ter o segmento “Star in a reasonably-priced Car”, embora tenham feito uma espécie de brincadeira a gozar com esse formato.

Esta primeira temporada vai ter 12 episódios com uma duração de 1 hora cada, melhor que os 6 a 8 episódios por temporada do Top Gear.

O mítico Ferrari F40

O Ferrari F40 é um ícone do mundo automóvel. Foi o último Ferrari produzido a ser aprovado pessoalmente por Enzo Ferrari e na altura em que esteve à venda era o Ferrari mais rápido, mais potente e mais caro disponível.

Foi criado para celebrar os 40 anos da Ferrari e tinha um motor V8 biturbo com “apenas” 2936cc e 478cv para um peso de 1369 kg.

Eu tive a felicidade de ver dois F40 seguidos em Lisboa, a meio da noite, e é realmente um carro bastante especial.

O Jay Leno experimentou um F40 e fala um pouco sobre a história. De notar que o Jay Leno não é fã da Ferrari. Este F40 pertence a David Lee que tem na sua colecção além deste F40, um F50, Enzo, LaFerrari e um 288 GTO.

O Jeremy Clarkson disse que o F40 era o Ferrari que nos dava esperança. Por ter algum lag podíamos arrancar ao lado de um e dizer às nossas esposas “Olha amor, estamos a acompanhar um Ferrari”, até que elas olham para o lado e dizem “Qual Ferrari?”

Já em 2013 o Chris Harris teve a felicidade de experimentar em pista um F40 e um F50 e comparar ambos os carros.

São dois vídeos bastante interessantes, não só para quem gosta da Ferrari e de desportivos, mas para quem gosta de automóveis.

A produção do Phantom vai terminar

Um carro que gosto bastante, o Rolls Royce Phantom, vai deixar de ser produzido agora em Novembro. Foi o carro que salvou a Rolls Royce de desaparecer do mapa, já sobre a alçada da BMW e tornou-se num ícone automóvel.

Sempre que se fala em luxo sem olhar a custos é este o carro que vem à mente. Um motor potente, sem dramas, com muito conforto e silêncio. A palavra usada pelos ingleses é effortless e faz todo o sentido.

O jornalista Alex Goy fez um pequeno mas interessante apanhado da história deste modelo enquanto conduz um Phantom.

O exemplar em questão é que não foi bem escolhido, o exterior tem um aspecto duvidoso, mas não deixa de ser um carro imponente e que transpira qualidade.

Se gostam deste tipo de automóveis são 7 minutos bem passados.

Estima-se que em 2018 exista um novo modelo para substituir o Phantom.

O substituto do Stig é o Stig?

O novo programa de televisão do Jeremy Clarkson, James May e Richard Hammond é o The Grand Tour que vai começar a 18 de Novembro.

Uma das questões dos fãs do Top Gear era o que iria acontecer ao Stig, uma vez que a BBC ficou com os direitos do nome e imagem deste ícone do programa.

Apareceu entretanto um vídeo no Youtube com um excerto do novo programa onde mostram que o novo The Stig é afinal o antigo Stig, mas já não é esse o seu nome, agora é The Ben Collins.

O piloto Ben Collins, que abandonou o Top Gear em 2010 por não ter qualquer reconhecimento de ser o Stig, parece que fez as pazes com o trio e volta assim a aparecer no novo programa.

Perde-se o efeito cómico do Stig ser aquela personagem sem expressão facial, um simples capacete, mas ganha-se um bom piloto para comparações entre carros no The Grand Tour.

A Citroën lançou um museu virtual sem o DS e SM

A Citroën lançou um museu virtual onde podemos encontrar quase todos os modelos da Citroën, excepto os fantásticos DS e SM que aparentemente foram erradicados da história da marca.

O site é muito interessante, podemos ter uma visão de 360º do interior e exterior, ouvir o carro a ligar e acelerar e ouvir vários sons do carro, desde sons de alertas ao abrir da mala ou o barulho de uma suspensão hidropneumática.

Museu virtual da Citroën

Não está disponível em português, mas tem outras línguas como o francês, inglês, espanhol ou alemão.

É pena alguns broncos do marketing terem apagado o DS e SM da história da Citroën, porque foram criados e vendidos como Citroën, ainda não existia PSA nem a pseudo-marca DS. É claro que as reacções foram menos boas como no artigo do HubNut ou do PetrolBlog.

Tirando isso o site é bastante interessante, eu que não sou aficionado da Citroën (tirando os DS, SM, CX, XM e C6) já perdi umas horas a navegar e a explorar as brochuras, a ver números de produção, a consultar as curiosidades e ouvir os sons de cada carro.

Bom, só falta partilhar o endereço. O site está disponível em citroenorigins.com. Vale a pena, mesmo sem o DS e o SM.

Mas se quiserem mesmo ver o DS e o SM o Jay Leno tem dois vídeos bastante longos dedicados a cada um, uma vez que ele tem estes dois modelos.

Acidente fatal num Tesla em modo autónomo

Ocorreu o primeiro acidente fatal com um carro com funcionalidade de condução autónoma. Um Tesla Model S que tem esta funcionalidade em Beta.

Beta no mundo da programação é quando um produto ou funcionalidade ainda não está devidamente testado. Isto não tem grande problema quando se trata de um cliente de email ou um website, mas num sistema de condução autónoma não faz grande sentido.

Função Autopilot no Tesla Model S

Sempre fui contra o modo de trabalho da Tesla e arrepia-me a ideia de empresas como a Apple e Google estarem a testar a criação de automóveis. Desde funções criticas serem controladas por touch screen a tratarem um carro como um PC ou telemóvel em que podem colocar funções para teste, é algo que não faz qualquer sentido.

É impossível imaginar algo desde género a acontecer numa Volvo ou Mercedes, empresas que estão a investir bastante nesta tecnologia e que estão anos e anos em testes para garantir que nada de errado possa acontecer.

No caso deste acidente levanta-se a questão, de quem é a culpa? Do condutor que não estava a controlar o seu veículo, ou do fabricante que desenvolveu software para que o veículo se controle de forma autónoma e que falhou?

São conhecidos os vídeos em que este sistema se baralha, mas também os quase acidentes que o sistema evita. O senhor que faleceu tem ele próprio um vídeo desses.

Neste caso e de acordo com a Tesla nem o sistema nem o condutor repararam na galera de um camião, branca, porque o céu estava com uma cor muito clara, então não foi aplicado o travão de forma autónoma levando ao acidente fatal.

Isto vai também atrasar a colocação no mercado deste sistema, especialmente em solo europeu, mas ficamos todos a ganhar com mais segurança e testes aprofundados sobre estes sistemas. E é bom que fique por aqui as funcionalidades Beta em automóveis, não se vão lembrar de outras funcionalidades como um novo modo de ABS ou ESP em Beta que poderá falhar.

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